Por favor, não fique entediado com minhas palavras. Se não tive disposto, ignore isto, vá ler outra coisa, arranje algo para fazer; isso aqui não mudará sua vida em nada. Eu venho por meio disto dizer que a culpa nunca foi das estrelas. Não as culpe se você não conseguiu uma vaga naquela faculdade que tanto queria. Não as culpe por seu namorado ter terminado com você no dia do seu aniversário (eu sinto muito por isso, mas as estrelas não tiveram culpa). Não as culpe por ter brigado com a sua mãe e ter se sentido mal por isso. Não as culpe por aquela música que você tanto ama não ser a querida de todo o mundo. Não as culpe se seu cantor favorito não fará show na sua cidade. Não as culpe, principalmente, se algo deu errado na sua vida. Ponha uma coisa na sua cabeça: O único culpado de tudo isso - ou quase tudo - é exclusivamente, incondicionalmente e desagradavelmente você. E, querendo ou não, você vai concordar comigo que isso é verdade. Sua vida você que faz. Mesmo que você acredite nisso de destino, você constrói o seu futuro, com as próprias mãos. E não venha com essa de dizer que isso é clichê, por que eu bem sei que é. Por isso eu digo. Na verdade, não é por isso, mas se é tão clichê assim, por você ainda não enfiou na sua cabeça que é assim que funciona?
               Só quero que me prometa uma coisa, se você chegou até aqui e não perdeu a coragem ainda, por favor, prometa se esforçar mais para passar na faculdade. Procure por alguém que te faça mais feliz que seu ex-namorado que termina propositalmente nos dias mais errados. Tente não brigar com sua mãe; e, se brigar, peça desculpas, por que ela não vai estar ali pra sempre. Ao invés de se lamentar por sua música favorita não ser conhecida, simplesmente divulgue ela! E sobre o cantor... Bem... Faça um esforcinho para ir á cidade vizinha vê-lo (e se não der, se contente em ver o show na internet). Enfim. Eu só peço, do fundo do meu coração... Não culpe as inocentes estrelas. A única culpa que eles tem é de serem tão lindas e apaixonantes quanto são.
               P.S.: Sim, eu realmente amo as estrelas. Eu tenho uma certa tendência de amar tudo que está distante de mim.



  


   O sol se põe, o crepúsculo invade o céu, a noite chega junto com ela às estrelas e a lua, trazendo um infinito de perguntas, perguntas clichês e todas sem respostas.
  É confuso dizer tudo isso, na verdade eu digo para a lua e as estrelas, algo que eu queria acreditar, dizer a você, mas as palavras me faltam, é como um grito no vácuo, a dor reprimida, o coração apertado, eu só queria ser uma estrela, queria brilhar, e assim tentar disfarçar minha dor, só que tudo é tão doloroso que isso não vai adiantar.
  Queria ter o poder da lua, das estrelas, e te encantar, te trazer pra mim, e dizer tudo que a tempos está entalhado na minha garganta, eu quero chorar, quero derramar todas as lágrimas reprimidas, quero ser quem eu sou, não fingir algo para você, quero sorrir, quero que você me faça sorrir, não tenho estruturas e vontade de chorar, a dor já passou de um estagio tão grande, que lágrimas não vão explicar.

   Só queria ser forte, me auto-amar, e desistir de você, esquece, ah, eu queria ser uma estrela, pode sofrer, pode se magoar, mas nunca deixara de brilhar e um dia virara pó, e não haverá mais lembranças, só o vazio, eu me tornaria oca, sem sentimentos, eu não sofreria mais por você, como você, nunca sofreu por mim.