



Peço perdão a ti, ó Pai
Pois o teu filho mataste o irmão
O sangue escorre das mãos
Manchando toda a tua terra
As crianças permanecem chorando
O leite falta do peito da mãe
A terra permanece seca
Os pés rachados pisam sobre o chão segurando um corpo esquelético
Ô pai, peço perdão a ti
Pois o sorriu morreu
Gritos o substituíram
Armas apontadas para todos
Somos alvos agora?


Se tornou o caos.
Era ilusão demais.
Olhares perdidos.
No fim, não era nada.
Tudo estava inabitável,
meio vazio,
mas feliz.
Tu causaste uma tremenda bagunça,
agora sou eu que tenho que catar os destroços.
Deixei que apenas uma pequena partezinha do meu coração estivesse disponível,
você quase se fixou.
Fui tola demais.
Mas em meio a esse tremendo caos,
me aconchegarei em um canto e aos poucos tudo voltará ao seu devido lugar.

engoli-me na loucura,
a resiliência se tornou pó,
os olhos se embaraçaram,
não havia mais nada.
A normalidade acabou,
os parafusos foram todos soltos,
a resiliência me faltou novamente.
Escondi-me entre o caos,
e ali fiquei.
Nota: Poema bem pequeno, mas serve de desculpa para desejar um FELIZ ANO NOVO! Sei que estamos em falta, mas 2016 foi um ano problemático. Prometo que tentarei está mais presente nesse 2017. Desejo tudo de bom para as minhas e meus adormecidos(as) e que fiquem com Deus. Beijos.

Passarinhos cantam.
O vento bate contra o meu rosto.
Sinto saudades de casa,
de tudo o que eu era,
e hoje não sou mais.
É tudo tão ridículo,
tenho vergonha de mim mesma,
e de quem um tempo me entendeu.
As amarras machucam meus pulsos.
Eu só queria ser livre.
Encontrar o meu amor,
há tanto tempo perdido.
Mergulhar fundo, recuperar a pedra preciosa.
Encontrar seu sorriso novamente.
Lábios rachados,
pele seca, olhos chorando.
Dedos enrugados.
Sangue na boca,
sangue na pele, rasgando tudo por dentro.
Dilacerado.
Coração batendo, doendo.
Mente nula.
Branco.
Pensamentos indo e vindo.
Sem compreensão.
Língua sem sabor.
Tudo vazio, não sei mais o que fazer.
Agora, parece que tudo foi só um sonho.
Só que eu continuo aqui.
Sozinha.
Nota: Bem, faz um tempo que não escrevia um poema, e sinceramente nem sei como cheguei a esse. Espero que gostem. Beijos.

N/A: Poeminha lixo relativamente antigo que resolvi postar porque fora uma autoria produzida para ser publicada no livro da Academia Maria Ester de Leitura e Escrita, a primeira da América Latina formada por jovens, da qual faço parte. A AME, como é abreviada, fará apresentações na Bienal Internacional do Livro do Ceará dias 12 e 13 de Dezembro (sexta e sábado). Esse texto não será recitado, mas resolvi postá-lo, pois tenho uma certa afeição por ele. xoxo,
Nota: Feliz dia do poeta! Não sou uma, mas acho que um dia como esse não pode faltar um poema, mesmo que seja esse sem sentindo algum.