BRASILLLL, o quanto eu esperei este momento não está escrito! Bem, acho que antes de falar sobre Bridgerton, preciso falar sobre a minha experiência com a série de livros da rainha Julia Quinn. Comecei Os Bridgertons em 2015 (não sei se terminei nesse mesmo ano) e a série foi a minha entrada no mundo dos romances de época e no meu vício pela escrita da Julia Quinn. Então, eu acompanhei todo o processo de quando revelaram que a Netflix havia comprado os direitos da série, de quando saiu o cast e as primeiras fotos de bastidores, por isso que escrever sobre tudo isso parece muito mágico e doido para mim. 

BRIDGERTON

Sinopse: 

Criada por Chris Van Dusen da produtora Shondaland, Bridgerton acompanha Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor), que precisa conseguir um bom casamento, mas também espera encontrar o verdadeiro amor. 
Em Londres, no Período Regencial, esse sonho parece impossível. Ainda mais quando o irmão de Daphne começa a descartar todos os pretendentes, e a misteriosa Lady Whistledown espalha fofocas sobre ela na alta sociedade. 
É aí que entra o rebelde Duque de Hastings (Regé-Jean Page), solteiro convicto e cobiçado por todas. Apesar de dizer que não querem nada um com o outro, surge uma forte atração entre os dois, que precisam lidar com essa relação cheia de joguinhos psicológicos e com as expectativas da sociedade para o futuro deles. 

No dia 25 de dezembro de 2020, acordei às 4 e pouco da manhã para redescobrir os Bridgertons e ainda com um pijama azul e a cara inchada comecei a assistir a série. Para quem nunca ouviu falar sobre os Bridgertons, aí vai: eles são a família mais fértil da Inglaterra (oito filhos, minha gente) e nesse ano Daphne debutará na temporada em busca de um marido. Nesse meio tempo ela é considerada o diamante da temporada pela rainha, porém, seu irmão maravilhoso, Anthony, afugenta todos os pretendentes. E aí, meus amigos e minhas amigas, surge o Duque de Hastings, Simon Basset. Ele não quer se casar, isso é óbvio, mas as mães não deixarão de investir suas filhas no belo e jovem duque. Então, Daphne e Simon fazem um acordo para que ambos finjam estar interessados um pelo o outro e assim ela possa conseguir mais pretendentes e ele se livrar das mães casamenteiras. 


Aqui temos um dos clichês mais amados e escritos na face da terra que é o bendito acordo. Todo mundo sabe que esses acordos de "vamos fingir um relacionamento mas não vamos ficar juntos" sempre terminam em muito amor. E na adaptação de "O duque e eu" não seria diferente. A premissa da série tem a mesma premissa dos livros, a essência de tudo tá ali, e os eventos importantes do livro na vida de Simon e Daphne estão presentes na série. Mas claro, houveram mudanças, e muitas até. Porém, creio eu que não valha a pena discutir sobre as mudanças nesse post, até porque poderia ser spoiler. 

A minha maior preocupação com a série era se eu conseguiria sentir a família ali, construir empatia por eles e enxergar o quanto cada um se ama mesmo com as suas diferenças. E sim, eu consegui ver isso. Foi uma das coisas que mais amei na primeira temporada. Pois toda essa relação familiar é a base de toda a história que será trilhada a partir de agora na Netflix e se não houvesse isso não existiria um futuro para Bridgerton. 

Em falar em futuro, é muito interessante analisar como vários caminhos foram construídos a partir dessa primeira temporada. Nada está ali por acaso, tudo foi muito bem pensado e como fã fiquei muito feliz de entender várias pequenas coisas que foram postas ao longo dos episódios. 

Enfim, além dos figurinos, ambientações maravilhosas e a representação da família, o brilho da temporada é Simon e Daphne. Ô casal bom! Eles exalam química desde o primeiro momento e foi lindo todo o desenvolvimento deles com o amor e como casal. Amei demais e fez muito jus ao que eles são no livro, com os conflitos internos de cada um e como casal. 




Gostei bastante das tramas adicionais, acredito que deu dinamismo para a série, apesar de ter passado muita raiva em certos momentos. Benedict tava perfeitoooo em tudo, me fez gostar dele muito mais do que gosto nos livros e seu desenvolvimento foi um dos melhores para mim. Além disso, sua relação com a Eloise foi tudo. Eloise e Penélope como sempre tem uma amizade linda. E eu poderia facilmente passar o dia escrevendo aqui sobre cada um dos personagens. 

Para finalizar tudo, sem pensar na Isabelle leitora e só vendo a série como um produto televisivo, foi perfeita! Tanto que acredito que seja por isso que tantas pessoas que não conheciam Os Bridgertons se apaixonaram e se encantaram pela série. Agora como leitora, e a gente sabe que leitor é um bicho chato, ela foi 4 de 5 luas para mim, exatamente pelas mudanças em alguns personagens que não curti. Mas continua sendo muito que favorita no meu coração e já não aguento de ansiedade para a segunda temporada onde aquela abelhinha no final do último episódio irá brilhar. 

                                                                              

                                                                            


Feel the Beat

Sinopse:

Em Feel the Beat, April (Sofia Carson) é uma dançarina que não consegue seu sucesso na Brodway e decide retornar à sua pequena cidade natal. Relutantemente, ela é recrutada para um grupo de jovens dançarinos desajustados para um grande competição. 

Sabe aqueles filmes da sessão da tarde, que a gente assistia deitada no sofá ou na cama? Ou quando assistíamos High School Musical e queríamos sair cantando por aí? Bem, é isso que senti com Feel the Beat, só que ao invés de querer soltar a minha linda voz, queria dançar como a boa dançarina que sou. 
O filme começa com April fracassando na sua vida como dançarina na Brodway e tendo que voltar para casa, em uma cidadezinha pequena nos EUA. Chegando lá, ela se vê na posição de professora de um grupo de jovens dançarinos diversificados e bem desajustados, preparando- os para uma grande competição. Além disso, ao voltar para sua cidade natal, April recontra seu ex-namorado (e que boy, meus amigos). 
A trama é bem simples, com April tendo que superar o seu orgulho e avaliar o que realmente é importante na vida, apreendendo o que realmente vale a pena com esse grupo de crianças maravilhosas. 

    Feel the Beat: Conheça o filme de Sofia Carson que está no top 10 ...
(Reprodução Netflix)

Por falar em crianças. Aqui temos um grupo bem diversificado, com crianças pequenas, maiores, pré-adolescente, uma surda e que possuem diferentes aspectos em sua vida. Por esse caminho, a dança também as une através das adversidades, conquistando inclusive os seus pais. 
Agora uma pausa para falar de Nick (Wolfang Novogratz). Apesar do romance entre ele e April não serem a figura central do filme, a fofura entre os dois é a coisa mais "iti malia, que lindos", e eu já tava "vamo se beijar, meu bebê". 

                       the novogratz | Tumblr
 (Reprodução Netflix)

Enfim, Feel the Beat é o filme perfeito pra assistir quando a gente tá meio pra baixo (ou não) e permitir ser feliz pelas pequenas coisas da vida. Acredito que o que faça uma obra realmente ser boa, não é uma trama super encaixada, cheia de peculiaridades e uma grande carga dramática, e sim em como nossos sentimentos são levados durante aquele período. E tudo o que eu senti com Feel the Beat, foi uma felicidade pura que há muito tempo não sentia. 

            

                                                                                   

Série: The Witcher


Dê um trocado pro seu bruxo, ô vale abundante, ôoooooo....ou...Toss a coin to your witcher, O' Valley of Plenty, O' Valley of Plenty, O'. Começando com a música do nosso querido Jaskier, o Bardo, vamos hoje falar sobre a primeira temporada de The Witcher, lançada em 20 de dezembro de 2019 pela amiga Netflix.

THE WITCHER

Sinopse: Baseado no best-seller de fantasia, The Witcher é um conto épico sobre destino e família. Geralt de Rivia é um caçador de monstros solitário que luta para encontrar seu lugar em um mundo onde as pessoas são mais perversas do que as criaturas que ele caça. Quando o destino leva Geralt a uma poderosa feiticeira, e a uma jovem princesa com um segredo perigoso, os três devem aprender a navegar juntos pelo crescente e volátil Continente.

The Witcher é a adaptação dos dois primeiros volumes da série de livros do autor polonês Andrzej Sapkowski, que são "O Último Desejo" e "A Espada do Destino". Para quem tiver interesse, existe um prelúdio lançado posteriormente pelo autor, chamado "Tempo de Tempestade". Agora saindo do mundo dos livros e falando sobre a série: A história foi uma grata surpresa. Estava animada para o lançamento, principalmente por causa do burburinho da internet e admito, pelo Henry Cavill, mas não esperava que fosse gostar tanto dessa primeira temporada. 
Muitas pessoas já tinham conhecimento do conteúdo do programa, por causa dos games de The Witcher (que não são uma adaptação dos livros) e é interessante observar como a fantasia consegue flutuar em vários nichos, indo dos livros para games e agora para uma série. 
Bem, a série é divida em 8 episódios com aproximadamente uma hora cada e narra a história de Geralt, Yennefer, a feiticeira e Ciri, uma jovem princesa. As três histórias acontecem em linhas temporais diferentes e só no final que elas se encontram no mesmo ponto. Pode parecer confuso no começo, mas se tornou mais um atrativo do seriado. Alguns episódios possuem um ar de caso semanal, pelo menos na parte do Geralt, mas eles são necessários e não deixam de ser importantes no conjunto da obra. Exatamente porque através desses eventos os 3 personagens principais puderam se desenvolver e a mitologia da série ser expandida.

Reprodução Netflix

Porém, é lógico que existem algumas lacunas no meio dos arcos dos personagens e algumas coisas que não ficaram bem explicadas para o telespectador. Uma coisa é saber construir um mistério ao redor de algo e fazer com que as pessoas criem teorias sobre (o que também é importante para popularizar a série), outra é fazer uma situação, ou arco, causar estranheza para quem assiste.
Por fim, a série soube realizar o mais importante que um programa pode fazer: cativar o seu público. Nós nos importamos com Geralt, com a Yennefer (que tem um dos melhores arcos da série) e até com a Ciri que não foi tão explorada como os outros personagens. Além disso, não ficamos só presos nos personagens principais e também nos sentimos ligados a personagens secundários, seja para amar ou odiar. E é dessa forma que The Witcher está construindo uma grande fan base e criando uma conexão muito legal do mundo dos livros, séries e games.
                                     "Pessoas destinadas sempre se encontram."                              
Para quem gosta de uma fantasia, com profecias, umas lutas legais, muita magia e uma menina conjurando umas palavras do nada, essa é uma série para você e te digo mais: ela veio pra ficar. 

                                    





Foi anunciado ano passado que a Netflix irá fazer a série de "Os Bridgertons" da nossa amada, linda e maravilhosa Julia Quinn. Com o melhor, produzida pela Shonda Rhimes, aquela que destrói nossos corações em Grey's Anatomy. A mulher é praticamente sinônimo de sucesso o que fez todo o fandom ficar eufórico. Mas desde então não tivemos muitas novidades e começamos a pensa se tudo não passava de um sonho. Sendo assim, com um trabalho investigativo e de puro CSI vamos falar sobre o que sabemos até agora sobre a série. 

Produção, Adaptação e Direção 

(Chris Van Dusen via Twitter)

Chris Van Dusen assinou um contrato de vários anos com a Netflix para a parte de desenvolvimento de séries. O produtor e argumentista terá como primeiro projeto o projeto de adaptação de "Os Bridgertons", ele ficará responsável da adaptação, direção, produção e produção executiva junto com Shonda Rhimes e Betsy Beers, dentro do projeto de várias séries que a Shonda tem com a Netflix (Fonte: Centro de Impressa, Netflix).
Mas quem é Chris Van Dusen?
Chris Van Dusen é um homem de confiança de Shonda e conforme o tio Google, trabalhou em Grey's Anatomy, em Private Practice e em Scandal, todas séries de Shonda e que faz/fizeram um grande sucesso mundial, principalmente Grey's Anatomy que despensa apresentações. 
Quem é essa Betsy Beers? 
Betsy Beers é uma produtora de televisão, que também é uma pessoa de confiança de Shonda e trabalha em suas séries como: Grey's Anatomy, Scandal, The Catch, How to Get Away with Murder. E em filmes como: O Vigarista do Ano, Casanova e Planos Quase Perfeitos. 

As reuniões dos roteiristas da série já começaram!

(Via  Twitter)

Em uma postagem em seu twitter, Chris Van Dusen anunciou o primeiro dia de reunião com os escritores da série. O que significa que a produção finalmente está começando. 

Julie Andrews como a voz de Lady Whistledown 


(Via Deadline)

Finalmente no dia 19 de junho foi divulgado a primeira atriz do cast de "Os Bridgertons" e não poderia ser melhor! Julie Andrews, uma atriz super premiada, com cara de realeza, que até já fez uma rainha em "Diário da Princesa" e "Diário da Princesa 2" é um nome de peso para a série. Além de gerar destaque e notícias, o que ajuda na divulgação da produção da Netflix, Julie Andrews fará o papel de voz da nossa querida Lady Whistledown, a nossa fofoqueira do século 19, mais bem informada que o Leo Dias. E porque além do óbvio dela ser uma atriz maravilhosa, isso é bom para a série? Por que isso mostra o tom que a produção terá, fazendo a identidade de Lady Whistledown realmente ser um segredo e algo que irá instigar seus telespectadores. 

Possíveis Locações 

(Reprodução Instagram/@juliaquinnauthor)

Por último, mas não menos importante, Julia Quinn, postou essa foto nas escadarias do Palácio Mirabell em Salzburg, Austría com a seguinte legenda: "Pelo últimos dois anos minha foto de perfil no Instagram tem sido eu nas escadarias de DO-RE-MI em Salzburg, Austria. Coincidência? EU ACHO QUE NÃO. @byshodaland #bridgerton #bridgertons #bridgertonseries #bridgertonnetflix #sounofmusic" (tradução livre feita pela lindíssima pessoa chamada eu). 
Essa postagem poderia significar uma possível locação para a série, ou simplesmente o fato de "A Noviça Rebelde", filme protagonizado por Julie Andrews ter uma cena com a música "Do-re-mi" nas escarias desse palácio. Enfim, sobre isso só o tempo dirá. 
Por fim, acho que é isso, a série ainda parece está em pré-produção, tanto que não temos nenhuma data de um futuro lançamento ou mesmo de quando as filmagens irão começar, não temos nem um Bridgerton anunciado! Espero que tenham gostado do post e que em breve venha aqui contar mais coisas dessa série super aguardada. 

                                                             


Lançada no Brasil pela Netflix, a nova comédia dramática da NBC é a indicação de hoje: Good Girls, que comprova o quanto a Netflix tem trabalhado dia e noite para nos manter trancados dentro de casa sem fazer absolutamente nada - além de assistir o máximo de filmes e séries possível. 

Comecei Good Girls sem saber nada acerca da história e foi surpreendente ir descobrindo a série sem saber de nada sobre as premissas em trailers e sinopses. Descobri depois que a promessa para ela talvez me interessasse apenas pelo trio feminino que o protagoniza, mas não indo muito longe ("três mães que decidem que o crime é a única forma de salvarem suas famílias.")
São 10 episódios sobre como 3 mães com famílias distintas passam por dificuldades financeiras (que ameaçam a guarda, a casa e até mesmo a vida de seus filhos) e decidem assaltar um mercadinho da região. O problema em questão é que o assalto acaba saindo mais longe do que elas esperavam e um turbilhão de consequências não calculadas (e que nem mesmo nós, espectadores, imaginaríamos) acaba dando sequência ao que se torna a vida no crime das três mulheres. 

Da esquerda para a direita: Ruby (Retta), Annie (Mae Whitman) e Beth (Christina Hendricks)

Um aspecto importante é a força feminina que é sempre levantada ao longo dos episódios. Apesar de estarem juntas nisso, as suas famílias possuem particularidades que também são abordadas e discutidas entre os personagens, como caso de traição do marido da Beth e a questão de gênero da filha da Annie. 
Não é uma história para quem quer realismos e eu confesso que, de início, eu considerava uma típica "série de fazer as unhas", porque você não precisa se apegar tanto aos detalhes. No decorrer dos acontecimentos, a profundidade dos "grandes problemas" ainda era um tanto quanto superficial, pela facilidade com que eram resolvidos. Talvez porque o foco da série é o humor, que pede essa superficialidade e provoca os alívios cômicos em diversos momentos tensos. 
Eu me apeguei às mães e às lutas diárias enfrentadas por elas, me vi torcendo pelas três ainda que não tivessem um histórico muito bom e dentro da lei. Alguns diálogos que compõem o drama da série são totalmente dispensáveis para mim, talvez porque o ator escolhido para essas cenas seja o que fez o Salsicha, do Scooby Doo, e eu não consiga relacioná-lo com o drama - e aí o problema é meu, né? 

Resultado de imagem para good girls

Recomendo para quem quiser uma série rapidinha e gostosa de assistir, sem que dê tanta importância para as ações com sequelas impensadas e leve a série mais pelo viés da comédia do que pelo do vida ou morte que foi interpretado por muitos. Vi que foi renovada para a 2ª temporada e eu confesso não saber ao certo o que esperar para a sequência, mas torço pela manutenção dos alívios cômicos bem colocados e pela resolução de casos e prestações de contas pendentes da 1ª temporada.




A primeira temporada saiu sexta-feira (5) e eu ouvi muito sobre logo de imediato. Na verdade, ouvi ainda antes, quando o trailer saiu. E eu preciso dizer que a premissa da história, o que o trailer nos apresenta, é muito, mas muito pouco sobre o que a série realmente é. 

The End of the F***ing World

Sinopse:

"James tem 17 anos e acha que é um psicopata. Ele acredita não sentir emoções e quer cometer seu primeiro assassinato. Ao conhecer a problemática Alyssa, ele vê nela a vítima perfeita. Os dois caem na estrada e o fato de James se apaixonar por Alyssa atrapalha seu plano de cometer o primeiro crime."
Assisti ao trailer, resolvi dar uma chance. Foi satisfatório ver o primeiro episódio passar em menos de 20 minutos. E quando vi que eram 8 episódios, percebi que seria muito bom e fácil gastar algumas duas horinhas nessa maratona, mesmo sem saber muito o que me prometia. 
Contudo, não foi difícil me envolver com os personagens. Devido aos episódios serem ligeiros, a forma como acontecem tão rapidamente, nos fazem aprofundar nos personagens. James pensa ser um psicopata. E pensa que não consegue sentir nada. Alguns acontecimentos anteriores não permitem que ele se deixe sentir. E uma série de coisas acontecem tentando nos convencer de que ele realmente é psicopata. Ele nunca havia matado uma pessoa, até que essa "vontade" o aconteceu e Alyssa pareceu ser o alvo perfeito. De princípio, a garota aparenta ser detestável. E eu abro aqui um espaço para dizer o quanto eu odiei a presença dela nos primeiros episódios - sem falar que todos os problemas que acontecem são culpa dela. Ela é irritante com todas as pessoas, fala palavrão como quem diz "bom dia" e sem nenhum esforço me fez acreditar, lá pelo meio da temporada, que eu não ia gostar de fato de nenhum personagem.


Os outros são trazidos de forma temporária, insignificantes até certo ponto. Mas um cenário diverso é visto entre as relações. Temos duas policiais homossexuais, a mãe de Alyssa vive um relacionamento abusivo, no meio do caminho eles se deparam com assediadores... O que faz não parecer que os episódios têm apenas 20 minutos.
A aventura começa quando Alyssa, farta da vida que tinha em casa, decide fugir e encontra em James o parceiro perfeito. A partir disso, eles começam a fazer uma série de besteiras, bobagens muito surreais mesmo. Ela só queria dar um basta na vida que tinha; ele, procura ocasiões perfeitas para o seu primeiro crime em uma pessoa. E por mais que eu soubesse que aquilo ali se encaminhava para um desfecho péssimo para os protagonistas, eu me peguei diversas vezes torcendo por eles, ansiosa para saber se eles ficariam bem. Porque a grande questão disso tudo é que se pôde perceber e conhecer outras pessoas dentro deles mesmos. Eles próprios se descobriram.

"Nunca fui o protetor da Alyssa. Ela era minha protetora."

A série é repleta de humor obscuro. Dentre os comentários que vi anteriormente, a grande queixa relacionou-se com a romantização da psicopatia, comparando-se à série 13 Reasons Why, que é unânime se dizer que esta romantizou o suicídio. Na opinião de leiga que posso proferir em meu nome, prefiro dizer que não. Não há uma romantização porque a série não se trata da afirmação de que James é um psicopata e que isso pode desencadear surtos do tipo. Ela se trata exatamente da negação, da forma como ele descobriu o "sentir" e isso, sim, graças à inconsequente Alyssa. 
Algo que é bastante simples de perceber é a evolução dos personagens - não que necessariamente todos concordem que seja positiva -, em que ambos começaram de um jeito e mais próximos do final, vimos quase que personagens diferentes. A série assume novos cenários, novos objetivos, o que me fez pensar, ao chegar ao fim, além de que o diretor/produtor/whatever foi trocado no meio da temporada, que a temática inovadora no que tange ao James se enquadrar como um psicopata não é bem tão importante. Na verdade, é uma das coisas menos relevantes. Acredito que o trailer e a atmosfera construída para divulgar a série não fez o seu trabalho direitinho.


Para as considerações finais, tomei nota de que muitos acontecimentos são bastantes previsíveis, não se esforçam para fugir do clichê de forma alguma; a trilha sonora é boa, foi uma das coisas de que eu mais gostei; durante as cenas, a "consciência" dos protagonistas comentam os acontecimentos como se eles estivessem assistindo conosco, o que eu também gostei bastante e o que nos propõe que aquilo é um reflexo da cabeça adolescente: as atitudes inconsequentes, a vontade de fugir, a incompreensão para com os pais (apesar de que alguns não são exatamente bons exemplos). Eu também gosto do casal esquisito e surreal que foi formado. A rapidez com que tudo acontece e o fato de ter seus aspectos cômicos me dizem que não foram duas horas perdidas. Eu com certeza esperava outro final e eu realmente quis cancelar minha conta da Netflix no mesmo instante em que a tela ficou preta. Mal posso esperar para saber se haverá uma segunda temporada e, assim, ver qual será a sua continuação.




Stranger Things


Não é segredo para ninguém que a Netflix está se saindo muito bem no quesito "séries originais": Sense8, Orange Is The New Black, Unbrekable Kimmy Schmidt, House of Cards, dentre incontáveis outras. São um sucesso todas elas e a mais nova não podia ser diferente: Stranger Things estreou dia 15 de julho e antes disso eu já havia assistido ao trailer e estive convicta de que não iria assistir. Não ia de jeito nenhum, pois vi que era sobrenatural demais para mim, com um suspense que talvez não me deixasse dormir à noite de tanto medo. Sim, medo mesmo. A série tem um lado sombrio que eu temi desde antes de ser lançada.
Mas aí um amigo meu, cujo gosto para séries é muito semelhante ao meu, disse que eu devia tentar assistir. Que talvez eu realmente fosse sentir medo, mas que valia a pena. Eu caí na tentação e não consegui parar, pra variar...



"E você não deve gostar das coisas porque as pessoas te dizem para gostar."

Sinopse

"Ambientada em Montauk, Long Island, conta a história de um garoto que desaparece misteriosamente. Enquanto a polícia, a família e os amigos procuram respostas, eles acabam mergulhando em um extraordinário mistério, envolvendo um experimento secreto do governo, forças sobrenaturais e uma garotinha muito, muito estranha."



Eu vi o trailer, vi que a série havia sido lançada. Vi amigos comentando, o Facebook enlouquecendo, até no Snapchat eu vi amigos falando sobre. Não custava nada tentar. À princípio, não tive coragem de assisti-la durante a noite - que é o tempo que eu tenho ficado acordada nestas maravilhosas férias. Não é que dê medo, mas de vez em quando rolam um sustinhos que eu não sei se ficaria bem para assistir de madrugada. Comecei a vê-la durante a tarde e vi os oito episódios direto, sem nem dar tempo de pensar em sair de perto do computador. Já era noite e a minha paranoia já havia diminuído.
Não consigo falar muito sem dar spoilers, mas de uma coisa estejam certos: essa série me prendeu de uma forma que eu não acharia que fosse. Por um momento, achei que seria ficção demais para mim, que eu não gostaria de verdade. Mas o suspense e as dúvidas que se formam na sua cabeça te fazem ficar ali, vidrado, prestando atenção em cada detalhe, querendo mais e mais.

 

Os personagens me cativaram: a menininha, Eleven, estou apaixonada por ela! A pequena Millie Bobby Brown atuou incrivelmente. Não tinha como não amá-la mais a cada segundo e gravar na mente o seu olhar único. Os meninos também são apaixonantes e infinitamente corajosos. E não só por eles estou apaixonada: Joyce, Hopper, Nancy, Jonathan... Você enlouquece junto deles, compreende as suas dores.
A série se passa na década de 80 e eu acho que algo que traz uma peculiaridade à série. Eu adoro esta década, os trajes, as suas particularidades. Isso me fez gostar também dos cenários, da fotografia da série, assim como dos efeitos especiais e de tudo o que eu conseguia ver. Se você gosta de suspense, gosta de uma série que te prenda do início ao fim e ainda entregue para você uma deixa angustiante para uma continuação, dê uma chance para esta. Não vai se arrepender.

 Por fim, depois de devorar a primeira temporada, percebi que tive a mesma sensação pós-Sense8: um desejo incondicional pela segunda temporada. Percebi também que o mesmo sentimento de "a próxima temporada precisa me explicar tudo" que eu senti depois de assistir ambas as séries é um sentimento desnecessário. Eu me perguntava sempre "por que isso acontece?", ao invés de perguntar "o que está por vir?". Não tinha parado pra pensar ainda que não devo perguntar o porquê, mas, sim, aceitar que aquilo existe (na série, é claro) e que o que vem sucessivamente é a história em si e não uma explicação do porquê de existi-la. Apesar das duas séries serem bem diferentes, percebi esta forte ligação entre elas: é um mundo de ficção introduzido no mundo real, e não o contrário, como é na maioria das séries. Eu achei isso incrível e por isso 5 luinhas para Stranger Things. E a boa notícia saiu ainda esta semana: a série já foi renovada para sua segunda temporada! Agora é só esperar para enlouquecer mais um pouco.


eu os amo e vou protegê-los.
 

                 

                                                       Contém Spoilers 




Sexta-feira passada, 18, foi lançada a 2° temporada de "Demolidor". Eu literalmente maratonei e acabei a temporada no outro dia de manhã. Nessa temporada, as coisas acontecem muito mais rápido que a anterior, e é dividida em basicamente 3 arcos: Justiceiro, Elektra e A Mão.


  


Sinopse:

 Matthew Michael Murdock (Charlie Cox) é um jovem atleta e excelente aluno. Ainda na adolescência, um acidente envolvendo um caminhão que carrega lixos tóxicos o deixou cego e fez com ele desenvolvesse vários sentidos. Quando Matt decide vestir o uniforme e adotar o nome "Demolidor" (Daredevil), leva uma vida dupla: é advogado durante o dia, e, à noite, protege as ruas de Hell's Kitchen, seu bairro em Nova York. 


                                                         Demolidor 


Sim, a primeira temporada de "Demolidor" estreou no ano passado, e está prestes a lançar sua 2° temporada, em 18 de março. Eu também já assisti há um tempo, mas não tinha parado para escrever sobre.
"Demolidor" foi uma grande surpresa para mim. Logo de cara, por ter censura 18 anos e por ter um tom que nunca tinha visto numa adaptação de HQ. A série possui 13 episódios com uma média de 50 minutos até 60 por episódio. Logo no primeiro episódio eu me assustei com o jeito que a violência é explicita, e não, isso não é ruim na série. A forma como o primeiro episódio apresenta Karen Page (Deborah An Woll) mostra como a violência se torna um objeto de tensão e o tom que os outros episódios irão ter.
Charlie Cox está perfeito na pele de Matthew Murdock, e sou apaixonada por ele desde Stardust - O Mistério da Estrela (sim, eu gosto), Elder Henson como Foggy Nelson, dá um ótimo alívio cômico, mas com claras cenas tensas.

                    

Rosario Dawson fez Claire Temple, mais conhecida como "A Enfermeira Noturna" nos quadrinhos, e ela se torna o interesse amoroso de Matt nessa primeira temporada. Mas provavelmente ela não irá voltar como personagem fixa da 2°temporada.
E chegamos ao vilão, Rei do Crime, ou Wilson Fisk, interpretado por Vincent D'Onofrio, que com certeza foi um dos elemento que fez a série funcionar tão bem. Já que vemos a criação do verdadeiro vilão e do Demolidor ao correr dos episódios, vendo a história de cada um. Quero ressaltar o episódio 8 "Sombras com reflexo" que conta mais a história de Fisk, e é simplesmente sensacional.
Todos os personagens são muito bem desenvolvidos, e gosto desse tipo de hierarquia de vilões que a série tem até chegar ao Wilson.
Os personagens secundários são muito bons, todos de certa forma envolvidos com os perigos de Hell's Kitchen, como vemos acontecendo com Karen e o jornalista Ben (Vondie Curtis-Hall). Os vilões além de Fisk, impressionam com toda a sua violência e influência, como vemos nos mafiosos da Yakusa, o assistente do Rei do Crime, James Wesley (Toby Leonard Moore), e os irmãos russos.


     

     

As lutas foram bem coreografadas e foi muito legal ver que o o Demolidor não é igual aos outros super-heróis que só ficam com um machucado no olho, ele definitivamente fica acabado, e teve momentos que jurei que ele ia ser pego.
Ah, quase ia esquecendo. A série é recheada de easter eggs e fazem aquele fan service que a gente adora. Não vejo a hora de fazer maratona da 2° temporada.

     

          





Esse gif é sensacional! Meus três amores lacradores. 
                     



Nota: Mil desculpas pelo tanto de gifs, mas eu não consegui me controlar! Demolidor se tornou uma das  minhas séries preferidas e você definitivamente precisa assistir. 


       
                                                                           


Não que eu precise dizer para alguém os porquês de assisti-la, mas durante esta semana eu me dispus a devorar, por assim dizer, a primeira temporada inteira - com muita vontade para assistir à segunda temporada. E confesso que só me dediquei a tal porque estava sem fazer nada e vi, passeando pelo Netflix, a série como uma das mais populares. Já havia visto algumas cenas no canal em que a série é transmitida (Canal Sony), mas nunca havia entendido realmente o seu propósito. Agora sim, posso dizer, essa é uma das melhores séries que eu já vi, não só pelo simples fato de ter paciência para vê-la.

How To Get Away With Murder

Sinopse: 

"Michaela, Wes, Laurel, Connor e Asher são ambiciosos calouros de Direito da prestigiada academia East Law School onde apenas os melhores alunos podem participar de casos reais. Eles competem entre si para conseguir a atenção da carismática e sedutora Professora Annalise Keating, na aula de Direito Criminal 1, também conhecida como "Como Se Livrar de Um Assassinato".


Eu ficaria horas aqui falando sobre cada personagem, mas não há nada melhor do que assistir à série e ir descobrindo mais e mais sobre cada um deles - isto a série não deixa a desejar: cada personagem tem o seu momento detalhado pela sua visão, pelo seu lado da história. A medida que o tempo vai passando, você vai entendendo e encaixando cada detalhe perfeitamente.
Bom, a primeira temporada é basicamente o seguinte: As aulas acabam de começar e você de cara já percebe o quão maravilhosa Annalise Keating consegue ser. A mulher é poderosa, não há uma pessoa que não note sua presença quando é feita. E a série destaca bastante isso, a força dela em momentos precisos. Contudo, ao mesmo tempo, também mostra seus momentos de fraquezas, os momentos em que ela se mostra como um "ser humano" também. 



A primeira temporada trata-se de um caso que Annalise precisa resolver, mas que envolve conflito de interesses, ou seja, não é tão fácil assim de se desenrolar. Os episódios são compostos por flashbacks intercalados com cenas do tempo real em que a história se passa, e não é difícil de acompanhar o tempo dos acontecimentos. Mesmo com este caso maior para ser resolvido, outros casos são assumidos pela professora, e desdobrados pelo seu grupo de alunos. 
Não há um segundo na série em que não haja tensão, dúvida e milhões de perguntas a serem respondidas. Aconselho, inclusive, que se caso se disponha a assistir, tire um tempo livre, um final de semana, até, pois a partir do momento em que se inicia, não dá para parar de assistir um segundo. 


Certas coisas eu acho interessante de se ressaltar, como o fato de que não há, em nenhum momento, um mocinho na história. Nem mesmo há um vilão específico. Todos erram, todos são hipócritas, todos julgam uns aos outros mesmo tendo lá os seus segredos. E com isso, cada um possui o seu papel importantíssimo na história, que mesmo não sendo revelado de cara, ao longo do tempo você acaba compreendendo o espaço daquele personagem em determinados cenários. 
Por fim, resolvi resumir em 5 tópicos as principais razões para se assistir HTGAWM:
  1. O tema: Eu descobri que aquilo que eu dizia ser falta de paciência com as séries é, na verdade, ansiedade para saber como as coisas vão desenrolar e quando a série não tem aquele gostinho de "quero mais", sinceramente, eu realmente não consigo lidar. Isso não acontece aqui. O tema da série muito me interessa. Todo o drama, o suspense, as investigações... Tudo isso me proporciona sede por querer mais e mais. E sem falar que você acaba acompanhando o dia-a-dia dos tribunais, das acusações, da vida dos advogados de defesa. E isso é demais.
  2. O enredo/desenrolar da coisa: Não tem como não se prender à série. Ela é muito bem contada, muito bem mostrada, e você fica abismado com o como as coisas são perfeitamente encaixadas. De acordo com que os acontecimentos vão se entrelaçando e você vai percebendo que tudo foi planejado propositalmente, acaba se tornando uma série de descobertas, de revelações a respeito de todos os personagens e você, querendo ou não, se prende a cada um deles.
  3. Os personagens: Não tem como não se apegar! Confesso que eu acho todo mundo ali um bando de louco, na forma mais coloquial da coisa. Todo mundo tem um parafuso a menos, um defeito absurdamente importante para o enredo, problemas e confusões que envolvem todo o grupo, mas mesmo com todas as divergências entre eles, não dá para imaginar o grupo se desfazendo de forma alguma. 
  4. A protagonista:

Eu já falei o quanto esta mulher samba? Ainda não aprendi a lidar com tanto glamour em uma pessoa só. E a forma como Annalise Keating (Viola Davis) é apresentada, a maneira com que vemos o quão errante ela é, a quantidade de defeitos que a tornam uma mulher completamente imperfeita, mas que não desce do salto nunca (não na frente de pessoas mais baixas que ela). Annalise nos encanta por ser um exemplo significativo de mulher forte que erra e aprende com seu erro de cabeça erguida. 

  1. O bônus:
 

Respectivamente, Connor Walsh (Jack Falahee) e Frank Delfino (Charlie Weber). É, eu também não sei como lidar com esses dois monumentos divinos desfilando pelo cenário da série! Definitivamente não sei. Eu precisava falar dos dois, mesmo que alguns os achem os mais apagadinhos da série, eles preenchem meu coração a cada vez que aparecem e fazem a cena ser mais completa para mim. Se vocês assistirem, entenderão a minha total e incondicional paixão.



Não vejo a hora da segunda temporada chegar ao Netflix (bora lá, né?) e apreciar mais, muito mais, de todo o drama e suspense que HTGAWM pode me proporcionar. Ficou claro que eu adorei, né? Então, nada mais justo que 5 luas para a primeira temporada da série!


Logo que assistir à segunda, trago para o blog o meu veredicto. Um beijo e até a próxima!