(Via Pinterest)

Já vi muitos términos. Na maioria, infelizmente, com choros, raiva e mágoa. Acho que só uma vez que vi um que foi completamente amigável, de uma amiga minha com outro amigo meu. Eles nem choraram, mas eu, ave Maria, fui só lágrimas por um tempão. Até hoje digo que acho eles dois as coisas mais lindas do mundo juntos. Mas é isso, a vida continua, você conhece outras pessoas, troca saliva aqui, saliva ali, e aos poucos os amigos e parentes vão esquecendo que um dia existiu um casal entre você e outro alguém. Mas eu não gosto de fins, não sou muito fã do ponto final. Ele sempre me remente a uma tristeza muito grande. Demorou um tempo para que eu entendesse que eles são necessários. Afinal, aquele "e viveram felizes para sempre" não acontece para todo mundo, muito menos para todo casal. Na maioria das vezes você vai passar por muitas histórias antes de encontrar a "certa", quebrar muito a cara e se tornar um pouco mais duro para a vida, talvez se blindar mais. Lógico que você não vai começar algo pensando que vai terminar, né? Apesar do primeiro namorado muitas vezes ser só o primeiro de alguns, ele pode ser alguém para quem você vai voltar no fim do dia. 
Talvez por eu ter tanto medo de fins, que eu nem chegue a começar. Fico travada no primeiro "vamo sair" e se saio, nego beijo no fim da noite, dizendo que não estou preparada mesmo. Na maioria das vezes eu realmente não me sentia pronta nem para tentar. Na maioria das vezes, quem me pedia para sair e um beijo no fim da noite não era quem eu queria. Então continuo na minha, observando a vida e uma cadeia de términos sem fim. Já vi meu pai sair de casa e se sentar na garupa de uma moto e nunca mais voltar, o namorado da minha vó aparecer em um dia e depois não mais, o primeiro doeu demais, lembro do meu rosto de 5 anos encharcado, do meu grito. Aquele término acabou comigo. Acho que foi o único que senti demais. Ficou tão marcado na minha memória que até hoje lembro da minha franjinha querendo cegar meus olhos e do vestido quadriculado rosa, parecendo que ia para uma festa junina. 
O fim não se remete apenas a namoros e afins, amizades também chegam ao fim e dessas eu entendo direitinho. Já fiquei muito puta com amigos meus, já me senti diminuída, traída e até enganada. Já pus um ponto final em uma história que adorava, que pensava que teria capítulos sem fim. E foi aquilo, extremamente doloroso, mas necessário. Assim eu acabo ficando receosa, com medo de tudo e todos, porque não gosto desse estranhamento que abate as pessoas quando elas veem conhecidos que um dia significaram muito. Não gosto do sorriso sem graça, do aceno de cabeça e de seguir o rumo como se aquela pessoa simplesmente não tivesse significado nada para você. Também não gosto dessa ideia de que "tudo foi uma merda", como se os momentos bons tivessem sido completamente deletados e só ficassem os difíceis. Não gosto de como as pessoas se diminuem sobre as outras, de como arrastam relacionamentos por anos e anos, querendo proteger uma família que já conhece todos os seus erros. Não gosto de muitas coisas, mas acho que ficar me repetindo é ruim para o português. Por fim, quero dizer, que me desagrada (olha, sei usar outras palavras) o fato de ver pessoas como completos desconhecidos dentro da própria casa, dormindo em camas separadas, brigando toda hora, não se respeitando de jeito nenhum e nem trocando um beijo verdadeiro, porque ele parou de ser de verdade há muito tempo. É tudo por aparência e infelicidade. Nessa hora, por mais que doa e existam muitas variantes, é importante por um fim. Fechar o livro e guardar no topo da estante, daquelas que é necessário uma cadeira para ser alcançado. Não espere para se afogar em suas próprias lágrimas para entender que términos acontecem, para entender que aquela dor no peito passa e que simplesmente basta a gente escolher uma próxima história, de preferencia, com você de protagonista. 
                                          
                                                       
Nota: Queria dizer que voltei! Ninguém nem lembra de Aquela do cabelo azul e também não vou explicar! Mas queria também dizer que estava olhando os textos antigos e tá tudo errado viu, sinto vergonha. Enfim, espero que tenham gostado desse "comeback", que tenham lido e que essas palavras tenham significado alguma coisa para vocês. 
                                                               

                        
                                                                     (Via Pinterest)


Posso dizer que já me decepcionei muitas vezes, mas não vou dizer que sempre estive preparada para cada uma delas, porque não estava. A gente nunca espera que as pessoas mudem de uma hora para outra, somos acostumados com a lentidão da nossa própria vida, construindo as coisas de pouquinho em pouquinho. 
Então é sempre um baque quando de repente alguém muda, se transforma em outra pessoa e não sabemos lidar com aquilo. Digo isso, meu caro leitor, de peito aberto. Pois nos últimos dias tive uma grande decepção, e uma onda de tristeza mascarada pela raiva me invadiu. Hoje, escrevo aqui sobre um amigo, no qual nunca achei que fosse escrever, pelos menos não sem serem coisas recheadas de bom humor e amor. 
Durante os últimos anos, você foi uma das pessoas que eu mais confiei, para tudo. Quando paro para olhar a minha galeria de fotos, você estava presente em quase todos os momento, junto com tantos outros amigos nossos. Mas não serei hipócrita e simplesmente fingirei que todos aqueles momentos não foram bons para mim, que não foram recheados de alegria e riso. Não irei me arrepender de ter vivido todos aqueles dias e de ter derramado toda a alegria e tristeza pelos meus poros. É uma pena que não irei poder contar com você nos próximos anos. O meu grande erro nas outras vezes que me machucaram foi não ter me valorizado como eu deveria, posso dizer que agora está sendo diferente.
É estranho dizer que você foi o primeiro garoto que me machucou de verdade, porém, essa é a verdade. Não foi nenhum menino que eu estivesse apaixonada ou um paquera que apenas quisesse me usar, foi você. Aquele que se apresentava tão integro, preocupado com o nosso bem estar e sempre disposto a ajudar. Só que tenho que te dizer: não conseguimos fugir dos nossos erros, ou agir como super-heróis que salvam o mundo em um estalar de dedos. Ninguém nesse mundo é perfeito e o seu erro foi tentar ser alguém que na realidade não é. Tu, com essa capa de invencível nos mostrou que Edna Moda estava certa sobre capas, você caiu na sua própria, se enrolando e tropeçando nas suas próprias mentiras. 
O problema não foi suas falhas, pois eu também estou recheada delas, mas a sua negligência com a nossa amizade e as suas mentiras que tentaram cobrir a sua verdade. No fim, acabo sentindo pena de ti, pois viver assim não é viver. E queria dizer com toda a consideração que tenho por aquela pessoa que aparentemente não existiu, que você fique bem e seja feliz. As coisa ainda vão mudar e muitas pessoas vão sair e entrar na sua vida, e não vai adiantar de nada que tu seja o substantivo que todos amem qualificar se no final a sua caracterização for rica de decepção. 
E eu, permaneço aqui. Mudei meus cabelos tantas vezes, ri de diversas formas, mas sempre procurei ser o mais verdadeira possível em todas as minhas facetas e xingamentos. Que pena que você é uma mentira. 

                                                     

Nota: Quem lembra da Aquela do Cabelo Azul? Provavelmente ninguém, pois faz um tempo que essa moça não aparece por aqui. Acredito que de todos os textos que a nossa menina botou a mão na massa esse é o que ela tá mais frágil e isso lógico tem super a ver comigo. O blog é o nosso canto de refúgio e a vida não é fácil e por todos esses anos vocês nos "escutaram", então esse post e todos os outros estão abertos para vocês compartilharem o que estão sentindo com a gente. 

                                                                                                                                                                                           
                                                          

                    

Eu quase tive uma arma apontada para a minha cabeça. Pegaram o meu celular e foram embora. Eu fiquei ali, parada, não acreditando no que tinha acabado de acontecer. Posso parecer muito corajosa e uma pessoa que tem opinião forte, - e eu realmente tenho - , mas não tenho um pingo de coragem. Não vou bater boca com ninguém armado ou que eu ache que está, eu sempre posso ser estuprada, assassinada, alguém da minha família sofrer. E pode não parecer, por essa minha capa de revoltada, que fala de tudo, como se fosse realmente da esquerda, - e não querendo generalizar, pois tem muitos da direita que são - , mas grande parte deles não acredita em Deus ou tem dúvidas, e eu por outro lado tenho muita fé, daquelas que fala nem que seja um pouquinho todos os dias com o cara lá de cima. E na minha visão ele é quem decide quando a hora de alguém chega, não qualquer pessoa que passa na rua, nunca nem te viu, nem conhece sua história, seus planos para o futuro e simplesmente tira a sua vida, seja por um celular de 600 reais ou uma carteira. Uma vida por acaso tem valor?
É ridículo estarmos reféns disso, e há horas que queremos que os direitos humanos vá para o espaço e enfiarmos balas na cara daqueles que só nos aprisionam. Mas então, quem somos nós para julgar o prazo de vida de alguém? Eu nem quero me meter nisso, pois é muito relativo e de cada um. Porém,
acho muito mais produtível alguém passar o resto da vida só do que levar um tiro na testa, pronto, acabou. Quem vai pagar os pecados daquele na realidade vai ser a família.
As pessoas são muito mal educadas, e não falo de educação acadêmica, digo no geral. Todo mundo gosta de meter o dedo na vida dos outros, batendo e agredindo como se isso fosse ser melhor, cometendo pequenas corrupções todos os dias. Seja por esse bixinho maléfico que está presente em cada um dia de nós, que nos torna capaz de fazer absurdos em situações extremas. É por mentirmos para nós mesmos, dizendo que tá tudo tranquilo, e completar com uma música besta, como se a cada passo dado que damos fora de casa não fosse uma virada de cabeça, um andado mais rápido. É o medo que milhares de mulheres sentem quando saem de casa de manhã cedo e voltam ao entardecer ou a noite, de ser violada, de ser imprensada na parede e alguém nunca visto passar a mão nos seios, na intimidade e simplesmente se enfiar no corpo de outro ser, por simplesmente querer, por simplesmente ser louco e não ter respeito por si próprio. É ver as pernas sangrando e saber que aquilo será um trauma para a vida toda.
Há bombas sendo lançadas e criadas a todo momento, os países criando grandes lacunas entre si, sorrindo para foto, mas com uma arma apontando na realidade.
Eu quero o direito de viver. Viver em paz e não ter que esconder meu celular no sutiã toda vez que eu for almoçar fora. Ver minha vó conversar com a vizinha no portão e não ter nenhum medo. Poder ir para os lugares e realmente aproveitar. Pelo menos é o que quero para mim e pros meus futuros filhos.
A arma está de novo quase sendo apontada na minha cabeça. Eu entrego o celular. Mas no fim eu durmo tranquila, eu continuo tentando ser feliz, pois sei que não fiz nada de errado, e essas pessoas que tentam roubar nossas vidas, nunca serão felizes de fato.



Nota: Sim, eu realmente fui assaltada. E acredito que estava na hora da nossa menina agir novamente. Sinceramente eu tô bem cansada de toda essa violência, e nós que vivemos no Brasil sabemos muito bem como é isso, por isso que eu não julgo quem diz que preferiria morar em outro país, pois eu também sou uma delas. Não é falta de patriotismo. Eu amo meu país, mas aqui aos poucos está virando um campo de guerra. 





                                                                 

               

20 de janeiro, 7:05 da manhã. Estou voltando para casa, sozinha. É uma viagem de 8 horas, e eu nunca tinha viajado só. Eu percebi que cresci. Não só por que estou sentada numa poltrona sem minha mãe ou vó do lado. Percebi, pois amigos meus de longa data estão indo pra faculdade, outros já estão no ensino médio. Crianças que eu peguei no braço, estão andando, falando e rindo. Eu e minhas amigas estamos batendo de frente com a vida, uma lutando contra uma doença chata, outra tomando decisões difíceis, aos pouco abrindo as próprias asas, todas lutando por um futuro e sonhos. No outro corredor do ônibus, vejo um homem trabalhando, e percebo que ele um dia será eu. É difícil, até mesmo ruim. Aceitar que temos responsabilidades,  que estamos saindo debaixo da saia da nossa mãe. Dói muito. Afinal, crescer tem seus malefícios. Talvez você vá morar em outra cidade, ou viaje demais. E a saudade bate, pelas pessoas que deixamos e das que vamos encontrar. Dói. Dói não ter a cama da sua mãe para dormir, ou mesmo aqueles gritos que a sua vó dá.  De toda forma, estamos indo embora. Construindo a nossa própria história. Deixamos pessoas que amamos escolher seu próprio caminho. Nos despedimos incontáveis vezes, mas também tudo começa com um "oi" ou "olá". Preferimos nos magoar à ferir quem amamos. Tomamos decisões não só por nós, mas pelos outros. Recebemos inúmeros "não" e nos matamos de estudar para conseguir entrar numa faculdade. Bate aquela saudade de quando tínhamos 5 anos e a única coisa difícil de fazer era seguir a linha pontilhada com o lápis. A decepção não demora muito a acontecer, mas faz parte. Descobrimos amores das formas mais improváveis, e os risos vem sequenciado de um palavrão. Os hormônios afloram, e nos vemos nos braços de alguém, construindo outra história no meio da nossa. Eu quero fechar meus olhos e fingir que apaguei muita coisa da memória. Voltar a pintar meu cabelo ou deixar-lo mais curto. Mas eu mudei, há um tempo abandonei os cabelos coloridos e estão mais longos. O sol já está lá no alto e está fazendo muito frio, minhas mãos estão frias e meus olhos estão
pesando. É, eu só percebi agora. São 7:58 e acho que vou descansar um pouco. Bem-vindo a vida.


Nota: Aquela do cabelo azul está de volta! No primeiro texto desse ano, falando sobre algo que muito de nós estamos passando, que é crescer. Espero que tenham gostado e aguardem o próximo, nesse mesmo batcanal e batlocal. 

                                                                           

                                                  
    

Repetimos metodicamente todos os dias: ''tudo vai dar certo'', ''eu sou forte", quando tudo se passa de uma mentira do nosso consciente, tentando nos tirar da ilha do pessimismo e nos colocar na ilha do otimismo. Só que na verdade sempre haverá aquela parcela de "tudo vai dar tudo errado", na nossa mente. Como o resultado de um exame, nota baixa, aquela paixão e tudo que nos faz morrer de ansiedade.
Sinceramente, a vida é assim, um saco, e haverão inúmeros dias ruins e aqueles que você está tão confusa e sentimental por algum motivo que não conseguirá se concentrar em nada, como no meu caso, que não consigo entender absolutamente nada do que a professora de química diz, e não adianta dizer para me concentrar, não vai dar certo.
É como quando somos crianças que achamos que usar sutiã é uma maravilha, e usamos aqueles tops ridículos de panda, nos achando a última coca-cola do deserto, depois crescemos e só queremos chegar em casa e tirar o nosso melhor amigo e pior inimigo, enquanto vemos nas ruas as meias caindo do bojo das meninas de 11 anos que não sabem como é ter peitos grandes e como dói. Também quando somos crianças achamos que "virar mocinha" nos faz melhor que as outras, mas isso é por enquanto, quando elas não tem sangue escorrendo entre as pernas e uma parte do seu corpo praticamente querendo sair de si.
Nos arrumamos todos os dias e nada, absolutamente nada acontece, então no dia que definitivamente você está uma mocreia, surge aquele boy magia do além e um monte de puta começa a lamber ele.
Nos entupimos de tudo o que é ruim, para no próximo segundo nos arrepender e falarmos que vamos ficar gordas, e no dia seguinte quando sairmos do banheiro, nos olhar no espelho procurando todos os efeitos das calorias no nosso corpo. 
Então você chega em casa querendo comer mais e assistir aqueles filmes que nunca irão acontecer na sua vida, e a internet não presta. Sendo assim você vai começar a ler alguma coisa e terminar o dia chorando porque a história é muito triste, para descobri que você não fez nada do que devia fazer no dia.
E se você usar óculos, a sua vida só piora, pois você vai numa festa, se acaba de dançar e quando ver (se conseguir) seu óculos está jogado no chão, especificamente na puta que pariu. E se ele vence, você não enxerga mais o quadro e dizem que você não faz nada. Fora de quando você esquece de tirar e toma banho com ele ou dorme.
Tem mais! Quando você precisa desabafar a sua amiga não está online e ninguém mais te entende, o que faz você definitivamente ficar com a cara no chão dizendo para sua mãe que está tudo bem. 
É nesse momento que você pega o celular, coloca o fone, e surge aquelas músicas depressivas, mesmo que ele esteja no modo aleatório, e além do mais, sua mãe grita dizendo que seu ouvido vai piorar com o fone e você vai pegar uma infecção e mesmo assim você continua escutando a música que fala sobre uma história de amor e você naquilo: "nunca ninguém vai sentir isso por mim", ou fica com medo de se machucar lembrando daquele carinha da escola. No final você provavelmente estará com uma infecção.
Não é nem preciso dizer que todos esses "você" é tanto "eu" quanto "nosso".
Mas sabe no outro dia você acorda e diz: "tudo vai ficar bem'', mesmo sabendo das infinitas possibilidades do fim do dia não ser bom. E apesar de tudo, amamos ser mulher, independente de todos os machões que dizem que nosso lugar é na cozinha.


Nota: Nossa menina voltou! E com um texto de um dia definitivamente ruim, mas para fim, se tornou um dos meus textos preferidos, exatamente por falar como nós, mulheres, sofremos.

                                                                              



       
     
Quando estamos perdidos, somos vulneráveis e falhamos. Tudo vira uma grande massa e muitas vezes fazemos o que não é dito "certo" ou que faz mal.
É assustador ver quantas pessoas estão nessa situação, tento ser mente aberta e entender que tudo são dificuldades e às vezes falta de amor. Muitos param de acreditar no sentido da vida quando tudo começa a dá errado, meros tolos! Os erros estão aí para nós evoluirmos. 
A questão é: julgamos tudo sem saber a história, e quando escutamos boa parte dela, nosso coração aperta e queremos ajudar, bem, pelo menos eu quero. Mas pelo instinto egoísta e pela tamanha violência que vem acontecendo, - e não, isso não é culpa do governo que não coloca mais policiais, é culpa do governo que não promove uma educação, é culpa dos pais que não ensinam aos seus filhos a serem gentis e fazem as mesmas merdas que dizem que os filhos não são para fazer, - falhamos em ajudar, e percebemos que às vezes nossa ajuda não vai ser o suficiente. 
Ninguém vai estar lá toda hora para te impedir de fazer isso ou aquilo, as pessoas tem que acordar! Perceber que mesmo no pior dos momentos, a sua vida é boa! E se não é, não vai ser fumando, bebendo, e até tentando se mata que vai resolver. E eu repito: quando estamos perdidos, somos capazes de tudo. O errado é provocativo e queremos provocar aqueles que não nos aceitam ou que nos faz falta. Só que bem, nada disso vai fazer sentido se você não quiser realmente mudar. A sociedade não é só uma coisa só, existe um lado sujo, e esse lado sujo está bem do nosso lado, às vezes querendo só um abraço e um "tudo bem". Todo mundo duvida um pouco de nós, mas é aí que mostramos que somos capazes! Então, sério, não estrague a sua vida, só porque parece que tudo é uma merda, a vida de outras pessoas podem ser uma merda muito maior, mas elas não desistiram, elas levantaram a cabeça e seguiram em frente. Não tenha vergonha de mostrar seus erros, de conversar. Todos ainda temos vários preconceitos, só que alguém sempre vai te escutar. Sempre vai haver as letras e a nossa imaginação para criarmos um mundo melhor e não ter que nos próprio machucar, pois isso só vai piorar tudo. Tragar um cigarro, seja normal ou de maconha, só vai queimar os neurônios e infectar seus pulmões, por mais a favor que as pessoas podem ser a isso, não é a única coisa que vai fazer seus pensamentos fluírem e causar paz, quer dizer, isso não deveria ser uma opção. Escute uma música, leia um livro, escreva, pule, converse, desenhe, beije na boca, e outras milhares de coisas que podem te fazer feliz e trazer uma nova paz e um novo jeito de solucionar um problema. Sabe, problemas sempre vão existir, seja preconceito sobre sua sexualidade ou até a cor do cabelo, seja problemas de família, amor, escola. Mas tenha certeza que eles passam, nós nunca estamos realmente perdidos, tudo pode tá uma confusão, só que existirá os caminhos e vale você escolher, essa hora pode ter sido a pior da sua vida, mas a próxima, pode ser a melhor.


         
     

Nota: Olá pessoas. Isso certamente não foi uma crônica! Mas acredito que a nossa menina precisava colocar isso para fora, para mostrar as pessoas que existem outras opções, uma infinidade delas! Então você ai que leu, reflita, repense sua vida e veja que você não estar sozinha. 



      
   
         As ruas estavam cada vez mais movimentadas. Estava atrasada para encontrar com ele. Parei em uma rua, observando ao redor, meio perdida, quando vejo um cara de pele escura se aproximar de uma menina que mascava compulsivamente um chiclete. Eu sairia dali, mas curiosamente meus pés não queriam se mover, e vi o cara negro afastar um mauricinho que estava passando por ali e pegar o celular que estava nas mãos dele e entregar para a menina. Me surpreendi com aquilo, não pela situação, mas sim comigo. Realmente por mais que façamos a política de todos corretos, sem preconceitos ou julgamentos, tudo é uma grande mentira! O preconceito surge a partir do momento que vemos alguém todo rasgado e sujo, vindo em nossa direção e já pensamos que é um ladrão. O absurdo maior é que às vezes o ladrão, o vendedor de droga, o assassino, está do nosso lado e ele usa terno e gravata ou saias. Acreditamos no nosso senso de bondade e somos os mesmo hipócritas de sempre.
         Atravessei a rua, junto com um casal. Ele era alto e ela era baixinha e gordinha. Sei que algumas pessoas olhariam torto, por um homem tão, digamos, gostoso, namorar com uma mulher fora do padrão da sociedade. Sempre diriam que era um desperdício, eu também poderia dizer. Não só numa situação que o homem é mais bonito, pode ser em uma que ele é feio, que a mulher é muito mais velha, que ela é branca e ele negro etc. Dizer que somos livres desses paradigmas é uma mentira. Podemos até achar legal e bonito, mas temos um momento de hesitação.
         As pessoas associam muito o pré-julgamento ao racismo ou a homofobia. Só que claramente não é só isso. As pessoas julgam no geral o que é diferente, até mesmo uma doença, como se todo mundo não pudesse ficar doente em um estalar de dedos. E é irônico todos dizerem em entrevistas que isso tem que acabar e blá blá, quando eles próprios tem isso dentro de si. Preconceito, infelizmente, é questão cultural e cultura só resolve seus problemas com educação, o que basicamente está faltando no Brasil.
         O que me irrita é que as pessoas acham isso normal, o diferente de comum, e se acomodam, pensando que nada vai acontecer. Coitado, enganando-se com a alienação da televisão que insiste em mostrar corpos esbeltos, malhados e aquela chuva de cabelos loiros, sendo que a maior parte da população não é assim. Temos problemas de pele e podemos usar uma meia-calça rasgada, como podemos ter o cabelo de cor de diferente, ou não ter um corpo cheio de quadradinhos. Nada disso impede uma pessoa de ser feliz, seja por ter menos ou mais sardas. No final, por baixo da pele, existe um esqueleto igual. Na hora de morrer, não importa se você é o presidente de um país ou um catador de lixo, acontece do mesmo jeito! A única diferença é de como sua morte vai ser tratada, enquanto a morte de um presidente vai ser publicada em todos os tabloides internacionais, o catador de lixo, que talvez tivesse mais caráter que o presidente, só vai ser achado depois de 2 dias, quando o corpo começar a feder.
         Bem, já são 16:00hrs e ele já está mandando mensagem pra mim. É melhor eu me apressar.

     




Nota: Nossa menina voltou ácida! Espero que pensem um pouco sobre o assunto, e tratem melhor as pessoas. Sério, não se tornem idiotas. Mesmo com o preconceito, respeite.
      

Apenas queria dizer que to cansada. Disso tudo. As pessoas perguntam pra onde vou, onde quero ir, como se tu que eu fizesse fosse errado. Como ser eu, fosse errada. Mas uma coisa eu digo pra vocês: eu não vou mudar por um bando de babacas. Não vou beber, só por que todo mundo bebe e acha normal. Não vou ficar com alguém ou namorar, por que minha mãe ou minha vó diz que não, mas por que eu não quero, e é incrível como as pessoas pensam que eu estou mentindo. É incrível como ninguém tem fé em ninguém. E eu odeio isso, com todas as minhas forças, por que eu posso ser ingênua em sempre tentar ver o lado bom de alguém, mas, isso é quem eu sou.

Sinceramente, não é por que eu acho um menino bonito que eu já quero me agarrar com ele, não é por que eu não me matei de estudar, que eu não quero passar no concurso. Mas, as pessoas escutam e interpretaram tudo de forma má, como se eu sempre fosse fazer o pior, como se eu não me importasse com problemas e esteja pouco me fodendo para a minha vida. Só que essas pessoas estão totalmente enganadas. Eu não vou fazer parte dessa linhadas de cobras, que a palavra "pobre" é uma ofensa. E não vou deixar um professor de merda dizer o que eu posso fazer ou não. Escuta, você, esse ai mesmo que ta gastando poucos minutos lendo meus problemas, não é só uma nota, uma roupa ou que for, você é um ser humano e não o que as pessoas colocam na sua cabeça desde sempre, pode mudar quem você é. Segunda coisa, tira esse pensamento machista que você só será feliz se tiver um homem pra se apoiar. Há alguns anos atrás, eu prometi a mim mesma que não choraria por quem não merece minhas lágrimas, infelizmente, naquele época era pra um garoto que não tava nem ai pra minha existência, mas hoje, são tantas coisas, que às vezes eu quebro essa promessa e me lembro que não vale a pena chorar por essas pessoas. Pois elas não entendem.
É muito difícil, que os mentirosos entendam a minha alma e o meu fogo. Tudo agora é dinheiro, o status, e nada do real, é um mundo tão automatizado, que ninguém entende as minhas ilusões enquanto todos acham que essa vida que estão vivendo é real.
Por fim, eu só queria dizer que eu não sou assim, que apesar de ter deixado muitas pessoas, eu não esqueci delas, que eu sinto falta de todas, que eu não deixei de amar, só que a vida nos leva a rumos diferentes e mesmo vendo que as pessoas a minha volta não sentem culpa, eu sinto. E apesar de saber que outros desistiram de mim, não quer dizer que eu desistir deles, apesar de longe, meu coração se aperta a cada ligação, noticia, e a boca trava, por que eu sempre decidi não sofrer. Talvez tenha chegado a hora de deixar o cabelo azul de lado, minhas visões de super heroína, e sofrer. Afinal, não é o que todos querem?

                                                                          

Nota: Bem, nossa menina está bem chateada. Eu adoro quando ela tira aquela máscara de sarcasmo e se mostra. Espero que todos tenham entendido, como a nossa menina entende. 

                                                                                                                                                                   
                                                                       


Não necessariamente precisamos está sozinhos para nós sentirmos sozinhos. Ok, eu disse muitas vezes que o drama não faria mais parte de mim, bem, eu menti. É impossível não ter um pouco de drama na vida. Principalmente quando se  sai do âmbito de conforto. As pessoas são diferentes, você se torna diferente e digamos que as vezes insuportável. Admito que me tornei meio assim. Mudei de escola, fiquei longe daquele cara que eu beijei e prendi meu anel em seu cabelo. Meu cabelo perdeu a cor, e agora está normal. To até com vontade de pintar tudo de novo, mas sabe como anda a inflação. Nunca fui muito sociável com alguns tipos de pessoas, mas aqui ta sendo pior. Apesar de as pessoas julgarem as outras pela cor do cabelo, eu necessariamente não usava maconha e virava shorts de tequila, na realidade tenho aversão a tudo isso. Conviver com pessoas que tratam tudo de forma banal, enche o meu peito de disgosto. Nisso eu estive analisando como tudo mudou de uns anos para cá, e na verdade não mudou. A sociedade continua com o mesmo esteriotipo. O homem o pegador, que pega todas as meninas que quer, e a mulher a fraca de sempre. Ok, que muitas coisas mudaram, e que bom, mas né nem a missa metade. É nesses reflexos de sociedade, vemos como a nossa imagem é imposta mundo afora, como o preconceito está enraizado em nós mesmos. A mulher brasileira é vista como "putinha" em outros países, como se só soubesse sambar e mostrar a bunda, nesse ponto que eu ligo a onde estou. A mulher pode fazer o que bem entender com o corpo, pode até vender, não temos nada haver com isso, mas para mim a mulher as vezes se desvaloriza, e não me entenda mal. Da mesma forma que acho ridículo um homem pegar 10 numa festa, também acho ridículo a mulher fazer isso, afinal, são pessoas, e sinceramente não sabemos se alguma daqueles 10 vai se machucar, mas o ponto ainda não é aí. É incrível que mesmo depois de tantos séculos a mulher ainda julga si mesmo, falando coisas que chegam ao machismo. Quando eu julgo, por que sim, é impossível não julgar, não to julgando pela forma, cor ou blá blá, mas sim pela pessoa. Nisso eu levo aos meninos, "homens" de hoje, que tratam a mulher ou qualquer coisa como um objeto de "penetração", algo descartável que não merece nem ter o nome lembrado, e aí eu acho feio a mulher se submeter a ser tratada como um objeto com um cara que as vezes só pensa no próprio prazer, no ego gigante que gira em torno de si.
Agora eu relembro por que eu sinto falta daquele cara que eu beijei, que riu comigo, mesmo com meu anel machucando seu coro cabeludo. Sinto falta por que eu via nos olhos dele, que ele realmente me queria e não era só desejo, que ele enxergava as minhas formas escondidas, via uma pessoa, e não só alguém taxada pela sociedade. Bem, a distância acaba com as pessoas, mas eu ainda fico de madrugada trocando mensagens e mensagens de trivialidades que me enchem o sorriso, que eu não consigo ter com pessoas que estão do meu lado e só vêem aquela casca. 
E aqui, chegamos ao fim. To bem chateada, diria puta, pois eu não nasci para viver nesse desconforto de calças jeans apertadas, de olhos curiosos observando as manchas na pele, o cabelo raspado, o olho roxo ou mesmo as lágrimas, que pessoas insistem em intitular, e não olhar que a vida não se remete há fotos com um cigarro na boca.

                                                              


Eu nunca fui boa de cálculo, muito menos de estáticas, mas cá estava eu e montei minha própria estátistica (ok, ela pode não está meio correta). 80% das garotas querem um corpo perfeito, mesmo que  estas sejam magras, 97,8% dos garotos quer uma gostosa para exibir como troféu, 95,3% só querem sexo, 110% das pessoas vão achar algum erro em você, 220% vão falar que você está gorda mesmo quando estiver com 40kg, 360% vão se sentir afetados pelas palavras que pronunciou.
Os 80% das garotas se sentem assim pelos 110% de pessoas que sempre vão achar um erro em nós, também não posso esquecer do 220% de pessoas que insistem que existe alguma grama de gordura em nosso corpo. Colocaram em sites, revistas, televisão, blogs e tantas outras coisas uma visão de corpo perfeito, de um estereótipo que dominou a mente da sociedade, meninas e mesmo meninos tentam se estabelecer na blasfêmia que julgadores implantaram, colocando suas tripas para fora, deixando de comer, se mutilando, se desfazendo de si por causa dos olhos sem cor das pessoas, que insistem em dizer que são seres humanos.
Os 97,8% dos garotos só querem mostrar que conseguem o 95,8% como se aquilo fosse digno de saírem em todos os tabloides da internet. Enganado ele que pensa que um gozo rápido vai fazê-lo mais viril ou com mais caráter , nada contra quem faz seu sexo casual, mas tenho contra usar isso, usar as mulheres (e vice-versa), como se está entre as pernas de uma pessoa diferente todos os dias fosse te fazer melhor do que o nerd que tem só uma namorada. Por fim esse não é o "X" da questão, você pode fazer o que quiser com o seu corpo. O problema é julgar as magrelas ou cheinhas por não fazer parte da sua "lista", o problema é julgar bem antes de conhecer. O motivo dessas estáticas todas, é por que todas as pessoas encaixadas nelas esquece de que quem está do seu lado tem sentimentos. Você pode abusar do corpo, seja seu, do dele, do dela, mas não abuse do coração.
Já citei os 110% aqui, mas vou falar mais uma vez. 110% das pessoas vão achar um erro em você, seja sentimental ou visualmente, a questão é que talvez isso nunca acabe, o que podemos fazer é rir da nossa "suposta desgraça", não levar a sério. A ponta da língua das pessoas coçam e ela não para de coçar enquanto não ver o rosto de alguém murchar. Muitas vezes me perguntei por que nós fazemos isso, mas percebi que nem uma estatística seria capaz de explicar.
Os 220% é quase a mesma coisa que os 110%, a diferença é bem plausível, enquanto muitas vezes o 110% fala mesmo sem querer machucar o 220% só tem essa justificativa, machucar. É como se nunca fosse o suficiente, como se sempre as pessoas tivessem errados e foda-se os sentimentos dela. A sociedade só sabe criticar e dizer quantos números está acima do "aceitável" esquecendo de olhar para o próprio umbigo e cuspindo no prato que comeu. Fazendo as pessoas caírem em mals, como drogas, bulimia, anorexia, como se tudo isso fosse fazer você entrar nos "padrões", depois quem é vista de doente?
Necessariamente os 360% são cada pontinho vivo no mundo, todos reclamam, se destroem, pulam, falam e falam e no fim todas as suas dúvidas são direcionadas a si mesmo, você se pergunta se aquela crítica que você fez a alguém não se encaixa perfeitamente em si mesmo. Temos dúvidas em qual cor pintamos o cabelo, as unhas, nos preocupamos antes mesmo de nós gostarmos se as pessoas vão gostar. Ficamos com medo de sermos fora do padrão, mesmo que insistimos que queremos ser diferente. Mesmo eu, com o meu cabelo azul, sou igual a tantas outras pessoas com o cabelo igual ou não ao meu. As pessoas sempre vão julgar, ok, mas temos que aprender que antes de deixá-las nos julgar, pensemos primeiro em nós, nos nossos próprios desejos e gostos.



                                                        
  
Nota: Olá adormecidas! Tratem de acordar pois Aquela Do Cabelo Azul ataca novamente e dessa vez com estatísticas malucas. Espero que gostem!


                                                                            
     






   

                        

Que grande vácuo, não só na mente, no corpo todo. Hospitais me fazem sentir assim, por isso os odeio, e acho que boa parte da população também possui minha opinião. A maioria das vezes que você vai no hospital é por que existe algo de errado, e se não tem, descobre.
Mas também é irônico, por que na mesma quantia que num hospital se derrama lágrimas se abre grandes sorrisos. É por incrível que pareça são os mais verdadeiros sorrisos e as mais verdadeiras preces que existem. Todos se tornam fieis a si mesmo a partir de descobrir que podem deixar o lugar que as vezes ele nem valorizava. 
Sou muito suspeita pra falar disso, eu não valorizo a minha própria vida, só reclamo, reclamo e reclamo. Mas aqui sentada nessa bancada dura do hospital, vejo uma realidade que é tão real pra algumas pessoas. Existem tantas pessoas aqui, tantas histórias, são tantas coisas guardadas para si próprio e isso muitas vezes é escondido das pessoas.
Olho para o fim da fila e vejo uma menina, que devia ter uns 2 anos, sorrindo para todos que passavam pelo seu caminho, naquele momento senti falta de quem eu era, e me coube a dúvida de quem eu sou, de quem nós somos? Fomos deixando nossos verdadeiros ''eu'' para o lado, lutando para pelo menos ser notado, acordando todos os dias as 4 da manhã, para não passar fome, para dá dinheiro pros engravatados limparem a bunda, e no fim morrer em um banco sujo de hospital. É, isso é o que nós somos. A ironia reina nesse lugar, apesar de odiá-lo, ele me faz pensar.
Aqui, eu penso que tudo se pode ocorre, como: o começo de uma vida, o fim dela, reencontros, beijos, felicidade, tristeza, morte. É onde muitos dão seu último e primeiro suspiros, por isso penso a quem ponto vale a pena? Lutar e no final morrer jogada? Eu sinceramente não sei, mas acredito que cada ser humano tem consciência do que fez, e que se mesmo tiver sofrido, os momentos de felicidade foram verdadeiros, e pensar que com um último suspiro, um outro vem, que as memórias permaneceram, e que nada foi relativamente em vão. 
Aperto a mão que insisto em segurar, me sentindo não sozinha ali, sentindo que tudo poderia acontecer mais eu permaneceria bem, as lágrimas iriam passar, os sorrisos voltarem e sumirem, mas eu iria me permitir. Deixando meu lado rancisa de lado e me libertando dos parâmetros. 
                             
                                               

Nota: Olá adormecidas, alguém estava com saudade da nossa sagaz menina do cabelo azul? E ela volta com sua sagacidade e melancolia, parece que as coisas andam meio conturbadas para ela, mas nada que não melhore. Estamos quase no fim do ano, e todos estamos meio que nos ''permitindo'' e essa é a mensagem que hoje queremos passar: Viva, se permita, a vida é muito curta para pensar em todas as possibilidades que podem ocorrer.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                     
                                               





   Tenho essa mania de rir, chorando por dentro. Tenho essa mania de falar: está tudo bem, quando estou destroçada. Ninguém merece minha tristeza. A vida de todos é complicada, para que complicar-la mais? Isso pode ser meio solitário, não sei na verdade.
   Acredito em tantas coisas, que as vezes esqueço que acredito em mim. Não é sendo chata ou melodramática, longe disso, odeio o fato das pessoas terem esse apelo para o choro. O que custa sorrir? Eu posso ser o contrário disso, posso ter um sorriso forçado, 23 horas e 59 minutos por dia. Só que, ao longo da minha vida, aprendi que o máximo que podemos fazer para as pessoas é sorrir, tentar fazer o dia de alguém melhor. Pois é essa falta de alegria que deixa o mundo tão preguiçoso.
   Mas também tenho esse defeito. Esquecer de mim. Esquecer que eu sou um ser humano e também tenho os meus medos, desejos, tristezas e felicidades. Guardo todos esses sentimentos em um baú dentro de mim e tento fingir que eles não existem. Por isso sou tão fraca. Pois os sentimentos nunca vão parar de existir e uma hora eles vão átona, muitas vezes quando não quero demostrar que estou mal. Quando estou na frente de alguém e tudo o que eu quero é abraçar-lá é dizer o quanto ela é importante pra mim, mas o choro ta entalado na garganta e o medo de desabar e mostrar franqueza impede que eu faça isso. É por me preocupar de mais, que as pessoas que eu amo fiquem bem, que acabo destruindo um pouquinho cada vez mais de mim. Pois na realidade, não consigo colocar toda a carga que sinto pra fora. Posso falar, falar, mas não será o suficiente, eu falo, choro e sorrio, não gosto das pessoas preocupadas comigo. Não gosto do: vai dar tudo certo. Se não dê, como eu fico? Sempre será esse ponto de interrogação na minha vida. Por que necessariamente, tento ser o melhor para as pessoas, mas tudo que prego, rio, não sigo.
    Continuo com aquele medo que me persegue a anos: o de ficar sozinha. As pessoas sempre vão dizer que vão estar lá pra você, com você. As vezes não é nem que a pessoa não queira, mas a vida faz questão de afastar um eixo do outro. E eu acabo só de novo. Cansei das vezes que não sabia o que fazer, que todos aqueles momentos bons agora eram só memórias, e que agora tinha a dúvida novamente se teria alguém pra causar mais um buraco em mim depois de um tempo. Por esses motivos tenho medo de me entregar, de me entregar pra alguém e só esse alguém saber como eu realmente me sinto...e depois esse alguém for embora, deixando um buraco que não teria como criar uma cicatriz. As pessoas sempre vão embora. Por isso tento deixar um pouco de alegria pra alguém, fazer com que esse tempo não seja só um tempo. E quando todos paracem pra olhar as fotos antigas do tempo de escola, lembrassem e dissessem: Ah, olha aquela louquinha do cabelo azul, e rissem.

                                                                           


Nota: Nossa menina está meio sentimental, está puramente frágil, sem um resquício de seu sarcasmo. Definitivamente essa não é uma crônica, são só sentimentos escritos em um formato louco. Eu e a nossa menininha do cabelo azul, somos uma só hoje. Tirando do real, e colocando na vida de todos. Afinal, as vezes tudo o que tememos é ficar só. 


                                                                          

         






       Sinceramente, tudo o que eu desejava nesse momento era a minha cama e o meu travesseiro, não só por ser 6 horas da manhã, mas por que queria me esconder e fingir não saber que mais uma vez o povo estava votando para o país definhar um pouco menos. Todos estão sem esperança.
           Olho para os rostos nessa fila e encontro incógnitas, todos com a dúvida estampada na testa: Quem eu vou votar? Todos ficam fazendo perguntas uns aos outros, tentando achar justificativas. Mas simplesmente não há. Tentamos todos os anos prender os ladrões, e agora temos que escolher o melhor ''ladrão'' para governar nossas vidas por quatro anos. E no fim de quem vai ser a culpa? Nossa. Brasileiro não saber votar. Brasileiro não tem educação. Não tem mesmo, mas isso diminuiu tanto, o povo parou de ser um pouquinho ignorante, esse pouquinho ia ser diferente. A questão é como tirar um país do fundo poço, quando se quer não existe a ''tal luz''? Não faço a menor ideia. Político deixou de ser político a muito tempo, e quem sofre as consequências somos nós. A única coisa que podemos fazer é não aceitar isso, não achar que de todo o modo nada melhora, não achar que temos que continuar nesse buraco sem fundo para sempre. Pois essa é a bendita culpa do brasileiro. Achar que só por que está na pior, não pode levantar e fazer ficar melhor. Todos colocaram fitas na boca e se calaram, mesmo revoltados, todos fecharam os olhos, tentando fingir que mais uma vez não vamos sentir o dinheiro e direitos sendo arrancados do nosso bolso.
            Amo esse lugar, amo essas pessoas, mas por isso não sou obrigada a achar tudo lindo e maravilhoso. As coisas não são assim. Não vou ser utópica de dizer que tenho certeza que no fim vai dá tudo certo. Pois no fim, somos um povo sem governo algum, temos que viver com nossos próprios métodos, tentando viver como letrados num país de animais. Dizer que estou cansada disso, é pouco. Dizer que os sorrisos nas campanhas eleitorais são comprados, é pouco. E dizer que alguém quer mudar tudo isso, é muito. As pessoas só tem que parar de pensar que sozinhas vão mudar alguma coisa. Tem que tirar da cabeça que quebrar uma coisa que foi construída com o SEU DINHEIRO, não resolver coisa alguma coisa.
           No final disso tudo, não faço a minima ideia de nada do que fazer. Acho isso tão maçante e hipócrita. Um ou outro não faz diferença, todos vão fazer a mesma coisa, quer dizer, não fazer. Eles deveriam sortear num papel quem seria o nosso digno presidente, pelos menos pouparia o aborrecimento do povo. Não faria diferença alguma. Todos são da mesma linhagem suja que em vez de ver corações batendo, ver uma mina de ouro. Tudo isso parece uma perda de tempo, perda de dinheiro, dinheiro esse que deveria ser investido em algo, não em papelzinhos que se espalham pelas ruas, maltratando a mãe natureza.  Sabe de uma coisa? Que tal ''democracia'' é essa que pra alguém ser eleito, a sociedade tem que ser obrigada a votar? Daqui a pouco vão regular até a cor do nosso cabelo: " Nada de azul, contra as leis'', e eu pergunto: Que leis? Nos não percebemos, mas somos manipulados. Quem disse que para eles não somos marionetes? Ah, coitado de você e sua mente pequena. Mas sinceramente só uma coisa: Acorda, deixa de ser ignorante. Muda essa fama do brasileiro de continuar com aqueles que gozam na sua cara, rindo do seu sofrimento. Agora estou utópica.

                                                        
Nota: Nossa menina, não podia deixar de dá sua opinião nesse dia tão ''importante''. Mas não é ela que vai ''mudar'' alguma coisa, é você. 
                                                                     


 



    A vida não é uma comedia romântica. Não é um livro de auto-ajuda. As pessoas tentam usar esses artificioso ou nomes mais ''bonitinhos'', para ver se desfaçam os problemas e sorriem. Mas vamos combinar que um maço de cigarro não vai substituir o dinheiro que falta no bolso da sua mãe todo final de mês. Só que a vida também não é um eterno sermão. Espera, eu também não sei explicar a vida.
    Não consigo descrever tudo isso na verdade, é como se todos nós fossemos papel higiênico e com uma esfregadinha de alguma pessoa se é rebaixado ao lixo, depois dependendo, pode ir pro lixão ou se reciclar de uma forma mágica, mas sem nunca deixar de existir aquele resquícios da esfregadinha. Mas pode ser o contrario, você pode colocar alguém ao nível de um papel higiênico sem utilidade, pode se tornar a tesoura e picotar tudo aquilo que lhe aflige. Por que algumas pessoas são melhores que outras. Uma é a tesoura e o outro o papel higiênico sem utilidade. Uma é o cigarro e outro é a bala. Só que ninguém percebe que todos se apodrecem por dentro, não importa o que dizem ou fazem.
     Talvez por isso que me sinta estranha aqui, nessa festa que não merecia o titulo de ''festa'', pelo simples fato de ver pessoas engolindo nicotina como se fosse ar, rindo descontroladamente do nada. Só que vendo por outro lado, isso é definição de festa, definição de vida na verdade. Só não sei se isso tudo é dor, "curtição'' ou magoa. Afinal, todos tem seus motivos para se drogar, mesmo que sejam os mais banais. Mas não pense que estou falando de apenas drogas como: cigarro, bebida, maconha, pó, ou qualquer outra coisa do tipo, estou falando da droga generalizada. Por exemplo: Tem um menino encostando na mesa, com a cabeça entre os mãos, seus olhos estão vidrados em uma menina que dança distraidamente na pista, ela sorrir, ele sorrir, ela estar feliz, ele também, e essa é a conhecida droga do amor. A droga mais clichê da história da humanidade, aquela que é impossível não sentir, a não ser que você tire o coração de você, mas bem, você morreria. Tem uma menina na mesa do fundo que passa batom repetidas vezes, como se nunca estivesse no tom certo. Ninguém está na mesa dela. Ela própria se afastou do mundo e agora só existe o batom, que ela pensa fazer companhia, só que ela mesma não faz companhia a si mesma. Essa é a solidão. Em outra mesa a vários amigos reunidos rindo dos outros, posso dizer que estou incluída no meio, nos rimos dos outros para não chorar por nos mesmo, pode ser depressivo mas é a verdade. Todos tem suas drogas, seja bebendo ate cair por que, quer se sentir livre, quando sequer não tem asas, outros com o cigarro entre os dedos tentando voar para outro mundo, por que já está doendo de mais ficar aqui, existe aquele que olha pra menina e sente o coração se despedaçar por não possui-la e tem medo de se correr atrás. O grupo na pista se ''pegando'' só quer ser lembrando, ter lembranças, poder dizer alguma coisa, como: eu peguei 3, cara - o absurdo é que eles não pensam que podem ter herpes -, as meninas que estão na pista dançando só querem esquecer, esquecer de qualquer coisa que lhe fizeram mal, que lhe seguraram de viver, é aquele o momento de ser feliz, mesmo que seja durante algumas musicas.
      E assim se repete, e eu volto para a tesoura e o papel higiênico. Todos querem ser algo mais, superior a alguém, todos querem ser a ''tesoura'' e sair cortando qualquer um que entrar em seu caminho. E então é em coisas simples assim, como uma festa que vemos que todos são seres humanos, não papel higiênico e uma tesoura, são nesses momentos que vemos que todos podem ficar bêbados, falar da vida aleia, se frustar, dançar, por ali entre várias pessoas, só o que todos querem é sorrir, não importa o que você tem contra aquela pessoa, vocês todos são iguais. Cabe a você perceber que a vida pode ser uma eterna festa, com todos usando um tipo de droga para se sentirem, para sentir algo, para se sentir, e para não ter o peso do mundo das costas de ser melhor do que alguém.
                                                                                                                                                                                                
Nota: Hello, depois de um tempo sem a nossa querida Aquela Do Cabelo Azul, ela ta festeira em. Mostrou agora o seu lado especialista, montando metáforas com a vida. Espero que tenham gostado, já estava com saudades dessa louquinha. 
                                                                 



 Eu estava gostando daquilo? Estava? Da língua dele enfiada na minha boca e dos seus lábios apertando os meus? Não faço a minima ideia. Mas para começo de conversa, por que eu estou pensando tudo isso? Esse não deveria ser o momento mágico, um momento mágico onde 2000 mil bactérias entram em contato. Mas continua sendo mágico.
  Tenta. Tenta. O amor pode ser uma droga, mas beijar não faz mal! Nem é seu primeiro beijo! E você não está apaixonada por ele. Vai aproveita também! Fechei os olhos novamente, emoldurei minhas mãos em seu rosto, e tentei fazer que aquele fosse o meu beijo. O beijo. Mas claro que as coisas não dão certo pra mim. A porcaria do anel tinha prendido no cabelo dele, e não queria sair. O cabelo também queria beijar? Só poderia ser. E ele continuava com um sorriso idiota no rosto, sendo que ele podia perder uma parte do couro cabeludo, e estranhamente eu também sorria. Não sabia que nos erávamos masoquistas. Nos riamos, enquanto tentávamos puxar o anel, e parecia ficar mais enroscado ainda. Como ele sorria? Eu na situação dele não ia querer olhar na minha cara nunca mais. Não entendo como os casais aturam esses momentos. É nesse momento que eu acredito no amor, ou na mera teimosia de nós seres humanos. Então era esse o motivo de eu ainda está colada em seus braços, e do fato de esta gostando daquilo. Eu sou uma pessoa estranha, mas nunca pensei que seria estranha a esse modo. Masoquismo. Teimosia. As coisas só melhoravam.


 


 ''Todos os dias quanto acordo, não tenho mais o tempo que passou...''. Meus pés batiam em um ritmo não inidentificável e minha voz cortava todo o quarto. Isso sim era liberdade, gritar, pular, fazer o que quiser e ninguém enfiar o nariz no meio. Mas a minha vida não é assim. ''Filha, desliga o som''. Não mesmo, os narizes pareciam infinitos.


 

       Que lindo! Está chovendo! O que poderia melhorar esse momento? Claro que pode melhorar. Um casal na minha frente, está faltando se engolir. Tenho certeza de ter visto a língua dele escapar para a bochecha dela, além, claro, das palavras lindas que um sussurra para o outro, e da mão dele que está quase entrando na blusa dela. Ew, nojento.
       O melhor ainda é o fato de não poder sair desse café, porque veja só, está chovendo! Então tenho que ficar presa em um compartimento que exala doce e café, sendo que eu não posso gastar mais um tostão, e ainda tem esse casal de presente na minha frente se engolindo. Acho que eles não entendem o significado da palavra público, espaço público, com pessoas, crianças. Não é o lugar especifico para dar uns ''amassos''. Pior que eu não sei na verdade, talvez se fosse eu com alguém, estivesse na mesma situação do casal-das-línguas-na-bochecha. Talvez eu só queria ser a menina da outra mesa com as amigas, gargalhando. Não que eu não tenha amigas, mas a muito tempo não faço isso: sair e tomar um café com alguém, há tempos não gargalho. PARE. PARE. Meu sinal de drama está alertando! Nada de ficar parecendo uma menininha de séries norte-americana. Eu sou mais que isso! Mentira! Sou só uma pessoa normal. Realmente o alerta de drama acertou.
       Olho para a frente novamente. E lá está o casal. Olho para trás, três amigas. Na mesa ao lado está um homem e uma menininha, uma filha e um pai. Lá no fundo está uma menina, sozinha, com seu celular. Sou eu, e meu reflexo no espelho. Ainda estou admirada de não ter vindo ninguém  para  frente daquele espelho e ter começado a tirar fotos, com aquelas poses que destacam o corpo, e postam em todo tipo de rede social. O dito status. Porque, meu bem, você pode não ter amigos, pode estar triste, mas o seu status tem que ser perfeito, sempre em ''alta''. Pensando bem, que bom que esse casal-das-línguas-na-bochecha está se amando, que bom que essas amigas estão rindo, que bom que o pai e a filha estão juntos, porque no fim, mesmo nesses pequenos momentos estão juntos. Esqueceram um pouco o bip do celular, esqueceram de tirar aquela selfie, e estão juntos. Largo meu celular, tomando o restinho que tinha do meu café, e olhando para o espelho. Isso cansa: falar, falar, criticar, e no fim ser tudo isso. Ser uma viciada, que tira foto no espelho, que critica demais, que é sozinha, mas quer se mostrar lindamente feliz. Está na hora de parar de ser hipócrita. Será que aquela chuva ainda está rolando?
       Levanto do meu canto, deixando o casal de lado - a língua dele ainda está na bochecha dela -, as amigas de lado, o pai e a filha. Saio do café, fazendo a chuva como minha companhia. Ela podia virar homem e ser meu namorado. Vamos chuva. Minhas roupas começam a se encharcar, e meu cabelo a molhar. Ops... Esqueci. Meu cabelo, burra. Bem... Minha blusa vai ganhar outra cor. A calçada? Pode ser também. Azul.

Notas: Mais uma crônica, que não ta parecendo crônica. Obrigada aos comentários da outra crônica. E bem essa aqui deixa uma mensagem escondida e explicita ao mesmo tempo. Por fim, viva a vida.
                                                                       

     

  Tec, tec, tec. Bato compulsivamente a ponta do lápis na mesa, ansiosa. A aula parece que nunca vai acabar. Tendo assim que ficar envolvida entre tantas pessoas, e seus auto rótulos.  
   Minha sala parece um covil de marcas, seja da pasta de dente mais barata, ao chocolate mais caro. Me enquadro no xampu para cabelos com química, não sou muito significante, mas também não insignificante.   
   Sei que é errado rotular as pessoas, eu odeio isso, mas faço isso. Escuto um barulho de algo caindo, olho para o lado. Camille, a chiclete. Não só pelo fato dela mastigar um chiclete por quatro horas seguidas. Camille realmente cola nas pessoas, chega a ser insuportável, ela falta usar uma placa de néon em volta do pescoço dizendo: ME DEEM ATENÇÃO.  
    Viro minha visão, batendo o olho em Layla. Realmente não gosto dela, ela nunca fez nada contra mim, mas o fato dela compartilhar o ar comigo, me incomoda, a costumo chamar de  bactericida barato, sabe aquele de em vez de espantar as baratas, faz é que elas venham mais.  
    Ao meu lado se senta Matheus, a dita coca-cola mais gelada, não, eu não tenho uma queda por ele, mas vejo as meninas se arrastando por ai a seus pés. Se eu fosse classificar todos da minha sala, daria um supermercado em peso. 

     Tec, tec. Começo a bater a ponta do lápis novamente. Não sei o motivo, mas acabo pegando meu espelho. Ah, também sou um rotulo, dentro e fora desta sala. Sou o xampu para química, e aquela do cabelo azul

                               Notas: Esse é um xodó meu, não sei por que sempre imaginei uma série de crônicas com esse titulo ou até mesmo um livro. Talvez seja apenas pela cor do meu cabelo. Então agora teremos toda semana pelo menos uma crônica de aquela do cabelo azul. Kiss