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CONTÉM SPOILERS!


De fato foi um episódio mil vezes mais leve do que o primeiro. Servindo para os fãs darem uma respirada e conhecerem um novo grupo, que no caso é O Reino.
O episódio é praticamente inteiro focado na Carol, com algumas partes no Morgan - esse que explica para Carol o que é aquele lugar enquanto a leva para o Rei Ezekiel, que serve tanto de explicação para ela quanto para o público.
Apesar de não ter lido os quadrinhos, eu pesquiso muito e escuto a opinião de quem já leu ou mesmo vejo imagens e disso tudo tirei que o Rei Ezekiel está uma cópia do que ele é nas HQs, só para vocês terem noção, observem essa imagem:
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Até a blusa é igual! Fora que sua personalidade também é fiel aos quadrinhos em relação a teatralidade, e de como ele realmente se porta como se fosse da realeza e obvio carisma que o personagem tem, fazendo com que o público se deixe envolver por ele e seu jeito pomposo.
Outro ponto é a Shiva, a tigresa de Ezekiel, que vemos que é computação gráfica, mas não atrapalha e ela na realidade é linda e seria muito complicado trabalhar com um tigre de verdade, nessa a equipe de The Walking Dead mandou bem.
Finalizando essa parte, o episódio também foca nos problemas de Carol, como no começo do episódio que ela começou a ver os zumbis como pessoas e todo o seu complexo agora de: "quero ficar só, blá, blá" e claro, vemos um possível envolvimento dela com Ezekiel. Isso pode levar há dois momentos nos quadrinhos, que são:
1. Nas HQs a Carol já morreu há um tempo, no período do arco da prisão, quando ela começou digamos que ficar louca e se lançou para os zumbis como se eles fossem suprir toda aquela vontade de encontrar o seu lugar, e nisso podemos levar ao que está acontecendo na série. Nos levando a crer que é possível haver uma futura morte dessa personagem, mas são apenas teorias.
2. Nas Hqs quem se envolve com Ezekiel é a Michonne, mas como ela está com o Rick agora, provável que essa trama passe para a Carol.
No fim, foi um episódio bom, apesar de muita gente ter reclamado, esclarecendo várias coisas sobre O Reino, a relação que ele tem com Os Salvadores  (uma ótima cena aliás) e como esse novo grupo se comporta.
Agora temos quatro grupos diferentes: Alexandria, O Reino, Hilltop e Os Salvadores. Nesses quatro grupos podemos ver diferentes sociedades e isso engradece demais a série.

Nota: Tirem algumas informações do canal no youtube Foxwalkerbr, que fala sobre twd e outras coisas.
                       

                                                        


                      Imagem de flower, tumblr, and green

Minha vó quando nova, saia todas as manhãs para colher rosas, num campo longe de casa. Lá ela enchia o cesto de cor e se enebriava com o cheiro doce. Ela voltava para casa e toda noite soprava o fogo da lamparina. Isso acontecia todos os dias, até que ela viu ele no pomar, e como boba que era, sorriu. Sorriu, pois naquela época a maioria dos estranhos não faziam mal, ou pensavam que não faziam.
Eles se aproximaram, conversam por um bocado de tempo e sorriram infinitas vezes. Logo ela descobriu o nome dele, e ele o dela. Combinaram de se ver no dia seguinte, e assim fizeram.
Nisso tudo se passou um mês, todas as manhãs ela ia ao pomar, e além de colher rosas, sentava ao pé de uma grande árvore e conversavam horas a fio, sobre banalidades e sonhos que pareciam tão distantes. Ela dizia que queria ser professora e ele ria dizendo que seu sonho era ser músico, mesmo sabendo que aquele lance era difícil, mas disse que adorava uma prosa, depois de um forró bem coladinho, e que música significava isso para ele. No meio daquele sertão imenso, minha vó disse que também adorava o tal do forró bem coladinho, então ele a chamou para dançar. Assim, aconteceu o primeiro beijo deles dois. Não foi como os de hoje em dia, que quando cola a boca, a língua já tá lá e a mão já se perdeu em muitas curvas. Foi calmo, e singelo. Minha vó disse que naquele momento se apaixonou pelo tal Luiz Otávio, é, o povo do sertão adorava um nome composto.
Combinaram de se ver mais uma vez de noite, quando ia ter a grande festa em comemoração ao São João. Mas quando chegou em casa, se surpreendeu em encontrar seu pai junto de Barão Damião e seu filho Sebastião, é, os nomes também rimavam. Se apresentou, e ofereceu uma xícara de café, eles recusaram, muito obrigado
Sebastião a chamou até o canto da varada e perguntou se ela não gostaria de ir a festa de São João com ele, Ana olhou pelo canto do olho e viu seu pai a observando como uma clara ordem de "aceite menina", e mesmo com o coração gritando o nome de Luiz Otávio, ela aceitou. Ela sabia também, que ele estaria lá, coitada da minha vó.
O Barão Damião e seu filho foram embora, deixando Ana desesperada e com um pai perturbando a filha. Sua mãe chegou no centro e ficou enlouquecida quando soube que ela ia a festa com Sebastião, tratou logo de costurar um vestido novo. E minha vó, coitada, só sabia olhar para os lados e suspirar, pensando na aflição de encontrar Luiz Otávio. Meu Deus, o que ele acharia que ela estava fazendo?
Já tinha roído todas as unhas, quando a noite chegou. Sua mãe a empurrou para o banheiro do lado de fora da casa e ela se viu nua, jogando a água que estava na cumbuca na cabeça, queria passar o resto da noite no banheiro, mas a água no balde tinha que durar por mais três dias.
Entrou em seu quarto, passou o vestido azul sobre a cabeça, sua mãe jogou um pó branco em sua face e um batom vermelho sobre seus lábios.
Logo Sebastião chegou e foram para o baile. Logo digo que Luiz Otávio estava lá, e foi a maior confusão, com direito a briga e tudo.
Mas no fim, descobriu-se que Luiz Otávio era filho de um barão de outra cidade e foi bem mais fácil para os pais de vó Ana aceitarem o amor dos dois.
Mesmo assim, nada foi fácil. Minha vó Ana continuou querendo ser professora e Luiz Otávio querendo ser músico. Se mudaram pra São Paulo e por lá batalharam muito. Minha vó engravidou e depois de um tempo voltaram para o Ceará.
Agora posso falar, meu vô Luiz Otávio acabou desistindo da vida de música e se formou em direito, conseguindo se estabelecer em Fortaleza. Depois do primeiro filho, veio o segundo e no fim o terceiro. Minha mãe é a do meio, e eu fico feliz em saber que nos "derivamos" de um amor tão puro e que já enfrentou tanta coisa. Eles continuam juntos, se sentando toda tarde no jardim e contando histórias sobre a juventude.
E agora Analu está vindo por aí, pra conhecer as praias desse Ceará, afinal, aqui está bem longe de ser só Caatinga. E que ela descubra como é sentir a terra fofa nos pés e que se apaixone de um jeito tão inocente assim como meu avô e vó.

                                                                          







Vê-lo ir embora não doeu tanto quanto o depois. Ah, e como doeu. Disseram-me para ser forte, para não chorar por ele porque ele claramente não me merecia, para eu jogar tudo fora, excluir tudo; me disseram várias coisas, mas não me avisaram que esse depois duraria tanto tempo. Não me disseram que outras pessoas usariam o mesmo perfume que ele e que isso ia me torturar muito e de diversas formas possíveis e impossíveis. Que só de chegar perto desse cheiro, eu ia sentir toda aquela avalanche de coisas que eu senti naquele primeiro depois.
Não me disseram que aquelas músicas iam me fazer chorar só por lembrar de suas melodias, logo aquelas que a gente ouvia enquanto estávamos juntos. Nem muito menos disseram que aquelas letras sofridas que eu tanto abominava iriam me descrever tão bem e nem que aquelas bandas, que eram as favoritas dele, iam ser as que eu mais odeio hoje. 
Nunca me disseram que eu iria usar determinadas roupas e lembrar dele instantaneamente, porque as usei nas vezes em que estávamos juntos, ou o cheiro dele simplesmente ainda está ali. Meu quarto tem ele em partes que enquanto namorávamos nem o lembrava, mas agora é como se tivesse a sua foto ali pregada. Ele impregnou em mim de todas as maneiras. E de qualquer forma, não importa o que eu faça, sempre haverá algo para lembrá-lo.
Ouvi diversas coisas sobre o futuro; "vai ficar tudo bem", "você vai esquecer". Mas sobre o agora, ninguém me disse nada. Ninguém me disse como apagar, como matar cada memória e saudade existente no meu corpo. Ninguém nem se atreveu a me dar a solução precisa, porque suspeito que ela nem exista. Ninguém me disse, mas eu sei que esse agora é sem solução. O depois virá, ele será bom. Mas enquanto for agora, vai doer. E enquanto doer, não será o depois. Ninguém me disse, mas aprendi na prática que o único jeito de esquecer é conformar-se com a lembrança, pois ela afirma que existiu. E eu preciso me acostumar com os cheiros, as músicas, as roupas e vê-las de outra forma, como se fossem coisas quaisquer, como eram antes dele. Voltar a ser o que era antes dele. Isso ninguém nunca diz.


                   

Fazia tempo que eu não ficava assim. E eu odeio isso. Odeio essa sensação de impotência e de não poder controlar meus pensamentos. Já ia falar que eu pareço uma adolescente com sua primeira possibilidade de "ter alguém" e lembrei que sou exatamente isso.
Eu li livros demais, e na maioria dos casos tudo era muito lindo. Podia dá muito errado no começo, mas no fim tudo se resolvia. E aparentemente todo mundo é muito bem resolvido sobre beijar ou ficar, não levam tudo para o emocional, e não existe muito esse problema de "será que ele me quer?".
A diferença é que na adolescência isso fica martelando na cabeça. Você se pergunta se você é bonita o suficiente o tempo todo, se ele só vai querer ficar com você ou se ele pelo menos não te acha uma idiota. É, adolescência é um saco, e essa fase mata qualquer um de agonia.
Alguns conseguem ser puramente carnais e só se preocupam com desejo. Eu nunca fui assim, sempre pensei demais e fui sentimental, continuo sendo aliais. Essa história de beijar um e amanhã ele já poder está com outra, nunca entrou na minha cabeça. Desculpe se sou sentimento demais.
Gosto dessa coisa de poder viver em conjunto e ter alguém com quem contar. Só que chegar até lá é uma tortura. Quero colocar na minha cabeça outras coisas, mas ele não sai, e talvez seja só a idealização que criei na minha mente. E descobri que sou muito boba, pois fico louca com um sorriso ou só de imaginar algo. E eu que nunca fui envergonhada, fico morrendo de vergonha dele, e todo mundo fica dizendo tanta coisa que aparentemente eu congelo. Fico querendo me enterrar em um buraco, e se dependesse de mim, a gente nunca se falaria, mas o destino deu um empurrão, fez todos os movimentos e quando vi, ele estava na minha frente e tudo fluiu. E ele foi fofo, sorriu várias vezes e me peguei saindo de lá saltitando. Ele quebrou minhas pernas e conseguiu invadir meus pensamentos. Odeio isso. Eu sei que estou me iludindo demais, mas não consigo controlar. Só que meus pés ainda estão cravados no chão e não tenho medo se algo me atingir. Uma amiga me disse para arriscar, e Deus, eu estou arriscando, só que do meu jeito, morrendo de vergonha e soltando um palavrão ali e outro aqui.
No fim, coloco na minha cabeça para não ter medo do que vem por ai, de não me sentir feia só por causa das espinhas e do meu nariz grande. Pois no fim, o que importa é o que sou, e se isso não for o suficiente, o problema não será mais meu.
Eu que já me privei tanto de sentir, pareço está transbordando agora.

Nota: Oi gente, eu sei que o blog tá amarrotado de textos, mas muitas coisas aconteceram, e aparentemente temos muito o que dizer. E se você tiver passando uma fase como essa do texto, eu entendo completamente e sei que é um horror, principalmente pra quem é ansiosa como eu. Cuidem-se. 

                                                                              

  

Encontrei essa Tag no blog Leituras e Gatices e achei super interessante e decidi trazer aqui para o blog. E lembrando que a Tag foi criada pelo blog Entretanto. É isso, espero que gostem.


1. Só eu que li? - Um livro que a maioria das pessoas desconhece, mas você leu.


Reconstruindo Amelia

                           
Bom, pelo menos eu não conheço alguém que tenha lido. Ele não é tão "pop" como outros livros, mas com certeza está na lista dos meus favoritos. Eu acabei conhecendo ele por acaso em uma post de um blog - que não lembro agora - e acabei me apaixonando. Se quiser saber mais a resenha está disponível aqui no blog.


2. Só eu que não gostei? - Um livro aclamado, menos por você.


A Coroa


                           
Não só por mim, mas a maioria dos sites de avaliação de livros "A Coroa" ganhou uma boa nota. E pra mim foi decepcionante, principalmente por causa da qualidade dos outros livros. Resenha também disponível.



3. Só eu que vi apenas o filme? - Um livro que você quer muito ler, mas só assistiu ao filme.


Maze Runner - Correr ou Morrer


                       
Tenho muita vontade de ler toda a trilogia em si, até já peguei os livros, mas não deu tempo de ler. Fica para uma próxima.


4. Só eu que não li nada dele(a)? - Um autor famoso de quem você nunca leu um livro.


Agatha Cristie


  

E eu até tenho um livro, lembro que comprei ele até na Bienal daqui de Fortaleza. Várias amigas minhas já leram, mas eu sempre acabo colocando uma leitura na frente e nunca deu certo ler algo dela.



5. Só eu que gostei do malvado? - Um livro com um vilão (ou não-herói) pelo qual você torceu mais do pelo mocinho.


Sombras e Ossos.


                            
Não quero dá spoiler, mas nesse livro eu tive foi abuso da mocinha e amava o malvado. Não sei se isso vai continuar nos próximos livros. E em breve tentarei trazer a resenha para o blog. 

6. Só eu acho que panela velha é que faz comida boa? - Um livro já desgastado, mas que você ama.


Misto quente - Charles Bukowski


                              
Eu me apaixonei por "Misto-Quente" e toda a ousadia de Charles Bukowski. Também entrou no hall dos meus favoritos e estou louca para ler mais livros do Bukowski. Resenha disponível.

7. Só eu que leio nacionais? - Um autor nacional que você adora.

Pedro Bandeira

                                           

Esse senhorzinho com certeza marcou a infância de muita gente. Inclusive a minha, adoro os livros dele e até hoje leio e acho que todo mundo deveria ler. 

8. Só eu que amo clássicos? - Um livro clássico que você gostou.


Dom Casmurro - Machado de Assis



                                   
Tenho uma certa vergonha em dizer que não li muitos clássicos, quase nenhum e não cheguei a acabar Dom Casmurro, mas é maravilhoso e a Letícia também adora. 


9. Só eu que li antes de virar filme? - Um livro que foi/vai ser adaptado para o cinema e você leu antes.


Fallen - Lauren Kate



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Bem, eu espero que ainda tenha o filme, pois parece que esse negócio não vai sair nunca. Tá previsto para 2016, mas ando duvidando muito.
Mas amo os livros e a série Fallen me marcou. Ficaria muito feliz com o filme, ficaria, é esperar não colocarem na geladeira e lançarem, afinal já gravaram.


10. Só eu que odiei o (a) principal? - Personagem principal que você odiou.


Fani - Fazendo Meu Filme


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Assim, até que me afeiçoei a Fani, mas as burradas que essa menina faz não dá pra desculpar. Ainda vou ler o 4° livro e certeza que vou ter mais raiva ainda, ó menina para fazer uma coisa simples se tornar difícil. Resenha disponível.


                                                                         


Fins acontecem. Sim, logo de cara assim, pra você nem duvidar que este será um texto direto e frio. Bem frio. Porque é isso que ele foi quando terminou com tudo. Mas fica! Lê até o final! Eu não vou ficar lavando minha roupa suja aqui. Mas, sim, fins acontecem. Pode ser que não; pode ser que você encontre um cara tão perfeito e incrível e tudo de bom que vocês ficarão juntos pro resto da vida, porque pra ele você também é perfeita e incrível e tudo de bom, e para vocês dois, essas coisas são o suficiente. Nem pra todo mundo é.
O fim pode acontecer e não há como prever isso. Pode ser hoje, pode ser amanhã. Mais uma vez, pode ser que nunca aconteça. Pode ser que vocês, de fato, nem venham a acontecer. E toda aquela minha promessa de ser direta e facilmente compreendida foi embora pelo ralo agora mesmo: não há como ser simples quando o assunto é relacionamento. Não existe uma formula exata, uma forma que encaixe vocês dois e os transforme no casal perfeito como diz nas revistas. Vocês podem ser como quaisquer outro que já tenha existido, mas vocês também podem ser como ninguém nunca foi: o tipo de casal que só vocês mesmos poderiam ser, por terem a própria essência, o seu próprio jeito de agir e pensar e tratar o outro.
O que ninguém realmente conta: o amor não é tudo - e eu não estou o banalizando, de forma alguma. Se existe alguém no mundo que acredite no amor, esse alguém sou eu. Mas ele não é tudo quando se trata de um casal, de duas vidas tentando tornar uma só. O amor vai ser o essencial, sim, mas a partir dele outras coisas deverão surgir: paciência, cuidado, abrir mão do seu querer e do seu orgulho pelo outro, paciência, preocupação e mais paciência. Amar significa ter o outro em sua própria vida, o que significa aceitar os seus defeitos. E nem pra todo mundo isso é fácil. Na verdade, pra poucas pessoas é.
A coisa toda com o ciúme é o de menos se outras coisas mais difíceis aparecerem: o fato de ter que organizar o seu tempo pra dedicar uma parcela dele àquela pessoa, a questão do "incluí-la" em sua vida, a parte de acostumar-se com dividir o seu dia-a-dia com alguém. Levando em conta que você não seja adepto a relacionamentos abertos, você com certeza vai querer que essa pessoa participe efetivamente da sua vida, e isso leva tempo, esforço e coragem. Toda essa história exige essas três coisas, além de, é claro, amor.
Mas, no fim das contas, é preciso não ter medo. É preciso dar a cara a tapa pra ver no que dá, porque como eu te falei, relacionamentos não vêm com manuais. Você precisa se arriscar pra ver no que dá. E se quebrar a cara, fica tranquilo. Pode ser que o melhor ainda esteja por vir... E se o próximo doer de novo, tenta novamente. E de novo e de novo e de novo. Até dar certo. Tenta outra coisa. Tenta se amar. Tenta parar de procurar e deixa chegar. O importante é nunca parar de tentar. O que alguns até chegam a contar: a vida gosta de nos testar.



Hoje eu parei pra pensar se você viesse com um manual, um manual que me instruísse como lidar com você do início - quando as coisas eram maravilhosas - ao fim - quando eu tenho que aprender a te esquecer. No início, talvez em nem lesse. Não ia precisar. As coisas iam tão bem... Deixaria tudo rolar. Mas agora, vivendo o fim, eu certamente leria só com a esperança de encontrar na última página uma frase que me garantisse: tudo vai ficar bem. E era só isso que eu queria que alguém me dissesse. Antes, era você esse alguém. Mas sem você, eu preciso de qualquer outra pessoa que me diga que eu vou superar você. Eu preciso superar.
Sabe o que é pior? Não consigo te cortar de tudo - nem de nada, na verdade. Você ainda está em tudo o que é meu: nas coisas que eu escrevo, nos filmes que eu vejo, nas músicas que ouço. Em todo canto, aonde quer que eu vá, existe um pouquinho de você... E assim não dá pra esquecer. Talvez eu nem queira esquecer de fato, porque enquanto durou, eu quis que ficasse. Eu fiz questão de te impregnar na minha mente, guardar teu cheiro nos mínimos detalhes, te beijar toda vez como se fosse a última e tornar aquilo memorável - até encontrá-lo outra vez e de repente não encontrar mais. 
Escrevi uma história com você porque senti que era real. Achei  que fosse verdade, que de alguma forma fosse eterno - apesar de saber que o "para sempre" não se promete a ninguém. Mas eu queria de todas as formas que você fosse permanente como ninguém mais foi, porque você parecia ser o certo. E é incrível como a vida sempre dá um jeito de nos mostrar que não existe essa coisa de "manual", não existe uma fórmula para vivê-la. Eu quis mostrar pra vida que eu sabia de tudo, mas ela me mostrou prontamente que não adianta de nada ser cheio de certezas e não ter reciprocidade. 
Quando eu me pego esquecendo aos poucos, uma música nossa começa a tocar, um texto meu aparece diante dos meus olhos, e tudo volta. Sentir tua falta já é costume, uma rotina desde a hora que eu acordo até a hora de dormir, quando sonho com você e com seus olhos castanhos que já faz tempo desde a última vez que eu os vi de perto. E antes de dormir, nas minhas orações diárias, eu sempre peço para que Deus cuide ainda mais de ti agora, já que eu não tenho mais esse alcance. 
E essa é só mais uma carta que eu não vou conseguir terminar, porque dentre todas as coisas que eu aprendi com você, você nunca me ensinou a te dizer adeus.

N/A: Eu nunca vou saber me despedir.


                   

Fechei os olhos e estava tudo escuro, os abri, a escuridão permanecia ali. Eu tentava fugir da escuridão, mas parecia que nunca chegaria a luz. Todos os dias sentava sozinha no pátio da escola, observando minhas unhas, fingindo pura diferença, querendo que alguém chegasse e pergunta-se: "tá tudo bem?" As falsas sempre chegavam, perguntando a cor do meu esmalte e comentando sobre o novato, como se a minha cara de choro não fosse nítida e as olheiras não fossem profundas. Mas eu ouvia, acenava com a cabeça e respondia, pelo menos alguém estava ali, mesmo que no fundo eu continuasse me sentindo só.
É horrível não se sentir parte de algo, com todos falando amenidades e você querendo comentar algo mas se sentir inteiramente só. O pior é me tocar que as amigas que achava que eram de verdade cravaram uma faca nas minhas costas. Mas minha mãe disse que ninguém está livre do sofrimento e que nos magoar faz parte, e que isso é só o começo.
Então eu mudei de escola. Decidi que agora iria ser diferente. Não ia me adaptar ao que as pessoas eram, seria eu. Cortei meu cabelo na altura dos ombros e fiz uma franja. Passei um protetor labial e coloquei a blusa da minha série preferida. Fui ao primeiro dia sorrindo e não tendo medo das encaradas. Se alguém falasse alguma besteira sobre mim eu revidaria ou daria as costas.
Voltei para casa sorrindo, encontrei meninas e meninos que gostam das mesmas série que eu, dos mesmos livros e que perguntaram onde eu havia cortado o cabelo. Respondi tudo sorrindo e conversando até demais, rindo demais. E tinha sido apenas o primeiro dia.
Uma hora acabamos encontrando o nosso lugar, mesmo que demore. Principalmente quando decidimos que nada vai atrapalhar nossa felicidade.

Nota: Esse texto é dedicado a Sabrina, que algo relacionado a amizade. Tentei me esforçar e espero que o texto tenha saído bom, e a mensagem serve para todos: não tenha medo de ser quem você é. Sejam felizes mesmo, e se você se sente deslocado, não se preocupe, um dia você irá encontrar o seu lugar.

                                                                           

                         Imagem de baby, cute, and family

Sinceramente, eu esqueci qual foi o último dia dos pais que passei lado a lado com meu pai. Dizer que eu não sinto falta seria total mentira, mas hoje não quero falar de coisas tristes, vamos trocar o disco.
Talvez você seja muito nova, como eu, ou seja uma futura mamãe ou um futuro papai, mas vamos partir da ideia que você está longe de ser mãe ou pai e ainda não encontrou alguém.
Sempre esteve na minha cabeça que o pai dos meus futuros filhos precisa ser "perfeito" para eles, colocando eles em primeiro lugar independente de tudo. Existem pessoas ruins no mundo e eu descobri sozinha, mesmo com a capa de proteção da minha mãe e da minha vó. Quero que a vida de quem sair do meu ventre seja completa, com um pai que vá para todas as festinhas da escola, que eu possa dividir a dificuldade de educar uma criança. Que possamos fazer planos juntos e que não seja apenas trocar fraudas.
Deve haver mais sorrisos do que lágrimas. Então pense antes de ser pai, ou se esse alguém com quem você está vai ser bom o suficiente. Viver sem a presença de um pai é uma droga. Ver duas vezes por ano não é suficiente, nem as ligações são. Pai de verdade tem que está presente, sabendo das notas da escola e das paixões, pai é com quem você sempre deve ter assunto para conversar e receber um dos melhores abraços do mundo. Que ele saia para passear e que o meu futuro filho, o seu, não tenha medo de se abrir e confessar os segredos que os aflige. Não vai ser fácil de nenhum jeito, mas que ele esteja lá para acolher nos braços e dizer que tá tudo bem ou dá um sermão.

Nota: Saindo bem tarde, mas esse é nosso Feliz Dia dos Pais! Espero que todos tenham aproveitado esse dia, até mesmo aqueles que a mãe, a vó, ou tio sejam o "pai", os abrace e diga o quanto são importante. Se está com magoado para ligar pro seu pai distante, perca seu orgulho e puxe o telefone do gancho. De resto é isso, esperamos que tenham um ótimo final de feriado.