Querida eu,
Desde o principio, quando homens e mulheres mal usavam roupas, já cometíamos erros, seja tropeçar naquela pedra sabendo que ela está lá, ou machucar alguém cujo você próprio prometeu nunca ferir. E com passar dos milênios, nossas bocas formaram bilhões, talvez muito mais que zilhões de "perdão", "sinto muito", "não foi minha intenção'', "me desculpe''. E tal qual, foram ouvidos inúmeros "não", ou um simples olhar que dizia que aquelas palavras não mudavam absolutamente nada, ou mesmo um ''tudo bem'', que tem o significado totalmente oposto.
A questão é que nós, meros seres humanos, somos impacientes, e não damos aquele tão desejado tempo que quem machucamos merece. Não existe uma fórmula ou palavras que façam alguém te perdoar, perdoar de verdade, não só da boca para fora. Além de tudo, temos que admitir que erramos, e não ficar naquele mimimi de "mas não foi tudo isso", "isso é besteira". E não vale também ser infantil. Pedir desculpas não te faz menor, pelo contrário, mostra que você amadureceu. Porém, às vezes temos que aceitar o não, mesmo que ele seja definitivo, certas coisas não podemos concertar sozinhos, e vai muito do que a outra pessoa sente.
Durante a nossa vida, isso acontece incontáveis vezes, e é até difícil falar, pois perdemos pessoas, mesmo que elas estejam no mesmo mundo, seja por não saber perdoar, ou por ter estragado tudo, é quando temos que dizer adeus antes da hora. Nem tudo é como nos livros, que depois de 10 anos você reencontra aquela pessoa e tudo dá certo, não estou dizendo que não possa acontecer, apenas estou encarando a realidade.
Mas nem tudo é um adeus. E acredito que vamos errar sempre, vale a nós sabermos medir nossos passos, e não cometer o mesmo erro, e se cometer, a melhor dica é ser sincero, com você mesmo e com a pessoa. Ter paciência também ajuda. Nas maioria das vezes tudo se resolve no dia seguinte, e aquela vai ser apenas mais uma briga no seu currículo. Quando a amizade, o namoro, ou qualquer tipo de relacionamento é verdadeiro, a maior possibilidade é de tudo acabar bem. Basta respira e esperar o dia seguinte, por mais apertado que esteja seu coração.


Nota: Enfim voltamos com o Cartas para alguém, com o pedido de tema de uma amiga minha, Maay. Espero que mesmo que muito atrasado, esse texto te ajude de alguma forma. E não só ela, a todos o que o leram todo e chegaram até aqui. E só para lembrar, você pode fazer seu pedido de carta aqui, ou pelas nossas redes sociais. Ah, quase esqueci! Gostaram da capa do blog? Eu (Isabelle) quase morri para fazer, mas tô muito feliz com o resultado e espero que vocês também tenham gostado. 


                                                                             

       
                                               

Sinopse:

Tudo o que Meg sempre quis foi fugir. Fugir do colégio. Fugir da sua pacata cidade. Fugir de seus pais, que pareciam determinados a mantê-la presa em uma vida sem futuro. Mas, em uma noite louca envolvendo trilhos de ferrovia proibidos e desafiadores, ela vai longe demais...e quase não consegue voltar.
John escolheu ficar. Para impor o cumprimento das leis. Para servir e proteger. Ele desdenhava a rebeldia infantil e quer ensinar a Meg uma lição que ela não esquecerá tão cedo. Mas Meg o leva ao limite ao questionar tudo o que ele aprendeu na academia de polícia. E quando ele a pressiona para saber por que ela não se prende a nada, a resposta os levará a um caminho sem volta...


Resenha:

Longe Demais, tinha tudo para ser um livro excelente, mas não foi. Não que ele seja ruim, ele é bom, mas tinha potencial para ser muito melhor.
A motivação dos personagens são bem construídas, e forma um YA mais real, já que o que acontece com John e Meg é comum na adolescência, como a ideia de querer fugir e não saber o que esperar do amanhã.
Li o livro literalmente em uma tarde, e nem percebi. Pois a história é muito fácil de ler, daquele tipo de leitura gostosa que você ler em uma viagem ou em um momento de tédio. Os personagens se desenvolvem bem e fazem um casal "shippavel'', principalmente pois os dois são opostos e é como se complementassem com as suas diferenças. Sendo o John mais durão, marcado pela vida, e a Meg uma menina que só quer curtir, ser selvagem.
O que realmente me incomodou foi a importância que a personagem principal deu ao fato de seu cabelo ser azul, tudo era: ''ele não ia querer uma louca de cabelo azul'', ''mas eu tenho cabelo azul'', o que definitivamente não significa nada, e ela coloca isso como se fosse o maior ato de rebeldia no mundo, o que realmente não é. Eu já pintei uma parte meu cabelo de azul, e continuei a careta que sou.
Com o passar da história vamos descobri quais são os motivos de Meg e John serem desse jeito, e é interessante ver como mesmo que sem querer, um acaba ajudando o outro. Seja Meg mostrando que a vida pode ser mais flexível, ou John, mostrando que existem outros modos de enfrentar seus demônios. A história de amor deles acontece aos poucos, com nenhum querendo admitir o que sente, mas no fim se entregando, e como sempre, achando que depois de uma transa vai esquecer o outro. O que obviamente não acontece.


                                                   



Nota: Li esse livro a um tempinho, por isso a resenha ta curta. E li muitos livros nesses meses, então tá tudo bagunçado na minha cabeça. Vou tentar escrever essas resenhas, e postar ao longo das semanas.
                                                                                                                                                                                                           

                                                  
    

Repetimos metodicamente todos os dias: ''tudo vai dar certo'', ''eu sou forte", quando tudo se passa de uma mentira do nosso consciente, tentando nos tirar da ilha do pessimismo e nos colocar na ilha do otimismo. Só que na verdade sempre haverá aquela parcela de "tudo vai dar tudo errado", na nossa mente. Como o resultado de um exame, nota baixa, aquela paixão e tudo que nos faz morrer de ansiedade.
Sinceramente, a vida é assim, um saco, e haverão inúmeros dias ruins e aqueles que você está tão confusa e sentimental por algum motivo que não conseguirá se concentrar em nada, como no meu caso, que não consigo entender absolutamente nada do que a professora de química diz, e não adianta dizer para me concentrar, não vai dar certo.
É como quando somos crianças que achamos que usar sutiã é uma maravilha, e usamos aqueles tops ridículos de panda, nos achando a última coca-cola do deserto, depois crescemos e só queremos chegar em casa e tirar o nosso melhor amigo e pior inimigo, enquanto vemos nas ruas as meias caindo do bojo das meninas de 11 anos que não sabem como é ter peitos grandes e como dói. Também quando somos crianças achamos que "virar mocinha" nos faz melhor que as outras, mas isso é por enquanto, quando elas não tem sangue escorrendo entre as pernas e uma parte do seu corpo praticamente querendo sair de si.
Nos arrumamos todos os dias e nada, absolutamente nada acontece, então no dia que definitivamente você está uma mocreia, surge aquele boy magia do além e um monte de puta começa a lamber ele.
Nos entupimos de tudo o que é ruim, para no próximo segundo nos arrepender e falarmos que vamos ficar gordas, e no dia seguinte quando sairmos do banheiro, nos olhar no espelho procurando todos os efeitos das calorias no nosso corpo. 
Então você chega em casa querendo comer mais e assistir aqueles filmes que nunca irão acontecer na sua vida, e a internet não presta. Sendo assim você vai começar a ler alguma coisa e terminar o dia chorando porque a história é muito triste, para descobri que você não fez nada do que devia fazer no dia.
E se você usar óculos, a sua vida só piora, pois você vai numa festa, se acaba de dançar e quando ver (se conseguir) seu óculos está jogado no chão, especificamente na puta que pariu. E se ele vence, você não enxerga mais o quadro e dizem que você não faz nada. Fora de quando você esquece de tirar e toma banho com ele ou dorme.
Tem mais! Quando você precisa desabafar a sua amiga não está online e ninguém mais te entende, o que faz você definitivamente ficar com a cara no chão dizendo para sua mãe que está tudo bem. 
É nesse momento que você pega o celular, coloca o fone, e surge aquelas músicas depressivas, mesmo que ele esteja no modo aleatório, e além do mais, sua mãe grita dizendo que seu ouvido vai piorar com o fone e você vai pegar uma infecção e mesmo assim você continua escutando a música que fala sobre uma história de amor e você naquilo: "nunca ninguém vai sentir isso por mim", ou fica com medo de se machucar lembrando daquele carinha da escola. No final você provavelmente estará com uma infecção.
Não é nem preciso dizer que todos esses "você" é tanto "eu" quanto "nosso".
Mas sabe no outro dia você acorda e diz: "tudo vai ficar bem'', mesmo sabendo das infinitas possibilidades do fim do dia não ser bom. E apesar de tudo, amamos ser mulher, independente de todos os machões que dizem que nosso lugar é na cozinha.


Nota: Nossa menina voltou! E com um texto de um dia definitivamente ruim, mas para fim, se tornou um dos meus textos preferidos, exatamente por falar como nós, mulheres, sofremos.

                                                                              


Hoje trago um quote do livro ''Um Ano Inesquecível", das autoras Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Vieira e Thalita Rebouças. E estou lendo ele no momento, especificamente o conto ''O som dos sentimentos'' da Babi Dewet, e simplesmente estou apaixonada, seja pelas referências de músicas que eu adoro e pelo o que elas nos faz sentir. Em breve, resenha no blog.


"Notou que tinha aprendido mais um dos poderes mágicos da música: fazer você pensar que está dentro de uma história diferente, só sua, e ficar feliz com isso."Pág 152.

                                                                             

                           


Seus olhos estavam pesados, quando abriu a porta para ela. Tinha acabado de ler a mensagem e sentia uma forte vontade de abraçá-la e nunca mais largar. Ela já estava com um monte de sacolas em uma mão e o celular na outra, com os óculos tortos. Ele pegou as sacolas de sua mão e ajeitou seus óculos, enquanto puxava-a para si, depositando um beijo na sua testa. Seus olhos se encontram, (tá, ela ainda tava muito puta com ele), e bem, a cara dele não estava as das melhores, parecia que todas as suas alergias decidiram atacar.
Colocou as sacolas em cima da bancada, vendo-a amarrar o cabelo em um coque, colocando água no copo e tirando o remédio da embalagem. Não falaram nada, deixando apenas seus olhos vagarem um sobre o outro. Já tinham discutido demais e sabiam que o silêncio era preciso. Eles seguiam meio que a regra de conseguir dizer tudo virtualmente, mas quando estavam ali, cara a cara, as palavras travavam na garganta, os olhos pesavam, e só pensavam em ficar escondidos no abraço do outro, vendo algum filme.

Ele tomou o remédio, fazendo um careta logo após, aquele remédio realmente era muito ruim, por que ele não podia simplesmente ter gosto de chocolate? 
Ela guardou as coisas e já estava pensando em ir embora, quando sentiu braços a rodeando, e a cabeça dele se encaixar na curva de seu pescoço, puxando seu perfume, virou o rosto dela depositando um beijo e murmurou um simples desculpe. 
Às vezes um "desculpa" é suficiente, mas na maioria das vezes não. Não era aquela situação, mas ela viu nos olhos pesados dele que ele faria de tudo para não perdê-la e aquilo bastou. Encostou as mãos na bochecha vermelha dele, sorriu, perdoando-o silenciosamente.
Se deitaram no sofá e colocaram algum filme para assistir, enquanto ficavam deitados um no abraço do outro. Não falando nada, apenas aceitando as coisas como elas são. Relacionamentos são complicados e às vezes temos que ceder para um lado ou para outro, fechar os olhos e confiar em quem você ama. As coisas vão ser complicadas e não se basearão apenas em beijos e um amor infinito. Haverão problemas, desde manias de cada um, financeiros, o que o tempo trás, o que o tempo leva, e as responsabilidades que pesam nas costas. E nesses raros momentos de paz, muitas vezes o silêncio é a melhor palavra. Amar, além de tudo, é aceitar, aceitar que nem tudo vai dá certo, e amar, amar constantemente, se apaixonando repetidamente pelas mesmas feições e gestos.

 Nota: Enfim, trago ''Eles'', um tipo de fim dos textos: Atrás do meu sorriso e Você e suas infinitas doenças. Espero que tenham gostado tanto desse casal quanto eu. 



Autor(a): Becca Fiztpatrick
Editora: Intrínseca
Páginas: 301  

Sinopse: 

Nora e Patch pensavam que seus problemas tinham ficado para trás. Hank estava morto, e seu desejo de vingança não precisava ser levado adiante. Na ausência do Mão Negra, porém, Nora foi forçada a se tornar líder do exército nefilim, e era seus dever terminar o que o pai começara - o que, essencialmente, significava destruir a raça dos anjos caídos. Destruir Patch. 
Nora nunca deixaria isso acontecer, então ela e Patch bolam um plano: os dois farão com que todo mundo acredite que não estão mais juntos, manipulando, dessa forma, seus respectivos grupos. Nora pretende convencer os nefilins de que a luta contra os anjos caídos é um erro, e Patch tentará descobrir tudo o que puder sobre o lado oposto. O objetivo deles é encerrar a guerra antes mesmo que ela venha a eclodir. Mas até mesmo os melhores planos podem dar errado. 
Quando as linhas do combate são finalmente traçadas, Nora e Patch precisam encarar suas diferenças ancestrais e decidir entre ignorá-las ou deixá-las destruir o amor pelo qual sempre lutaram,


Resenha:

São exatamente 20:17, do dia 29 de Julho de 2015, e há alguns minutos atrás eu virei a última pagina de Finale, último livro da série Hush, Hush e admito que estou segurando o choro, pois eu não acredito que acabou. Tipo...acabou, e eu quero mais! Não pode ser só isso! Sim, gente, eu estou naquele momento de luto de quando acabamos um livro ou uma saga/série/trilogia/blá,blá. Eu tô sofrendo muito e já avisei a minha mãe que minha vida acabou, e, não, não me chame de dramática.
Tá, agora vamos para a resenha, vou tentar com todas as minhas forças não dá um ataque durante ela.
Bem, Finale, já começa com outro ar, pois todos os acontecimentos de Silêncio, vão ter consequências. Primeiro temos o fato de que Nora agora é uma nefilim, e comanda o exercito do Mão Negra, conforme Hank à fez prometer, e descobrimos na série Hush, Hush que não se deve quebrar um juramento de sangue. Então, entramos nas questões que indicam que tudo daria errado, a)Hank planejou tudo, para haver uma guerra contra os anjos caídos, e os nefilins não mudariam sua opinião, e Nora tinha falado aos arcanjos que tentaria parar a guerra, b) ela namora Patch, um anjo caído, e isso não seria bem visto pelo exercito nefilim, e ela não conseguiria reverter a guerra, quebraria seu juramento, e bem, morreria. Então, logo percebemos que a vida de Nora não está sendo fácil, e ela ainda tinha que se privar de uns amassos com o Patch, porque o exercito teria que achar que ela não namorava mais com ele. Por isso, Dante, se torna seu suposto namorado, mas, sinceramente, nem parece, e todo mundo parece tá nem ai pra isso, pois a autora colocou essa estabilidade da reação de todos natural, o que eu achei muito bom. Nora começa a treinar e conhecer seu corpo ''novo'', enquanto alguns eventos se transcorrem, como ela ser sequestrada, intimidada, e essas coisas básicas da vida, que vão se interligando até tudo fazer sentindo e fazer aquele ''KABUM!" na sua mente.


Esse com certeza foi o livro que realmente me fez sentir raiva de Nora, me fazendo fechar o livro e desabafar o quanto ela era burra com a minha vó, só que toda essa burrice faz um certo sentindo. Primeiro, ela começa a ingerir as artes do mal, de um primeiro momento pela influência de Dante, que faz ela tomar sem ela saber o que realmente era, e num segundo momento, que eu não vou falar, que ela realmente se vicia, e vira algo como uma droga. E nesse situação, ela mente pro Patch, e eu quis atirar na testa dela! Em falar em Patch, o que dizer deste homem, ou melhor anjo caído? Sinceramente, com um homem desse eu desistia de tudo, por que é lindo a forma que ele trata ela, desde o ciúme cometido, a possessividade cometida, e o cuidado, e além de tudo o perdão, pois ele entende ela e quer ver ela crescendo, e (acredito que isso não seja mais spoiler, pois estamos no último livro!) por mais que ele não possa sentir ela, percebemos a necessidade que ele tem de estar ai, pois ele pode não sentir o tato, mas sente o que ela sente por ele. Sem falar que ele é um ponto crucial, em termos de ação, e nas ligações entre os dois mundos. Só que o incrível disso tudo, é porque realmente os problemas são da Nora, e ela passa por tantas coisas, sozinha, até fugir ou ser socorrida, mas diferente de muitos romances sobrenaturais, ela está lá na ação e enfrenta, não simplesmente só grita. E bem, os problemas são bem mais complexos, envolvendo os dois, mas de uma forma sendo mais firme num todo maior. E se você pensar, o Patch não tem muita relação com esses problemas, ele podia simplesmente pegar a moto dele e fugir. Nesse momento percebemos o quanto ele mudou e quanto a Nora é importante para ele.
Os outros personagens são de supra importância, e não vou falar quem, mas dois personagens me fizeram chorar, e ficar de coração partido. Mas pelo menos tudo acaba bem, e sim, eu posso dizer isso!  Os personagens secundários fazem toda a diferença na história, e tudo fica mais quadradinho. E como sempre, nunca sabemos em quem confiar, pois o personagem começa bom e depois fica ruim, ou começa ruim e fica bom. E nesse termo existe Marcie, que ó menina do meu ódio! Só atrapalha! Ela sim merecia um tiro na testa! Temos Scott, no qual criei uma grande afeição, amo ele eternamente, e temos Vee, que apesar de não aparecer tanto nesse livro, me emocionou e nos deu uma lição. Resumindo: foi lindo!

Realmente muitas reviravoltas ocorrem nesse livro, por isso estou tampando minha boca, mas com certeza vale a pena sofrer, pois é um livro fantástico. E eu queria comentar do final, que realmente foi um dos melhores finais que já li em relação a sagas, que me fez rir e ler mais devagar pois não queria chegar ao final do livro, e ele realmente estabelece uma relação de homem e mulher entre Nora e Patch, e vemos que eles não só apenas Nora ou Patch, eles são um complemento e só em pensar, quero chorar. 

Quotes:

''- Uma ruiva bonita, de preferência alta e magra, com pernas tão longas que nenhum homem consiga encontrar o fim. - Ele passou o dedo pela minha bochecha, então me retesei e me afastei.
- Não estou interessada - falei, bebendo um gole de Sprite, sem tirar os olhos do espelho atrás do bar. Deixei ansiedade suficiente transparecer em minhas palavras para chamar a atenção do homem. '' Pág 57 (EU AMO ESSA CENA)


''- Você está louca por mim.
- Preciso de uma dose de endorfina.
- E pra isso você tem que dar uns amassos em um galpão abandonado?'' Pág 39

''- Minha namorada quer sair com outro cara, nada demais" Pág 28

''- Desculpe o atraso - disse Vee - Nós acabamos, hã...
Ela trocou um olhar cúmplice com Scott, e os dois caíram na gargalhada.
- Nos distraindo - completou Scott, sorrindo.
Vee se abanou.
- Pode dizer isso de novo?'' Pág 175

"- Minha pele pode ser substituída. Mas você não, Anjo. Quando Dante saiu, pensei que fosse o fim. Achei que tivesse falhado com você. Nunca na vida rezei tanto. " Pág 224


"As lágrimas rolavam pelo meu rosto. Meu coração estava por um fio. A esperança a que eu me prendia eu me prendia se soltou, vagando à deriva, fora de alcance. Senti minha alma se estilhaçar, pedaços irreparáveis de mim, voando para longe." Pág 275


"- Você veste essas roupas para impressionar - falei, em tom de aprovação.
- Não, Anjo. - Ele se inclinou e mordeu de leve minha orelha. - Eu tiro a roupa para impressionar.'' Pág 301.


Nota: E finalmente chegamos ao fim de Hush, Hush. Me desculpem pela demora, quase 2 meses que essa resenha tá pronta, mas eu tive uns problemas e não consegui postar. Me desculpem novamente a minha ausência no blog, mas logo logo tudo vai se resolver. Espero que gostem, e leiam Hush, Hush. Beijos.

                                                                                    
                                   
 







Eu já li em vários lugares que, para ser aceita no meio em que vivo, eu precisava seguir padrões e regras, como também já li que para que as pessoas gostassem de mim eu precisava ser diferente, descolada, que não ligasse para a opinião dos outros, pois isso seria uma novidade. Mas, cá entre nós, concordemos que mesmo que busquemos tantos resultados de uma formula perfeita para sermos perfeitos, sempre haverá um empecilho que fará você igual a todo mundo - ou sei lá, diferente; já nem sei mais o que tanto querem de nós. Concordemos que em todos os lugares sempre haverão pessoas que estarão buscando serem diferentes, ou estarão tentando seguir padrões, ou, raramente, haverão aquelas que estarão buscando revelar sua própria essência, e são nessas que você deve se espelhar.
Contudo, não se engane: quando digo fazê-las de espelho não quero dizer copiá-las; quero, na verdade, dizer que você deve pensar com aquelas virtudes com as quais elas pensam. São pessoas que nas raras vezes em que podemos vê-las, quando estamos desocupados entre as tarefa diárias - que vão de reclamar da própria vida até sonhar com um futuro confortável física e financeiramente -, estão fazendo coisas que ninguém mais consegue, que nenhuma outra é capaz. Estão ali sendo e fazendo o que elas mesmas acham o certo, o que ninguém disse-lhes como ou se é certo ou errado fazer. Elas podem estar por aí sendo realmente diferentes, apagadas de qualquer foco ou padrão da sociedade, excluídas de rótulos e paradigmas, como também podem estar por aí criando moda, criando séquitos de alienados e fanáticos por seus artifícios. A verdade é que estas são pessoas como qualquer outra, mas com o seguinte diferencial: elas não se importam em seguir uma linha lógica. Não são previsíveis e surpreendem sempre, pois são elas quem criam os diferentes tipos de personalidades, as diversas caras da atual humanidade.
Pessoas como eu fazem parte da infinita lista daqueles que observam tudo. Vemos em todos os lugares todos os tipos de pessoa, e graças ao nosso modesto dom, temos a capacidade de escolher quem quisermos ser, sem plagiar descaradamente outros e fazendo florescer a nossa alma. Somos pessoas que buscamos o mundo de outros ângulos, com outras interpretações e até mesmo colocando nosso próprio lado em cima disso. Somos pessoas que escolhemos o que queremos ser, e isso é ser diferente, é ser igual, é ser da moda e é ser arcaico. É ser romântico, ser realista, ser abstrato, ser concreto, ser ateu ou ser cristão. É ser agitado, ser acomodado, ser fiel ou não querer nada sério. É ser o que quisermos ser, em suas mais complexas contradições ou em seus mais simples fundamentos.  Afinal, nada disso importa, nada disso contará no resultado daquilo que você realmente quiser ser.

Nota: Na dúvida, escolha o que te faz feliz.



                                   
                          
Autor(a): Becca Fitzpatrick
Páginas: 304
Editora: Intrínseca 



Sinopse:

Nora Grey não consegue se lembrar dos últimos cinco meses. Depois do choque inicial de acordar em um cemitério e descobrir que ficou desaparecida por semanas, ela precisa retomar sua rotina, voltar à escola, reencontrar a melhor amiga, Vee, e ainda aprender a conviver com o novo namorado da mãe.
Em meio a tudo isso, Nora é assombrada por constantes pensamentos com a cor preta, que surge em sua mente nos momento mais improváveis e parece conversar com ela. Alucinações, visões de anjos, criaturas e sobrenaturais. Aparentemente, nada disso tem a ver com sua antiga vida.
A sensação é de que parte dela se perdeu. É então que o caminho de Nora cruza o de um sexy desconhecido, a quem ela se sente estranhamente ligada. Ele parece saber todas as respostas...e também o caminho até o coração de Nora. Cada minuto a seu lado confirma isso, até que Nora se dá conta de que pode estar apaixonada. De novo.

Resenha: 

Com certeza Silêncio é um dos livros da série Hush, Hush com mais reviravoltas. Para começar do prólogo, que nos explica um pouco o que aconteceu depois da última página de Crescendo, e garanto que saiu um sonoro ''não'' da minha boca quando o li. 
O livro já começa com uma grande surpresa: Nora foi raptada por Hank (e isso pode ser spoiler se você está nos livros anteriores), Patch está louco a sua procura, e ela não lembra absolutamente de nada, desde Abril (se eu me recordo), o que quer dizer: ela não se lembra de Patch. 
Ela acorda em um cemitério, não lembra dos últimos 3 meses, e isso poderia ser uma chance dela sair de toda a confusão envolvendo anjos caídos e nefilins. Mas como sabemos que Nora é insistente, ela está sempre tentando lembrar do que aconteceu. E claro, fica com uma pulga atrás da orelha. quando ver que Hank Millar é o novo namorado de sua mãe, e pelo fato dele ser pai de Marcie, a ''bitch'' que inferniza a vida de Nora desde a infância. 
Com o passar do livro, Nora escuta referências ao nome de Patch e todo seu corpo ficava tenso, digamos. Ela também tem uma espécie de atração pela cor preta, como se a mente dela tivesse captado essa cor em referencia a algo, o que é bem estranho, tratado apenas como uma cor, por isso prefiro tratar como uma alucinação que fechava a mente dela para a escuridão (filosofei, me contratem). Ela chega até ter um sonho com Patch, só que ele apaga o momento da memória dela. Mas em uma determinada situação Nora se ver rodeada de nefilins, pois ela quer bancar a super-heroína e não saiu correndo, e és que aparece nosso lindo e maravilhoso Patch, para tirar Nora daquela confusão, só que ele não se apresenta como Patch e sim como Jev. Sério, é muito estranho ver ela chamando ele de Jev até ela descobrir que ele é o Patch.
Nesse volume, admito que a Vee me irritou um pouco, e não foi realmente utilizada na história. E tenho que admitir de novo, que apesar de gostar da personagem, entendi que ela não cabia muito no contexto. O vilão do livro é bem construído e principalmente seus ideais, deixando um gancho para os acontecimentos do próximo e último livro, Finale. 
(Eu realmente não quero dá spoilers, por isso tô me segurando e não sabendo mais o que escrever, mas vou tentar). Acredito que se a Becca tentou puxar o Scott para um triângulo amoroso, falhou miseravelmente, pois é bem estampado com quem a Nora ficaria, mas ela conseguiu o estabelecer como amigo e realmente ele me cativou mais ainda. Nas últimas páginas do livro quando Nora já tem a sua memória de volta, muita coisa acontece, e muda de novo a trama, caminhando para fazer o desfecho da série no próximo livro. E eu de novo não quero dá spoiler, mas se você leu Crescendo, já sabe. Me surpreendi muito com a história de Hank, ou melhor, o Mão Negra, e como ele conseguiu montar um plano praticamente perfeito, mesmo se ele chegasse a morrer. E o jeito que a Nora se sente em relação a ele é bem desenvolvido, pois ela não lembra de nada, mas sentimos aquela antipatia, e como nós, leitores, sabemos o que realmente aconteceu, ficamos loucos, pois parece que tudo tá passando e no final ele irá ganhar, por que ele é acima de tudo um bom manipulador, seja com os poderes dele ou com a fala mesmo. 
E não posso esquecer de ressaltar que Nora e Patch estão tentando dá um outro passo na relação deles, e isso logicamente implicar em como percebemos que eles não querem ser simples namorados. Sendo que tem todo a história do Patch não ter o sentido do tato, e como mesmo não sentindo a Nora fisicamente, aquilo emocionalmente, importa para ele. 

                       


Quotes: 

"Anjo. O simples som da palavra provocava uma onda de calor que lambia minha pele. De novo, a cor preta me envolveu como um laço quente, mas agora havia mais. Um toque físico tão real, que eu parei onde estava. Senti alguma coisa se movendo por meu rosto, como se dedos invisíveis me acariciassem seguidos pela sedutora pressão macia nos lábios...Você é minha, Anjo. E eu sou seu. Nada pode mudar isso."

"Os lábios dele roçaram minha orelha. - Em quem está pensando? Fechei os olhos por um instante, mergulhando na sensação. Em como me sinto quente. Em como cada centímetro do meu corpo fica inacreditavelmente vivo, vibrante e irracional quando estou com você. Sua boca se curvou num sorriso sexy, quase imperceptível. - Hummm."           
                                                                                                
                                 


"- Amo você. - A declaração foi direta, carregada de afeto. - Você me faz lembrar quem eu era. E me faz querer ser aquele homem outra vez. Neste momento, com você em meus braços, sinto que temos uma chance de conseguir superar tudo juntos. Sou seu...se você me quiser."


Nota: Me desculpem se a resenha tem algum erro, e vocês ficaram meio confusos, mas eu tô bem apressada. Qualquer coisa, comentem as dúvidas de vocês.
                                                                      

                             

Acabei de assistir o filme ''Um Dia'' (depois de sofrer muito para fazer ele carregar) e chorei, ainda quero chorar. E no momento estou louca para ler o livro no qual o filme se baseou e chorar mais um pouco. Por isso, para o fim dessa quarta-feira trouxe um quote do livro e um do filme.


   

"Acho que você merece mais do que isso. Você é inteligente, engraçada e legal (muito legal, se quer saber) e, de longe, a pessoa mais inteligente que conheço. E (a esta altura vou tomar mais uma cerveja... e respirar fundo) é também uma Mulher Muito Atraente. E (mais cerveja), sim, eu também quero dizer 'sensual', embora me incomode um pouco escrever essa palavra. [...] Você é linda, sua velha rabugenta, e se eu pudesse te dar só um presente para o resto da sua vida seria este. Confiança. Seria o presente da Confiança. Ou isso ou uma vela perfumada."                                                                    Pág 51                                                                                                                









                                                                         
                 

                                                                    

                   
                    

Sou brasileira sim, e isso não quer dizer que sou puta. Sou nordestina sim, e isso não me faz menos inteligente que você, e nem quer dizer que falo errado. Sou cearense sim, isso não me dá vergonha, pelo contrário, tenho orgulho, orgulho de nascer em um lugar que o sorriso é o mais importante, e não importa a sua raça, a sua religião ou que você é. Sou de um lugar com muitos problemas e coisas que me fazem ter vergonha, mas eu sei que não é apenas aqui. Vi hoje no jornal que uma transexual foi esfaqueada, então você se pergunta: por quê? Por que ela não tem vergonha de admitir o que é, que fez uma cena na parada gay para mostrar que todos os transexuais estão sangrando. Se você se sentiu ofendido ou não, o problema é seu! Nossas opiniões e argumentos não vão mudar, mas em nenhum momento ela nos deu permissão para agredir alguém, fisicamente ou verbalmente. Nessa mesma matéria fui olhar os comentários e encontrei: "Isso não é nada", "Merecia morrer". E usam argumentos, falando de Deus, e eu realmente me pergunto: Deus ia querer um filho dele ser esfaqueado e humilhado? Tenho certeza que não. Quem é você para falar que alguém merece morrer? São idiotas que se acham os fodas, que nunca vão ser punidos, só por estarem atrás de computadores. E eu fico realmente puta, e não, não tem como diminuir os palavrões, por ver que é essa é uma cultura do país, sabe, sempre querer ser melhor que o outro. Porquê as pessoas não olham pro próprio umbigo e veem que quem ela está xingando, por algum motivo, ele faz algo muito pior. E não lembra que quando te xingam, ou alguém te bate, você fica revoltado e se sente mal, então por qual razão você quer causar isso nas pessoas? Se tão usando o argumento de Deus, eu contraponho com um argumento do mesmo: "Ame ao próximo como a si mesmo", e definitivamente isso não é amor ao próximo. E pelo contrário, você deseja a morte de alguém e o mal, te torna muito menos "ser humano", pois não percebe que esse alguém podia ser seu pai, seu filho. Não aponte o dedo na cara de alguém pra dizer que é melhor, pois aquele cara pode ser melhor que você. Não é estudo, gênero, raça, é o que somos, a nossa essência, o nosso coração. Gostar de quem somos é essencial, e não importa os inúmeros dedos apontados para a nossa face, pois temos a convicção de saber que não somos nada do que escutamos ou lemos. Então, o que falta é respeito! E enquanto você não respeita o outro, nunca terá voz para pedir o mesmo.

Nota: Então, vi uma matéria no Extra, - que no momento não sei o link, mas depois coloco aqui - falando sobre esse transexual que foi esfaqueado, e depois vi um menino na internet falando sobre nordestino, negros e gordos. E sinceramente, eu precisava colocar isso para fora, pois eu não aguento mais essa injustiça que vem acontecendo.