Autor: Laura Lee Guhrke

Editora: Harlequin

Narração: 3ª Pessoa

Nº de páginas: 320

Sinopse:

Está sofrendo a dor de um amor não correspondido? Está confuso com o comportamento inexplicável do sexo oposto? Sente que não há ninguém a quem possa recorrer em busca de compreensão e aconselhamento? Não tema. Lady Truelove o ajudará. 

Henry Cavanaugh, duque de Torquil, anseia por uma vida ordenada e previsível. Mas era impossível com a família que tinha. Apenas a mãe facilitava a sua vida...até ela se apaixonar por um artista e decidir seguir o conselho amoroso de lady Truelove, largado tudo para seguir os desejos do coraçao. Agora Henry vai exigir que a mulher mexeriqueira que deu aquele conselho imprudente o ajude a impedir que o nome da sua família acabe na lama. Irene Deverill é o que a sociedade londrina considera uma ovelha negra: dirige o jornal da família, é uma solteirona e tem orgulho disso! Mas ninguém sabe que ela possui um grande problema nas mãos: o duque de Torquil demanda que ela o ajude a resolver os problemas da sua família. Esse relacionamento forçado fará Irene descobrir que Henry é mais do que um "lírio do campo" e que ele é capaz de despertar nela sentimentos que nunca pensou possuir.  


Querida Letticia,

Soube de suas novidades em Hampshire, fico feliz por tudo está correndo bem, espero que agora em Kent você se divirta muito. Enfim, como disse em minha última carta, continuo em Londres, a temporada aqui parece sem fim. A questão é que uma das histórias mais interessantes que encontrei durante esse período em nada tem a ver com bailes e chás da tarde. 

Você deve lembrar da Lady Truelove e seu jornal o Society Snippets, são nossos concorrentes afinal. Ela se meteu em uma enrascada, na realidade, sua real identidade, Irene, porque depois de aconselhar a duquesa viúva de Torquil a se casar com um pintor italiano, ela causou a ira em seu filho, o duque. Me diverti bastante com tudo isso. Imagina só, um duque engomadinho, discutindo com uma jornalista porque não está feliz com o futuro matrimônio de sua mãe, no mínimo uma graça. 

E então ele teve a brilhante ideia de levar Irene e sua irmã, Clara, para sua casa e serem apresentadas a a sociedade enquanto Irene tenta fazer com que a duquesa não se case, tudo isso por uma jogada abusada de Henry, o duque. 

"— Amamos quem amamos, Henry. O amor não pode se curvar à vontade pessoal." Capítulo 4

Mas parando para observar tudo, estava claro que nossa amiga Irene e o duque não resistiriam um ao outro por muito tempo. Sempre me disseram que o ódio está ligado ao amor, e é o que vemos aqui. Um duque preocupado com as convenções sociais, querendo seguir na linha reta das regras, quando uma tempestade aparece e apaga por completo toda aquela linha. Porque Irene é uma mulher encantadora, orgulhosa de si mesmo e de tudo o que conquistou por conta própria, me identifico muito com ela. Além de nós defendermos o voto feminino. É irônico como todos os homens acham que somos tolas, por queremos um direito que nunca foi tomado deles. 

Aqui também é muito moderno para meus então parâmetros, tem até telefone, o que seria muito útil para nós. Mas permaneço aqui, escrevendo essa carta com um sorriso besta no rosto, pois é lindo ver como o amor pode tomar posse de qualquer corpo, independente de "classe social". A verdade, é que a relação entre amores e duques existe, basta que eles se permitam ser. 

Mande minhas saudações para minha amiga Bille Bridgerton, ok?

Atenciosamente, 

Lady Isabelle 

                                 

                                                                             



Olá, senhoras e senhores! Como foram os últimos dias de "tudo ok?"? Fizeram muito mela-mela, pegaram um sapinho básico ou pagaram mico na rua? Se ainda não, restam alguns dias de folia para você se aventurar (e talvez ler o que eu indicar hoje). E eu, uma mera leitora e estudante, estou aqui lendo sobre tretas entre feéricos, beijos na boca de gente bonita, sangue e tudo mais.
No entanto, podemos fazer desse carnaval algo mais light do que a minha leitura atual e se esbaldar naqueles romances que nos fazem suspirar (e talvez chorar igual uma condenada). Por isso, puxando o Bloquinho Adormecidas de hoje, temos os "Loucos por romance". 


Um Ano Inesquecível 

Para começar a nossa listinha básica, temos um livro super amorzinho e que já faz um tempão que li. "Um Ano Inesquecível" é composto por 4 histórias, cada uma se passando em uma estação diferente e para fechar com chave de ouro, o último conto da maravilhosa Thalita Rebouças se passa no carnaval. Quem não adora um amor nessa época do ano? 
Aliás, o livro já está resenhado aqui, então, se quiser saber mais é só dar uma olhadinha (é antiga, mas é válida). 

Sinopse: Dizem por aí que os melhores momentos da vida são vividos na adolescência. Os primeiros amores, os encontros, as festas, as viagens, as surpresas...E são sempre os instantes inesperados que transformam um dia comum em uma lembrança especial, daquelas que nunca deixarão de nos acompanhar
Este é um livro sobre esses momentos doces e sensíveis que não se apagam da memória tão facilmente. Quatro contos, em quatro estações do ano, sobre jovens que passam por vivências e sentimentos intensos. Paula Pimenta nos leva em uma viagem de inverno. Babi Dewet conta como um outono pode mudar tudo. Bruna Vieira mostra a paixão brotando com a primavera. E Thalita Rebouças narra um intenso amor de verão. Histórias de um ano inesquecível que vão ficar para sempre!

Se Miss Lizzy Falasse 

Aqui temos o romance para quem quer sofrer como se não houvesse amanhã e chorar para completar o pacote da sofrência. Mas apesar de toda a dor que esse livro me causou, ele merece ser lido em todas as épocas do ano e com certeza seria a bíblia do bloquinho do cantor Jão. Enfim, aqui temos dois amigos que se conhecem desde a infância e passam a história todinha brincando com a nossa cara e não se declaram um pro outro quando é claro que ELES SE AMAM. Desabafei. O livro também está resenhado, e se você quiser me ver surtando por mais alguns minutos é só clicar aqui.

Sinopse: Anna e Alex se conheceram na madrugada em que a casa da família dela foi engolida pelo fogo; queimou todinha, do começo ao fim. Pelo menos foi o que ouvi dizer. Eu ainda não estava lá. Em compensação, estive lá por muito tempo depois. Rodando por Sheffield e os acompanhando bem de perto, com meus autofalantes entoando músicas que eles chamavam de indie, mas que pareciam apenas barulhentas para uma caminhonete velha como eu. Fiz silêncio enquanto eles liam. Enquanto cochilavam. Se apaixonavam. Ah, sim, eu flagrei todos aqueles olhares de Alex, que Anna nunca viu. E todos os sorrisos dela, que por azar ele não percebeu. Ouvi as declarações que não fizeram, as discussões que engoliram, o amor que aquietaram. Até que nos mudamos para os Estados Unidos. Alex, sua infelicidade e eu. Por muito tempo, fomos só nós. Mas existem boatos de que Anna está chegando. Talvez não no melhor dos momentos, é verdade, mas quem sabe assim ele pare de meter os pés pelas mãos. E, bem, na pior das hipóteses, ainda nos reuniremos outra vez, como nos bons e velhos tempos.


Agora e Para Sempre, Lara Jean 

Talvez seja um erro indicar esse livro, já que ele é o último da trilogia, mas eu só tenho ele físico. Então, vou indicar a trilogia inteira de Para Todos os Garotos que já amei, porque os três tem uma leitura super fluída (Letícia que o diga) e dá para ler rapidinho e suspirar apaixonada pela história de Lara Jean e Peter (amo demais, gente). Você ainda pode aproveitar e assistir os dois filmes disponíveis na Netflix.
P.S.: E também temos resenha aqui, mona mur (dos três livros, viu). Clica aqui para a do primeiro livro, aqui para a do segundo e aqui para o terceiro e último. 
P.S².: Não vai ter sinopse, porque são três livros já.

A Casa dos Novos Começos 

Li esse livro ano passado e fiquei completamente apaixonada por ele e tudo o que ele significou para mim, principalmente por ser mulher. E ele é assim: romântico na medida certa, com cargas dramáticas e que ainda consegue nos fazer rir. Além do mais, o livro fala sobre mulheres e como elas ajudam umas as outras durante as adversidades. A história acompanha 3 personagens diferentes e em nenhum momento fica chato (só leiam, gente). Também tem resenha viu, clica aqui.

Sinopse: Em uma casa elegante próxima à orla, três moradoras têm mais em comum do que imaginam...
Uma terrível descoberta leva Rosa a largar uma carreira de sucesso em Londres e, num impulso, recomeçar a vida como sous-chef em Brighton. O trabalho é árduo e estressante, mas a distrai. Bem, pelo menos até ela conhecer a adolescente emburrada que mora no apartamento ao lado, que a faz questionar suas escolhas. 
Georgie se muda para o Sul com o namorado, Simon, atrás de uma incrível oportunidade... para a carreira dele. Mas ela está determinada a ser bem-sucedida como jornalista e faz de tudo para trabalhar para uma revista local. A princípio, a cidade parece recebê-la de braços abertos, mas não vai demorar muito até ela se meter em várias enrascadas.
Após uma grande tragédia, Charlotte passa as noites isolada em seu apartamento. Porém, Margot, uma senhorinha estilosa que mora no último andar, tem outros planos para ela. Querendo ou não, Charlotte vai precisar encarar o mundo real... e todas as suas possibilidades.
Quando as três se conhecem, a esperança renasce, a amizade floresce e um novo capítulo se inicia na vida dessas mulheres.

A Padaria dos Finais Felizes 

Por último, mas não menos importante, temos a musa maravilhosa da Jenny Colgan, ou a mulher que me fez virar sua fã só com uma introdução de "lugares para ler" em "A Pequena Livraria dos Sonhos". Já em "A Padaria dos Finais Felizes" eu passei muita fome, muita fome mesmo, viu. Mas além de tudo, fiquei completamente apaixonada pelos personagens e por Neil, o papagaio-do-mar. Então se cê gosta de coisas fofinhas que deixam o coração quentinho, este é o livro, my friend. E como sempre, temos uma resenha básica, clica aqui bonitão ou bonitona. 

Sinopse: Um balneário tranquilo, uma loja abandonada, um apartamento pequeno. É isso que espera Polly Waterford quando ela chega à Cornualha, na Inglaterra, fugindo de um relacionamento tóxico.
Para manter os pensamentos longe dos problemas, Polly se dedica a seu passatempo favorito: fazer pão. Enquanto amassa, estica e esmurra a massa, extravasa todas as emoções e prepara fornadas cada vez mais gostosas.
O hobby se transforma em paixão e ela logo começa a operar sua magia adicionando frutos secos, sementes, chocolate e o mel local, cortesia de um lindo e charmoso apicultor.
A padaria dos finais felizes é a emocionante e bem-humorada história de uma mulher que aprende que tanto a felicidade quanto um delicioso pão quentinho podem ser encontrados em qualquer lugar.

                                                                               



Autor(a): Renata Lustosa 
Editora: Lura 
Nº de Páginas: 316
Narração: 1ª Pessoa 

Sinopse: 

Melissa Belinque é uma garota planejada. Muito planejada. Apaixonada por seu melhor amigo e formada em Psicologia, ela é uma terapeuta especializada em relacionamentos, ms que nunca esteve em um. O que fazer quando, numa reviravolta do destino, Melissa descobre que uma de suas pacientes está apaixonada justo pelo mesmo homem que ela? Ela terá que correr atrás do prejuízo e impedir que o grande amor de sua vida e seus planos para o futuro sejam mandados para as cucuias. Um chick lit divertido sobre uma protagonista com problemas de ansiedade, um pouquinho acima do peso, lutando contra as armadilhas da própria mente. 

 
Tanran, tanram, tanram...O melhor amigo de Melissa vai casar! Que felicidade, não é? Só que não. Só que não, mesmo. Afinal, para variar ela é apaixonada por ele e para piorar, a noiva é sua paciente mimada e sem um pingo de noção da realidade. E agora, quem salvará o coração de Mel? Aparentemente ela mesma em um plano maluco para impedir o casamento (mesmo que seja a madrinha) e conquistar o boy.
É bem óbvio que as coisa não dão nada certo. A nossa atrapalhada terapeuta acaba muito mais ajudando os pombinhos do que os separando, e no meio dessa jornada toda até o dia que eles dirão sim um para o outro ela acaba descobrindo muito mais coisas sobre si, Rafael (o noivo) e Leo (o seu amigo que é muito mais amigo do que o outro).
"Ouvir as palavras saindo da boca dele é como uma flechada na minha bunda. E não no coração. Porque uma flechada no coração teria me matado instantaneamente, ao passo que uma flechada na bunda não me matava, mas me causa uma dor descomunal e me obriga a conviver com isso. Além de ganhar uma cicatriz parecida com uma celulite." Sessão Nove 
O romance de estreia de Renata Lustosa é uma delícia. Nacionais são uma delícia, na realidade. Exatamente porque a identificação com os personagens é de cara, afinal a gente vive no mesmo país, temos o nosso próprio linguajar e saímos daquela bolha gringa que moram todos os chick lits.
Admito que no começo da história não senti tanta liga exatamente por pensar que a Melissa estava focando no cara errado. Sabe quando você briga com o personagem? Era claramente eu com ela. E também por ela deixar algumas coisas passarem. Creio que no fim, o último detalhe que faltou para mim foi consequências mais duras para alguns personagens bem sem noções. Afinal, apesar do amadurecimento desses personagens, eles não deixaram de ser aquelas pessoas que fizeram um pouco de mal para Mel.
Botando essas pessoas de escanteio e falando sobre os melhores amigos da iniciante em terapia de casais, Leo e Pati são realmente seus amigos, daqueles que se metem nos maiores B.Os e continuam firme e forte. Eles são super importantes no desenvolvimento da história e é interessante perceber como o amor entre amigos é retratado e também como às vezes podemos acabar magoando essas pessoas sem sequer perceber.
"— Querida, meter os pés pelas mãos de vez em quando não é uma coisa necessariamente ruim. Só quer dizer que você está tentando." Sessão trinta e cinco 
Por fim, a história para mim não foi sobre Melissa querendo destruir um casamento. Mas sim no seu amadurecimento como mulher. Parece até clichê falar isso, só que ela realmente não confiava em si e acabava se botava muito para baixo por causa de terceiros, pensando que o problema sempre era ela e que por isso não merecia ninguém. Esse é o tipo de pensamento que já passou pela minha cabeça e é incrível como alguém de fora consegue perceber o quanto aquela pessoa é maravilhosa e a gente não. E por causa disso, não apenas Mel, mas milhares de garotas (e garotos também) se inferiorizam por causa de outras pessoas. Tá mais do que na hora da gente perceber o quanto somos e podemos ser bons e felizes.
Outro detalhe que queria adicionar é sobre como o TOC é tratado, e como realmente senti todas as angústias que Melissa sentia ao não conseguir parar de arrumar uma mesa ou limpar o chão 10 vezes mesmo ele já estando limpo. O triste era que ela sabia disso tudo, queria parar e simplesmente não conseguia.
Parabéns a Renata pelo ótimo trabalho, não só na construção da história, mas na diagramação, capa e todo trabalho visual. O livro está disponível em e-book na amazon e no Kindle Unlimited, e físico no site da Re (só clicar aqui).


                                     
                                                 
                                                                                   



Foto: Blog Adormecidas
Autor(a): Heloisa Bernardelli
Editora: P.S.:
Nº de Páginas: 228
Narração: 3ª Pessoa

Sinopse:

Anna e Alex se conheceram na madrugada em que a casa da família dela foi engolida pelo fogo; queimou todinha, do começo ao fim. Pelo menos foi o que ouvi dizer. Eu ainda não estava lá. Em compensação, estive lá por muito tempo depois. Rodando por Sheffield e os acompanhando bem de perto, com meus autofalantes entoando músicas que eles chamavam de indie, mas que pareciam apenas barulhentas para uma caminhonete velha como eu. Fiz silêncio enquanto eles liam. Enquanto cochilavam. Se apaixonavam. Ah, sim, eu flagrei todos aqueles olhares de Alex, que Anna nunca viu. E todos os sorrisos dela, que por azar ele não percebeu. Ouvi as declarações que não fizeram, as discussões que engoliram, o amor que aquietaram. Até que nos mudamos para os Estados Unidos. Alex, sua infelicidade e eu. Por muito tempo, fomos só nós. Mas existem boatos de que Anna está chegando. Talvez não no melhor dos momentos, é verdade, mas quem sabe assim ele pare de meter os pés pelas mãos. E, bem, na pior das hipóteses, ainda nos reuniremos outra vez, como nos bons e velhos tempos.

Nas palavras de "The Killers", "Agora estou caindo no sono/E ela está chamando um táxi/ Enquanto ele está fumando/E ela está dando uma tragada/Agora eles estão indo para a cama/ E meu estômago está embrulhado/ E está tudo na minha cabeça, mas/Ela está tocando o peito dele agora/Ele tira o vestido dela, agora, me deixe ir." Com certeza essa poderia ser a trilha sonora deste livro. Afinal, a história é uma grande tortura formatada em 228 páginas. Pois não é fácil está instalada na casa dos pais da noiva do seu melhor amigo (e por quem é apaixonada há anos) esperando o dia do casamento deles. É exatamente isso que Anna tem que suportar.
Anna e Alex são amigos desde a infância. Moldaram a vida um no outro desde então. Trocavam ligações de longa duração, silêncios duradouros, confidências, mas nunca tiveram coragem de assumirem o que sentiam de mais profundo um pelo outro. Parecia que em todos os momentos que poderia se encaixar um "mais" surgia um grande "porém". Dessa forma, a relação dos dois foi se distanciando cada vez mais, até chegar no dia que Alex vai entrar em uma igreja com uma mulher que não se chama Anna.
"Era de uma melancolia pouco familiar descobrir que até o calor da presença dele lhe causava incômodo, e, cada vez que ele se aproximava, seu coração parecia gritar, aflito para que Alex se afastasse antes que fosse tarde demais." Página 42
"Se Miss Lizzy Falasse" é uma grande viagem. Embarcamos no lado do passageiro e Miss Lizzy, uma caminhonete antiga, relata os anos de burrice de seu dono e a melhor amiga. Com o rádio ligado no último volume, tocando uma música indie/rock que certamente não conheço, ela fala que Alex viu a casa de Anna pegar fogo por inteiro quando ainda estava na casa dos 10 - ela sequer existia para os dois -, e que desde então não se largaram. Gostavam de serem dois estranhos, com gostos musicais parecidos e aversos a uma baladinha pop e romântica. O que é irônico, eu e Miss Lizzy rimos, afinal, a história dos dois se encaixa perfeitamente em "You Give me Something" do James Morrison - o que eles não gostam nenhum um pouco. Apesar da máscara de indies intoxicadores de pulmões, a vida os muda e os leva para caminhos diferentes.
Intercalando entre flashbacks do passado e dias antecessores ao casamento de Alex, o que a voz embargada de Miss Lizzy causou foi dor. Dor por ela e eu entendermos que tamanho sofrimento foi causado pelo medo e pelos vários momentos de silêncio dos dois. Silenciosamente, se reconhecendo no olhar um do outro, nas histórias e nos passos esquisitos de dança, sabem que são apaixonados um pelo outro, mas não dizem nada.
"Seu coração, o mesmo que parecia ter pego um resfriado violentíssimo pouco antes, de repente saltou de onde estava e esperneou aflito ao ver seu visitante mais assíduo bem ali, tão perto outra vez." Página 89
Talvez, e acho que a velha caminhonete concorda comigo, o pior papel nessa história seja o da Madson, a noiva. Apesar de ter chamado ela de burra incontáveis vezes, e por ela ser na teoria a personagem que separa os dois principais, deve ser muito doloroso perceber que o cara que você está prestes a se casar nunca vai te amar da mesma forma que ama a melhor amiga. Sinceramente, não entendo por que ela ainda se prestou o papel de ficar, só que ao mesmo tempo, sei que quando a gente gosta de alguém é difícil deixar a pessoa ir, mesmo sabendo ser o melhor para ela.
Nessa viagem com Miss Lizzy, atravessando anos, vendo Anna e Alex se tornarem melhores amigos, se apaixonarem, escutarem músicas até quase estourarem os tímpanos, dançarem, fumarem e beberem até demais, me tornei um misto de felicidade e tristeza. Felicidade de poder visualizar a beleza do amor do dois, como amigos e amantes. Tristeza em observar o medo, o silêncio e as tantas burradas que me fizeram praticamente gritar para as parentes e chorar igual uma louca em um sábado solitário.
"— O jeito como você olha para ela. Alex, você nunca me olhou dessa maneira, e eu não tenho certeza de que algum dia você vai." Página 145
Por fim, depois dessa montanha russa de sentimentos e praticamente uma road trip, o que tiro dessa história bonita e extremamente delicada, é que antes se nos entregarmos alguém, precisamos nos entregar para nós mesmos. Por que no fim, o "porém" que os separou por tanto tempo, se chamava Alex e Anna (Madson só tava lá pra sofrer, coitada).
Lembrando que a primeira versão da história está disponível no Wattpad, intitulada por Friendzone e vocês poderem adquirir este lindo livro no site da P.S.:.

              

                                                              


Autor(a): Camila Marciano 
Editora: Clube P.S.:
Nº de Páginas: 151
Narração: 3ª Pessoa

Sinopse: 

Ninguém consegue entender a magia do bar Makhé. Nem mesmo sua proprietária, Cátia Flávia, a única que vê todos ao redor se apaixonando, mas nunca cai de amores por alguém. Ela e seus incríveis garçons servem drinques flamejantes e escrevem bilhetinhos românticos em favor da causa mais justa do mundo: formar pares apaixonados. Por isso, quando chega o Carnaval, ela promete um grande evento: cem horas de bar aberto. A fadiga a atinge com força e, em nome de sua saúde, ela se vê forçada a desacelerar e encarar um "dia do sim". A questão é que Cátia está sozinha. A deusa que confere a boa sorte para o bar não socorrerá. E, uma vez contrariada, pode ser que nunca mais apareça . Conseguirá Cátia  manter a fama do Makhé sem seus poderes mágicos? 
"E, pelo andar da carruagem, vai viver de unir casais, mas vai morrer sozinha." Página 12
Cátia Flávia é uma azarada no amor, apesar de ser o cúpido de toda a cidade. Todos os 3 namorados que teve acabou perdendo para os encantos do Makhé que os fizeram se apaixonar por outras pessoas. Parafraseando Marília Mendonça: "Chego apaixonado e saio arrependido/Amar por dois só me dá prejuízo" parece ser a música da loira dona do bar. Depois de tantas decepções é bem óbvio que ela quer que o amor vá se lascar (também quero) e se retrai para os sorrisos bonitos e o charme dos homens que passam por sua vida.
Porém, depois de dar um banho de chope em um cliente e cair durinha durante a maratona de 100 horas que se propôs a passar no carnaval, ela é forçada a descansar e encarar o “dia do sim”, só o que ela não esperava era que o Makhé ficasse com raiva dela e decidisse não colaborar mais com seus apaixonados frequentadores. Agora, Cátia Flávia tem que correr atrás dos encantos do bar.
Costumeiramente eu procuro focar mais na imagem do livro nas fotos, tanto que sempre gosto de pensar e trazer conceitos antes de tirar a foto para a resenha. Mas como tudo na vida, Cátia foi uma exceção. Estava tirando fotos das minhas amigas na reitoria da faculdade quando surgiu a ideia da imagem da resenha de hoje, e ela se encaixou completamente não só na história que o livro trouxe, mas na que construí ao longo dos dois dias de leitura.
"Não era só pelo trabalho. Toda a sua vida estava dentro daquele bar. Os amores e as desilusões, as lembranças de sua mãe e as festas. Os garçons mais antigos que a viram crescer, e os novos que chegavam com costumes, piadas e sotaques distintos." Página 29
Esse é o tipo de livro que a gente leva a tiracolo, ler apressada no ônibus ou mesmo no banco de uma pracinha (se não for perigoso, hein) porque ele te envolve naturalmente e não permite que você o largue. Eu fui completamente laçada pela história, tanto que uma da manhã estava finalizando o livro de baixo do lençol e com a lanterna do celular ligada, me sentindo altamente emotiva por ter chegado ao fim (e não foi nem a TPM).
O tipo de escrita da Camila é o tipo de escrita que abraça, mas não do jeito que serve cafés e bolos como a Jenny Colgan, mas de abraços sufocantes, intensos e da risada alta quando o abraço chega ao fim. Ela é intensa e amorosa em cada palavra (exagerada igual a mim), tanto que me surpreendeu muito o fato do livro ser tão pequeninho quando já li um enorme dela. E é muito difícil escrever um texto pequeno sem ficar vazio e um grande sem ficar exagerado, e ela consegue fazer tudo isso com o pé nas costas.
"— Se um homem não cai por uma doida, o doido é ele. E eu não sou doido." Página 81 
Por fim, Catía Flávia não é a loira Belzebu como diz na letra da Fernanda Abreu, mas se faz a gostosona do litoral, a loira Belzebu, pelo seu sorriso aberto, pela liberdade que exala e principalmente quando descobre que não existe problema nenhum em se entregar e amar. Os seus bilhetinhos continuam mágicos e os drinks caros, mas o principal foi que ela se reconstruiu e mudou a sua história só pela força de ser.
P.S.: Marcelo (o boy médico maravilhoso) me dar nos nervos estacionando em lugar proibido, se pudesse eu dava uns murros nele. E andar sem capacete também não pode, depois morre e não sabe o porquê. Duda é maravilhosa, um mulherão de boca suja que eu amei e Adônis é um gato com um nome mô chic. #Desabafei.  



                                                                                   

Autor(a): Elle Kennedy
Editora: Paralela
Nº de Páginas: 360
Narração: 1ª Pessoa

Sinopse:

Hannah Wells finalmente encontrou alguém que a interessasse. Embora seja autoconfiante em vários outros aspectos da vida, carrega nas costas uma bagagem e tanto quanto o assunto é sexo e sedução. Não vai ter jeito: ela vai ter que sair da zona de conforto...Mesmo que isso signifique dar aulas particulares para o infantil, irritante e convencido capitão do time de hóquei, em troca de um encontro de mentirinha. Tudo o que Garrett Graham quer é se formar formar para poder jogar hóquei profissional. Mas suas notas cada vez mais baixas estão ameaçando arruinar tudo aquilo pelo que tanto se dedicou. Se ajudar uma garota linda e sarcástica a fazer ciúmes em outro cara puder garantir sua vaga no time, ele topa. Mas o que era apenas uma troca de favores entre os dois opostos acaba se tornando uma amizade inesperada. Até que um beijo faz que Hannah e Garrett precisem repensar os termos de seu acordo.

Eu passei um tempo evitando os livros da Elle por meu inconsciente ter ligado ela (sem motivo algum) com a autora Lauren Layne (talvez porque eles sejam da mesma editora) e por pensar que seria do mesmo estilo me mantive distante. Menina, eu não sabia o que estava perdendo. 
Amores Improváveis é uma série de 4 livros, com cada volume contando a história de 4 amigos que são jogadores de hóquei na universidade Briar e que moram juntos. O primeiro volume, "O Acordo", aborda a história de Hannah e Garrett.
""Desculpa por ter saído correndo" admito. "Mas não vou me desculpar por querer ficar com você.""Capítulo 32
Hannah é uma mulher inteligente, bonita e super confiante, menos quando se trata de Justin Kohl, jogador do time de futebol americano da universidade. Garrett Grahm, é o capitão do time de hóquei da universidade e apesar de ser esforçado nos estudos está indo muito mal em "Ética filosófica", e se não conseguir melhorar, bye bye time de hóquei. Então os interesses dos dois se ligam e ambos decidem se ajudar, Hannah ensina a matéria para Garrett, e Garrett ajuda Hannah a conquistar Justin. Lógico que eles iam acabar se apaixonando não é? Isso já é pré-requisito para histórias do tipo. Um acordo desses não surge na minha vida.
Hannah é uma personagem muito boa, a gente se identifica com ela logo de cara. Somos surpreendidos bem no primeiro capítulo com uma informação jogada com muita naturalidade e que perpetua por todo o livro (apesar de ser no primeiro capítulo, não vou dizer o que é para quem quiser ler seja surpreendido assim como eu). Além disso, Garrett não é aquele estereótipo de macho machista, apesar de continuar sendo o pegador. E aqui eu queria fazer uma observação: os personagens masculinos da Elle não tem essa besteira de "meu Deus, não posso está me apaixonando", eles se questionam e tudo, mas não ficam com aquela frescura sem fim que a gente bem sabe que acontece em outros livros. Acredito que até acontece o oposto, porque na maioria das vezes eles que vão atrás das mulheres que amam.
"Mas o subestimei de novo. Seus olhos cinzentos se escurem, adquirindo um tom de prateado metálico, e, de repente, transmite calor. Um calor e um brilho de autoconfiança, como se estivesse certo de que não vou até o final." Capítulo 16
Pelo que eu percebi dos livros da autora (já li os quatro, Brasil) é que além de todo esse clima universitário, que envolve sexo, provas, jogos e festas (só em livro mesmo, porque minha universitário - que mal começou - se resume a morrer de ler e fazer trabalho) ela quer falar sobre pessoas, pessoas reais com problemas reais. Acredito que o poder de um bom livro é causar empatia, e esse em específico causa muito isso ao falar sobre questões sérias que rodeiam as vidas das mulheres. Eu, como mulher, me senti muito tocada.
Para finalizar, quero dizer que nunca li um livro com uma cena de sexo tão necessária para a história e a construção dos personagens, é o tipo de cena que não é jogada e sim extremamente necessária para a evolução de Garrett e Hannah. É isso, espero que tenham gostado e em breve (vamos orar para que eu consiga tempo) vou trazer a resenha dos outros três livros de Amores Improváveis.

            

                                                       




Autor(a): Camila Marciano
Editora: Disponível no Kindle Unlimited e físico direto com a autora
Nº de Páginas: 577
Narração: 1ª Pessoa

Sinopse:

Você consegue dizer o ponto exato em que o amor acaba? Consegue dizer quando as contas, a rotina e os filhos afogam o amor? Consegue dizer quando acaba o tesão? 
Eu nunca soube. 
Isso aqui não é uma história de dois adolescentes que se batem mas no fundo se amam. Eu sou um pai de dois filhos, sou casado. 
Esta aqui é sobre reconquistar a mesma mulher que você já meteu uma aliança no dedo, mas deixou escapá-la por entre eles. Ela se foi e você nem viu. Esta vai para todos os cabaços que como eu, esqueceram-se que o amor não é um posto, é exercício. É um jogo de tentativa e erro com algumas regras pré-estabelecidas. 
Aqui, o amor é outra coisa. 
Não é à toa - Que os contos de fadas terminam no casamento e a ideia de "casamento perfeito" vem estampado num comercial de margarina.
"A gente não limpa o peito com dias de silêncio. A gente limpa o coração com minutos de conversa." Capítulo 34 "Meio-Dia"
Esse foi o segundo livro sobre casamento que li no ano, mas com uma pegada completamente diferente. Já havia visto o livro no Wattpad e conheci melhor a autora ao saber que ela faria parte das autoras da Série Deusas no Clube P.S.:, então depois de ver algumas contas de Instagram falando e ler direitinho sobre o que era o livro, decidi começar a leitura. E que livro maravilhoso! Tava só começando a ler e já chorava horrores. 
Enfim, a história começa quando Fernanda ou só Fê, sai de casa, deixando Dio (ou Rodrigo) e os dois filhos, Lipe e Guto. Durante esses sete dias, Dio pensa em tudo. Em como ele deixou o casamento esfriar e tudo se tornar automático. Em como foi consumido pelo trabalho, não ajudando em nada em casa e nem com os filhos. Em como conseguiu apagar quem Fernanda era. Então, após se xingar e se martirizar por um bom tempo, ele decide fazer diferente, decide reconquistar aquela mulher que está escorrendo por entre seus dedos nos próximos 6 meses.
 "Por que você deixou a mãe ir embora, papai? - Foi a única coisa que Lipe falou, chorando um pouquinho também, limpando os olhos na manga do uniforme.
Por que, meu filho? Porque seu pai cagou feio, porque seu pai é um babaca. Porque seu pai é um egoísta, um arrogante. Porque seu pai achou que daria certo engaiolar um pássaro selvagem. Porque ele achou que fosse o certo da história, ele achou que ser o patrocinador dos filhos fosse o suficiente." Capítulo 1 "Seis meses"
O nosso "eu" leitor está muito muito acostumado a ver a construção de uma história e não o temido "depois", então é lógico que quando nos deparamos com histórias do tipo surge uma certa surpresa. O felizes para sempre não existe. Sempre haverá dificuldade, dias ruins, assim como haverá dias bons. E é isso que vemos nesse livro. Um casal que se conheceu com seus 20 e poucos, vivia no fogo da paixão e nas expectativas altas para o futuro. Opostos que se atraíram e descobririam serem únicos nas suas diferenças. Uma Fê cheia de atitude, filha da capital. Um Dio ainda quase menino, filho do campo, mineirinho com sotaque forte. E os dois se moldaram, se moldaram como casal, cedendo aqui e ali, trocando alianças e deixando o tempo passar. Mas o tempo passa e ele pode ser muito cruel. A rotina chega, os filhos também e cada vez Fernanda se sentia mais de escanteio, sendo aquela mulher que nunca pensou que seria.
"Para casar tem que ser com aquela que vai te pentelhar a vida toda. Tem que ser aquela a conversa não tem fim, nem piadas, nem as risadas. Tem que ser aquela que você sonha em um dia poder voltar para casa depois de um dia de serviço e esquecer que trabalhou, esquecer que é segunda-feira, esquecer que está chovendo. Seu coração está em casa, você voltou para o seu lar e tudo está bem - é com essas que a gente casa." Capítulo 1 "Seis meses"
Primeiro que para mim é sempre meio pesado ler sobre quando um casal está prestes a desmoronar, quando as vidas parecem entrelaçadas apenas por um fiozinho prestes a se romper. Foi com esse desespero que comecei a ler a história. Chorei junto com Dio quando este finalmente se tocou que estava perdendo a mulher da vida dele. Chorei mais ainda quando ele percebeu que o beijo e todas as transas haviam sido automáticas, praticamente sem sentimento nenhum, como se do outro lado do colchão estivesse um desconhecido.
Me apaixonei por uma São Paulo e uma Minas Gerais que nunca conheci. Com cada particularidade que cada uma carrega consigo e as histórias que cada canto conta. Guto e Lipe são as crianças mais sensacionais que eu já tive o prazer de "conhecer", de tão fofas, inteligentes que são. E o mais importante: elas estão presentes em praticamente cada página. E isso é importante por quê? Pois alguns livros tratam os filhos como meros detalhes e estes mal aparecem, quando na realidade a gente sabe que não é assim. Quando se tem criança em casa, praticamente não se tem tempo pra si. Enfim, eles são tão maravilhosos que só poderia ser ficção mesmo, porque não vi uma birra sequer.
Existem outros vários personagens, como Ana e Bia, um casal maravilhoso e o que mais mexeu comigo: Seu Alcides e Dona Teresa. O pai e a mãe de Dio são a coisa mais fofa e que me trouxe uma infinidade de reflexões sobre muitas coisas e que com certeza vou levar comigo pro resto da vida.
"Quando você tem um problema de verdade, coisa que dói na alma, qualquer coisa menor perde a importância. Só isso dói, só isso importa. Nos primeiros dias as pessoas ainda te perguntam se você precisa de alguma coisa, se você quer conversar, se está querendo um ombro amigo.  No décimo segundo dia elas já cansaram de você e da sua vida. Estão tocando a vida delas o melhor que podem, mesmo que eu, mais uma vez, não embarque no bonde com elas." Capítulo 32 "Os Homens, os Mendigos, os Loucos"
Para finalizar, quero dizer que esse livro não deixa de ser uma declaração de amor de Dio para Fê. Sobre como o amor é um exercício diário e que nunca pode ser a nossa zona de conforto. Acho que às vezes as pessoas se prendem muito ao primeiro coríntios que diz que "o amor tudo suporta" e esquece os versos anteriores que dizem: "O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha/ Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor./ O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade./Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Acho que é isso. Sempre é importante lembrar que dentro de um casal existem duas pessoas e estas são diferentes e tem necessidades opostas, o que significa que de forma alguma podemos fechar os olhos para a dor do outro e sempre temos que está atentos aos sinais presentes em uma relação. 

              

                                                            



A "Arqueiro" é uma editora que eu amo (e isso aqui nem tá sendo patrocinado), porque como eu consumo muitos romances de época, acabo lendo muitos livros da editora. Além disso, eles sempre estão lançando livros novos (para a minha felicidade e infelicidade do meu bolso) e agora eles estão com uma nova coleção no mercado. São três livros, escritos por mulheres e que falam sobre mulheres atuais, lutando sua próprias batalhas, intitulado "Romances de Hoje". Além disso, tenho que parabenizar toda a produção das capas, que estão lindas (e encheram o meu coração de vontade de exibi-las na minha estante) e com títulos super convidativos para uma pessoa como eu, que adora um tom fofo e apaixonado. 
São mais três histórias que entram para a minha lista de desejados e decidi trazer aqui para o blog, para você, um viciado em romances como eu, sofrer um pouquinho comigo. (Aliás, estou participando do sorteio e seria lindo se ganhasse - não vou ganhar) 


A Casa dos Novos Começos, Lucy Diamond  


Gosto muito de histórias que envolvam mais de um personagem ou dois como centrais, acredito que isso permite que o leitor tenha uma visão sobre diversos assuntos e tipos de pessoas diferentes, o que é sempre enriquecedor. Além disso, a história fala sobre mulheres que se unem e juntas se tornam mais fortes e só por isso merece ser lido várias vezes. Afinal, temos sim que nos unir e nos tornar cada vez mais fortes.

Sinopse: Em uma casa elegante próxima à orla, três moradoras têm mais em comum que imaginam...
Uma terrível descoberta leva Rosa a largar uma carreira de sucesso em Londres e, num impulso, recomeçar a vida como sous-chef em Brighton. O trabalho é árduo e estressante, mas a distrai. Bem, pelo menos até ela conhecer a adolescente emburrada que mora no apartamento ao lado, que a faz questionar suas escolhas. 
Georgie se muda para o Sul com o namorado, Simon, atrás de uma incrível oportunidade...para a carreira dele. Mas ela está determinada a ser bem-sucedida como jornalista e faz de tudo para trabalhar para uma revista local. A princípio, a cidade parece recebê-la de braços abertos, mas não vai demorar muito até ela se meter em várias enrascadas.  
Após uma grande tragédia, Charlotte passa as noites isolada em seu apartamento. Porém, Margot, uma senhorinha estilosa que mora no último andar, tem outros planos para ela. Querendo ou não, Charlotte vai precisar encarar o mundo real...e todas as suas possibilidades. 
Quando as três mulheres se conhecem, a esperança renasce, a amizade floresce e um novo capítulo se inicia na vida dessas mulheres. 

A Pequena Livraria dos Sonhos, Jenny Colgan 


Em disparada, esse foi o que eu mais quis ler. Primeiro que eu amo essa "vibe" de livraria e uma história que envolva viagens e na Escócia gente, Escócia! Meu coração fã de Outlander chega bate mais rápido. Fora isso, a autora parece ser uma fofa e conforme ela disse: "Tentei escrever o tipo de livro que adoro - convidativo, engraçado (ESPERO), com caras gatinhos (LÓGICO), mas também totalmente dedicado a nós, amantes de livros: os leitores." Só por ela ter dito isso, já me representou demais (principalmente na parte de homens gatos) e automaticamente me conquistou.

Sinopse: Nina Redmond é uma bibliotecária que passa os dias unindo alegremente livros e pessoas - ela sempre sabe as histórias ideias para cada leitor. Mas, quando a biblioteca pública em que trabalha fecha as portas, Nina não tem ideia do que fazer. 
Então, um anúncio de classificados chama sua atenção: uma van que ela pode transformar em uma livraria volante, para dirigir pela Escócia e, com o poder da literatura, transformar vidas em cada lugar por que passar. Usando toda a sua coragem e suas economias, Nina larga tudo e vai começar do zero em um vilarejo nas Terras Altas. Ali ela descobre um mundo de aventura, magia e romance, e o lugar aos poucos vai se tornando o seu lar. 
Um local onde, talvez, ela possa escrever seu próprio final feliz. 

Desencontros à beira-mar, Jill Mansell 


Esse aqui tem cara de que vai me fazer chorar e rir. Muitas vezes não tenho psicológico para esses livros, mas são o que mais geram aquele calorzinho no meu peito, me fazem suspirar e pensar dias a fio sobre a história. Então estou bastante animada para conhecer a história de Clemency (que parece ser tão trouxa como eu) e sofrer um pouquinho com mais um romance.

Sinopse: Clemency se apaixona por um belo estranho que senta ao seu lado durante um voo e logo começa a fazer planos para um futuro a dois, mas acaba se decepcionando ao saber que ele é casado. 
Sam, o homem encantador do avião, aparece três anos depois na cidade litorânea onde Clemency mora, só que não veio à sua procura: desta vez ele está envolvido com a irmã postiça dela. 
Ronan, melhor amigo de Clemency, aceita embarcar em um plano maluco e fingir um relacionamento amoroso com ela para provocar ciúmes. Pela primeira vez, o jovem sedutor não sabe o que fazer para conquistar a mulher que realmente ama.
E assim os desentendimentos e a confusão começam. 
Enquanto o sol esquenta a areia e o mar turquesa cintila, uma verdade fica clara: segredos enterrados sempre acabam vindo à tona.