Clichês fantásticos




"Mas nós sempre almejamos coisas idiotas. Isso não quer dizer que devemos obtê-las" Capítulo 19
"— Você sabe o que significa a palavra mortal? Significa nascido para morrer. Significa merecedor da morte. É o que você é, o que define você: mortal [...]" Capítulo 9

Tá, vou ter que falar bem rápido porque muita coisas estão acontecendo por aqui. Para quem não sabe, faz pouco tempo que minha missão em Adarlan terminou e eu atravessei o portal espelhado para o Reino das Fadas. Sinceramente, estou assustada.
Quando cheguei aqui não sabia tanta coisa, além de que provavelmente as fads não seriam muito legais. Mas eu não esperava tanto. Tive que me encantar e me personificar em feérica para conseguir passar mais despercebida (ainda não sei se foi uma boa escolha), mas em todo momento ando assustada, com medo de comer algo envenenado ou ter que me revelar para me proteger.
"Então você simplesmente decidiu isso? Achei que não funcionava assim. Sempre pensei que o amor acontecesse quando você menos esperasse, como uma dor de cabeça" Capítulo 5
Por aqui conheci Jude, Taryn e Vivi, garotas trazidas do mundo humano quando ainda eram muito meninas e já presenciei muitas crueldades realizadas com as duas humanas (afinal, Vivi também é feérica). Mas Jude, munida de raiva e um ódio crescente vem se preparando para um jogo extremamente cruel. A única certeza é que não será bonito de se ver.
— Porque você é com uma história que ainda não aconteceu. Porque quero ver o que vai fazer. Quero ser parte do desenrolar da história." Capítulo 11
Cardan, o tal príncipe cruel, tem algum "que" de mistério e admito que estou muito curiosa para encarrar sua real fase.
Por fim, aqui é um ambiente totalmente mágico, tudo parece ter vida. mas admito que não estava preparada para sapos gigantes servindo como transporte. Agora vou me calar e realmente espero está bem para o fim dessa jornada louca.
Relato de Isabelle, a bruxa, disfarçada de feérica.
Olá, se você ainda não me conhece, sou Isabelle, a bruxa (sempre importante frisar) e hoje fui enviada pela anciã para falar sobre os feéricos. Na definição encontrada nas pesquisas no Edla Search, encontramos a seguinte coisa: fe.é.ri.co: 1. Relativo ou pertencente ao mundo do imaginário, do que não tem ligação com a realidade concreta e factual; fabuloso, fantástico, mágico. 2. Que diz respeito as fadas. Além disso, a palavra feérico vem do termo "feérique", que, por sua vez, vem do substantivo "fee", que significa "fada". Ou seja, é tudo fada.
Mas diferente da percepção apresentada a vocês, humanos, os feéricos não necessariamente são aqueles seres minúsculos com asas transparentes, passadas nos contos de fadas. A mitologia do povo feérico, deriva da mitologia celta, nela, eles acreditavam nesse povo que vivia no "Outro mundo". Mas o que seria esse "outro mundo"? Na visão dos antigos povos celtas a vida era concebida como existindo três níveis distintos, integrados em cada ser. Os três níveis eram: físico, metal e espiritual. E as pessoas só alcançariam a visão do espírito, se encontrassem o equilíbrio entre esses 3 níveis e lá, nesse outro mundo, viveriam os feéricos.
Mas também existe a versão que o "Outro Mundo" seria as pequenas colinas ou terra onde vive os feéricos ou "povo de sídhe" (que seria o povo das colinas), e isso teria acontecido pois eles seriam o povo da deusa Danu, que abandonaram a Irlanda para viver no Outro Mundo depois de derrotados pelos milésios (o atual povo irlandês). E nisso, como sinal de rendição, os Tuatha Danuann (povo da deusa Danu), concordaram em viver no subsolo, em síde, as pequenas colinas. Caso você queira saber mais sobre o povo sidhe, clica aqui que existem mais informações, e aqui para descobrir sobre a mitologia celta e como teria sido a formação do povo feérico.
E como elas começaram a serem representadas na literatura? Além de claro, estarem presentes nos folclores, as fadas encontraram seu espaço na literatura de entretenimento nós séculos XII-XIII. Isso aconteceu com o despontar da literatura narrativa de Corte nas segunda metade do século XII, utilizando os temas como "a fada que se deixa surpreender pelo cavaleiro por quem se apaixona, etc", se tornando constante nos lais e romances de cavalaria franceses do final do século XII em diante. (MORÁS, Antônio P.V.).
A Rainha das Fadas: Personagem de um poema épico do inglês Edmund Spencer e se passa no mundo mítico do Rei Arthur. (Datado de 1715). Poema original aqui.
Morgana Le Fay: Faz parte das lendas Arthurianas, sendo a sacerdotista na Ilha de Avalon, na Bretanha e meia-irmã de Arthur. As lendas Arthurianas tiveram inicio desde o idade média e faz sucesso até hoje.
Titânia: Rainha das fadas na obra Sonho de uma noite de verão (1605) de William Shakespeare
Referências: Dicionário Michaelis; Wiktionary; A tradição feérica e o povo das fadas; Das representações míticas à cultura clerical: as Fadas da Literatura Medieval; WikiFandom; Fada Morgana; Rei Arthur; 10 das principais fadas da literatura; Folha d.São Paulo (COTIDIANO).
A Linguagem era sua liberdade. (Capítulo 22)
Mas não lhe darei minha missão, não lhe darei meu aprendiz; e, se eu fosse o tipo de pessoa que tem ratos como animais de estimação, não daria a você nem mesmo o meu rato. Entendido? (Capítulo 3)
A Linguagem - o poder dos Bibliotecários - é muito surpreendente. Eu, como uma bruxa que já passei por vários mundos e tive contato com diversos tipos de magia, foi a primeira vez que presenciei uma manifestação tão específica e tão complexa quanto esse poder. Mas, de certa forma, estar perto de Irene fazia com que eu e os outros nos sentíssemos seguros.
Neste universo, a Biblioteca é a maior das autoridades - ou pelo menos se enxerga assim. E os anciãos dessa associação secreta guardam muitos segredos que fazem os seus agentes agirem, em grande parte, apenas em nome da fé e da sua lealdade em relação à Biblioteca. Algumas vezes, observando Irene, questionei se ela não tinha dúvidas sobre a lealdade da Biblioteca em relação a ela - visto que tive a sensação de que a Irene poderia dar a vida pelo livro.
[...] todos nós ligados à Biblioteca somos pessoas que escolheram essa forma de vida porque amamos livros. Nenhum de nós queria salvar mundos. (Capítulo 14)
Em nossa jornada, havia tanta incerteza, um medo que tentávamos esconder sob o propósito de cumprir o plano para a Biblioteca, que mal podíamos conseguir um tempo para respirar fundo. Foi enérgico, do início ao fim. Fiquei encantada com o fantástico deste livro, até com a Londres caótica deste alternativo. Além disso, fiquei ansiosa para embarcar em outras buscas com Irene e Kai, por outros alternativos ainda mais maravilhosos, mas precisei deixá-los para trás. Pretendo voltar a encontrá-los um dia, mas minha próxima jornada será rumo a Caraval.
- Então qual é o objetivo da Biblioteca? - perguntou Vale. / - Salvar livros - respondeu Irene com firmeza. (Capítulo 14)
Desde que me separei de Isabelle quando atravessamos o Vale de Usib, estou explorando um dos mais inusitados lugares fantásticos em que já estive. Quando fui enviada para esta jornada, a anciã me informou que eu encontraria todo tipo de magia e criatura, além de tecnologias não catalogadas, e teria de fazer o máximo possível para me disfarçar.
Estou acompanhando a passos cuidadosos a missão de Irene, uma Bibliotecária em busca do manuscrito original dos Irmãos Grimm, volume 1 de 1812, no momento localizado em Londres, paralelo B-395. É um livro importantíssimo para a Biblioteca - um lugar com passagem para vários mundos, alternativos com muitas peculiaridades entre si. A missão a levou para um alternativo infestado pelo Caos, onde a Bibliotecária não só pode, como deve desconfiar de tudo e de todos - não há ninguém essencialmente "do bem".
"Um alto nível de Caos significava que eles podiam esperar encontrar seres feéricos, criaturas do Caos e da magia, capazes de tomar forma e provocar desordem em um mundo tão corrompido. E isso nunca era uma coisa boa. [...] O Caos fazia os mundos agirem de forma irracional." (Capítulo 2)
Neste local, em quarentena devido ao Caos, pode-se esperar todo tipo de manifestação mágica. Até agora, nos deparamos com vampiros, feéricos, outros Bibliotecários problemáticos e houveram uma ou outra menções a lobisomens e feiticeiros, além de dragões e as grandes incertezas sobre os seus reais poderes.
Os Bibliotecários detém um poder que nenhuma outra criatura sequer tem conhecimento - a Linguagem. Até agora, mal pude entender como ela funciona, mas é um poder que exige muita precisão e bastante cuidado com as palavras.
Desde o primeiro capítulo estamos vivendo grandes aventuras e estou farejando um romance nascendo entre Irene e seu aprendiz, Kai. No entanto, embora encontre muitos detalhes sobre os locais, as aventuras e até mesmo as aparências dos envolvidos, não sei se posso dizer que já conheço Irene tanto assim. Já presenciei grandes reviravoltas e ainda tenho metade do caminho pela frente. Que a anciã Rogéria esteja conosco!
Hoje pela manhã recebi um pergaminho da anciã Rogéria, me pedindo para trazer um apanhado de alguns animais fantásticos, os quais eu, que aprecio muito a fauna encantada, estou catalogando há anos. Consultei o meu acervo e selecionei alguns dos que julgo serem os mais importantes para você, que está conhecendo o nosso universo agora.
1. Dragões: Os mais conhecidos seres fantásticos, estão presentes na mitologia dos mais diversos povos e civilizações. São animais enormes, geralmente com aspecto reptiliano (semelhantes a imensos lagarsos ou serpentes). Na maioria das vezes, apresentam asas, plimas, poderes mágicos e podem cuspir fogo. Em alguns mitos, são apresentados literalmente como grandes serpentes, como eram os primeiros dragões da mitologia. Dependendo da cultura e mitologia do local (podem ser encontrados no folclore chinês ou no europeu, por exemplo), os dragões assumem diferentes significados para a sua mitologia: podem ser apresentados como fontes de força e grande sabedoria (como a aciã Rogéria) ou como criaturas ferozes. Estou deixando Adarlan, minha jornada acabou por aqui, por enquanto. Quando pisei nessa terra, sabendo apenas algumas coisas que anciã deixou escapar, não esperava me surpreender tanto. Pois um começo e um fim se traçou aqui. Celeana, a assassina antes enclausurada, veio em busca de sua liberdade, disposta a servir aquele rei que tomara tudo de si e participar de um torneio perigoso. Dorian, o príncipe, tem um coração muito distinto de seu pai e um desejo e vontades convergentes com as ideias sanguinárias do rei de Adarlan. O jovem príncipe terá muito o que apreender, inclusive no amor. Mas enquanto o observava de longe, as mudanças eram perceptíveis, a assassina o mudou. Chaol, o capitão da guarda, tão novo (e gato! Que a anciã não me escute), viveu nesse período curto de tempo o agridoce da vida, provou o doce e o azedo, e para ele, que vivia a vida tão preto no branco, as coisas começam a se colorir de desenfreada, o assustando. A assassina também deixou sua marca nele. O engraçado é que marcou ambos com sua risada, coragem e não como a Celeana, a assassina, temida por todos.
"Celaena entrava em uma cidade feita de papel e couro. Ela levou a mão ao coração. Para o inferno com rotas de fugas." Capítulo 8
Mas em um castelo de vidro, os sussurros percorrem, mortes acontecem, sentimentos adormecidos despertam. E as paredes transparentes viram sangue jorrar, fazendo os sussurros aumentarem e eu questionar se aquela força chegaria até mim. E por mais feitiços protetivos que tenha feito durante a calada da noite, o medo ainda percorria meu corpo e arrepiava minha espinha. Acredito que essa sensação não tenha sido diferente com Celeana. O medo estava escrito em seus olhos. Afinal, nós temos medo do desconhecido.
"— Não importa o que aconteça — disse a jovem, baixinho, — quero lhe agradecer.
Chaol virou a cabeça para o lado.
— Pelo quê?
Os olhos de Celaena ardiam, mas ela culpou o vento impiedoso e piscou para afastar a umidade.
— Por fazer com que minha liberdade significasse alguma coisa." Capítulo 47
Apesar de ser um jogo perigoso, e sentado no Trono de Vidro, esteja um rei tirando, a forças realmente despertando por aqui. Sejam sentimentos fortes, como o amor, a liberdade, a dor, ou mesmo a vingança. Talvez quem sabe a magia, a palavra não pronunciada há muito tempo. No fim, temos um ciclo se fechando para mim, pois estou prestes a embarcar em outra jornada, e para Celaena, mas com a certeza de que um novo logo se inicia e ela terá que enfrentar o mal chamado homem e suas políticas corruptas.
Espero poder ver o resto da história. O que me resta agora é encarar outro rei. Que a anciã me ajude!

Venho acompanhando o torneio de longe, mas estudo cada passo, assim como as mortes que rondam o castelo misteriosamente.
Os dias correm, os campeões vem diminuindo pouco a pouco e eu continuo com uma impressão que algo irá vir para mudar tudo e começar uma nova história (a anciã é fofoqueira e já me contou algumas coisas do futuro de Erilea).
"Celaena não temia a noite, embora achasse pouco reconfortante as horas escuras. Era apenas o momento em que dormia, o momento em que perseguia e matava, o momento em que as estrelas emergiam com beleza reluzente e a faziam se sentir maravilhosamente pequena e insignificante." Capítulo 24
Sinto romance no ar e a assassina, apesar de enfim ser uma assassina, encanta aqueles por onda passa, e enganam-se alguns que se dizem imunes a ela. Eu só sinceramente não sei se o destino dela está entrelaçado com o guarda turrão ou o príncipe gostosão (na realidade eu sei. Anciã fofoqueiraaa).
Além disso, o mistério ronda por aqui, envolvendo símbolos antigos e uma magia adormecida. A cada dia que passa, sinto que mais sangue se derramará e que há muitas coisas escondidas, prestes a serem reveladas, e estou ansiosa para conhecer cada uma delas. Só espero que até lá, meu pescoço permaneça a salvo.
Olá, se você não me conhece ainda, eu sou a bruxa Isabelle (sim, gosto de frisar que sou bruxa, pois me sinto poderosa) e fui enviada pela anciã Rogéria, para explicar um pouco sobre o universo da fantasia, que para os humanos (que são uma decepção, gente. Desculpa) não passa de uma grande mentira. Mas eu sei a verdade. No dicionário de Edla, "fantasia" está descrito como: 1. Faculdade criada pela qual o homem inventa ou evoca imagens por meio da imaginação. 2. Obra criada por meio da imaginação. 3. Coisa que não tem existência real, mas apenas ideal ou ficcional; folclore. Ou seja, é tudo mentira! O que significa que a minha existência é tão perfeita que parece irreal. Mas fiquem ligados, viu, a fantasia não é ligada a ciência ou tecnologia, a gente tem um pé na magia (porque é muito mais legal!).
Mas aí você me questiona, onde tudo começou? Como minha avó Clau dizia, quando eu era apenas uma pequena bruxa, "a fantasia existe desde que o tempo é tempo". Pois o mundo se construiu junto de mitos, lendas e tantas outras coisas. Na literatura clássicona, já temos fantasia, com Ódisseia, as Lendas Arthurianas, os romances medievais (com muito sangue e treta) e poesia como a Divina Comédia. Então se alguém falar que fantasia é isso ou aquilo, você já chega com meus ensinamentos: "Nós estamos na história, bebê! Em todos os cantinhos. Então pare de me perturbar".
Conforme o Edla Search, a história do mundo moderno da fantasia começou em 1896 com o lançamento de "The Well at the World's End" (O poço no fim do mundo) de William Morris e muitas outras obras foram públicas desde então. Mas em meados do século XX, especificamente em 21 de setembro de 1937, O Hobbit era publicado e todos começamos uma grande aventura com "Numa toca no chão vivia um hobbit", logo depois houve a publicação de Senhor dos Anéis, As crônicas de Nárnia de C.S. Lewis e vários e vários outros autores que contribuirão para a "Alta Fantasia".
E a fantasia continuou muito popular no começo desse século com Harry Potter (e nós, do mundo bruxo adotamos a família Harry Potter e as tiramos das garras do inimigo, J.K. Rowling) e continua muito bem, obrigada, com autores como Sarah J. Maas, Holly Black, Rick Riordan, George R.R. Martin e muitos outros autores. Além disso, um espaço que antes era predominado pelos homens, hoje possui a presença forte das mulheres. Nós, jovens bruxas agradecemos. Temos mais histórias legais e de muita aventura, além de uns boys beeem legais.
Fontes: WikiFandom; Michaelis (Dicionário).