É o que tenho de mais bonito a vontade de mudar gritando aqui dentro. Não somente grita, mas me corta. E parece que por algum momento longo eu não iria conseguir sair dali. Era o estado de calamidade em que eu me encontrava e me doía. Doía não pensar com a minha própria mente, mas pensar que era menos fraca e menos eu do que já fui em qualquer outro dia. Não me sentia digna de amor algum, nem mesmo o dele, nem mesmo o meu - o que eu pude corrigir logo após, visto que é em amor que eu acredito e é de amor que eu vivo. Fiz com que aquele amor me pudesse levar mais longe e me fazer mais forte. Era o gancho que eu precisava para me reviver.
Foi quando me vi crente de que as crises viriam mais e mais vezes posteriormente. E viriam mais fortes, muitas vezes. Mas eu também estaria mais forte. E descobri, quase imediatamente, que a minha autoestima, e a da maioria das pessoas, tem raízes profundas em questões que a aparência física e padrões de belezas não podem se relacionar. Tem a ver com a minha força, as minhas vontades e todo o resto que pouquíssimas pessoas se importam, no fim das contas. E tudo bem você não se importar. Só diz respeito a mim e a quem eu quero por perto.
Porque, é claro, quem eu quero por perto eu amo. E quem eu amo, de alguma forma, deve se importar. Eu cansei de tentar me explicar e demonstrar os sentimentos tão abertamente. Já é difícil demais entender por mim mesma, dirá fazer com que outros entendam.
E eu aprendi sozinha o que o mundo sempre tentou me enfiar goela abaixo. Está na Bíblia, nos muros, na música do Legião e tatuado na pele de várias pessoas. Sem amor, eu nada seria.


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