Resultado de imagem para ligados pelo amor poster

Dificilmente eu tenho parado para pensar sobre as coisas que ando assistindo. Neste mês de férias, eu assisti a milhões de filmes e vi centenas de séries, mas foi no antepenúltimo dia que eu assisti a um filme que me fez escrever sobre. Não por ser um clássico, por ser o tipo de filme que merece Oscar ou nada assim. Mas por mexer com o emocional (especificamente o meu) e nos fazer refletir sobre. Tudo bem, também não é tão difícil mexer com as minhas emoções... Porém, esse fez com que, em plena madrugada, eu chorasse copiosamente. 
Não é uma crítica ou uma análise detalhada sobre todos os aspectos técnicos do filme. São observações minhas a respeito dos pontos que mais me encantaram no longa. Mas se você quiser ler uma crítica "de verdade", essa foi uma das que mais gostei.

Sinopse: O escritor Bill Borgens (Greg Kinnear) é um pai de dois filhos, Samantha (Lily Collins) e Rusty (Nat Wolff), que foi traído por sua esposa, Erica (Jennifer Connelly). Sam, aos dezenove anos, está prestes a publicar seu primeiro livro e é do tipo de garota que desacredita no amor. É desapegada, prefere relacionamentos que durem uma noite só e nutre um profundo rancor por sua mãe, pela traição. Sua vida sofre uma reviravolta quando ela conhece Louis (Logan Lerman), um garoto totalmente fora dos padrões daqueles que ela costuma se relacionar.
Rusty, por outro lado, é totalmente o oposto de Sam. Não enxerga motivos para sentir rancor de sua mãe, é um adolescente apaixonado, escritor como o pai e a irmã. Ele nutre um amor platônico por Kate (Liana Liberato), que não é exatamente o tipo de garota perfeita... Exceto para Rusty. Sua vida também toma novos rumos ao conhecê-la.
Bill e Erica separaram-se há mais ou menos três anos e ele ainda não conseguiu esquecê-la. Isso incomoda Sam, que torce para que o pai siga em frente. 
Com um final emocionante, Ligados Pelo Amor analisa vários tipos de amor: entre pais e filhos, namorados e irmãos, de modo a prender quem assiste e fazê-lo pensar sobre o que é certo e errado quando se trata de amor. (Fonte/modificado)

Resultado de imagem para ligados pelo amor

Eu devo dizer que, ao passear pelo catálogo da Netflix, decidi assistir logo esse porque vi que tinha Lily Collins, Nat Wolff e Logan Lerman no elenco e nunca nem tinha ouvido falar sobre o filme. Resolvi dar uma chance e descobri logo de cara que não vem com aquela dose de romance teen ou transbordando banalidades com os atores que citei agora a pouco. Os personagens se apresentam e a princípio não entendemos a ligação entre eles. Depois as coisas vão se encaixando e tomando seus rumos, não deixando de estarem entrelaçadas.

Imagem relacionada

Um considerável número de sinopses que encontrei pelo Google afora trazem a descrição da história de Bill, o que desmerece todo o filme, porque não se trata apenas disso. Inclusive, quando Sam decide enviar o seu livro para a editora, ela pede para que seja em anônimo para que o nome do pai, escritor renomado, não influencie em todo o processo de publicação do seu primeiro livro. Então, eu acho que focar a sinopse na história dos pais é tomar partido por aquilo com que você mais se identificou na história. Porque eu particularmente fui mais chamada a atenção pela história de Sam, mas alguém pode ser mais próximo da história de Rusty, outra pessoa pode ter mais compaixão por Erica... Enfim, são muitos núcleos que, no fim, estão literalmente ligados pelo amor (trocadilho lixo, mas adequado).

Imagem relacionada

Bill é um escritor conhecido, renomado, que vive bem e tem até um senso de humor especial para alguém que passa por uma grande turbulência emocional. Há três anos sua esposa o deixou após traí-lo por anos com outro homem. Desde então, em todos os feriados, especificamente Ação de Graças, ele coloca a mesa inteira para o jantar e sempre deixa um prato para ela, deixando claro que ainda a espera. Uma das coisas que comprova que ele ainda é apegado à mulher são as vezes em que ele vai até a casa dela e a observa pela janela. Erica, por sua vez, vive o casamento com o tal homem, mas não é exatamente feliz. É tudo confuso, eles brigam e logo se acertam, como é a maioria dos casamentos, mas o que também não quer dizer que seja exatamente um casamento incrível. A relação deles com os filhos também tem suas peculiaridades. Bill se dá bem com os dois, os faz escrever diários, incentiva-os na carreira de escritor e os proporciona uma vida bastante tranquila. Erica, por outro lado, só se dá bem com Rusty. Desde o divórcio - ou até mesmo antes disso, não é especificado -, Sam não conversa com a mãe, não dá nenhuma chance de sua relação ter o mínimo de progresso. 
Esta é a parte da história que, para mim, o amor é espera e é perdão.

Imagem relacionada

Sam é destemida. Está na faculdade e é uma garota de personalidade forte, mas desacreditada sobre tudo o que diz respeito ao amor - uma das coisas que marcaram em mim a personagem dela foi a frase: "Evite o amor a todo custo. Este é o meu lema.". A sua parcela da história, além de falar sobre a sua difícil relação com a mãe e sobre a sua preocupação para com seu pai, conta também sobre como a sua visão sobre o amor muda quando conhece Louis, um menino tímido da faculdade. A forma como Louis entra na história, criando também um novo núcleo, faz com o que o filme seja ainda mais abrangente sobre o amor. Ele a conquista aos poucos, do jeito dele, à medida em que um garoto tímido, mas grandioso em sentimentos, consegue. Foi o "núcleo" que mais me prendeu, o crescimento de Sam ao longo da história, o amor entre os dois que assume uma conjuntura adulta que se distancia do irmão mais novo, no caso.
Aqui, o amor é recomeço, maturidade e também perdão.

Imagem relacionada

Rusty é um adolescente à primeira vista comum, apaixonado pelas histórias de Stephen King, que está no Ensino Médio e o filme não falha em mostrar aquele típico cenário de high school: ele é apaixonado pela garota que é namorada de um dos valentões. Mas o quadro em que o valentão e Kate se colocam não é do jogador de basquete ou beisebol e da líder de torcida, mas sim, da galera envolvida com certas coisas que são um outro problema que o âmbito adolescente enfrenta: o desvio para o lado das drogas. 
Kate, assim como Louis, também abre um novo núcleo no filme. A figura da boa menina, bonita, com um bom namorado (Rusty é, sem dúvidas, incrível) e muito amada, mas com uma mente fraca e inconsistente. 
Agora o amor foi descoberta, crescimento e proteção.

Imagem relacionada

A relação do núcleo principal foi uma das partes que mais me emocionou, se não tiver sido a que mais mexeu comigo. Não é uma família perfeita, longe disso. Os irmãos têm aquela implicância comum entre irmãos, mas fazem um pelo outro aquilo que se faz por quem se ama. O pai mantém uma relação de amizade com os filhos tão linda que faz o amor assumir a forma de cumplicidade desta vez. 
Outra coisa que me encantou foi a relação dos personagens com a escrita. Eu sou doida por poesia, por gente que escreve com coração, por tudo aquilo que a gente pode colocar em palavras, e principalmente pelos momentos que a gente vive que não podem ser descritos... Acho que por isso o filme teve um significado tão forte em mim.

"Eu acho que escrever é isso. Ouvir a batida do coração. E quando a ouvimos, cabe a nós decifrá-la."

Quem me conhece bem de perto sabe que o amor para mim é o sentimento mais incrível que existe, porque dele vem todo o resto: o respeito, a cumplicidade, o carinho, a união, a gratidão... Clichês à parte, fiquei muito comovida com boa parte da história, chorei horrores, me envolvi com cada caso, cada drama, cada momento certo para o humor. Achei maravilhoso o fato de que tanto Louis quanto Kate não servem apenas de enfeite à história, ficando claro que eles também têm seus próprios dramas, seus próprios problemas difíceis demais para se lidar, exatamente como a vida é.
É um filme sobre amor e acima de tudo, sobre amadurecimento. É sobre lições de vida, sobre ter calma, ser paciente. É sobre os altos e baixos que toda vida tem e tudo o que podemos tirar de bom de todas as coisas ruins. Qualquer coisa a mais que eu não consiga dizer, eu posso explicar pela citação de Stephen King que aparece no filme: "As coisas mais importantes são as mais difíceis de dizer.". Até a próxima!

"Eu nunca aprecio nada. Sempre estou esperando o que vem depois. Acho que todos gostam disso... Viver a vida no acelerado, nunca apreciando o momento, ocupados demais se apressando pelas coisas para conseguir aquilo que realmente deveríamos estar fazendo. Eu tenho esses fleches de clareza. Clareza brilhante, que por um segundo eu paro e penso: espera aí, é isso, essa é minha vida. É melhor eu ir devagar e apreciar isso porque um dia vamos acabar na Terra e será o fim, teremos ido."

Resultado de imagem para outlander 2 temporada poster

A terceira temporada de Outlander estreará em 10 de setembro, então corri para acabar de assistir a segunda temporada e admito que meu coração ainda sofre pelo final do decimo terceiro episódio.
Mas para quem ainda não acabou ou começou a 2 temporada, recomendo ler o post sobre a primeira (clicando aqui) e voltar aqui depois de ter finalizado a segunda.

O primeiro episódio começa com Claire (Caitriona Balfe), Jamie (Sam Heughan) e Murtagh (Duncan Lacroix) chegando na França, onde eles estão realmente focados em mudar o futuro dos jacobitas. Durante essa trajetória muita coisa acontece, incluindo o manto de vilão que passa de Black Jack Randall (Tobias Menzies) para o Conde (Stanley Weber). Basicamente, essa primeira parte da temporada é um jogo político, onde Jamie se aproxima do príncipe Charles Stuart para se tornar um homem de confiança dele, entre eles terem que lidar com outras pessoas e um jogo de aparência e formalidades que vemos que passa de pura blasfêmia.
Outro ponto para entrar em destaque, é em como a série se tornou menos pesada em comparação a primeira. Ainda acontece uma cena de estupro, mas não é nada explícito. A violência continua praticamente a mesma, mas acho que é um bom retrato dos tempos bárbaros.
Mas como vemos no primeiro episódio, a Claire volta para o "futuro"/"presente" grávida. Então surge a dúvida: Se ela tá grávida, não era pra barriga ta maior, já que ela tava grávida no final da primeira temporada? Se é outro bebê, porque ela não trouxe o outro filho dela?


               Resultado de imagem para spoiler alert gif


Bem, no episódio 7, intitulado "Faith", descobrimos que Claire deu à luz a sua filha, mas esta não resistiu. O episódio em si é muito doloroso, principalmente quando Claire se encontra agarrada a filha morta. Mas então temos o ponta a pé inicial para a segunda fase da temporada, que é eles voltando para a Escócia para tentar montar um exército jacobita.
Então basicamente do episódio 8 ao 13, temos eles tentando mudar o futuro dos escoceses, fazendo de tudo para a batalha de Culloden não existir.
Não quero dá mais spoilers, mas só tenho que dizer que o último episódio me fez chorar muito. No fim, a temporada é bem definida e parece ser bem fiel aos livros da Diana Galbadon, pelo pouco que eu li, além de saber desenvolver muito bem os personagens secundários e trazer novas figuras tão simpáticas quanto os que já tínhamos conhecido.
A primeira parte na França, é bem apresentada e consegue ser diferente do que já tínhamos visto antes e a segunda parte é´aquela coisa brutal e emocionante que tanto gostamos.
Outlander definitivamente é uma das minhas séries favoritas e não tem nada de água com açúcar de um romance de época.

           

Trailer da 3 temporada:

                        




                                                                        





Incertezas são um saco. Mas isso é o mais comum na adolescência, além da pressão, claro.
Nos olhamos no espelho e sempre queremos mudar algo, nunca estando completamente satisfeito com o corpo,  na maioria das vezes, não temos certeza de absolutamente de nada em relação à isso.
É um período de muitas paixões e poucos amores, pelo menos na minha opinião. Então, temos dúvidas em começar ou não um relacionamento, em beijar, ou mesmo ter a tão chamada "primeira vez".
Afinal, as pessoas esperam demais para quem acabou de começar a vida. E a de você se tiver uma mente brilhante, a pressão aumenta muito mais, pois todos tem grandes expectativas para o seu futuro, e parece que todo mundo sabe o que você deve fazer, menos você. Alguns falam sobre engenharia, medicina e direito, e talvez tudo o que você queira fazer é a velha e boa faculdade de geografia. Todos falam de dinheiro e em como tudo que se faz agora será reflexo de amanhã. Às vezes não podemos ter 10 reais que já gastamos, imagina com um salário na conta e um shopping na frente.
Muitos dizem, como a mídia, de grandes feitos de jovens adultos com cérebros gigantes e nos sentimos pequenos. Mas é como a mãe diz: "Você não é todo mundo", o que basicamente quer dizer que todos somos diferentes e temos dificuldades diferentes, paixões distintas, etc.
O lance todo, é saber que essa fase é a que vai mudar muita coisa. Onde deixamos de ser meninas e passamos à ser mulher, assim como os meninos que passam à ser homens (alguns não, lógico), e preocupações surgem além das notas da escola. Percebemos que corações partidos não estão só em filmes e livros e que podemos nos decepcionar infinitas vezes, mas que no fim, o amor vale a pena.
Onde perdemos contato com antigos amigos e descobrimos novos. É aprender acima de tudo, que as dúvidas nunca vão parar de existir e que mais incertezas surgirão em nossa mente ao longo de toda a vida. Afinal, a frase marcante de um grande filósofo da história mundial é: "Só sei que nada sei", então, porque nos forçamos a ter tenta certeza na vida?


Nota: Depois de um bom tempo apareci, desculpem! Mas esse texto tem muito a ver com isso, afinal, estamos em um período em que o estudo aperta, e que temos que estudar pro ENEM e estagiar (no meu caso), então é uma fase que vários estão passando e quis trazer nesse texto isso, para falar que você não está sozinho! Beijos. 



                                                              


Arrumava meu guarda-roupa quando encontrei um álbum de fotos de quando eu era criança. A foto que mais me chamou atenção foi uma de quando eu tinha sete anos. Dez anos atrás e eu nem imaginava metade das coisas que me aconteceram. E eu fiquei pensando que, se eu pudesse, eu diria algumas coisas para aquela menininha que tão pouco sabia sobre a vida e sobre tudo. Eu diria para ela não perder tanto tempo com coisas fúteis. Diria para não ser materialista - a coisa mais bonita e honrosa que podemos ter, o amor, não é material; desprenda-se. Eu diria para ser forte, pois a fase mais difícil de sua vida começaria em poucos anos e ela precisa estar preparada. Diria para não se preocupar com coisas bobas agora, para não chorar à noite por medo, nem evitar o sono por não querer ter pesadelos. Diria para dormir e sonhar enquanto pode. Diria para abraçar forte os seus pais, pois com o tempo eles desistirão de tratá-la como menininha - por mais que digam que para sempre ela será a sua menininha. Diria para correr, pular, gritar, dançar, e fazer o que quiser; quando se é criança, as pessoas têm cautela ao julgar e as responsabilidades ainda não são capazes de privá-la de qualquer coisa. 
Eu a diria para andar com as pessoas certas, pois elas serão o que fará o caminho valer a pena. Também diria para não ter medo da mudança. De seguir o fluxo e, assim, não se machucar. Eu a diria para preservar os cafunés de avó e os dias em que acordava cedo para assistir desenho, mesmo que só estudasse à tarde e pudesse dormir mais um pouco. Eu a diria que nem tudo é como os filmes contam, nem mesmo o Ensino Médio, e diria que aquela sua ideia de que com 15 anos muita coisa já vai estar como nossos sonhos, é uma pura utopia. Melhor dizendo, é um sonho de garota criada pela Disney. E eu não estou dizendo que é errado; só que a vida real é um pouco mais amarga.
Para eu de 7 anos, eu diria que dez anos depois, apesar dos pesares, eu estou feliz. E que os cortes, as dores, todas as lágrimas que nós derramamos, serão necessárias. Mas passarão. Ah, e antes que eu me esqueça: eu diria para aquela menininha se amar, independente de seu corpo, seus ideais e as pessoas ao seu redor. Diria para olhar-se no espelho e ver-se bonita, gostar de si mesma para que, depois, não seja tão difícil reconstruir uma autoestima tão acabada. E, claro, diria que ela vai amar muito! Todas as pessoas que ela puder. E vai querer levar um monte delas consigo para sempre. E tem uma, em específico, que ela quer realmente preservar, cultivar, amar, cuidar... Por toda a vida. E ela, menina de 7 anos, não precisa se preocupar com isso agora. Apenas preocupar-se em ser grata pelo que ela tem no agora. Porque no tempo certo tudo vem a acontecer. Não vai ser diferente com ela. 


Todo dia é uma luta. Sim, eu sei que é. Tanto pra você, quanto pra mim. Manter-se vivo e sob controle, não perder a cabeça com qualquer besteira, estar sóbrio... Exigem demais de nós, não acha? Querem que sejamos fortes. Eu tenho tentado com toda a força que consigo, mas talvez ainda seja pouco em comparado às batalhas do outros - e venho agora fazendo aquilo que eu mais detesto, comparando-me e colocando-me em parâmetros que não são cabíveis. Odeio fazer isso. Odeio quando fazem isso comigo e acabaram me envenenando para fazer o mesmo. Comigo mesma. E parece que eu tenho mesmo perdido a cabeça, assim como o sono e qualquer esperança restante. Todo dia um 7 a 1 diferente.
E até 10 a 1. 14 a 1. Infinito a um. Os meus sentimentos têm sido cada vez mais intensos. Aqui dentro, eu sou gigante. E por ser gigante, eu tenho um universo de emoções, elas saem de mim de diversas formas. Tenho contido às palavras, mas até mesmo elas têm sido pequenas. Dá pra acreditar que eu tenho meu futuro em mãos mas não posso simplesmente pô-lo em prática porque ser professora de Português/Literatura "não dá dinheiro"? É cômico, não? Pra não dizer que é trágico.
Tenho vivido em uma corda bamba e nem sou lá essas coisas todas equilibradas para manter tudo nos trilhos. Eu faço o que posso e na medida do possível, o meu caos não tem me engolido. Mas as palavras fora de contexto e jogadas ao léu, sim, estão presentes. Sou como um caça palavras sem a lista de palavras a serem encontradas - me buscam sem saber ao certo o que se está buscando; como um quebra-cabeças que algumas peças faltam e as que tem, são mudadas o tempo inteiro, porque eu sou muito instável. São poucas as certezas que tenho e que mantenho. Mas são fortes as minhas convicções. Tenho coisas, amo alguém (o alguém mais certo) e sou um turbilhão de coisas, o que eu quiser ser. Isso é imutável. Isso é pra vida toda.
E diante de todas as minhas nuances, eu espero que uma parte em mim tenha se organizado. Espero que ao fim de tudo, os meus intervalos entre uma inspiração e outra sejam mais lentos e a minha mente já tenha achado um novo rumo. Só não pense que sou doida (pejorativamente), de forma alguma. Só tenho feito de tudo para ser feliz, nem que pra isso eu tenha que sobreviver com meu salário de professora, ou passar a vida ouvindo "você poderia ter sido uma excelente psicóloga". Eu tenho amor, aqui dentro e fora. Eu tenho a quem amar, que me faz inteira, que me faz única, quem me faz melhor. Eu tenho isso aqui, a oportunidade de escrever e a não-obrigação de fazer algum sentido. Simplesmente ser. Já tenho tudo o que preciso. Eu não quero de mais nada, nem ninguém.


Desejo que depois de toda tempestade sua, surja o sol que pra mim também surge. Até a próxima chuva!







Namore alguém que te ame. Não, isso é óbvio. É o mínimo. Namore alguém que seja declaradamente louco por você, alguém que não tenha medo de dizer pra qualquer pessoa - senão gritar pro mundo inteiro - que ama você, que quer ver você dando o maior sorriso do mundo e que é capaz de mover o mundo só pra poder ver você feliz. Alguém que brigue por você, não com você. Alguém que suporte seus dramas e até goste de seus clichês. Alguém que não foge. Alguém que fica e luta por você. Tem que ser alguém que também se mostre digno de luta.
Nunca permaneça se não houver amor. Mas não é ele o único a suportá-los. Namore alguém que mostre o quanto a vida é bonita. Namore alguém que respeite você, que ame, que dê suporte, que seja amigo, cúmplice, e tudo o que você precisar. Em contrapartida, seja tudo isso também: respeitoso, amante, suporte, amigo, cúmplice e o que mais o outro precise. Mostre para ele ou ela aquela música que você viciou recentemente e convide para passar uma tarde apenas conversando ou em um silêncio que apenas os dois podem compreender; desde que seja juntos, sem compromissos, regras, cobranças, discussões, desavenças. Fiquei juntos. Sejam juntos.
Você não precisa enlouquecer procurando, mas se caso houver, fique com quem faz o seu sorriso ser o mais sincero. Que não deixe suas inseguranças serem um problema. Que não permita ninguém colocar você para baixo por qualquer motivo que seja. Fique com aquele que demonstra amor; que assume você, que não tem medo de gritar tudo o que sente, que assume o seu medo, mas não o trate como defeito: trate como algo comum. Você, assim como qualquer outro, também morre de medo aí dentro de se machucar. Mas uma vez, pelo menos uma vez, se o outro se mostrar ser o mínimo de segurança, deixe-se amar e ser amado. Arrisque-se e não deixe o tempo se esvair assim.
Fica com quem te beija com gosto. Fica com quem te abraça forte enquanto o mundo cai. Fica. Só fica. Mas não desiste de tentar. Se acaso não deu uma vez, tenta de novo. Não deu outra? Tenta de novo e de novo. O seu coração merece recomeçar. Você merece saber o que é viver. E o amor, o mais puro, recíproco e o que você realmente precisa, vai te mostrar que vale a pena lutar.


Estou sufocando.
A todo momento, me parece que estou em uma banheira, prestes a afogar. E é exatamente uma banheira porque uma banheira aparentemente é fácil de sair, certo? Errado. Tem algo que me puxa pra baixo. Talvez a autoestima que anda cada vez pior. Ou aquelas pessoas lá fora que ficam falando de mim na minha frente. Ou as coisas que acontecem aqui dentro e eu mesma não consigo controlar. Pode ser também o tempo que tem corrido e não tem me deixado respirar. A escola que anda apertada e o meu anseio por mudar. Penso o tempo inteiro que há algo de errado comigo, mas pode ser também que o mundo não esteja tão bom assim.
Eu não consigo emagrecer. Olho-me no espelho e não gosto do que vejo. Próxima semana eu tenho uma festa pra ir. Meus amigos também vão. Não sei se quero ir, porque não consigo gostar de mim na roupa que escolhi - ou em qualquer outra que experimentar. Isso tem me atormentado mais do que eu deveria permitir.
Meu namorado fica chateado quando eu digo isso. Ele não diz, mas eu sei que sim. Eu sei porque ele faz de tudo pra me ver sorrir, mas o que acontece aqui dentro tem pesado demais. Ele me cuida, mas quando estou sozinha, os meus tormentos tomam conta de mim. O meu caos me engole. Tenho a sensação de estar dentro de uma caixa e a cada minuto que passa, ela vai diminuindo e diminuindo. Eu só quero fugir, o tempo inteiro.
Mas há momentos em que me sinto bem. Momentos em que estou com meus amigos, em rodas grandes, ou quando estou com meu namorado, e ele me aperta em seu abraço. Há momentos em que respirar não é um esforço, é alívio. E estar viva chega até a valer a pena. Há momentos em que eu consigo não me desesperar. Que o estresse da minha mãe, ou as cobranças do meu pai, ou até mesmo a implicância da minha irmã, não me afetam de forma alguma. Nesses momentos eu até consigo gostar um pouco de mim. Paro de sufocar e consigo conter o choro abaixo da garganta. São momentos em que eu risco e rasgo as inúmeras listas de razões que já fiz e tento esquecer do que acontece aqui dentro.
Estou sufocando. Mas às vezes eu consigo levantar e respirar.

Nota¹: Se você acompanha séries e gosta das produções da Netflix (ou mesmo tem redes sociais e amigos) sabe que o último lançamento foi "13 Reasons Why" ("Os Treze Porquês"), uma série que fala sobre diversas questões importantes e que envolvem principalmente o âmbito adolescente. Tentei falar sobre a série em um post específico, mas eu não consegui colocar tudo o que eu acho sobre em uma só publicação, porque a temática vai além e eu não ia me conter em falar somente sobre a sinopse. Em síntese, escrevi esse texto pensando na série. Nos meus porquês. Eu não vou me matar. Mas todo mundo tem porquês, certo? Sejam motivos para cometer um suicídio ou só para se sentir ruim. Todo mundo tem porquês. Daí eu quis escrever um pouco sobre os meus. 
Nota²: Pode ser que eu volte a falar dela outras vezes, mas por enquanto, eu só consigo pensar nisso, em textos que envolvam os temas tratados, no sentimento de sufoco que a série toda me causou. Até a próxima!


Eu nunca senti isso por outra pessoa. É, essa coisa louca que eu sinto por você. A ligação que a gente tem que não consigo ter por mais ninguém. É maluco o efeito que você tem em mim. E mais doido ainda é como eu quero ter você por perto o tempo inteiro, quero contar sobre tudo o que acontece no meu dia e quero saber do seu também. Quero fazer parte da sua vida, quero visitar sua mãe e conhecer sua família inteira. Quero brigar com você só para podermos conversar e nos resolver, fazendo as pazes com milhões de beijos. Eu quero carinho de dedo, ficar horas em silêncio só contemplando o seu rosto. Quero ouvir as suas músicas favoritas e quero indicar algumas que eu ouço e que me fazem lembrar de nós dois. Eu quero contar pra todo mundo que eu me apaixonei por um coração enorme, com espaço para me caber inteira. E, ao mesmo tempo, eu quero guardar em segredo todo o nosso amor, de forma que ninguém possa invejar ou se meter nisso que é nosso. 
Quero beijar você no fim do dia quando chegar em casa, cansados do trabalho. Quero abraçá-lo quando os momentos ruins chegarem. Quero falar de você quando o assunto for amor e quero que a saudade seja só um prelúdio para fazê-lo uma surpresa. Eu quero ter certeza de que você é o amor da minha vida e quando nós brigarmos, eu quero que você me lembre disso. Eu quero acordar cedo e ver você do lado. 
Mais à frente, quero discutir o nome dos nossos filhos - e se decidirmos não tê-los, dos nossos cachorros. Quero maratonar séries e tomar banho de 1h junto. Quero aprender novos pratos só para agradar você e sua fome infinita. Quero me amar, exatamente como você faz, para poder amá-lo ainda mais. Quero você rindo dos meus dramas ou até alimentando-os e sendo dramático comigo. Quero dizer "sim" a você no altar. Quero dizer "sim" a você para a nossa vida. Quero você para ser feliz como nenhuma outra pessoa consegue me fazer, porque ninguém pode ser que nem você ou como nós somos juntos.
Só há uma coisa que não quero com você: perdê-lo. De forma alguma, sem exceções ou objeções. De resto, vem comigo que juntinho a gente vai bem. Queira-me também.




fascina-me tua boca
que me deixa louca
à distância curta

fascina-me teu cheiro
que me recorda o desejo
de então te beijar

fascina-me mais, amor
com teus braços a me enlaçar
e o nosso amor a consolidar

prende-me e equaliza
o desejo que me anestesia
ao te ver passar
toca-me e eletriza
fala-me das tuas sinas
não há hora para voltar

junta-me e purifica
minha pele nua e comedida
diante do teu tocar

abriga-me em teu peito
perdoando meus defeitos
ali onde eu sempre quis morar

beija-me e não me quantifica
ama-me e vê se fica
anseio dia e noite por te amar



Se fosse outra pessoa, eu já saberia.
Mas foi você que cruzou a rua naquele dia em que meus olhos seguiram seu andar, curiosos. Foi você que chegou atrasado no segundo dia de aula e mais uma vez meu olhar estava em você, assim como o do restante da turma. Foi você que perguntou meu nome na fila da lanchonete e também sobre as provas e os professores; eu respondi e não nos falamos mais depois dali.
Foi você que me procurou meses depois para dizer que gostou da minha crônica que foi publicada no jornal da escola; e fui eu que passei todos esses meses fitando você do outro lado da sala. Foi você que perguntou se eu já tinha dupla pro trabalho de História e eu pedi para minha amiga para que ela fizesse com outra pessoa com a desculpa de que eu queria ajudar você, por ser o novato e tudo mais. Fui eu que chamei você para a festa na casa da minha amiga no final de semana seguinte. Você foi. Nós passamos a festa inteira na varanda, conversando e rindo dos que ficaram bêbados. Depois daquele dia, não ficamos um sequer sem nos falar Foi você que fez minha família lhe gostar e minha casa ter a sua marca e o seu cheiro.
E foi você que me beijou de forma tão singular depois de uma crise de ciúmes que você fez daquele menino com quem eu fiquei, mas já era passado e não tinha motivo maior. Fui eu que retribuí o beijo e desejei que o outro dia chegasse para que eu pudesse o beijar de novo. Foi você que fez tudo aquilo combinado com minha mãe, me deixando amá-lo da forma que eu queria. Foi você que passou a madrugada inteira comigo quando eu briguei com meu pai e quis sumir - você não deixou.
Apesar de tudo (brigas, discussões, ciúmes bobos, meus momentos de drama e birra e a sua lerdeza), foi você; não o cara que me comprou flores no meu aniversário ou o cara que passou meses conquistando minha mãe para me conquistar; mas, sim, você.
Se fosse pra ser outra pessoa, eu com certeza já saberia.

"É sobre você. É a sua cara!", disse uma amiga depois de ler. Não posso discordar.