O dia 28 de junho é tido como o Dia do Orgulho LGBTQIA+ desde 1969, quando uma série de manifestações de membros da comunidade foram realizadas contra a invasão da polícia de Nova York a um bar, "Stonewall Inn", em Manhattan. Numa época em que a expressão da comunidade era duramente reprimida, esse ato é considerado como o evento mais importante que levou ao movimento de luta pelos direitos LGBTQIA+ nos Estados Unidos. E é claro que isso reverbera para todo o mundo ocidental. 
Do meu lugar de mulher cisgênero e heterossexual, não sou isenta de deveres em relação à comunidade. Não acredito no discurso de "dar voz" a integrantes da comunidade; não, acho que essas pessoas já têm voz. O que podemos fazer é ajudar a propagá-la, fazer o que podemos para permitir a amplitude desta luta. Hoje, eu trouxe uma lista com indicações de filmes, séries e livros protagonizados por personagens LGBTQIA+, alguns (a maioria) criados/dirigidos por membros da comunidade, inclusive. Comenta aí se você tiver mais indicações, vamos aumentar essa lista!

Filmes

1. "Você nem imagina" (2020)

"Você nem imagina"
("The half of it") é um filme original da Netflix, que conta a história de Ellie Chu, uma adolescente reservada e tímida que faz as tarefas escolares dos colegas por dinheiro para ajudar em casa. Esse ofício sai um pouco da sua zona de conforto quando um de seus colegas, Paul, pede para Ellie ajudá-lo a escrever uma carta de amor para Aster Flores, por quem ele está interessado. E é aí que o conflito mora: Ellie também está interessada em Aster. É um filme muito sensível, com os sentimentos claros e, mesmo assim, confusos, na medida em que acontecem da mesma forma para todo mundo quando se é adolescente. Esta delicadeza nos permite alcançar sentimentos tão comuns desta fase. Além de que já são tantos filmes adolescentes de escola com o mesmo casal hétero clichê que este filme dá um novo rosto para a categoria.

2. Moonlight: Sob a luz do luar (2016)

Este aqui dispensa elogios. Foi o vencedor do Oscar 2017 de Melhor Filme, dentre outros prêmios e indicações angariados. "Moonlight" retrata a vida de Chiron, perpassando por três momentos distintos da vida de um jovem negro e gay morador de uma comunidade marginalizada de Miami. As três fases abrangem o bullying sofrido na infância, as crises da adolescência e traumas e tentações envolvendo o crime e as drogas na fase adulta. É também um filme muito delicado, mas em um viés diferente do anterior. Tem-se a questão LGBTQIA+ vinculada à racial e eu adoro como a trajetória do personagem é desenhada ao longo do filme. Além disso, acho o filme muito forte e certas cenas me emocionam muito. Atualmente, está disponível na Netflix. 

Séries

3. Sense8 (2015-2018)

Já falei sobre esta série aqui no blog (ignorem quaisquer erros, foi escrito há 5 anos) alguns anos atrás, mas logo vou dizer o motivo para ter trazido aqui nesta lista. "Sense8" foi uma das primeiras séries que vi inteira; antigamente, eu não tinha muita paciência para acompanhar muitos episódios, histórias muito longas... Hoje em dia, já vejo "Grey's Anatomy" (16 temporadas!) sem reclamar. Mas o especial em "Sense8" é que ela me abriu uma porta que eu não sabia nem que existia, muito menos que precisava ser aberta. Foi a primeira vez que tive contato com as diferenças entre gênero e sexualidade. Mediante a personagem Nomi, pude entender que uma mulher trans pode também ser lésbica uma vez que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Para algumas pessoas, esse entendimento pode parecer muito óbvio, mas para a minha cabeça de 15 anos que não tinha esse contato direto com a comunidade foi um momento de grande descoberta. 

4. She-Ra e as Princesas do Poder (2018-2020)

Aqui cabe uma menção honrosa à Thaís, minha amiga que me fez assistir à "She-Ra" mesmo que eu tenha travado um pouco na segunda temporada. Valeu muito a pena ter terminado. A segunda série que eu indico é um desenho animado, uma nova versão do desenho antigo de mesmo nome, do qual eu já ouvi meus pais falarem várias vezes, enquanto versavam sobre os desenhos que marcaram suas infâncias. Conta a história da rebelião de Adora (She-Ra) contra Hordak e a Horda. Adora lidera um grupo de outras princesas mágicas em uma aliança para derrotar seu inimigo. Se isso parece ser bobo e infantil, para logo por aí. "She-Ra" fala sobre amor, amizade e diversidade de uma maneira que eu não vi nada parecido em outro programa. Os personagens são muito identificáveis - não há uma personalidade perfeita, mas, sim, um misto de falhas e virtudes como nós também somos. E eu diria que é uma zona livre de masculinidade tóxica, com personagens femininas muito fortes e inspiradoras, além, é claro, dos personagens LGBTQIA+ (bem como a própria desenvolvedora da série, Noelle Stevenson), que não se restringem a um ou dois personagens gays ou lésbicas - uma diversidade muito maior de sexualidade e gêneros são apresentados no desenho. Queria eu ter tido um desenho desse quando era criança, ou que pudesse fazer o maior número possível de crianças (e adultos também) assistir a essa série. 

Livros

5. Um Milhão de Finais Felizes, de Vitor Martins (2018)

Este livro é a história de Jonas, um jovem que anda meio perdido e sem perspectiva do que fazer da vida e em posse de um caderninho lotado de histórias a serem escritas. Entre o conflito com os pais, que não o aceitam (muito menos a sua sexualidade), e os seus amigos maravilhosos, ele tenta seguir sua vida normalmente até conhecer Arthur, um garoto ruivo que mexe com o coração de Jonas. Li esse livro no começo do ano passado e o que restou dele em mim foi a coisa que mais me marcou ao fim dessa leitura: a sua família não precisa ser necessariamente as pessoas com quem você compartilha o mesmo sangue e sobrenome; muitas vezes, são aqueles que você escolhe, quem te apoia, quem está contigo nos melhores e nos piores momentos. São as pessoas que te amam e te respeitam exatamente como você é. Além de ser de um autor nacional, que me dá ainda mais vontade de indicar o livro.

6. A Arte de Ser Normal, de Lisa Williamson (2015)

Esta indicação, na verdade, é do livro que estou lendo agora, então não tenho como dizer ainda o que achei da história. No entanto, queria trazer uma história diferente, que eu mesma nunca havia tido a experiência de ler. Uma parte da sinopse: "David Piper tinha oito anos quando foi questionado pela professora sobre o que queria ser quando crescesse. Respondeu à pergunta com cuidado. Só percebeu que havia algo de diferente em sua resposta quando os colegas começaram a dizer o que queriam ser [...] Apesar disso, leu em voz alta o que havia escrito: "Quero ser uma menina"." Ou seja, trata-se da história de uma pessoa trans ainda jovem, descobrindo-se nessa transição. Pretendo ler e trazer a resenha no blog depois. 



Queria trazer muitos outros conteúdos para essa lista, como artistas da música, mas preferi não fazer um post muito longo. E se você não consome conteúdos sobre e produzidos pela comunidade LGBTQIA+, espero que essa lista possa ser essa porta de entrada. Mas se você já consome, espero que eu tenha trazido novas dicas para você. Que outros itens nós podemos adicionar? 
Lembremos de respeitar e valorizar todas as pessoas independentemente da data. Nenhuma cultura, crença ou valor justifica o ódio e o desrespeito. Love wins.




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Sinopse: 

Na Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, soldados aliadas da Bélgica, do Império Britânico e da França são rodeados pelo exército alemão e devem ser resgatados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial. A história acampanha três momentos distintos: uma hora de confronto no céu, onde o piloto Farrier (Tom Hardy) precisa destruir um avião inimigo, um dia inteiro em alto mar, onde o civil britânico Dawson (Mark Rylance) leva seu barco de passeio para ajudar a resgatar o exército de seu país, e uma semana na praia, onde o jovem soldado Tommy (Fionn Whitehead) busca escapar a qualquer preço.


Dunkirk é um filme que me chamou atenção desde os primeiros trailers, então admito que estava com a expectativa alta quando fui ao cinema.
Como dito na sinopse, o filme é divido em três momentos. A praia é onde vários momentos de tensão ocorrem, e temos sensações claustrofóbicas quando uma câmara e um barco cheio de soldados são invadidos pela água.
O inimigo era como se fosse onipresente, e temos contato com eles apenas em bombas, disparos e nos aviões que vemos quando acompanhamos o céu. O visual do filme é incrível e isso não poderia negar. Em algumas cenas, a câmera acompanha o movimento do ambiente e isso trás um efeito incrível para o telespectador. Com isso podemos somar a trilha sonora de Hans Zimmer, que trás um tom de tensão muito maior para as cenas e instiga quem está assistindo.
Mas o filme tem pontos ruins, como a falta de momentos de silêncio, diálogos fracos e desperdício de atores maravilhosos em personagens que não passaram um pingo de emoção. Para mim esse foi um defeito da história, pois em alguns momentos eu simplesmente não me importava com os personagens e chego a dizer que só me importei mais com o personagem do Tom Hardy.
O Christopher Nolan na minha opinião de leiga, e não de uma crítica que já assistiu centenas de filmes, é um ótimo cineasta, mas ainda falta apreender a lidar com as emoções dos personagens, pois existem vários filmes de guerra e os que eu assisti sempre me prenderam muito.
Para alguns, esse pode ser uma revolução para o gênero e um dos melhores filmes de guerra, e para outros não.



                                             



                                                                              
                                                                                 





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Dificilmente eu tenho parado para pensar sobre as coisas que ando assistindo. Neste mês de férias, eu assisti a milhões de filmes e vi centenas de séries, mas foi no antepenúltimo dia que eu assisti a um filme que me fez escrever sobre. Não por ser um clássico, por ser o tipo de filme que merece Oscar ou nada assim. Mas por mexer com o emocional (especificamente o meu) e nos fazer refletir sobre. Tudo bem, também não é tão difícil mexer com as minhas emoções... Porém, esse fez com que, em plena madrugada, eu chorasse copiosamente. 
Não é uma crítica ou uma análise detalhada sobre todos os aspectos técnicos do filme. São observações minhas a respeito dos pontos que mais me encantaram no longa. Mas se você quiser ler uma crítica "de verdade", essa foi uma das que mais gostei.

Sinopse: O escritor Bill Borgens (Greg Kinnear) é um pai de dois filhos, Samantha (Lily Collins) e Rusty (Nat Wolff), que foi traído por sua esposa, Erica (Jennifer Connelly). Sam, aos dezenove anos, está prestes a publicar seu primeiro livro e é do tipo de garota que desacredita no amor. É desapegada, prefere relacionamentos que durem uma noite só e nutre um profundo rancor por sua mãe, pela traição. Sua vida sofre uma reviravolta quando ela conhece Louis (Logan Lerman), um garoto totalmente fora dos padrões daqueles que ela costuma se relacionar.
Rusty, por outro lado, é totalmente o oposto de Sam. Não enxerga motivos para sentir rancor de sua mãe, é um adolescente apaixonado, escritor como o pai e a irmã. Ele nutre um amor platônico por Kate (Liana Liberato), que não é exatamente o tipo de garota perfeita... Exceto para Rusty. Sua vida também toma novos rumos ao conhecê-la.
Bill e Erica separaram-se há mais ou menos três anos e ele ainda não conseguiu esquecê-la. Isso incomoda Sam, que torce para que o pai siga em frente. 
Com um final emocionante, Ligados Pelo Amor analisa vários tipos de amor: entre pais e filhos, namorados e irmãos, de modo a prender quem assiste e fazê-lo pensar sobre o que é certo e errado quando se trata de amor. (Fonte/modificado)

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Eu devo dizer que, ao passear pelo catálogo da Netflix, decidi assistir logo esse porque vi que tinha Lily Collins, Nat Wolff e Logan Lerman no elenco e nunca nem tinha ouvido falar sobre o filme. Resolvi dar uma chance e descobri logo de cara que não vem com aquela dose de romance teen ou transbordando banalidades com os atores que citei agora a pouco. Os personagens se apresentam e a princípio não entendemos a ligação entre eles. Depois as coisas vão se encaixando e tomando seus rumos, não deixando de estarem entrelaçadas.

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Um considerável número de sinopses que encontrei pelo Google afora trazem a descrição da história de Bill, o que desmerece todo o filme, porque não se trata apenas disso. Inclusive, quando Sam decide enviar o seu livro para a editora, ela pede para que seja em anônimo para que o nome do pai, escritor renomado, não influencie em todo o processo de publicação do seu primeiro livro. Então, eu acho que focar a sinopse na história dos pais é tomar partido por aquilo com que você mais se identificou na história. Porque eu particularmente fui mais chamada a atenção pela história de Sam, mas alguém pode ser mais próximo da história de Rusty, outra pessoa pode ter mais compaixão por Erica... Enfim, são muitos núcleos que, no fim, estão literalmente ligados pelo amor (trocadilho lixo, mas adequado).

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Bill é um escritor conhecido, renomado, que vive bem e tem até um senso de humor especial para alguém que passa por uma grande turbulência emocional. Há três anos sua esposa o deixou após traí-lo por anos com outro homem. Desde então, em todos os feriados, especificamente Ação de Graças, ele coloca a mesa inteira para o jantar e sempre deixa um prato para ela, deixando claro que ainda a espera. Uma das coisas que comprova que ele ainda é apegado à mulher são as vezes em que ele vai até a casa dela e a observa pela janela. Erica, por sua vez, vive o casamento com o tal homem, mas não é exatamente feliz. É tudo confuso, eles brigam e logo se acertam, como é a maioria dos casamentos, mas o que também não quer dizer que seja exatamente um casamento incrível. A relação deles com os filhos também tem suas peculiaridades. Bill se dá bem com os dois, os faz escrever diários, incentiva-os na carreira de escritor e os proporciona uma vida bastante tranquila. Erica, por outro lado, só se dá bem com Rusty. Desde o divórcio - ou até mesmo antes disso, não é especificado -, Sam não conversa com a mãe, não dá nenhuma chance de sua relação ter o mínimo de progresso. 
Esta é a parte da história que, para mim, o amor é espera e é perdão.

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Sam é destemida. Está na faculdade e é uma garota de personalidade forte, mas desacreditada sobre tudo o que diz respeito ao amor - uma das coisas que marcaram em mim a personagem dela foi a frase: "Evite o amor a todo custo. Este é o meu lema.". A sua parcela da história, além de falar sobre a sua difícil relação com a mãe e sobre a sua preocupação para com seu pai, conta também sobre como a sua visão sobre o amor muda quando conhece Louis, um menino tímido da faculdade. A forma como Louis entra na história, criando também um novo núcleo, faz com o que o filme seja ainda mais abrangente sobre o amor. Ele a conquista aos poucos, do jeito dele, à medida em que um garoto tímido, mas grandioso em sentimentos, consegue. Foi o "núcleo" que mais me prendeu, o crescimento de Sam ao longo da história, o amor entre os dois que assume uma conjuntura adulta que se distancia do irmão mais novo, no caso.
Aqui, o amor é recomeço, maturidade e também perdão.

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Rusty é um adolescente à primeira vista comum, apaixonado pelas histórias de Stephen King, que está no Ensino Médio e o filme não falha em mostrar aquele típico cenário de high school: ele é apaixonado pela garota que é namorada de um dos valentões. Mas o quadro em que o valentão e Kate se colocam não é do jogador de basquete ou beisebol e da líder de torcida, mas sim, da galera envolvida com certas coisas que são um outro problema que o âmbito adolescente enfrenta: o desvio para o lado das drogas. 
Kate, assim como Louis, também abre um novo núcleo no filme. A figura da boa menina, bonita, com um bom namorado (Rusty é, sem dúvidas, incrível) e muito amada, mas com uma mente fraca e inconsistente. 
Agora o amor foi descoberta, crescimento e proteção.

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A relação do núcleo principal foi uma das partes que mais me emocionou, se não tiver sido a que mais mexeu comigo. Não é uma família perfeita, longe disso. Os irmãos têm aquela implicância comum entre irmãos, mas fazem um pelo outro aquilo que se faz por quem se ama. O pai mantém uma relação de amizade com os filhos tão linda que faz o amor assumir a forma de cumplicidade desta vez. 
Outra coisa que me encantou foi a relação dos personagens com a escrita. Eu sou doida por poesia, por gente que escreve com coração, por tudo aquilo que a gente pode colocar em palavras, e principalmente pelos momentos que a gente vive que não podem ser descritos... Acho que por isso o filme teve um significado tão forte em mim.

"Eu acho que escrever é isso. Ouvir a batida do coração. E quando a ouvimos, cabe a nós decifrá-la."

Quem me conhece bem de perto sabe que o amor para mim é o sentimento mais incrível que existe, porque dele vem todo o resto: o respeito, a cumplicidade, o carinho, a união, a gratidão... Clichês à parte, fiquei muito comovida com boa parte da história, chorei horrores, me envolvi com cada caso, cada drama, cada momento certo para o humor. Achei maravilhoso o fato de que tanto Louis quanto Kate não servem apenas de enfeite à história, ficando claro que eles também têm seus próprios dramas, seus próprios problemas difíceis demais para se lidar, exatamente como a vida é.
É um filme sobre amor e acima de tudo, sobre amadurecimento. É sobre lições de vida, sobre ter calma, ser paciente. É sobre os altos e baixos que toda vida tem e tudo o que podemos tirar de bom de todas as coisas ruins. Qualquer coisa a mais que eu não consiga dizer, eu posso explicar pela citação de Stephen King que aparece no filme: "As coisas mais importantes são as mais difíceis de dizer.". Até a próxima!

"Eu nunca aprecio nada. Sempre estou esperando o que vem depois. Acho que todos gostam disso... Viver a vida no acelerado, nunca apreciando o momento, ocupados demais se apressando pelas coisas para conseguir aquilo que realmente deveríamos estar fazendo. Eu tenho esses fleches de clareza. Clareza brilhante, que por um segundo eu paro e penso: espera aí, é isso, essa é minha vida. É melhor eu ir devagar e apreciar isso porque um dia vamos acabar na Terra e será o fim, teremos ido."


                                                                                                                                                                                   

                                                         Contém Spoilers


Sinopse: Steve Rogers (Chris Evans) é o atual líder dos Vingadores, super grupo de heróis formado por Viúva Negra(Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle). O ataque de Ultron fez com que os políticos buscassem algum meio de controlar os super-heróis, já que seus atos afetam toda a humanidade. Tal decisão coloca o Capitão América em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr), o Homem de Ferro. 


Há muito tempo eu não fazia postagens sobre filmes, mas este me instigou a escrever sobre. Eu assisti a muitos filmes neste final de semana, mas Copenhagen talvez tenha sido o que mais me deixou intrigada, gerando em mim uma série de questionamentos, além de críticas positivas e negativas sobre o longa. 


Sinopse: Depois de semanas viajando pela Europa, o imaturo William (que tem 28 anos) encontra00se em uma encruzilhada em Copenhagen, que para ele não é qualquer cidade europeia: é o local de nascimento de seu pai. Quando conhece a jovem dinamarquesa Effy, juntos embarcam na aventura em busca do avô de William. A mistura de frescor e sabedoria de Effy provocam em William um desafio como nenhuma outra garota provocou. Enquanto a atração está em ascensão e William começa a realmente se conectar com alguém pela primeira vez na vida, ele deve assimilar os desafios deste suposto relacionamento com as descobertas chocantes sobre o passado sórdido de sua família.


Primeiramente, eu preciso dizer o quanto o cenário do filme me atraiu para assisti-lo até o fim. Depois de assistir Sense8, em tudo que eu assisto, seja série ou filme, eu fico reparando nas paisagens, no cenário dos lugares em que os personagens estão passando. E a Dinamarca entrou para a minha "Lista de lugares que eu preciso visitar antes de morrer" depois de assistir a esse filme, principalmente porque uma das maneiras que Effy encontra para ajudar William a encontrar seu avô é visitando os lugares que fizeram seu pai sorrir quando morava na Dinamarca, e eles vão a todos esses lugares de bicicleta! Seria meu sonho?
Agora vem a questão que fez com que as dúvidas saltassem em minha mente: o enredo do filme seria como qualquer outro sobre aventuras viajantes se Effy não tivesse a metade da idade de William. Mas a questão maior (e que em quase todas as críticas isso é apontado) é: há ou não há a romantização da pedofilia?



Eu pesquisei muito. Li muito boa parte das críticas e comentários a respeito (o que não são muitos, também), e alguns me fizeram abrir um pouco mais a mente. Em alguns casos, as pessoas simplesmente abominam o filme. "É simplesmente ridículo um cara de 28 anos agir como um adolescente usando uma garota (que de fato é adolescente!) como parte do seu processo de amadurecimento", dizia um deles. Mas em diversos outros comentários, a crítica não se prende à pedofilia. Não tem nada a ver com isso.
A abordagem é delicada. Falar sobre este assunto em um filme como este me faz imaginar como foi ter criado uma história assim. E me faz questionar se eles - o(s) criador(es) - se basearam em alguma história real ou se foi só uma viagem muito louca da cabeça dele(s). Li um comentário que dizia não concordar com o acontecimento da romantização da pedofilia. E eu concluí que concordo com isso. 
Para mim, após pensar por horas no objetivo do filme, ele quis mostrar um homem de 28 anos que, tradicionalmente, já deveria ter uma vida formada, mas é totalmente carente de maturidade. Em diversas vezes eu o achei, na verdade, bem babaca. Só que em determinado momento, ele encontra uma garota e é com ela que ele tem a sua primeira conexão real, diferente dos casos que já teve durante toda a vida. Só que a menina tem 14 anos e ela é maravilhosa. Mais madura do que muitos adultos que conheço e é exatamente por isso (e por fumar e beber) que ele nem percebe a jovialidade dela. Talvez se tivessem colocado a sua idade um pouco maior, talvez 16 ou 17, não teria chocado tanto quanto simplesmente catorze. 


Mas é interessante que mesmo que ambos sintam claramente atração um pelo outro, e que Effy invista bastante em algo a mais entre os dois, William não permite que nada além de beijos aconteça. Não concordo com a relação de meninas com caras com o dobro de sua idade. Mas especificamente neste filme, é mais interessante ainda o fato de que se não fosse dito, eu jamais suspeitaria da tamanha diferença de idade. William não aparenta e nem age como alguém de 28 anos, muito menos Effy como uma menina de 14. E eu acho que é isso que a história quer mostrar. Essas divergências são o que tornam tudo muito intrigante. 
Effy é uma garota fantástica. Para William, tenho certeza que ele desejou mil vezes (ou mais) que ela fosse mais velha ou ele fosse mais novo. Ela estava muito ligada àquilo, tanto que se dispôs a ajudá-lo na busca pela família. 
"Ao falarem romantização da pedofilia é porque, no fundo, parece que a ideia do filme é que a gente queira que eles sejam um casal mesmo. Mas temos na cabeça que isso não é o certo, assim como o William, no fim das contas. E foi essa a conclusão ideal para o filme... A humanização de uma situação difícil.", li em ouro comentário (um dos meus favoritos).


Apesar de tudo isso, de diversas leituras que clarearam a minha mente, algumas coisas ainda deixaram questionamentos. Por que tirar o foco da procura de William pela família? Por que colocar uma menina tão nova? Por que tornar isso uma questão polêmica? Porquês que talvez nunca tenham resposta. As teorias não saciam minhas dúvidas. 
Mas algumas coisas quase me satisfazem. O interesse de Effy por William pode ser justificado pela ausência de uma figura paterna; o de William por Effy, pela ausência de um exemplo real de maturidade. 
Eu me sinto culpada por ter achado coisas maravilhosas a respeito do filme. Eu sorri em situações que algumas pessoas poderiam sentir repulsa. Eu levei para um lado totalmente diferente de pessoas que realmente acreditam que ocorreu romantização da pedofilia no filme. Mas eu prefiro crer que não. Prefiro ver a parte bonita (e não me refiro apenas às paisagens da capital da Dinamarca), que me fez achar tudo muito louco e refletir por horas sobre esse filme.



Eu quero te contar uma história. É no norte do país, onde os dois oceanos se encontram. Eu fui lá uma vez com a minha mãe. Ela estava triste porque seu namorado a deixou. E eu estava triste porque eu tive uma briga com minha melhor amiga. Então, ela me levou ao fim da praia e, em seguida, ela me apontou para a direita, onde o Mar Báltico fica. Portanto, é muito lindo e muito azul o mar. As correntes viajam para o oeste e ela apontou para a esquerda, o mar do norte. Também é um mar azul muito lindo, mas as correntes viajam pro leste. E então ela apontou para o meio, e ela disse que é a relação perfeita. Pode olhar para a esquerda, e pode olhar para a direita, e ambos os mares estão lá, e eles podem se encontrar no meio, mas eles nunca se perderão um do outro." - Effy.
por ter sido fofo, mesmo que estranho e aparentemente errado.



Ontem, para a alegria dos corações clichês e apaixonados por estórias românticas, saiu o poster e o trailer de "Como eu era antes de você", do qual nós já havíamos falado da adaptação e ainda de sua sequência, e ficamos apaixonadíssimas por tudo! Veja o trailer:



Isabelle não pôde fazer o post por razões maiores, então eu o fiz. Mas ela pediu para deixar em seu nome: Bem, acho que eu nunca esperei tanto um filme quanto "Como eu era antes de você", que posso considerar o meu livro preferido, e eu simplesmente desabei com o trailer, pois eu senti cada coisinha, o tom humorado, e aquele aperto no coração, só de falar agora eu quero chorar. E poxa, Photograph, eu tinha acabado de organizar um book tag do Ed Sheeran e coloquei o livro nessa música, então me pegou na hora e eu desabei de novo. Achei lindo, maravilhoso e tudo mais. Com um só defeitinho: talvez tenha contado demais.

Esse trailer... Nada a falar, só sentir! Só me fez ter vontade de ter uma meia-calça de abelha! E eles ainda colocam Ed Sheeran para destruir tudo mesmo, de verdade e com toda a força. Não vejo a hora de assistir ao filme e certeza de que vou para o cinema para chorar.



Apesar dos enredos não serem lá essas coisas e até mesmo a produção do filme não ser das melhores, eu devo confessar que gosto muito de filmes que trazem a dança como temática. Talvez pelo fato de gostar tanto disso e não saber dançar nem o famigerado "dois pra lá, dois pra cá", eu assisto muito sobre e na Netflix (e com certeza em qualquer outro site que disponibilize filmes online ou para baixar) existem vários deles, inclusive os meus favoritos, dos quais falarei hoje.

Step Up




Este é, na verdade, uma série de filmes. Para o Brasil, os filmes vieram com o nome de "Ela dança, eu danço" - e esse nome provavelmente você já deve ter ouvido falar. As sequências não têm ligação com o filme anterior, ou seja, você não precisa assistir todos para entender a estória do quinto, por exemplo. Em um filme ou outro só reaparece um personagem do filme anterior e geralmente ele vem trazendo algum ensinamento ou o pontapé inicial para o grande desafio do longa. O primeiro filme - que é com o maravilhoso Channing Tatum - foi o que me fez assistir todo o resto e me apaixonar fortemente por todos. Em todos existe uma competição, um desafio para o grupo, e um casal que lidera-o. Dentre os filmes da lista, é o melhorzinho produzido, e são os meus favoritos - além de outro que falarei depois. Na Netflix, no momento, apenas o 4 está disponível.

Dance-off


Em Dance-off também existe a competição, o desafio para os dançarinos, mas neste caso, existe também um conflito entre os principais: ambos dançavam ballet desde criança, mas o garoto acaba tendo que ir embora e sua vida na dança muda de rumo. Ele começa a participar de outro grupo de dança, fazendo um estilo mais dança de rua, e em uma competição, eles acabam se reencontrando e revivendo todos aqueles sentimentos de antes. É fraquinho, mas tem bastante dança. E se eu não me engano, a menina que protagoniza faz um dos Step Up.

1 Chance 2 Dance


Este aqui é o piorzinho da lista, mas está aqui porque acho muuuito fofo eles dois juntos. Até a dança é menos profissional que dos outros filmes, mas não deixa de ser um filme bom para passar o tempo. A menina, que se mudou para uma nova cidade, ama dançar, mas depois da separação dos pais e da perda do pai que era o único que a apoiava nisso, ela acaba desistindo na dança e focando naquilo que sua mãe quer: passar na faculdade de medicina. Mas uma chance surge na nova escola, com o desafio de vencer a competição com seu novo parceiro.

Footloose: Ritmo Louco (2011)


Eis, então, o meu outro favorito! Este é o de 2011, mas também gosto muito do de 1984. A estória é a seguinte: Ren MacCormack é um típico garoto de Boston que vai morar com os tios em uma cidadezinha de interior, após a morte de sua mãe. Apaixonado por dança, descobre, ao chegar na cidade, que dançar, ouvir música em volume alto ou apresentar atividades obscenas em público é proibido perante uma lei implantada após um grave acidente. A vontade de dançar o faz enfrentar problemas com o reverendo Shawn Moore - pai de Ariel, que se torna o par romântico de Ren -, o principal cidadão a favor da lei, além da sua vontade de ter um baile na escola. É meu favorito devido à produção, à estória, às músicas - eu tenho algumas no celular e sempre que escuto tenho vontade de sair dançando -, aos atores... Enfim, é um filme que todo mundo deveria assistir, se gosta da temática.

StreetDance


Este fora o mais recente que assisti, mas que não deixa de ser bom também. Carly faz parte de um grupo de dança de rua que está trabalhando para a final de um concurso. Ela está em uma ótima fase em sua vida e com o casamento marcado com seu namorado e companheiro de dança, Jay. Contudo, ele acaba largando tudo para participar de outro grupo de dança, terminando o relacionamento com Carly. A partir daí, Carly precisa encontrar um local para dançar e ensaiar com seu grupo; surge, então, a professora de ballet Helena, que oferece o seu salão de dança, com a condição de Carly encaixar a sua turma de ballet no grupo de dança de rua. Este filme é recheado de dança, a todo momento eles encaixam uns passinhos em uma cena ou outra. E não só a dança de rua, mas eles fazem uma mistura com o ballet que ninguém esperava que aconteceria.

The Cutting Edge


Estes não são exatamente dança, mas, sim, patinação no gelo. Coloquei na lista porque, para mim, tal esporte envolve dança. A trilogia é como Step Up: não dependem um do outro para entendê-los, mas também possuem ligação. O primeiro filme é uma patinadora que precisa de um par, e este acaba sendo encontrado em um ring de hóquei, um jogador que sofreu um acidente e não pode mais jogar. O segundo filme, é a vez da filha do primeiro casal, que torna um patinador de manobras radicais em um delicado patinador de gelo; e ela acaba se tornando a treinadora do terceiro casal, um patinador profissional sem sucesso com parceiras e uma jogadora de hóquei. A produção também é boazinha e eu gosto de como os filmes se entrelaçam. Maior sonho seria patinar como eles no gelo.
Obs.: Descobri que o terceiro não é o último da série: ainda existe o The Cutting Edge: Fire & Ice, cuja protagonista é a protagonista do terceiro, que tem que procurar um novo parceiro, pois o seu se machucou e o relacionamento de ambos já não está tão bom assim. Seu novo parceiro era patinador de corrida. O quarto não está disponível na Netflix.

Então é isso, estes são meus filmes favoritos que envolvem dança, mas não necessariamente são os melhores. Gosto deles pelo enredo, pelos personagens; a dança é o foco principal, mas trazem outros eixos para o longa acontecer. Espero que gostem e até a próxima!



Descobri agora, que o livro ''Como eu era antes de você'', ganhará uma sequência, intitulada After You, que é Depois de Você, em português.
A notícia é meio velha, mas realmente só soube agora e tive um pequeno surto. Pois em absoluto, Como eu era antes de você é um dos meus livros favoritos, que eu nunca vou superar.
E fico extremamente feliz em saber que veremos o que aconteceu com Lou depois dos episódios do primeiro livro, e já estou me preparando para chorar muito, assim como rir. Acho que esse é o post com mais alegria que escrevi, pois Jojo conseguiu fazer uma história que só de lembrar, fico com os olhos cheio de lágrimas.
E para aproveitar a deixa, não poderia deixar de falar sobre o filme que já finalizou as gravações, e será lançado em 2016. E eu tenho que dizer que já amo! Vi umas fotos de bastidores, e está simplesmente incrível, e a fofa da Emilia Clarke tatuou uma abelha do dedo.
Desculpem, mas eu não consegui fazer um post ''sério'' por que eu estou simplesmente surtando, e já chorando de antecipação.
Lembrando que tem resenha de ''Como eu era antes de você'' aqui no blog.

Trailer Book do livro:

                    


Algumas fotos dos bastidores:




Neville cresceu. Não vou conseguir sentir raiva dele.

QUERO TATUAR ESSA FOTO NA TESTA!

Quero pegar o Sam/Will colocar num potinho e trazer pra casa.

Minha vida acabou. Fim.


                                                                                                

Hoje, 23, foi liberado o trailer de A Esperança: Parte 2, que havia sido exibido na Comic-Con 2015.
A Esperança: Parte 2, é o último filme da franquia e irá ser lançando em 20 de novembro de 2015.


                        

Opinião: 

Apesar de não ser fã mesmo da trilogia e não ter lido -ainda- o último livro, fiquei bastante feliz com esse trailer. Principalmente por causa do tom mais pesado que ele trás, mostrando que realmente o fim chegou. Além de ter muita ironia, em certas falas e cenas, para quem leu o livro ou já ouviu alguns spoilers. E eu simplesmente amo isso.



                                                           





Aqui vos escreve uma pessoa que acaba de chegar do cinema e que não está se aguentando de tanta felicidade! Um dos filmes mais esperados de 2015 por mim estreou, e as Adormecidas estavam lá na estréia, chorando horrores (bom, pelo menos eu estava). Mesmo que todo mundo saiba que estreias são quase impossíveis de realmente assistir ao filme, eu tentei prestar atenção em tudo para armazenar o máximo possível no meu cérebro para escrever aqui. E uau! Na sala, haviam pessoas tão eufóricas quanto eu (e até mais!) e gritávamos a cada cena, torcíamos pelos personagens (apesar de que a maioria sabia exatamente pelo menos o que era para acontecer), e ríamos (muito) de cada toque cômico que há no filme. Não é justo comparar, mas das duas adaptações dos livros de John Green, Cidades de Papel é o meu favorito (inclusive o livro, também).



É lógico que tem muuuuita coisa diferente do livro. E a primeira delas e mais perceptível para quem leu é que ao invés de 11 coisas que fazem parte do plano dela de vingança, são 9 e, na verdade, para quem apenas assistiu o filme, não consegue ver exatamente as nove coisas que deveriam acontecer. A noite deles, na verdade, parece ser bem curta e ficamos até esperando por mais - mesmo que só o que eles fizeram já tenha me satisfeito bastante.
Não sei nem o que falar dos atores! Sou apaixonada pelo Natt Wolf desde que ele interpretou o Isaac, em A Culpa é das Estrelas. A sua interpretação de Quentin Jacobsen foi extremamente extraordinária para mim, e eu me apaixonei completamente agora.


Sobre a Cara Delevine, não sei muito o que falar. A verdade é que eu tenho uma certa raiva da Margo Roth Spiegelman desde o momento em que ela simplesmente saiu da vida do Q, quando eles ainda eram crianças. Mas, apesar disso, eu sinto como se a Cara tivesse nascido pra ser uma Margo. Ela é tão misteriosa quanto ela, tão geniosa e fantástica quanto. Tenho raiva dela, mas só alguém tão fantástico (ou tão louco) para deixar todas aquelas pistas tão bem colocadas.




Sobre os outros atores, adorei todos! Todos mesmo! Apesar de que o Quentin e a Margo são os protagonistas, não haveria história sem um Radar e sua família com Papais Noéis negros, ou um Ben louco por uma parceira para o baile. Gostei muito dos atores que os fizeram, e não sei porque, mas é como se estes papéis fossem os da vida deles, como se eles sempre tivessem vivido a vida dos personagens e pudessem fazer tudo aquilo que li em dezembro de 2013 voltar à minha mente (mesmo que muita coisa tenha sido diferente).



O filme é rapidinho, mas o suficiente para se saber que finais felizes nem sempre são da forma que nós esperamos, assim como nada do que planejamos; mas deixa a marca de que o inesperado, uma loucura vez ou outra, estar do lado dos nossos amigos, é o que mais vale a pena! Em um pouco mais de uma hora e meia, o filme me deu a maior vontade de pegar um carro e sair por aí em busca do meu milagre. Rindo, arriscando-me naquilo que com certeza é incerto, mas com muita coragem. E acho que é por isso que gosto tanto da história: ela me dá vontade de vivê-la.



Dou cinco luinhas para o filme, que amei tanto, apesar de que a cronologia é diferente do livro e muita coisa deixou de acontecer. Gostei muito, muito mesmo e saí do cinema chorando horrores, mesmo que soubesse do final há mais de um ano. Estou satisfeita, ainda que não tenha conseguido ouvir quase nada do filme. Foi muito bom não só por ir na estréia e ver tanta gente gritando feito louca como eu, mas porque ganhei pôster e, principalmente, porque estava com amigas. Valeu a pena! :)



Se você ainda não viu o trailer e se interessa pela história, dá uma olhada aqui:

Nota: Para os/as que amaram o Augustus Waters na pele de Ansel Elgort em A Culpa é das Estrelas, vão pirar quando assistirem Cidades de Papel! Sério! Eu pirei, todo mundo no cinema pirou, tenho certeza de que todo mundo que for ver vai pirar também. Fica no ar... Até a próxima!