POST DISCUSSÃO 

Acho que o que mais escutamos neste mundinho literário é: "é clichê, mas...", "é romance, mas...", "é isso, mas...". E pensando com meus botões quando faço qualquer coisa aleatória e observando pensamentos de algumas amigas, cheguei a conclusão (nada científica), que não é sobre o que a história se propõe a contar, mas sim como ela é contada. 

Veja bem, várias histórias são criadas e lançadas todos os dias, é muito óbvio que mais de uma pessoa terá a mesma ideia. E tudo bem, afinal, existem inúmeras histórias com a mesma premissa e que são diferentes entre si. Por exemplo, na época do lançamento de Jogos Vorazes houve um "bum" de livros distópicos, assim como na época dos livros de anjos e a grande revolução dos livros de CEO. Inclusive, o tanto de livro que tem de CEO não está escrito nesta terra! Essas premissas repetidas também estão presentes em suspenses, quando alguém é morto ou sumiu e outra pessoa vai atrás de descobrir a história e nesse meio tempo acontece uma perseguição ou algo do tipo. A fantasia vai pelo mesmo caminho. É basicamente uma pessoa que vai resolver tudo e vai se descobrir como o grande foda do babado, ai tem maldição, profecia, um objeto mágica e blá, blá, blá. Além da conhecida "Jornada do Herói" que foi usada em grandes produções como Senhor dos Anéis, Star Wars, Harry Potter a aí vai. 

Então, para concluir meu pensamento, fica a minha reflexão de que não é porque uma história se propõe a contar a algo desde algo básico como amigos que se apaixonaram ou algo super polêmico e dramático como uma relação incestuosa, que automaticamente você vai saber se a história é boa/ruim. Acho que já provei meu ponto, né? Agora quero saber a sua opinião, me diz aí. 

                                                                              

Post Discussão 

Hoje chegamos com mais um post discussão e de um assunto que eu sei que faz algumas pessoas tremerem na base. Então, vamos falar sobre resenhas negativas e porque elas não devem ser um tabu, pelo menos na minha opinião. 
É lógico que a gente sempre quer amar um livro, ser conquistado por uma história e transcorrer sobre o tanto que ela é incrível e tal, mas ao longo da nossa jornada como leitor, nós iremos nos decepcionar. Isso é lógico. As histórias se comportam de forma diferentes para cada pessoa, afinal, nós somos pessoas diferentes, com morais e conceitos próprios e isso impacta diretamente na nossa visão da leitura. E porque eu tô dizendo isso? Exatamente para expressar que eu posso odiar um livro e você amar. 
Agora sobre o ponto de resenhas negativas, eu realmente entendo quem tem essa trava, porque eu  mesma tenho. Morro de vergonha de falar para um autor nacional que eu não gostei do livro dele/dela, mas também entendo que elas são necessárias. Afinal, a grande questão de compartilhar experiências literárias na internet tem a ver com a diversidade de sentimentos que sentimos, e às vezes eles simplesmente não são bons. E discutir sobre problemáticas de uma história que você não gostou também é importante para que haja uma discussão, sobre como o tema foi abordado, quais sãos os pontos negativos que você enxergou. Afina, isso tudo gera uma construção de conhecimento e aprofundamento na narrativa.
Por último, falando como autora, saber a opinião do outro, sendo positiva ou negativa é muito importante. Alguém falar que seu trabalho é ruim não é maravilhoso, óbvio. Mas são com os erros, revisões e novas percepções que nós podemos melhorar de um trabalho para o outro. 
Agora me digam a opinião de vocês. Vocês tem receio de publicar uma resenha negativa? Não gostam?

 
                                                                             


Post Discussão - Consumismo Literário

Olha ai quem está de volta! Depois de um bom tempo, estamos de volta com o post discussão, para a gente ter aquela treta saudável. Hoje em particular quero discutir com vocês sobre um assunto que tem me atingido desde que li alguns textos da faculdade, mais especificamente o texto "Superficiais" de Nicholas Carr e o capítulo 2 de Vida de Consumo do Bauman (bem universitária). É muito claro que a gente consome porque estamos numa sociedade consumista e atuamos como blogueiras/ig literários e o nosso trabalho é falar sobre livros, então automaticamente a gente tem que comprar. Meu papo com vocês talvez vá para um lado outro, porque eu não vejo problema em você querer consumir algo porque deseja aquilo, mas sim quando esse "ter" é mais importante porque te dar algum status dentro dessa comunidade. E isso é natural, a gente sem querer quer se encaixar num quadrado, se fazer vendável, e isso inclui no "ter", no "ser". Não sei se vocês me entenderam direito, eu sou meio confusa mesmo. 
Mas você já parou para pensar que nesse local que estamos, na plataforma na qual atuamos, nós nos tornamos um produto e consumidores? Então, como eu me torno mais vendável para vocês? É lendo os livros que estão na moda? É falando mal por falar mal? É tendo uma estante super bonita? Tirando fotos iguais tantas outras (e que às vezes eu nem queria tirar)? É fazendo stories coloridos e filtrando a minha cara? É isso que vocês querem consumir? Parece meio chato falar tudo isso, mas é uma reflexão sobre todos os quadrados que nós mesmos nos colamos e como o consumismo não é exatamente sobre comprar livros, mas sobre se tornar também um produto. 
É sobre tratar pessoas como números. Vocês são a nossa mercadoria que vamos usar quando nos inscrevemos em uma parceria e falamos "isso é o que podemos oferecer a vocês". Da mesma forma é quando eu consumo algo de alguém e espero que ela me entregue o que eu quero. Talvez eu tenha falado demais e nem sei se vocês me entenderam. Mas queria terminar esse textão perguntando: qual foi a última vez que você postou algo inteiramente para você? Qual foi a última vez que você não se travou por aquilo não parecer "padrão"?