Mas a vida... A vida só se dá pra quem viveu, pra quem amou, pra quem sonhou, pra quem se deu. E se nada disso fizer, fica para trás ou de lado numa montanha de coisas não terminadas. Dentre várias linhas tênues que a vida possui, a que mais observo é aquela que fica entre os erros e os acertos. Ninguém tem uma vida perfeita, e que só faça coisas boas, certas. E nem ninguém tem uma vida completa de imperfeições, problemas, inconclusivas. É comum que se erre, mas persistir em um erro  já pode-se chamar de burrice. Acertar é acaso. Ora você pode ser a pessoa certa, no lugar certo e na hora certa; ora você pode estar completamente errado. Nem sempre é bom ir aos extremos.
          O erro engrandece qualquer um que o assuma. Faz portas fecharem para que em breve outras possam ser abertas. Errar amadurece, faz com que a culpa abra os olhos e faça enxergar outros horizontes, onde se possa imaginar novos objetivos, ultrapassar novos limites, ser você mesmo. Se errar, tudo bem. Mas quando o acerto vier, verás que valera a pena tanto esforço, tanto sofrimento, tanta dor que sentiu. Ser feliz é a sua maior meta? Seja. Viajar é o seu maior sonho? Viaje. Fazer o bem é o seu maior desejo? Faça. Mas faça com vontade, com amor e toda a sua dedicação. Não ponha defeitos onde já existem tantos. Não deixe que as outras pessoas impliquem com o que você quer ser. E aí você verá que os erros serão só o adicional e os acertos farão arte de sua história.
          E não se canse de viver. Jamais desista de tornar os seus sonhos a sua realidade. A vida também se dá pra quem sofreu... Esse alguém merece viver da felicidade, merece renascer de uma nova paixão, desde que não carregue rancor, desde que a raiva ou os resquícios do sofrimento não existem em seu coração. Quando isso acontecer, mal vai perceber, você será feliz. Temos a mania - a pior de todas - de pôr defeitos demais em coisas que têm tudo para dar certo. Em tudo pomos defeito, colocamos má vontade, ignoramos. Está na hora de ser diferente. Você deve se entregar á vida assim como ela se dá a você.
Rosa.
Nota: Mais um dos textos que fiz aqui, em São Paulo, numa dessas de andar pelo bairro da Liberdade e pensar em como é a vida, do que ela é feita e o que fazemos dela. Estou amando escrever de uma hora pra outra, sem ter compromissos nem temas específicos. Só me perdoem os textos curtos, mas realmente não dá pra escrever muita coisa dentro de um restaurante. xoxo,

 

           As pessoas me olham escrevendo e perguntam se é uma carta de amor. Fico feliz em saber que podem enxergar isso em mim - uma pessoa que escreve sobre ou para o amor. E a verdade é que, há uns tempos atrás, eu só escrevia sobre o amor. Escrevia sobre como é bom ter quem amar, como é ter alguém para se preocupar e cuidar. Eu amava escrever sobre as consequências do amor, em como ele doía ás vezes e como ele valia a pena. Mas com o tempo, com tudo de ruim que existe no mundo e que fora me acontecendo, com todas as decepções que vieram até mim, eu desisti do amar. Ou desisti de amar, não sei exatamente. Já cansada e sem fontes de inspirações, eu resolvi parar de vez com o amor em minhas humildes palavras.
           Eu também escrevi sobre não desistir, sobre acreditar em minhas capacidades e ter a fé de que o medo é menor do que a vontade de amar. E agora, relendo meus antigos textos (alguns de dias atrás), me sinto uma grande mentira, uma caixa cheia de hipocrisia. Com o tempo, com todas as coisas me amargurando e me deixando fria, eu fui eliminando os belos sorrisos de minha face. Os sorrisos sem graça e não cativantes, aquele que alguns chamam de "sorriso amarelo", foram tomando conta do meu rosto de forma que se tornassem os meus melhores. E vários dos meus pequenos e ex-amores da vida adoravam elogiar os meus sorrisos - quando eles carregavam bons sentimentos, é claro.
           Não pretendo mudar agora. Junto com a amargura, o sarcasmo viera - ou fora aperfeiçoado -, e eu aprendi a aturar um pouco mais as pessoas insuportáveis. E eu vivo bem, certo? Certo. Tenho poucos amigos, e são esses poucos com quem posso contar pra vida. Não me importo em não escrever sobre amor. Sim ou não? Não sei? Tanto faz? Se um dia voltar a escrever sobre tal, terei de descrever até o sentimento do meu menor dedo do pé. E será verdadeiro. Será uma dedicatória àqueles que realmente merecem o meu amor.
Rosa.

Nota: Primeiramente, mil desculpas pelo sumiço das últimas semanas. Estou viajando (meu voo foi no último dia do ano de 2014). Mas toda viagem, pra mim, tem um lucro enorme, e dessa, estou escrevendo muito porque tudo aqui me inspira. Segundamente, tenho vários textos prontos para publica-los, assim como novas ideias e calendários novos. Mas para isso, preciso ter tempo e um computador que me seja confortável. Até lá, permanecerei aparecendo de vez em quando, com meus textos assinados por Rosa (não sei de onde tirei esse nome, mas gostei tanto, que todos os textos que aqui escrevi serão com essa assinatura). É isso. Até a próxima! xoxo,