Agosto será um mês temático aqui no blog. Nos dedicaremos ao gênero da fantasia. Se tudo caminhar conforme o planejado, teremos seis post por semana (sangue de Cristo tem poder), entre eles falando sobre o universo da fantasia em si, algumas curiosidades, posts mais engraçadinhos de 50% dos livros (nossas bruxas vão relatar suas experiências) e lógico, as resenhas. E claro, vocês podem participar desse mês com a gente, nos acompanhando nas nossas leituras ou fazendo as de vocês e compartilhando suas jornadas com a gente. 

#AgostoFantástico

Uma terra neutra, que comporta Edla, um reino bruxo muito antigo, está ameaçada. Depois de Igrid, uma jovem bruxa ter se apaixonado pelo príncipe Mattys, a terra que equilibrava os diversos mundos corre perigo. Para tentar salvar sua terra, Letícia e Isabelle terão que embarcar em uma jornada entre mundos desconhecidos e só aceitarão a vitória.
                                                                                A jornada das duas bruxinhas já começa por caminhos diferentes. Depois de tomarem rumos separados, a bruxa Isabelle entra em Adarlan e acaba conhecendo uma assassina muito perigosa, além de um reino cruel.
Já a bruxa Letícia, montada em Fenrir, irá chegar muito perto do livro do mundo que tanto precisa resgatar. Só que, bem, não vai ser tão fácil assim. Ela vai encontrar tudo e mais um pouco pela frente. 






Isabelle, depois de deixar o castelo de vidro, entra no mundo das fadas. O que ela não esperava era encontrar um reino cercado de mentiras e crueldade. No entanto, trajando roupas bonitas e penteados elaborados, ela irá atrás do seu destino. Por outro lado, após sua jornada viajando entre mundos e pela Biblioteca, Letícia irá embarcar em um jogo perigoso e que pode trazer sérios riscos à sua vida e, claro, à sua missão. Por lá, ela também encontrará uma irmã perdida e...








Isabelle mergulha no último portal e é transportada para um mundo de rituais, onde acaba conhecendo A Criadora de Ossos. Agora, ela terá que cumprir a última parte da missão e encontrar Letícia para tentar salvar a Terra Adormecida.  Isso se ela conseguir voltar. Depois de escapar do Caraval, Letícia segue seu rumo a caminho de Camelot com a jovem Guinevere. Só que a questão é que sempre há pedras no caminho. Guinevere vai lutar para chegar em Arthur e Letícia, sem poder revelar sua identidade, se questiona se conseguirá voltar para casa com o livro do mundo.



 

Esperamos do fundo do nosso core que vocês gostem e participem desse projeto com a gente, estamos trabalhando e nos esforçando muito para trazer um conteúdo muito legal para vocês.  Que o medieval versão funk comece, pois estamos iniciando nossa jornada, bebê!




No dia 21, terça-feira, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentou a primeira fase da proposta de reforma tributária do governo ao Congresso Nacional. Nesta proposta, está a unificação de dois impostos, o PIS e o Cofins, que se tornariam o CBS, Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços.
E porque isso é importante para a gente? Bem, caso essa proposta seja aprovada pelo Congresso, os livros passariam a ser taxados em 12% pelo governo, automaticamente os tornando mais caros. Os livros são isentos de impostos pela Constituição e no caso do PIS/Cofins, está protegido desde 2004 por uma lei, depois de forte pressão do setor. E agora com essa nova reforma, se abre uma brecha para que os livros voltem a ser taxados novamente. 
Provavelmente falar em 12% não dê uma dimensão do todo. Mas imagine assim: a arqueiro tá com um lançamento novo e você precisa muito comprar! Só que ao invés dos 40 reais tradicionais (que já são bem carinhos) nós passaríamos a pagar 44,80 (é um cálculo rápido gente, só multiplicar 40 x 1,12). Seria o acréscimo de R$ 4,80 em uma única compra. Agora imagina se fossem 4 livros por esse valor, seria R$ 179,20, ao invés de R$ 160,00, se os livros fossem 40 reais. 
Para muitas pessoas, isso pode ser um valor irrisório, mas para a maior parte da população brasileira, que tem renda em média de R$ 1.439, é muito dinheiro, principalmente quando você tem esse valor para se sustentar ao longo do mês. Além disso, o brasileiro lê em média 2,46 livros por ano! E a gente sabe que existe uma grande parte da população que não lê nenhum. Desse modo, essa taxação só desmotivaria futuros leitores (além de não contribuir em nada com os autores nacionais e editoras).
#NãoATaxaçãoDosLivros

                                                                                      




Hoje, dia 25 de julho é o dia nacional do escritor. A data foi escolhida em 1960 pelo ex-ministro da educação e cultura Pedro Penido, em comemoração a realização do I Festival do Escritor Brasileiro que ocorreu nesse dia em 1960. 

Mas hoje, 60 anos depois da escolha dessa data, o que devemos comemorar e o que mudou? Primeiro, comemorar e parabenizar tantos escritores maravilhosos que nos presenteiam com suas obras e que graças a internet conseguiram lutar por um espaço maior. Mas as coisas continuam não sendo fáceis, viu. Principalmente em um país que prefere taxar livro e afrouxar o liberamento das armas (isso aqui é assunto pra outro post, aguardem) e o que o incentivo a cultura continua sendo pequenininho. 

São pessoas que lutam diariamente por seus sonhos e pela possibilidade de pôr o sorriso no rosto de alguém. É quem briga com o papel em branco, sem saber às vezes como começar uma história ou terminá-la. É quem chora e sofre, porque às vezes é tão difícil! E levanta de novo, porque escrever é simplesmente um vício. É quem trata seus personagens como filhos e dorme frequentemente com eles na cabeça. É quem do nada está em algum lugar e uma vozinha sussurra: “psiu, deixa eu te contar uma coisa”. É quem cresce através das palavras e ajuda muitos outros a se encontrarem por elas. 

Muito obrigada por existirem e fazerem a minha vida muito mais feliz. E também, aos poucos vou tomando coragem de assumir esse posto de escritora, meio tímida, mas realizada demais. P.S.: Hoje já recebi meu primeiro “feliz dia”.




Quando eu era criança, a minha avó paterna dizia que "O Pequeno Príncipe" era o livro que todo mundo deveria ler e reler em diferentes fases da vida, porque ele sempre traria uma nova perspectiva sobre a história e causaria novas reflexões. Li quando era mais nova e confesso que não entendi muita coisa. Não me causou impacto, sabe? E por muito tempo não entendi o sucesso que esse livro faz com base nessa minha primeira leitura. 
No início desse ano, estava passeando por algum site de livros e vi a capa dele. Bateu a curiosidade de novo e resolvi reler, depois de mais ou menos 10 anos da minha primeira leitura. Foi completamente diferente da primeira, obviamente, e pude entender muito melhor porque gostam tanto.
Além de refletir sobre os significados dessa história, essa releitura me trouxe outra pauta: o costume de reler livros. Eu nunca tinha parado para pensar nisso, porque não tenho essa prática. Em 2020, com a quarentena e a pausa nas minhas aulas, andei arrumando a minha prateleira e separando alguns livros lidos há muito tempo para relembrar essas histórias. Também dei uma olhada em alguns livros já esquecidos na biblioteca do Kindle e percebendo como muitas histórias já se perderam na minha cabeça - restando apenas a sensação de que gostei muito ou mesmo nem tanto assim.
Uma dessas releituras foi a série completa de Harry Potter. A minha avó materna sempre amou muito e já releu tantas e tantas vezes que é capaz de ter trechos decorados. Eu, por outro lado, havia lido uma vez, quando era bem mais nova e os filmes ainda estavam em fase de lançamento. Embora ame todo o universo da história, sempre consumi mais os filmes e me preocupava muito mais em dedicar a minha leitura a coisas novas. Achava que não tinha como esquecer o suficiente para que a leitura fosse prazerosa e surpreendente. E, a título de registro, foi incrível reler essa saga; percebi como consigo gostar ainda mais da história, me "reapegar" aos personagens e fiquei presa - de uma forma bastante prazerosa - por alguns dias em um sentimento de nostalgia sem fim.
Outra história que resolvi revisitar foi a de "Por Lugares Incríveis". A adaptação saiu recentemente e foi assistindo a alguns vídeos de resenha que eu percebi como não lembrava de nada do livro e o filme, que tinha me causado indiferença, na verdade ficou bem ruim. E eu li esse livro em 2016, emprestado por um amigo. Ou seja, não precisava passar 10 anos para reler e ter novas sensações com essa leitura. Talvez seja mais como a minha avó paterna diz: a cada releitura, uma nova experiência. Talvez isso se encaixe a outros livros, não apenas a "O Pequeno Príncipe". 
Estou me propondo a reler essas histórias das quais tenho boas memórias sentimentais, mas pouquíssimos detalhes armazenados sobre a história em si. O único receio agora é reler e perceber que a minha percepção sobre o livro pode mudar completa e negativamente, mas isso é assunto para outro post. 
Vocês costumam reler? Acham que a releitura pode trazer novas experiências, mesmo naqueles casos em que você conhece de cabo a rabo o que livro está contando? Diz aí se você costuma refazer essas viagens ou se tem vontade de adotar essa prática. Até a próxima!




Inimigos que se apaixonam

Eu não sei vocês, mas eu adoro histórias que os personagens simplesmente se odeiam e depois descobrem que são absolutamente loucos um pelo outro. É simplesmente maior que eu, gente. E acho que não é só eu que sou apaixonada por esse clichê, porque ele vem se repetindo muito nos últimos anos e até encontrei uma lista no Goodreads sobre o assunto, vou deixar o link aqui. 
Mas eu escolhi segui uma linha bem tradicional com as duas dicas de hoje, mas quero fazer uma menção honrosa aos livros "O jogo do amor/"ódio"" da Sally Thorne e "Anything you can do" da R.S.Grey.

1. Orgulho e preconceito, Jane Austen 

Orgulho e preconceito já consegue dizer a que vem até no nome. Aqui a gente tem um clássico (literalmente) e para mim é uma das melhores representações de inimigos que acabam se apaixonando. Pois Lizzie e Darcy foram complicados um com o outro, mas no final a gente já sabia que tudo ali era amor, né. Além disso, você pode ter acesso a obra em dois formatos, já que o livro foi adaptado em 2005. 
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2. 10 coisas que eu odeio em você 

                       gif Black and White movie 10 things i hate about you 10 Coisas que ...

Esse filme é uma preciosidade e acredito que 90% das pessoas o assistiram pelo menos uma vez na vida. Aqui tudo é amor e tem o Heath Leadger! Eu vou chorar, pelo amor de Deus. Mas pra quem nunca assistiu o filme, basicamente Patrick (o personagem do Heath) é subornado para tentar conquistar Kat, porque assim sua irmã, Bianca, poderá namorar. Acho que vocês já perceberam que temos uma reunião de clichês nessa obra, com o mais detalhe ser meio bad boy e ela toda meio nerd. E tudo isso foi uma adaptação moderna de "A megera domada", ou seja, Shakespeare também era fã de clichê. 

                                                                             



Amigos que se apaixonam 

Particularmente, eu adoro um clichê. Daqueles bem água com açúcar e que eu já sei muito bem o que me espera no final da história. E existem algumas divisões nessa ruma de clichê que encontramos pelo mundo. Então, durante esse mês, decidimos falar sobre alguns desses que fazem nosso coração ficar quentinho e feliz. 
Lembrando que o fato de um livro, filme ou série ter um enredo clichê não significa que ele é automaticamente bom ou ruim. Tudo está na forma como a obra é conduzida e como nos familiarizamos com os personagens. 
Para o post de hoje, vamos falar sobre um tipo de clichê que eu particularmente a-d-o-r-o: Amigos que se apaixonam. Quem não ama uma bela história de melhores amigos e sofre horrores com ela? Eu sempre sou muito tombada por essas obras. 

1. Fazendo meu filme, Paula Pimenta 

                            Fazendo meu filme em quadrinhos - Volume 2: Azar no jogo, sorte no ...
                                   Fazendo meu filme em quadrinhos: Volume 2 - Azar no jogo, sorte no amor?

Fazendo meu filme é uma série de 4 livros que fez e faz muito sucesso no Brasil. Me lembro como se fosse hoje das minhas colegas do 9 ano pirando por causa da história da Fani e do Léo. E só pelo fato da Paula Pimenta ter conseguido estourar entre o público jovem no mercado editorial brasileiro que é tão difícil, demonstra como o seu material é bom. Na trama nós conhecemos Fani, seus vários amigos, e Léo. Eles são amigos há um bom tempo. Ele apaixonado por ela há mais tempo ainda, mas sem coragem de dizer os seus verdadeiros sentimentos para ela. Então, durante 4 livros acompanhamentos a história deles ao longo dos anos e como o amor pode ser beeem complicado. 
 


2. Simplesmente Acontece

  Filme assistido: Simplesmente Acontece - Dose de Ilusão

Olha, o tanto que eu sofri com esse filme não está escrito, viu! Aqui acompanhamos a história de Alex e Rosie, amigos desde a infância e puta merda, como eu chorei nessa bagaça! Aqui é muito claro para absolutamente todo mundo, mas todo mundo mesmo, que eles se amam, querem se pegar, dar uns beijo na boca e fazer uns filhos. Mas nãoooo. Sendo assim, somos levados por anos e anos de sofrimento, com tanta coisa acontecendo na vida deles e ainda tem um CASAMENTO para você se descabelar e sofrer mais um pouco. Enfim, o filme é baseado no livro de mesmo nome da Cecelia Ahren, aquela mesma mulher cruel de P.S. Eu te amo. Então, é uma dica em dobro. O filme está disponível no Prime Video. 

Acho que é isso, eu poderia falar sobre vários outro filmes e séries com esse tema, como "Se Miss Lizzy Falasse" e "O melhor amigo da noiva", mas agora quero saber de vocês quais são seus títulos favoritos envolvendo melhores amigos que se apaixonam. 

                                                                                      




Feel the Beat

Sinopse:

Em Feel the Beat, April (Sofia Carson) é uma dançarina que não consegue seu sucesso na Brodway e decide retornar à sua pequena cidade natal. Relutantemente, ela é recrutada para um grupo de jovens dançarinos desajustados para um grande competição. 

Sabe aqueles filmes da sessão da tarde, que a gente assistia deitada no sofá ou na cama? Ou quando assistíamos High School Musical e queríamos sair cantando por aí? Bem, é isso que senti com Feel the Beat, só que ao invés de querer soltar a minha linda voz, queria dançar como a boa dançarina que sou. 
O filme começa com April fracassando na sua vida como dançarina na Brodway e tendo que voltar para casa, em uma cidadezinha pequena nos EUA. Chegando lá, ela se vê na posição de professora de um grupo de jovens dançarinos diversificados e bem desajustados, preparando- os para uma grande competição. Além disso, ao voltar para sua cidade natal, April recontra seu ex-namorado (e que boy, meus amigos). 
A trama é bem simples, com April tendo que superar o seu orgulho e avaliar o que realmente é importante na vida, apreendendo o que realmente vale a pena com esse grupo de crianças maravilhosas. 

    Feel the Beat: Conheça o filme de Sofia Carson que está no top 10 ...
(Reprodução Netflix)

Por falar em crianças. Aqui temos um grupo bem diversificado, com crianças pequenas, maiores, pré-adolescente, uma surda e que possuem diferentes aspectos em sua vida. Por esse caminho, a dança também as une através das adversidades, conquistando inclusive os seus pais. 
Agora uma pausa para falar de Nick (Wolfang Novogratz). Apesar do romance entre ele e April não serem a figura central do filme, a fofura entre os dois é a coisa mais "iti malia, que lindos", e eu já tava "vamo se beijar, meu bebê". 

                       the novogratz | Tumblr
 (Reprodução Netflix)

Enfim, Feel the Beat é o filme perfeito pra assistir quando a gente tá meio pra baixo (ou não) e permitir ser feliz pelas pequenas coisas da vida. Acredito que o que faça uma obra realmente ser boa, não é uma trama super encaixada, cheia de peculiaridades e uma grande carga dramática, e sim em como nossos sentimentos são levados durante aquele período. E tudo o que eu senti com Feel the Beat, foi uma felicidade pura que há muito tempo não sentia. 

            

                                                                                   

O dia 28 de junho é tido como o Dia do Orgulho LGBTQIA+ desde 1969, quando uma série de manifestações de membros da comunidade foram realizadas contra a invasão da polícia de Nova York a um bar, "Stonewall Inn", em Manhattan. Numa época em que a expressão da comunidade era duramente reprimida, esse ato é considerado como o evento mais importante que levou ao movimento de luta pelos direitos LGBTQIA+ nos Estados Unidos. E é claro que isso reverbera para todo o mundo ocidental. 
Do meu lugar de mulher cisgênero e heterossexual, não sou isenta de deveres em relação à comunidade. Não acredito no discurso de "dar voz" a integrantes da comunidade; não, acho que essas pessoas já têm voz. O que podemos fazer é ajudar a propagá-la, fazer o que podemos para permitir a amplitude desta luta. Hoje, eu trouxe uma lista com indicações de filmes, séries e livros protagonizados por personagens LGBTQIA+, alguns (a maioria) criados/dirigidos por membros da comunidade, inclusive. Comenta aí se você tiver mais indicações, vamos aumentar essa lista!

Filmes

1. "Você nem imagina" (2020)

"Você nem imagina"
("The half of it") é um filme original da Netflix, que conta a história de Ellie Chu, uma adolescente reservada e tímida que faz as tarefas escolares dos colegas por dinheiro para ajudar em casa. Esse ofício sai um pouco da sua zona de conforto quando um de seus colegas, Paul, pede para Ellie ajudá-lo a escrever uma carta de amor para Aster Flores, por quem ele está interessado. E é aí que o conflito mora: Ellie também está interessada em Aster. É um filme muito sensível, com os sentimentos claros e, mesmo assim, confusos, na medida em que acontecem da mesma forma para todo mundo quando se é adolescente. Esta delicadeza nos permite alcançar sentimentos tão comuns desta fase. Além de que já são tantos filmes adolescentes de escola com o mesmo casal hétero clichê que este filme dá um novo rosto para a categoria.

2. Moonlight: Sob a luz do luar (2016)

Este aqui dispensa elogios. Foi o vencedor do Oscar 2017 de Melhor Filme, dentre outros prêmios e indicações angariados. "Moonlight" retrata a vida de Chiron, perpassando por três momentos distintos da vida de um jovem negro e gay morador de uma comunidade marginalizada de Miami. As três fases abrangem o bullying sofrido na infância, as crises da adolescência e traumas e tentações envolvendo o crime e as drogas na fase adulta. É também um filme muito delicado, mas em um viés diferente do anterior. Tem-se a questão LGBTQIA+ vinculada à racial e eu adoro como a trajetória do personagem é desenhada ao longo do filme. Além disso, acho o filme muito forte e certas cenas me emocionam muito. Atualmente, está disponível na Netflix. 

Séries

3. Sense8 (2015-2018)

Já falei sobre esta série aqui no blog (ignorem quaisquer erros, foi escrito há 5 anos) alguns anos atrás, mas logo vou dizer o motivo para ter trazido aqui nesta lista. "Sense8" foi uma das primeiras séries que vi inteira; antigamente, eu não tinha muita paciência para acompanhar muitos episódios, histórias muito longas... Hoje em dia, já vejo "Grey's Anatomy" (16 temporadas!) sem reclamar. Mas o especial em "Sense8" é que ela me abriu uma porta que eu não sabia nem que existia, muito menos que precisava ser aberta. Foi a primeira vez que tive contato com as diferenças entre gênero e sexualidade. Mediante a personagem Nomi, pude entender que uma mulher trans pode também ser lésbica uma vez que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Para algumas pessoas, esse entendimento pode parecer muito óbvio, mas para a minha cabeça de 15 anos que não tinha esse contato direto com a comunidade foi um momento de grande descoberta. 

4. She-Ra e as Princesas do Poder (2018-2020)

Aqui cabe uma menção honrosa à Thaís, minha amiga que me fez assistir à "She-Ra" mesmo que eu tenha travado um pouco na segunda temporada. Valeu muito a pena ter terminado. A segunda série que eu indico é um desenho animado, uma nova versão do desenho antigo de mesmo nome, do qual eu já ouvi meus pais falarem várias vezes, enquanto versavam sobre os desenhos que marcaram suas infâncias. Conta a história da rebelião de Adora (She-Ra) contra Hordak e a Horda. Adora lidera um grupo de outras princesas mágicas em uma aliança para derrotar seu inimigo. Se isso parece ser bobo e infantil, para logo por aí. "She-Ra" fala sobre amor, amizade e diversidade de uma maneira que eu não vi nada parecido em outro programa. Os personagens são muito identificáveis - não há uma personalidade perfeita, mas, sim, um misto de falhas e virtudes como nós também somos. E eu diria que é uma zona livre de masculinidade tóxica, com personagens femininas muito fortes e inspiradoras, além, é claro, dos personagens LGBTQIA+ (bem como a própria desenvolvedora da série, Noelle Stevenson), que não se restringem a um ou dois personagens gays ou lésbicas - uma diversidade muito maior de sexualidade e gêneros são apresentados no desenho. Queria eu ter tido um desenho desse quando era criança, ou que pudesse fazer o maior número possível de crianças (e adultos também) assistir a essa série. 

Livros

5. Um Milhão de Finais Felizes, de Vitor Martins (2018)

Este livro é a história de Jonas, um jovem que anda meio perdido e sem perspectiva do que fazer da vida e em posse de um caderninho lotado de histórias a serem escritas. Entre o conflito com os pais, que não o aceitam (muito menos a sua sexualidade), e os seus amigos maravilhosos, ele tenta seguir sua vida normalmente até conhecer Arthur, um garoto ruivo que mexe com o coração de Jonas. Li esse livro no começo do ano passado e o que restou dele em mim foi a coisa que mais me marcou ao fim dessa leitura: a sua família não precisa ser necessariamente as pessoas com quem você compartilha o mesmo sangue e sobrenome; muitas vezes, são aqueles que você escolhe, quem te apoia, quem está contigo nos melhores e nos piores momentos. São as pessoas que te amam e te respeitam exatamente como você é. Além de ser de um autor nacional, que me dá ainda mais vontade de indicar o livro.

6. A Arte de Ser Normal, de Lisa Williamson (2015)

Esta indicação, na verdade, é do livro que estou lendo agora, então não tenho como dizer ainda o que achei da história. No entanto, queria trazer uma história diferente, que eu mesma nunca havia tido a experiência de ler. Uma parte da sinopse: "David Piper tinha oito anos quando foi questionado pela professora sobre o que queria ser quando crescesse. Respondeu à pergunta com cuidado. Só percebeu que havia algo de diferente em sua resposta quando os colegas começaram a dizer o que queriam ser [...] Apesar disso, leu em voz alta o que havia escrito: "Quero ser uma menina"." Ou seja, trata-se da história de uma pessoa trans ainda jovem, descobrindo-se nessa transição. Pretendo ler e trazer a resenha no blog depois. 



Queria trazer muitos outros conteúdos para essa lista, como artistas da música, mas preferi não fazer um post muito longo. E se você não consome conteúdos sobre e produzidos pela comunidade LGBTQIA+, espero que essa lista possa ser essa porta de entrada. Mas se você já consome, espero que eu tenha trazido novas dicas para você. Que outros itens nós podemos adicionar? 
Lembremos de respeitar e valorizar todas as pessoas independentemente da data. Nenhuma cultura, crença ou valor justifica o ódio e o desrespeito. Love wins.








Antes de tudo, isso aqui não é sobre ninguém ficar pelado não, viu (apesar de que eu adoraria ler relaxando em uma banheira). 
Gosto de imaginar que quando a gente pega um livro para ler, estamos totalmente vestidos. Ainda não conhecemos aqueles personagens, não sabemos sua motivação e muito menos sua história. Então, é automático que encaremos aquilo com um pouco de desconfiança, lendo aquele ambiente da forma que nós vemos a vida, com nossa moral, preceitos e preconceitos. Ao longo do tempo, podemos ou não, começar a nos despir, ficando ou não, completamente nus diante dos personagens. Mergulhados em quem eles são e deixando a nossa própria história de lado. 
Mas o julgamento permanece intrínseco na gente, e vez ou outra, podemos pegar uma peça de rouba e dizer para o personagem: "Pera, você não fez isso!" ou "O que você tá pensando?". Esse combate obviamente é bom, pois estamos lindando com outras situações, muitas que provavelmente não viveríamos, nos questionando (e isso é sempre o importante) e lendo as situações criticamente. Dessa forma, não necessariamente a gente precisa estar nu e completamente entregue a uma narrativa, a gente pode tá vestido, cutucando, questionando e refletindo. 
Só que esse embate frequente entre leitor e personagem, ao meu ver, não é bom. Afinal, nós precisamos ser conquistados, mesmo que pelo incomodo. Para que depois que cheguemos ao ponto final, vestindo nossas roupas, repensemos que peça queremos tirar definitivamente ou colocar. 
               

                                                                                  


Autor(a): Kiera Cass 
Editora: Seguinte 
Nº de páginas: 344
Narração: 1ª Pessoa

Sinopse: 

Quando o rei Jameson se declara para a Lady Hollis Brite, ela fica radiante. Afinal, a jovem cresceu no castelo de Keresken, competindo com as outras damas da nobreza pela atenção do rei, e agora finalmente poderá provar seu valor. 
Cheia de ideias e opiniões, logo Hollis percebe que, por mais que os sentimentos de Jameson sejam verdadeiros, estar ao seu lado a transformaria num simples enfeite. Tudo fica ainda mais confuso quando ela conhece Silas, um estrangeiro que parece enxergá-la —  e aceitá-la —  como realmente é. Só que seguir seu coração significaria decepcionar todos à sua volta...
Hollis está distante de uma encruzilhada —  qual caminho levará ao seu final feliz?

O maior erro de um leitor (e provavelmente do ser humano) é criar a danada da expectativa. Eu errei aqui. Desde que vi sobre o lançamento do livro, involuntariamente, acabei criando uma expectativa muito grande, já que sou fã do trabalho da Kiera Cass. Mas pra quê? 
A história nos apresenta o universo de Coroa, mas focado no castelo de Keresken, que é onde conhecemos Lady Hollis, sua amiga Delia Grace e o rei Jameson. O recorte da história começa exatamente quando Hollis está se aproximando de Jameson e todos acreditam que ela se tornará a próxima rainha. Mas como a própria sinopse narra, temos a chegada de Silas, vindo de outro reino com a sua família para pedir abrigo ao rei Jameson. 
Sinceramente, se você esperava um triângulo amoroso (como eu esperava), isso não ocorre. Fica muito claro quem Hollis gosta durante a leitura e qual vai ser a sua escolha. 
"— Acho que serei obrigada a concordar com você. A posse mais valiosa que se pode ter é a garantia de um lugar no coração de alguém. É melhor do que qualquer colar, bem melhor do que quaisquer aposentos." Capítulo 15
Apesar da leitura ser fluída, porque a Kiera tem uma escrita muito boa, o problema da obra se fixa na falta de empatia pelos personagens. Eu pelo menos, não consegui me conectar com nenhum deles e dessa forma, o livro continuava trilhando seu caminho e eu me via apática, não me impactando de verdade com o desenrolar da narrativa. 


Então, quando chegamos no final do livro, onde eu deveria sentir um soco na minha cara por tudo o que havia acontecido ou pelo menos ter ficado nervosa, isso não me ocorreu. Só li e fiquei: "Gente, o que é isso?!", porque até para uma narrativa fictícia, parecia irreal. 
"Eu tinha dito que ele não me deiaria queimada. E ainda acreditava nisso. Se eu acabasse em chamas, seria ppr minha própria culpa."
Talvez realmente o grande trunfo do livro seja ele ter pelo menos me deixado curiosa sobre a ambientação política e o que pode acontecer no próximo volume, já que termina como se fosse o primeiro episódio de uma série, depois de fazer uma breve estruturação do que aconteceu no passado, para que a "treta" realmente comece. Nesse sentido, senti que estava lendo um prelúdio de algo muito maior que viria. 
Enfim, eu realmente queria ter gostado do livro e minha decepção foi exatamente essa. No mesmo período eu estava fazendo uma releitura de A Seleção e a diferença é gritante. Enquanto em um eu suspirava e me via eufórica, no outro eu não sentia nada.