Autor(a): Catherine Rider 

Editora: Galera Record 

Nº de páginas: 239

Narração: 1ª Pessoa 

Sinopse:

Véspera de Natal, dois términos de namoro, um livro de autoajuda e a cidade de Nova York como cenário: Charlotte e Anthony, apesar das diferenças, embarcarão em uma jornada que os fará enxergar a si mesmos e a cidade a seu redor sob outras perspectivas. É véspera de Natal no aeroporto JFK, em Nova York. Mas Charlotte, uma estudante britânica que veio à cidade para um intercâmbio que acabou se transformando no pior semestre de sua vida, não está exatamente sentindo esse clima natalino: como se não bastasse ter levado um fora recentemente, percebeu que, devido a uma nevasca, não conseguiria retornar a Londres para passar a noite de Natal com sua família. É então que, sozinha no aeroporto e desesperada para ir embora, conhece Anthony, que coincidentemente, acabou de levar um fora - e pior: em público. Munidos de um livro de autoajuda, "Supere seu ex em 10 passos fáceis", e determinado a, de fato, superarem sua desilusões amorosas, os dois passarão a noite de Natal cruzando a cidade de Nova York - e, sem querer, embarcarão também numa viagem de autodescoberta que mudará sua trajetória. 

1. FAÇA ALGO QUE VOCÊ PAROU DE FAZER PORQUE SEU EX NÃO GOSTAVA. Pág 45

Desde que vi que a Galera Record iria lançar esse livro, fiquei super animada. Porque que tem uma capa linda, se passa em Nova York e um casal tentando super seus "ex" juntos, então foi o combo perfeito para fisgar uma Isabelle apaixonada por romances. E eu não me decepcionei. 

Charlotte está no aeroporto na véspera de natal, pronta para ir para casa depois de ter levado um belo de um chute na bunda e acaba ficando pressa em Nova York após seu voo ser cancelado por causa de uma nevasca. Esse é o cenário perfeito para um bom clichê, não é? Ela acaba vendo um rompimento, outro belo chute na bunda e por acaso deixa seu livro escapar e bater no garoto que foi chutado, algum tempo depois. E é óbvio que ambos, de corações partidos, iriam pegar aquele livro de autoajuda e decidir riscar cada passo. 

"— O que nunca muda — diz, por fim — são pessoas buscando outras pessoas. — Ela gesticula para a parede. — Quero dizer, a coisa comum a toda essa...pichação...é que cada uma foi feita à procura de que outro alguém o escutasse. Não importa se é alguém em especial — ela estica o braço e bate a unha contra uma das gravuras, o nome Robyn cravado profundamente no painel, então suas mãos recaem sobre a mesa, em um número de telefone aleatório — ou potencialmente toda a vizinhança. É provável que todo mundo que esceveu alguma coisa nesta parede só almejasse alguém para ouvi-lo." Pág 38

O objetivo do livro é bem simples e ele se passa durante algumas horas, o que não deixa de ser difícil, porque criar um vínculo e uma narrativa em pouco tempo é complicado mesmo. Principalmente quando o livro é escrito à duas mãos. Enfim, Beijos em Nova York, trata sobre se reestruturar, não apenas os corações quebrados de ambos, mas outras dores que habitavam ali. Anthony perdeu a mãe, Charlotte tem medo de Nova York não se tornar o seu lar quando chegar o dia de começar a faculdade de jornalismo naquela cidade. Então, seguir aqueles passos descritos em um livro de autoajuda, poderia soar idiota, mas foram necessários para ambos verem onde doíam e se permitirem horinhas de liberdade juvenil, e reavaliarem todos aqueles sentimentos que viveram. Será que eles amavam mesmo aquelas pessoas que partiram seus corações?

Lendo com um sorriso besta no rosto, acompanhei uma noite de véspera de Natal em Nova York, com tatuagens maus feitas, uma cachorra fofa (Mancada maravilhosa) e corações sendo costurados novamente em risadas de quase desconhecidos, que além de se conhecerem nessas horinhas, também aprendem a ver paixão um no outro. É lógico que eles também iriam se apaixonar, gente! E que inveja! Queria eu beijar em Nova York. 

Talvez tenha ocorrido um único probleminha pra mim, mas que acho melhor não comentar pois algumas pessoas poderiam ver como spoiler. De resto, foi só felicidade e coração quentinho. 

                                     

                                                                             




Autor(a): Holly Black
Editora: Galera Record 
Nº de páginas: 322
Narração: 1ª Pessoa 

Sinopse:

Jude tinha 7 anos quando seus pais foram assassinados e foi forçada a viver no Reino das Fadas. Dez anos depois, tudo o que ela quer é ser como eles - lindos e imortais - e realmente pertencer ao Reino das Fadas, apesar de sua mortalidade. Mas muitos do povo das Fadas desprezam os humanos. Especialmente o Príncipe Cardan, o filho mais jovem, mais bonito e mais cruel do Grande Rei. Para ganhar um lugar na Alta Corte, ela deve desafiá-lo...e enfrentar as consequências. Envolvida em intrigas e traições do palácio, Jude descobre sua própria capacidade para truques e derramamento de sangue. Mas, com a ameaça de uma guerra civil e o Reino das Fadas por um fio, Jude precisará arriscar sua vida em uma perigosa aliança para salvar suas irmãs, e o próprio Reino. Com personagens único, reviravoltas inesperadas, e uma traição de tirar o fôlego, este livro vai deixar o leitor pedindo bis - querendo mergulhar de cabeça na continuação deste universo. 

"Mas nós sempre almejamos coisas idiotas. Isso não quer dizer que devemos obtê-las" Capítulo 19

Estou saindo do Reino das Fadas, os pés descalços, os cabelos desgrenhado. Ainda estou em choque com tudo o que presenciei, com todo o sangue que sujou minhas vestes. O Reino das Fadas é um lugar traiçoeiro, com suas próprias regras e marcado por violência e vinhos cor de ouro. Tudo é absolutamente mágico e até as flores, aparentemente tão inofensivas, podem ser venenosas. 
Nessa corte tão perigosa, a rosa com espinhos é Jude Duarte, a menina sequestrada do mundo mortal com suas irmãs quando havia apenas 7 anos. Ela parece inofensiva, mortal demais aos olhos feéricos, mas vejo nela o maior perigo de todos. Existe ódio e fome de poder. Era como se ao longo dos dias, eu visse sobre seus olhos o desmonte da antiga Jude e o que ela estava se tornando com cada pequena ação. O que ela estava se permitindo ser. E é engraçado que ela mesmo diz isso. 
Em meio a um jogo por entre as sombras e festas glamourosas, uma trama era formada e entrelaçada e no pião da rainha estava Jude, calculando seus passos minuciosamente. E eu não estava preparada para tudo o que presenciei, para os corpos atravessados por espadas e pela crueldade que não se fazia presente em um único corpo. 


"— Você sabe o que significa a palavra mortal? Significa nascido para morrer. Significa merecedor da morte. É o que você é, o que define você: mortal [...]" Capítulo 9
Entrelaçados nessa trama estão a realeza do Reino das Fadas, e lógico, Cardan, o conhecido príncipe cruel. O interessante foi analisar, enquanto me escondia nos bailes, que ele estava longe de ser o pior de todos. Na realidade, criei muita afeição a ele. Mas ele tem muito a ser mostrar ainda e estou ansiosa para isso, por mais surpresa que eu possa ficar. 
Em vários momentos me vi passando os dias e noites ainda em choque, sem saber em quem confiar (e não confiando em ninguém) e presa a uma mente que estava mudando muito rápido. Não existe preto no branco aqui, muito menos o que é necessariamente errado e certo. Alguns sacrifícios serão necessários para a realização dos objetivos e para isso, muitas pessoas sairão feridas e marcadas para sempre. 
Enfim, enquanto ando a procura do meu destino, sentindo as raízes das árvores sob meus pés, eu sei que em breve voltarei para cá, e que esse lugar mudará drasticamente e uma nova história começará. Por mais medo, choque e desconforto que eu tenha sentido, o Reino das Fadas encanta tanto quanto incomoda e ele é irresistível, como o doce que sabemos que faz mal mas mesmo assim comemos. 

           







Autor(a): FML Pepper 
Editora: Galera Record
Nº de páginas: 406
Narração: 1ª Pessoa

Sinopse:

O azar pode ser a sua ruína. A sorte também. da mesma autora da trilogia Não pare! Rebeca, uma garota sem escrúpulos ou fé, criada para ser uma ladra. Códigos decifrados. Uma conta milionária invadida. Diamantes. Desaparecer do mapa. O esquema para o maior golpe de sua vida é irretocável, perfeito...até encontrar Madame Nadeje, a enigmática cartomante do decadente parque de diversões. Ouvir seus segredos mais íntimos seguidos de profecias perturbadora, entretanto, não impedem Rebeca de ir adiante e...pagar o preço! Seu mundo matemático e lógico desmorona ao enfrentar as previsões da vidente, e sua vida se transforma em um pesadelo. Caçada por criminosos, a jovem acredita que a saída está no treze, o número agourento lançado em forma de charada que, contra qualquer lógica, é justamente o caminho a seguir e, quem sabe, sua salvação. Karl, um orgulho e passional lutador de MMA, passa por uma grande decepção. Incapaz de aceitar derrotas, ele comete um erro estúpido e, de herói, se torna vítima em segundos. Um acidente deixa em seu cérebro um coágulo inoperável que pode se romper num piscar de olhos, a vida por um fio. Determinado a esconder a terrível condição de todos, ele resolve levar uma vida tranquila e passar longe de brigas. Um plano perfeito...até conhecer Rebeca! Por ela, Karl seria capaz de jogar toda precaução pelo ralo, seria capaz de tudo, inclusive aceitar que a derrota pode ser a sua salvação.

Já tinha visto algumas postagens sobre esse livro e também conhecia o trabalho da autora através da trilogia Não Pare! (Apesar de nunca ter lido) e sempre fiquei curiosa sobre essa mulher que conseguiu espaço em editoras grandes e que escreve sobre fantasia.  Fiquei mais feliz ainda quando ele veio falar com a gente, perguntando se não toparíamos ler 13. Então estou aqui para falar sobre esse livro que é uma mistura de várias coisas, mas que possuí um equilíbrio impressionante. 
"Se o amor fosse bom, não prenderia, mas sim libertaria. Quem ama deveria dar sem pedir nada em troca. E todo mundo quer algo em troca. Todo mundo..." Capítulo 4
Rebeca é da bandidagem (como ela mesmo gosta de dizer), só faltou dizer "eu sou o crime", para que eu risse mais. Enfim, ela é uma rata da computação e junto com a sua mãe pretendem fazer o golpe de suas vidas a La Casa de Papel, para poderem fugirem e nunca mais sofrerem. É óbvio que tudo dá errado. Mas ela já havia sido avisada antes pela Madame Nadeje quando foi a uma parque de diversões, que mais parecia um lugar com epidemia de tétano, com a melhor amiga. Madame Nadeje, com as suas bijus e lenço na cabeça, mais parecia mais uma picareta de plantão, mas disse tudo o que Rebeca não imaginava ouvir e tudo o que viria se tornar realidade. O golpe dá errado, ela acaba sendo vigiada pela polícia e fazendo alguns trabalhos para eles e está a caminho da segunda faculdade (onde Madame Nadeje disse que conheceria o amor de sua vida).
Karl Anderson, "A Fera", é um lutador de MMA em ascensão, acabou de vencer a luta que vai alavancar a sua carreira quando tudo dá errado. Karl descobre que é corno (muuuuu), porque ele estava sendo muito vacilão, fica com ódio e acaba se condenando ao sair de moto vuado (rápido para quem não é do Ceará) e obviamente acaba se acidentando. Bum! Um coágulo no cérebro inoperável surge em sua realidade, sentenciando o fim da sua vida de lutador. 
"Percebo que meus lábios parecem um espelho e se levantam ao menor sinal do sorriso estonteante dela. Apesar da baita enxaqueca, estou flutuando." Capítulo 12
Acontece realmente muita coisa no livro, com cenas realmente alucinantes, e uma que me deixou muita apreensiva, no melhor estilo de: "Meu Deus, isso não tá acontecendo.". Karl e Rebeca tem uma química imediata e ele parece se encaixar nas características que Madame Nadeje falou sobre o décimo terceiro namorado, porém, nem tudo são flores e outro cara surge, se encaixando nas mesmas características ditas pela vidente. Queria dizer também que Karl é um fofo e fiquei realmente muito envolvida pela relação dos dois e do ponto de virada que cada um significou na vida um do outro, e  que só podia ser muito amor, porque se fosse eu, tinha fugido de Rebeca na mesma hora (ô menina pra ser imã pra problema).
Apesar de Rebeca querer muitas vezes se forçar a ter algo com Eric (o outro boy), a atração e os sentimentos com Karl são muito claros e fazem uma bagunça na sua cabeça. Existe muita conexão entre os dois, mas tudo em volta acaba os sabotando (inclusive eles mesmo e a amiga de Rebeca, Suzy) e as coisas vão se acumulando e acumulando, deixando o leitor em um estado imenso de tensão.
          "Sou a cidade com as horas contadas, prestes a ser inundada." Capitulo 26
Enfim, para finalizar, eu nunca imaginei que o livro fosse falar sobre fé. Rebeca é uma mulher muito cética e realmente acredita que o seu fardo é nunca encontrar a felicidade, em como não existe espaço para isso em sua vida. Realmente, no final, a gente percebe que a história é muito mais sobre Rebeca se encontrar consigo mesma, sobre se refazer como pessoa e criar laços. É uma jornada difícil de realizar e bonita de acompanhar. Acredito que todo mundo já teve os seus momentos de reflexão e cada dia é mais complicado acreditar no ser humano, então livros como esses são importantes para a gente poder refletir sobre certas coisa e revisitar antigos questionamentos.  
Também é importante dizer que o livro não é religioso, acho que diante a tantas temáticas ele está longe de ser, mas deixa uma mensagem muito importante sobre segundas chances, perdão, e sobre quem queremos ser hoje.