Amor, estás perdido pelas vielas da vida.                            Ah meu amor, foi o fim. 
Andando sobre os paralelepípedos                                         
com seu eterno caminhar de bêbado.                                  Encontrei-o desolado, 
                                                                                              maltrapilho e sujo,
Soprando baforadas de cigarro,                                            quis o ajudar. 
intoxicando a alma,
como se tudo fosse ser perdoado.                                       Mas eu também sangrava, 
                                                                                              estava bêbada,
Desculpe, meu amor.                                                            maltrapilha e suja,
                                                                                              tropeçando nos paralelepípedos. 
Envenenara-se sozinho, 
engolindo goles de vodka,                                                    Poderíamos nos afogar mais. 
queimando seu próprio corpo.                          mas nunca sairíamos daquele beco sujo.    Transformando as normalidades em cinzas. 

Derramando filetes de sangue por onde passa.



                                                        




                                 

Peço perdão a ti, ó Pai
Pois o teu filho mataste o irmão
O sangue escorre das mãos
Manchando toda a tua terra

As crianças permanecem chorando
O leite falta do peito da mãe
A terra permanece seca
Os pés rachados pisam sobre o chão segurando um corpo esquelético

Ô pai, peço perdão a ti
Pois o sorriu morreu
Gritos o substituíram

Armas apontadas para todos
Somos alvos agora?


No café da manhã
Mais um tiroteio, 
No almoço, 
Mais um corpo estendido, 
No jantar, 
Já não existe liberdade

Peço perdão a ti, ó Pai 
O sangue está em minhas mãos 

Álcool em volta de mim, 
Álcool em volta de ti, 
Tudo queima, 
Como se estivéssemos em Sodoma e Gomorra 

Mataste a pureza? 
Nos mataste? 

O ódio assombra as travessas 
Um fuzil descansando no ombro
O sangue derramando para se formar um rio

Peço perdão a ti, ó Pai
Pois não sei mais como seguir


                                                                        



fascina-me tua boca
que me deixa louca
à distância curta

fascina-me teu cheiro
que me recorda o desejo
de então te beijar

fascina-me mais, amor
com teus braços a me enlaçar
e o nosso amor a consolidar

prende-me e equaliza
o desejo que me anestesia
ao te ver passar
toca-me e eletriza
fala-me das tuas sinas
não há hora para voltar

junta-me e purifica
minha pele nua e comedida
diante do teu tocar

abriga-me em teu peito
perdoando meus defeitos
ali onde eu sempre quis morar

beija-me e não me quantifica
ama-me e vê se fica
anseio dia e noite por te amar


                        

Se tornou o caos.
Era ilusão demais.
Olhares perdidos.
No fim, não era nada.

Tudo estava inabitável,
meio vazio,
mas feliz.

Tu causaste uma tremenda bagunça,
agora sou eu que tenho que catar os destroços.

Deixei que apenas uma pequena partezinha do meu coração estivesse disponível,
você quase se fixou.
Fui tola demais.

Mas em meio a esse tremendo caos,
me aconchegarei em um canto e aos poucos tudo voltará ao seu devido lugar.

                                                                               


                 

engoli-me na loucura,
a resiliência se tornou pó,
os olhos se embaraçaram,
não havia mais nada.

A normalidade acabou,
os parafusos foram todos soltos,
a resiliência me faltou novamente.

Escondi-me entre o caos,
e ali fiquei.



Nota: Poema bem pequeno, mas serve de desculpa para desejar um FELIZ ANO NOVO! Sei que estamos em falta, mas 2016 foi um ano problemático. Prometo que tentarei está mais presente nesse 2017. Desejo tudo de bom para as minhas e meus adormecidos(as) e que fiquem com Deus. Beijos. 


                                                                             

                             


Passarinhos cantam.
O vento bate contra o meu rosto.
Sinto saudades de casa,
de tudo o que eu era,
e hoje não sou mais.

É tudo tão ridículo,
tenho vergonha de mim mesma,
e de quem um tempo me entendeu.

As amarras machucam meus pulsos.
Eu só queria ser livre.

Encontrar o meu amor,
há tanto tempo perdido.

Mergulhar fundo, recuperar a pedra preciosa.

Encontrar seu sorriso novamente.




                                                                         

               

               

Lábios rachados,
pele seca, olhos chorando.
Dedos enrugados.

Sangue na boca,
sangue na pele, rasgando tudo por dentro.
Dilacerado.
Coração batendo, doendo.

Mente nula.
Branco.
Pensamentos indo e vindo.
Sem compreensão.


Língua sem sabor.
Tudo vazio, não sei mais o que fazer.
Agora, parece que tudo foi só um sonho.

Só que eu continuo aqui.
Sozinha. 

Nota: Bem, faz um tempo que não escrevia um poema, e sinceramente nem sei como cheguei a esse. Espero que gostem. Beijos.
                                                                               https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNU0j8Xe7NvzEhMBiBT5zVFAu3_DjqBu1nu6ngIeIQs4cdBUAenTFAgLzfE5XZdJP1N0-OeBxwKd8Wn4rsQx9Wg98lPiEGWhupSEywpvNBxxxkJrEnbsS9axTHG0ia5wsmHn52RG5QTSc/s1600/assBelle.png
                                                      

                    
    

Roubaram os sorrisos.
Levaram, perdendo em  
um porta-malas de um carro velho.

Não existe fé, 
Não há traços no rosto.
Tudo se foi

Tudo se foi.
Sobraram os restos.
Sobrou os sussurros.
Tudo se foi.
E o encontro de novo, 
Se torna maçante.

Não queremos algo que já temos?
Se torna sem graça, 
Não há o prazer da descoberta, 
O prazer de sentir.

Roubaram todas as fotos,
Jogando-as para os céus,
Onde foram sugadas suas lágrimas,
E, seu riso.

Se tudo é falso, 
Por que tentar novamente?

                                                                           


Sufocada, deixada, largada.
A bile é forte, a sensação de tudo saindo de mim é terrível.
Quero e não quero me libertar, 
Me tornei "alguém", "alguém" que eu queria ser,
"Alguém" que eu não sou. 

As palavras se estrairam da minha boca.
Mente. 
Coração, só para bater.
Opressão, essa seria a palavra? 
Me mascarei em algo, me tornei dependente.
Aceitei as inúmeras mentiras,
Mentindo para mim.
Não, tudo não vai ficar bem. 


Melancólica, dramática, confusa. 
Tudo isso eu sou, ou era.
O meu "alguém" de agora, apenas sorrir, 
Não diz o que sentindo, quando diz não é o suficiente. 

As coisas se tornaram um paralelo de mim.
Vejo detalhes, pessoas, coisas, 
E tendo capturar aquela que sorria de verdade. 

Não estou dizendo que não estou feliz, 
Apenas dizendo que eu o meu feliz de antigamente era realmente feliz. 

       


Se dizem que teu sorriso é uma droga,
Faça-me ter a assustadora overdose.
Se tua voz é bebida, tão límpida e sussurrada,
Torna-me alcoólatra louca e apaixonada.
E se teu amor for meu abismo,
O que tanto espera para me empurrar?

Não faço questão de ser tua e ainda assim não ser,
Tua indecisão me faz querer ainda mais te ter.
Porque você e seu amor que me mantém de pé,
São teus jeitos e promessas que compõem minha fé.

Escrevo versos para te fazer sorrir,
E se te fizessem chorar, eu já não estaria aqui
Porque de ilusão basta a minha.
Que culpa eu tenho se você me fascina?

Um dia, terei abstinência de sua droga,
Em pouco tempo, nem irei mais saborear da tal bebida,
Pois sei que teu abismo me matará
E se for pra morrer nele, meu bem,
Pode me empurrar.

N/A: Poeminha lixo relativamente antigo que resolvi postar porque fora uma autoria produzida para ser publicada no livro da Academia Maria Ester de Leitura e Escrita, a primeira da América Latina formada por jovens, da qual faço parte. A AME, como é abreviada, fará apresentações na Bienal Internacional do Livro do Ceará dias 12 e 13 de Dezembro (sexta e sábado). Esse texto não será recitado, mas resolvi postá-lo, pois tenho uma certa afeição por ele. xoxo,


Estupidamente tento.
Sorrio para nada como uma forma de treino.
O céu ficou negro
Não existe mais significado para o singelo ato de sorrir. 

Tomo uma tose de poesia, 
minha droga preferida. 
Ah, ela não faz mais efeito. 

Tenho inutilmente me esconder atrás de um cigarro.
Melancolicamente, 
desistindo daquilo que nunca existiu. 
Como uma viciada, 
que não ver a chamada luz, 
e por tanto desespero acabou se tornando as trevas.

                                                                           





Nunca pensei, que estaria agora aqui.
Nunca acreditei no amor,
este que anda tão despeso pelo mundo.

Não acreditava que uma coisa de tal maneira,
arrebatasse o ser humano,
de uma forma de que cada batimento cardíaco possuía a alguém.
Achava isso uma pura insanidade.

Eu que não sabia,
que o mundo é composto de pequenas insanidades girando em torno de uma só. 
Hoje,
essa pequena-grande insanidade me derrubou,
nocauteou de uma forma que eu não me via mais sem ela.

Quando me lembro da textura de seus lábios rosados roçando nós meus,
meu coração pula,
quando lembro do seu cheiro de amora,
que parece que se impregnou em mim,
percebo que tudo valeu a pena.

Os meus sentimentos estavam guardados em uma pequena caixa,
eu trancava e jogava a chave,
mas esquecia que ela já tinha feito a cópia.


                                                                   


                               

Amor, amar, amei, deixei.
Tempo vai e vem, 
Tu continuas existindo em todas as datas. 

Nos momentos de solidão, 
Tu insistias em dizer que estava ali. 
Quando estava no meio de uma multidão, 
Invejando o amor, tu que gritavas dizendo que este estava em mim. 

Pois, me dê motivos para minha solidão?
Motivos para esse choro que insiste em se derramar por mim? 
Não quero mais viver assim. 

Não quero estas infinitas interrogações a cada fim de pensamento. 
Me sinto vazia, mas me dizem que é porque quero. 
Amor, por que fugistes de mim?
Mesmo estando aqui?

Desfaço-me, procurando por algo, que não se pode tocar.
Com uma extrema vontade de poder sentir. 


                                                                         




                           
    

Falar-te-ei todos os meus desejos.
Nessa loucura por mais, 
Tornamos o nada. 

Canta-te-ei, todas as notas já conhecidas. 
Tu, que jamais aprecia-las.
Meu canto não se encaixa com o teu. 

Beijar-te-ei todas as suas mágoas.
Em troca, apenas queria ser ouvida. 
Você tampou os ouvidos e se fez surdo. 

Dançar-te-ei todas as noites. 
Tu fechavas os olhos.
Quem ficava no escuro, não era tu.

Te tornei algo tão suplime. 
Tão desejado e adorado.
Pois no fim, apenas eu era o caco. 



                                                                   
   




São tempos nublados.
Tempos distantes.
Todos apenas estão pensando no "adeus" 
O medo, batendo na porta, 
E o que podemos fazer?

Existe essa pequena incógnita em cada fim de pensamento. 
Todos estão adiando o "partir", 
Mas os dias são curtos e as noites minutos. 

O sorriso consiste no rosto, mas o medo está nos olhos.
Depois de tudo, para onde eu vou? 
Isso tudo aqui vale a pena? 
As lágrimas são armagas, 
O coração sangra.

O tempo passa, o coração para de sangrar, 
As memórias dos sorrisos, permanecem. 

Apesar de todas as perdas nesse tempo, 
Encontramos uma forma de sorrir, seguir em frente, 
Mesmo com as marcas por nosso corpo.



                                                                          





Caderno jogado no canto do quarto,
folhas amassadas por todo o lado.
O caos completo...dentro de mim.

Pensamentos abstratos.
Alucinações.
Palavras nem nexo, rodando, rodando,
comprimindo meus globos ao nada.

São apenas palavras.
Palavras estas, que me perseguem.
Sonhos que torturam.
Uma inocência presente e extinta.

Pensamentos fodidos.
Uma mente louca.
Um sorriso paradoxo
Palavras que falam de amor,
quando significam, apenas dor.


Nota: Feliz dia do poeta! Não sou uma, mas acho que um dia como esse não pode faltar um poema, mesmo que seja esse sem sentindo algum. 

                                                         


                                        


Esta saudade tua, me faz insana.
Desde o começo, tentei não sentir,
mas essa modéstia tua, me encantou.
Não pude dizer ''não'' aos meus sentimentos.

Esse teu sorriso preguiçoso, complementou o meu,
que era tão fácil.
Estes teus olhos nervosos, se acalmaram,
derretendo nos meus.
Não me culpe, por sentir falta
daquilo que você me fez ficar dependente.
Não me culpe por amar de mais.
Não me culpe por não saber negar meus sentimentos.


Você entrou na minha constelação,
bagunçando todo o meu sistema.
Há muito tempo, prometi não me entregar à ninguém.
Não queria sorrir sem motivo,
não queria chorar atoa, 
só por que você estava distante.

Essa tua modéstia de moleque, conquistou até a parte mais obscura de mim.
Sei que isso pode passar,
não quero que passe.

Não quero que minha promessa seja quebrada a toa.
Tua agustia, eu posso curar.
Apenas não me culpe por amar te demais.


                            
                                                                           

 

Me perguntaram o que eu era. 
Eu digo: Sou flor.
Sou flor, que se acorda,
Aos poucos, preguiçosamente,
Risonha.

Sou flor, que a noite,
Se recolhe, removendo suas pétalas,
Suas forças.
Sou flor, falsamente frágil,
Falsamente bela, falsamente feliz.


Sou flor, que de tamanha beleza,
Se faz triste, tornando-se melancólica,
Sou flor.
Me despedaço, aos poucos,
Remoendo ao fim.

Sou flor, e hei de me adorar.
Entre as flores.
Descobrindo que nada é, eterno.
Que nada é belo.

Hei de ser flor.
Tornando o belo, em apenas ''ser''.