Tenho a caneta em mãos, buscando falar de minha própria vida, como se isso fosse uma forma de encontrar meus sentimentos mais desconhecidos. Eu nem me conheço ao certo, como posso ter em mente o que sinto? Estava andando calada, meus fones urravam Demons, do Imagine Dragons. Eu queria poder dançar naquele parque, porque essa música simplesmente tinha a capacidade de me fazer viajar sem me tirar do lugar. Tenho procurado expressar meus principais sentimentos através do meu olhar, e as pessoas têm me olhado tanto... Será que elas conseguem ver meus demônios no meu olhar? Será que elas podem me ver verdadeiramente ao me olhar?
           Espero não parecer tão confusa quanto sou. Espero que o que visto todos os dias não demonstre metade das ideologias que defendo. Torço, do fundo do meu coração, que as pessoas não se estranhem com minha aparência. Eu sou tão desorganizada que ás vezes tenho medo de estar com a roupa do lado avesso por pura distração do dia-a-dia. Tudo  me distrai, é um fato. E vejo que, na altura do diário que se sucede, não consegui dizer metade do que antes desejava. Só enrolei, enrolei e nada disse. Agora, posso contar-lhe um segredo certa de que isso poucos sabem: ninguém sabe/conhece meu verdadeiro eu. Nem minha mãe, nem minha melhor amiga, nem meu principal confidente - este que eu chamo de Dan Reynolds, meu beagle e atual melhor amigo, que recebeu esse nome em homenagem ao vocalista da minha banda favorita. 
           Quando o amanhã chegar, aqui permanecerei. Calada e incapaz de agir. Serei quem eu sempre fui, sem ter que atrapalhar ninguém em seus compromissos diários e fazendo o que faço todo dia: sendo feliz no meu pequeno mundinho sem atrapalhar ninguém, sem fazer ninguém chorar ou sofrer por algo que eu definitivamente não gostaria de fazer. Em algum momento da minha fase adulta, olharei para trás ou lerei essas palavras e pensarei: será que realmente mudei? Espero, também verdadeiramente e diretamente do coração, que eu possa responder que sim, e que essas mudanças trouxeram-me benefícios eternos. Ah, e quer saber? Que diferença faz? Estou aqui como qualquer outro pra ocupar espaço naquela contagem de 7.272.876.400 pessoas (atualização essa de hoje de manhã, sei lá, né?) e que só espera não ser apenas um número qualquer.
Já cansada de esperar,
Consuelo.

N/A: Não sei com qual certeza eu quis fazer esse texto, mas minha inspiração veio de um site que encontrei que nos mostra números (nunca exatos) das principais estatísticas do mundo - população, mortes por dia, nascidos por dia, pessoas que ainda morrem por fome! E é assustador que o fato de que os números não param de aumentar. Alguns são até benéficos que aumentem mas estatísticas como "cigarros fumados hoje" e "quantidade de pessoas infectadas com HIV" são realmente preocupantes. E é só quando vemos esses números, esses enormes e praticamente infinitos números, que nós vemos o quanto o mundo é enorme e o quanto não passamos de meros mortais á espera de algo novo, que nos surpreenda. Sim, pseudônimo Consuelo será usado por mim sempre que eu precisar fazer alguma queixa sobre esses assuntos mais sérios. Esse foi só uma introdução. Esperem, com certeza, por mais. xoxo,


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