Contém Spoilers


Sinopse: Steve Rogers (Chris Evans) é o atual líder dos Vingadores, super grupo de heróis formado por Viúva Negra(Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle). O ataque de Ultron fez com que os políticos buscassem algum meio de controlar os super-heróis, já que seus atos afetam toda a humanidade. Tal decisão coloca o Capitão América em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr), o Homem de Ferro. 


             

                Imagem de love and coupleImagem de love
A paixão não é bonita. Você faz coisas que nunca pensou que faria. O amor também não é bonito, pelo menos o verdadeiro, não esses que passam na novela. Amor envolve convivência, e convivência é um saco. As suas manias são diferentes da do outro, seu cabelo provavelmente não está bom quando você acorda, há dias que você não vai ter se depilado e todas as suas unhas estão ruidas. Vejo para onde eu olho essa falsa realidade da internet, onde todo mundo é bonito, feliz e se ama. Daquele tipo que conhece a pessoa na semana passada e na outra está fazendo juras de amor. Isso é paixão.
Tudo parece meio pornográfico, com uma classificação indicativa de 18 anos, uma apertada na bunda aqui, outra apertada na bunda ali, um cigarro na boca e legendas com milhares de "fuck" e músicas que só dizem "pussy". Não vejo mal nenhum em se divertir, mas parece que as pessoas apenas se voltaram para isso e se tornaram vazias, procurando viver uma vida que não é delas. Vivendo eternamente no caminho dos apaixonados e não do amor.
Paixão é aquela eterna birra, onde você faz biquinho para a foto e tenta chamar atenção. É o fogo no olhar e tudo o que se quer, é se arrepiar com a sensação do corpo colado ao outro, na dança dos lábios e línguas, na busca desenfreada por prazer. Amor é sem maquiagem, com o nariz entupido e não ter nojo de espremer a espinha do outro, é o cotidiano de lavar calcinhas, cuecas e louças. Não é o glamour 100%  de está em Paris comendo cream cheese, isso pode facilmente acontecer, mas uma hora vai faltar dinheiro e vocês tem que parar e dividir as contas. Então, não, não pense que tudo é tão fácil como as fotos fazem transparecer. E eu sei disso e nunca beijei na boca, e você pode ter feito de tudo e pensar que encontrou o amor da sua vida. Ainda me falta sentir muita coisa. Ainda me falta errar e me apaixonar loucamente, chorar e sorrir. Usar a camisa grande do namorado e sentir o cheiro dele impregnar no meu corpo. No fim, é saber que sempre haverá erros, que ser chamada de gostosa ou gostoso hoje não quer dizer nada para amanhã. A maquiagem vai sair uma hora, o photoshop não é vida real e os músculos podem não dizer nada, nem essa língua estúpida que ficam esfregando nos dentes ou os beijos para a câmera.

                                                                             
Nota: Oi gente! Antes de tudo, o texto não está dizendo que o povo não pode ser bonito, que não pode postar fotos bonita, longe disso, pois eu adoro fotografia e coisas e tal, é apenas uma críticas para as pessoas que pensam que é só isso. 

                                                                               
                                                                             



                                    

Acho que no fundo eu sempre quis ser notada. Ser diferente da bagunça da minha família. Me programei e estabeleci uma meta de vida. Coitada, não sabia de nada. Não tem como estabelecer metas para tudo e realizar todas. Há muito tempo eu passei a ser uma simples menina que gosta de ler e escrever, e é isso, não me dou bem com números, com elementos, nem com sangue.
Eu gosto de papel na mão, do cheiro de algo novo e do poder de criar algo. Mas parece que isso está morrendo dentro de mim. Todos nós se resumindo a notas e mais notas. E todo mundo diz que você tem que aceitar e assistir. Uma hora cansa. Uma hora eu só queria ser feita de areia e poder deslizar pelas rachaduras da rua. Sumir por um tempo, dentro de mim. Não ter que ouvir o meu subconsciente dizendo o que fazer.
Por muito tempo eu quis ser notada por um garoto, não por um ter um par de peitos, mas sim pelo o que eu sou. Então eu percebi que isso era bobagem de gente boba. E como nós somos bobos, permanecemos no erro incontáveis vezes, até ter uma marca no corpo.
Diminui os palavrões. E aquela garota tão sorridente e despreocupada, passou a ser alguém que nos momentos de maior diversão está pensando no que poderia fazer. Eu não aguento mais. Não é como se eu fosse desistir, eu não vou. É mais um lembrete para quem precisa permanecer na linha do trem.


                                                                           

                                                                 


Há muito tempo eu não fazia postagens sobre filmes, mas este me instigou a escrever sobre. Eu assisti a muitos filmes neste final de semana, mas Copenhagen talvez tenha sido o que mais me deixou intrigada, gerando em mim uma série de questionamentos, além de críticas positivas e negativas sobre o longa. 


Sinopse: Depois de semanas viajando pela Europa, o imaturo William (que tem 28 anos) encontra00se em uma encruzilhada em Copenhagen, que para ele não é qualquer cidade europeia: é o local de nascimento de seu pai. Quando conhece a jovem dinamarquesa Effy, juntos embarcam na aventura em busca do avô de William. A mistura de frescor e sabedoria de Effy provocam em William um desafio como nenhuma outra garota provocou. Enquanto a atração está em ascensão e William começa a realmente se conectar com alguém pela primeira vez na vida, ele deve assimilar os desafios deste suposto relacionamento com as descobertas chocantes sobre o passado sórdido de sua família.


Primeiramente, eu preciso dizer o quanto o cenário do filme me atraiu para assisti-lo até o fim. Depois de assistir Sense8, em tudo que eu assisto, seja série ou filme, eu fico reparando nas paisagens, no cenário dos lugares em que os personagens estão passando. E a Dinamarca entrou para a minha "Lista de lugares que eu preciso visitar antes de morrer" depois de assistir a esse filme, principalmente porque uma das maneiras que Effy encontra para ajudar William a encontrar seu avô é visitando os lugares que fizeram seu pai sorrir quando morava na Dinamarca, e eles vão a todos esses lugares de bicicleta! Seria meu sonho?
Agora vem a questão que fez com que as dúvidas saltassem em minha mente: o enredo do filme seria como qualquer outro sobre aventuras viajantes se Effy não tivesse a metade da idade de William. Mas a questão maior (e que em quase todas as críticas isso é apontado) é: há ou não há a romantização da pedofilia?



Eu pesquisei muito. Li muito boa parte das críticas e comentários a respeito (o que não são muitos, também), e alguns me fizeram abrir um pouco mais a mente. Em alguns casos, as pessoas simplesmente abominam o filme. "É simplesmente ridículo um cara de 28 anos agir como um adolescente usando uma garota (que de fato é adolescente!) como parte do seu processo de amadurecimento", dizia um deles. Mas em diversos outros comentários, a crítica não se prende à pedofilia. Não tem nada a ver com isso.
A abordagem é delicada. Falar sobre este assunto em um filme como este me faz imaginar como foi ter criado uma história assim. E me faz questionar se eles - o(s) criador(es) - se basearam em alguma história real ou se foi só uma viagem muito louca da cabeça dele(s). Li um comentário que dizia não concordar com o acontecimento da romantização da pedofilia. E eu concluí que concordo com isso. 
Para mim, após pensar por horas no objetivo do filme, ele quis mostrar um homem de 28 anos que, tradicionalmente, já deveria ter uma vida formada, mas é totalmente carente de maturidade. Em diversas vezes eu o achei, na verdade, bem babaca. Só que em determinado momento, ele encontra uma garota e é com ela que ele tem a sua primeira conexão real, diferente dos casos que já teve durante toda a vida. Só que a menina tem 14 anos e ela é maravilhosa. Mais madura do que muitos adultos que conheço e é exatamente por isso (e por fumar e beber) que ele nem percebe a jovialidade dela. Talvez se tivessem colocado a sua idade um pouco maior, talvez 16 ou 17, não teria chocado tanto quanto simplesmente catorze. 


Mas é interessante que mesmo que ambos sintam claramente atração um pelo outro, e que Effy invista bastante em algo a mais entre os dois, William não permite que nada além de beijos aconteça. Não concordo com a relação de meninas com caras com o dobro de sua idade. Mas especificamente neste filme, é mais interessante ainda o fato de que se não fosse dito, eu jamais suspeitaria da tamanha diferença de idade. William não aparenta e nem age como alguém de 28 anos, muito menos Effy como uma menina de 14. E eu acho que é isso que a história quer mostrar. Essas divergências são o que tornam tudo muito intrigante. 
Effy é uma garota fantástica. Para William, tenho certeza que ele desejou mil vezes (ou mais) que ela fosse mais velha ou ele fosse mais novo. Ela estava muito ligada àquilo, tanto que se dispôs a ajudá-lo na busca pela família. 
"Ao falarem romantização da pedofilia é porque, no fundo, parece que a ideia do filme é que a gente queira que eles sejam um casal mesmo. Mas temos na cabeça que isso não é o certo, assim como o William, no fim das contas. E foi essa a conclusão ideal para o filme... A humanização de uma situação difícil.", li em ouro comentário (um dos meus favoritos).


Apesar de tudo isso, de diversas leituras que clarearam a minha mente, algumas coisas ainda deixaram questionamentos. Por que tirar o foco da procura de William pela família? Por que colocar uma menina tão nova? Por que tornar isso uma questão polêmica? Porquês que talvez nunca tenham resposta. As teorias não saciam minhas dúvidas. 
Mas algumas coisas quase me satisfazem. O interesse de Effy por William pode ser justificado pela ausência de uma figura paterna; o de William por Effy, pela ausência de um exemplo real de maturidade. 
Eu me sinto culpada por ter achado coisas maravilhosas a respeito do filme. Eu sorri em situações que algumas pessoas poderiam sentir repulsa. Eu levei para um lado totalmente diferente de pessoas que realmente acreditam que ocorreu romantização da pedofilia no filme. Mas eu prefiro crer que não. Prefiro ver a parte bonita (e não me refiro apenas às paisagens da capital da Dinamarca), que me fez achar tudo muito louco e refletir por horas sobre esse filme.



Eu quero te contar uma história. É no norte do país, onde os dois oceanos se encontram. Eu fui lá uma vez com a minha mãe. Ela estava triste porque seu namorado a deixou. E eu estava triste porque eu tive uma briga com minha melhor amiga. Então, ela me levou ao fim da praia e, em seguida, ela me apontou para a direita, onde o Mar Báltico fica. Portanto, é muito lindo e muito azul o mar. As correntes viajam para o oeste e ela apontou para a esquerda, o mar do norte. Também é um mar azul muito lindo, mas as correntes viajam pro leste. E então ela apontou para o meio, e ela disse que é a relação perfeita. Pode olhar para a esquerda, e pode olhar para a direita, e ambos os mares estão lá, e eles podem se encontrar no meio, mas eles nunca se perderão um do outro." - Effy.
por ter sido fofo, mesmo que estranho e aparentemente errado.


Tenho o velho hábito de escrever escutando música, elas sempre me inspiram, seja para uma história nova ou um texto aleatório. A música me proporciona várias sensações, seja uma vontade de ser feliz ou tristeza, e assim, muitas vezes surge a ideia de um texto na minha cabeça, e consigo extrair tudo aquilo dentro de mim, que eu nem sabia que estava lá para começo de conversa.
Por isso, fiz uma playlist com músicas que me inspiram e podem inspirar vocês.


Tiago Iorc - Cataflor


                        
Cataflor é do álbum Troco Likes, e é simplesmente maravilhosa, e por causa dela comecei a escrever uma nova história. Ela me fez sentir o amor, o amor verdadeiro de homem e mulher, e é lindo ver isso numa música brasileira.


James Bay - Let It Go

                        
Conheci essa música atráves da série TVD, e assim como a cena na série, a música faz eu me sentir triste, como se tivesse acabado de perder alguém ou ter sido abandonada. E ela foi outra música que me inspirou a escrever uma história.


The Weeknd - Wicked Game

                         
As músicas do The Weeknd são extremamente sexy. E exatamente para isso que elas servem: para criar um clima para um momento mais sensual. Muitas vezes quando vamos escrever esse tipo de cena ou trecho, a cabeça meio que dá um curto circuito, e com essa música já seria um bom caminho.

Scalene - Amanheceu

                       
Amanheceu da Scalene fala muito mais do amor de mãe, e isso pode inspirar em várias coisas, por exemplo: na representação do amor da mãe com o seu filho e vice versa, sobre como sentimos falta da nossa mãe e no fim, como precisamos ser livres.


Tulipa Raiz - Só sei dançar com você

                      
A música em si, já é uma grande história de amor, e lógico que podemos nos inspirar nela. Principalmente quando é preciso retratar os problemas de um casal e o quanto nos tornamos depende do outro em um relacionamento.


                                                                           


                             


Passarinhos cantam.
O vento bate contra o meu rosto.
Sinto saudades de casa,
de tudo o que eu era,
e hoje não sou mais.

É tudo tão ridículo,
tenho vergonha de mim mesma,
e de quem um tempo me entendeu.

As amarras machucam meus pulsos.
Eu só queria ser livre.

Encontrar o meu amor,
há tanto tempo perdido.

Mergulhar fundo, recuperar a pedra preciosa.

Encontrar seu sorriso novamente.




                                                                         

                 

                                                       Contém Spoilers 




Sexta-feira passada, 18, foi lançada a 2° temporada de "Demolidor". Eu literalmente maratonei e acabei a temporada no outro dia de manhã. Nessa temporada, as coisas acontecem muito mais rápido que a anterior, e é dividida em basicamente 3 arcos: Justiceiro, Elektra e A Mão.



                            

Eu sinto falta da normalidade. Sinto falta de conversar com a minha amiga olhando no olho dela, enquanto a gente esperava o transporte. Sinto falta dos risos altos que outra amiga me causava, e ainda causa. Da bagunça tão feliz que era minha vida. Não que eu seja infeliz. Mas, eu costumava gargalhar mais. Costumava abraçar mais. E todas as minhas tardes eram uma comédia. E Deus, como eu sinto falta.
Mesmo das brigas que muitas vezes não faziam o menor sentindo. Amava o fato de todo mundo não ter vergonha e tirar as fotos mais sem noção possível. Porém as coisas mudam e é difícil saber que nem todos serão como você costumava ver e ter. As pessoas evoluem e coisas do tipo.
O conforto sempre é mais fácil. Então a vida vai lá e te dá sequências de tapas na cara, mostrando que não, não é fácil. Que vamos ter que engolir sapos e suprimir a vontade de mandar todo mundo tomar naquele lugar. As pessoas confundem gentileza, e já querem derrubar você. As pessoas ultimamente só vivem no seu mundinho e pensam que opinião e algumas brincadeiras não machucam, é, machucam, e ninguém é obrigado a ouvir certas coisas, então fecha a boquinha. Só por que você é grossa ou algo do tipo, não quer dizer que as pessoas sejam obrigadas a lhe aguentar, pois não são. Falta de educação é o que definitivamente caga com esse país. E às vezes eu me vejo sendo trouxa e passada pra trás, pois sou educada demais, e o mundo tá tão corrupto que todos querem subir em cima dos outros, eu sou obrigada a ser chata, falar que sinto falta de uns tempos atrás, pois tudo agora tá meio podre, e eu já estou no meu limite de educação. É ridículo dizer que colocamos sorrisos na cara e dissemos: Não! Imagina, tá tudo ótimo. Sendo que seu rosto bonito não passa de quilos de maquiagem, sua vida na internet é maravilhosa, e no fim, você está jogada na sua cama, pensando no que de fato está acontecendo com a sua vida.


                                                                           

                    

Eu quase tive uma arma apontada para a minha cabeça. Pegaram o meu celular e foram embora. Eu fiquei ali, parada, não acreditando no que tinha acabado de acontecer. Posso parecer muito corajosa e uma pessoa que tem opinião forte, - e eu realmente tenho - , mas não tenho um pingo de coragem. Não vou bater boca com ninguém armado ou que eu ache que está, eu sempre posso ser estuprada, assassinada, alguém da minha família sofrer. E pode não parecer, por essa minha capa de revoltada, que fala de tudo, como se fosse realmente da esquerda, - e não querendo generalizar, pois tem muitos da direita que são - , mas grande parte deles não acredita em Deus ou tem dúvidas, e eu por outro lado tenho muita fé, daquelas que fala nem que seja um pouquinho todos os dias com o cara lá de cima. E na minha visão ele é quem decide quando a hora de alguém chega, não qualquer pessoa que passa na rua, nunca nem te viu, nem conhece sua história, seus planos para o futuro e simplesmente tira a sua vida, seja por um celular de 600 reais ou uma carteira. Uma vida por acaso tem valor?
É ridículo estarmos reféns disso, e há horas que queremos que os direitos humanos vá para o espaço e enfiarmos balas na cara daqueles que só nos aprisionam. Mas então, quem somos nós para julgar o prazo de vida de alguém? Eu nem quero me meter nisso, pois é muito relativo e de cada um. Porém,
acho muito mais produtível alguém passar o resto da vida só do que levar um tiro na testa, pronto, acabou. Quem vai pagar os pecados daquele na realidade vai ser a família.
As pessoas são muito mal educadas, e não falo de educação acadêmica, digo no geral. Todo mundo gosta de meter o dedo na vida dos outros, batendo e agredindo como se isso fosse ser melhor, cometendo pequenas corrupções todos os dias. Seja por esse bixinho maléfico que está presente em cada um dia de nós, que nos torna capaz de fazer absurdos em situações extremas. É por mentirmos para nós mesmos, dizendo que tá tudo tranquilo, e completar com uma música besta, como se a cada passo dado que damos fora de casa não fosse uma virada de cabeça, um andado mais rápido. É o medo que milhares de mulheres sentem quando saem de casa de manhã cedo e voltam ao entardecer ou a noite, de ser violada, de ser imprensada na parede e alguém nunca visto passar a mão nos seios, na intimidade e simplesmente se enfiar no corpo de outro ser, por simplesmente querer, por simplesmente ser louco e não ter respeito por si próprio. É ver as pernas sangrando e saber que aquilo será um trauma para a vida toda.
Há bombas sendo lançadas e criadas a todo momento, os países criando grandes lacunas entre si, sorrindo para foto, mas com uma arma apontando na realidade.
Eu quero o direito de viver. Viver em paz e não ter que esconder meu celular no sutiã toda vez que eu for almoçar fora. Ver minha vó conversar com a vizinha no portão e não ter nenhum medo. Poder ir para os lugares e realmente aproveitar. Pelo menos é o que quero para mim e pros meus futuros filhos.
A arma está de novo quase sendo apontada na minha cabeça. Eu entrego o celular. Mas no fim eu durmo tranquila, eu continuo tentando ser feliz, pois sei que não fiz nada de errado, e essas pessoas que tentam roubar nossas vidas, nunca serão felizes de fato.



Nota: Sim, eu realmente fui assaltada. E acredito que estava na hora da nossa menina agir novamente. Sinceramente eu tô bem cansada de toda essa violência, e nós que vivemos no Brasil sabemos muito bem como é isso, por isso que eu não julgo quem diz que preferiria morar em outro país, pois eu também sou uma delas. Não é falta de patriotismo. Eu amo meu país, mas aqui aos poucos está virando um campo de guerra. 





                                                                 

    
 Autor(a): Gayle Forman
 Editora: Novo Conceito
 Páginas: 224 


Sinopse:

A última coisa de que Mia se lembra é a música. Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera...e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas. 





Resenha: 

Já faz algumas semanas que li Se eu ficar, e nessa semana assisti de novo o filme que curiosamente tava passando no Telecine (não, não é merchan) e pude ver claras diferenças. que eu logicamente não tinha visto antes, quando assisti a adaptação pela primeira vez. E estou falando isso pois a minha relação com a duologia de Gayle Forman é bem complicada, pois eu assisti o filme primeiro, depois li o segundo livro e só agora li Se eu ficar.
Definitivamente eu posso dizer que prefiro o livro mil vezes, apesar que não senti todas as coisas que todo mundo diz que sentiu, não escorreu nenhuma lágrima, nem no filme, e olha que eu sou coração mole. Acontece que nada especificamente me pegou de surpresa.
O livro definitivamente é mais violento, principalmente na cena do acidente, onde Mia descreve que metade do cérebro de seu pai está num canto, que sua mãe bateu a cabeça tão forte que ficou de outra cor, e que uma grande mancha de sangue está sobre o corpo de Mia, sua perna tão machucada que é possível ver o osso.
O mais importante da história em si é a família de Mia, com lembranças que me fizeram me afeiçoar com seus parentes, trazendo uma certa tristeza pois sempre há a imagem que poderia ser nossos pais. O irmão, Teddy, também é uma importante parte disso, e vemos ele crescer conforme as memórias e nos apegamos cada vez mais.
Adam se torna apenas mais uma parte, não o centro como no filme, e eles nunca se separaram, ele não tem problemas com a família nem nada do tipo. Ele é apenas um garoto normal, e é muito natural como eles se envolvem, como se sempre fossem um casal, mas nada que nos faça ter uma embatia direta com o Adam. A presença de Kim também é muito maior, e vemos diferentes conflitos que ocorrem que lembraram muito minhas amigas e como a nossa média de namoro parece ser na faculdade mesmo.
O livro eu poderia classificar como muito mais indie do que pop, no caso do filme, e ele realmente mexe com você. Sobre perspectivas de morte e vida, questionamentos sobre o que valem realmente a pena.





Nota: Ah Isabelle por que você deu só 3 luas? Bem gente, eu acho Se eu ficar um livro bom, que eu li rápido, consegui entrar na história, mas é só isso: bom. Mas futuramente tentarei postar a resenha de Pra onde ela foi, o segundo livro, que maravilhoso. É isso, espero que tenham gostado.