50% de A farsa de Guinevere
"O medo que sentia era como a água - ensurdecedora, desenfreada, que recobria tudo -, mas a força dele era como as rochas: firmes e imóveis." (Capítulo 2)
Estou imersa no clima medieval que há tempos não visitava - há muito mais na magia moderna para explorar -, mas nada me tira do foco e da ansiedade de descobrir de onde virá e do que se trata exatamente o perigo que Guinevere - e, com muito mais clareza, Merlin - enxergam no horizonte. Com a magia dos nós e o suporte das mulheres ao seu redor, consigo ver Guinevere conseguindo cumprir o seu papel e tornando-se a rainha que Camelot e o Rei Arthur querem e precisam.
Acreditar nela, contudo, não me faz confiar totalmente em Merlin. Por mais que Arthur, em segredo de seus súditos, saiba a verdade sobre Guinevere, tem algo que o grande bruxo não revelou que pode pôr em apuros a nossa jovem rainha. Estou aqui para relatar todos os perigos que a magia descuidada pode oferecer a Camelot e, quando for preciso, ajudar Guinevere. Mesmo confusa, acredito que posso confiar cegamente nela - vejo que ela abdicaria de tudo pela sua vocação e isso é louvável.
"Queria entregar seu nome para Arthur. Queria entregar tudo para ele. E isso a apavorava." (Capítulo 13)