"Parece que existe um rio entre nós, e não sei como construir uma ponte."

Eu mal conseguia esperar o livro acabar para vir correndo falar sobre ele. Aproveitando o isolamento e os eBooks gratuitos disponibilizados pela Amazon, baixei vários deles e o da vez foi esse. A escolha foi aleatória, visto que baixei muitos, mas um pouco depois de começar a leitura, conversei com a Isabelle e ela me disse que não tinha baixado ainda porque havia lido algumas críticas e o livro não era tão bem avaliado quanto se espera. Quão grande foi a minha surpresa quando, ao terminar de ler, eu percebi que amei o livro? 

99 Dias: 1 complicado amor de verão

Autora: Katie Cotugno
Editora: Rocco
Ano de publicação: 2014 (Publicado no Brasil em 2018)
Número de páginas: 384
Narração: Narrador-personagem, 1ª pessoa
Título original: 99 DAYS

Sinopse: Será que um erro pode definir quem você é? Molly Barlow traiu seu namorado. Com o irmão dele. E a mãe dela fez o favor de escrever um livro contando a sua história, que deveria ser um segredo entre elas. Um livro que se tornou bestseller, e que virou a vida de Molly de cabeça para baixo. Para fugir da espiral de ódio e fofoca que suscitou em Star Lake, a garota decide viver um ano fora, num internato. Mas quando volta à cidade no verão, para passar os 99 dias que faltam até entrar para a faculdade, ela tem que acertar as contas com aqueles que lhe fizeram mal e tentar resgatar os laços com quem era especial para ela. Autora do bestseller Duas Vezes Amor, também publicado pela Rocco Jovens Leitores, Katie Cotugno conta a história de Molly Barlow em 99 capítulos - ou dias - de leitura vertiginosa, em que aborda temas como amor, traição, culpa e perdão.

Várias coisas nesse livro me fizeram engolir as páginas pela ansiedade de saber como seria o desenrolar das coisas. E, certamente, uma das melhores coisas foi a personagem principal, Molly, que nos conta sobre como decorreram os 99 dias que antecedem sua nova vida, saindo de sua cidade, onde todos a odeiam e fazem questão de deixar claro que ela não é bem-vinda.
Molly Barlow cresceu em torno da família Donnelly, com os gêmeos Julia e Patrick, e o irmão mais velho, Gabe. Os quatro desenvolveram uma amizade que chegava a alcançar níveis familiares, com os quais Molly já estava muito acostumada. Quando começou a namorar Patrick, todos imaginavam que seria assim para sempre - os dois juntos, os outros irmãos Donnelly como amigos, tudo na mais perfeita harmonia. Até a mãe de Molly publicar um livro contando a história do único deslize de Molly durante o relacionamento: trair Patrick com Gabe. 

"Star Lake tem esse ar de alguma coisa que foi mas não é mais, como se você caísse de paraquedas na lua de mel de seus avós por engano."

Molly passou a ser tão odiada por toda a cidade que decidiu passar o último ano do ensino médio em uma escola integral para meninas no Arizona, ou seja, do outro lado do país. Depois de se formar e antes de ir para a faculdade, Molly precisa voltar para a pequena e conservadora Star Lake e encarar as consequências do que fez.

"O segredo era quase pior que o ato, como todos os dias que passamos juntos depois daquilo foram uma mentira de proporções épicas, um milhão de pequenas inverdades formando uma crosta sobre a mentira maior."

Acontece que, pensando assim, ela merece todo o ódio do qual tem sido vítima desde que a bomba estourou. Merece que a chamem de "vadia suja" e que risquem o seu carro com uma chave. Pelo menos, é o que a própria Molly acredita. Mas, por outro lado, uma traição não é feita só com um, certo? E mesmo que a gente caia nessa de pensar que a culpa "maior" é dela, por ser a namorada, Gabe era o irmão e sinceramente? Para mim pesa muito mais.
Digo isso porque de tudo o que Molly tem sofrido, Gabe não sentiu nem a metade. Nem um quarto. Foi como se ele não tivesse nem feito parte disso. Julia, de quem Molly era muito amiga, passa a condená-la. Sem entender os dois lados. Sem dar novas chances. 
Acredito que 99 Dias seja muito sobre isso. Perdão, novas chances, erros e não necessariamente acertos, mas outras maneiras de seguir em frente. 

"Queria saber quem ele é agora, se é capaz de jogar fora uma coisa que quis por tanto tempo como se não fosse importante."

Patrick foi muito magoado. O que Gabe e Molly fizeram mexe com toda a família dos Donnelly, como mexe com a família Barlow também, porque Molly nunca mais foi a mesma com a mãe. Mas algumas atitudes não são justificáveis pela mágoa. Cabe a cada leitor decidir se entende Patrick ser estúpido, como ele é várias vezes durante o livro, por ter sido magoado ou se isso vai além. Ao mesmo tempo que Molly se sente mal por tê-lo traído, ela vê ainda muitos motivos para amá-lo, porque o que eles viveram foi muito mais importante para ela. 

"- Odeio isso - repete quando me alcança, quando está perto o bastante para eu poder sentir seu cheiro familiar. Meu Deus, Mols, como consegue não odiar isso? Estar no mesmo carro que você me faz querer arrancar a pele! Odeio isso. Odeio."

E do outro lado, o Gabe, tão divertido quanto a Molly, muito mais leve e compreensivo do que Patrick. Ele também é mais seguro do que Patrick e a única pessoa que dá margem à Molly sem que ela precise se humilhar para isso. Ele é o seu alívio durante os 99 dias. É por quem Molly está se apaixonando no meio desse furacão que são os sentimentos e a forma de sentir as pessoas de formas diferentes. 

"Ele me vê olhando em sua direção e sorri. Penso em suas histórias engraçadas, no jeito interessado como ele conversa com cada pessoa na cidade. Penso em como ele conhece minhas partes feias e gosta de mim mesmo assim, como não se mostra eternamente desapontado com a pessoa em que me transformei."

O que eu mais gostei no livro foi, definitivamente, a incerteza. Eu já perdi a conta de quantos livros de romance se torna fácil adivinhar com que casal aquele triângulo amoroso vai acabar. Isso porque, em algum momento, se tornava mais claro quem não seria tão doloroso magoar e quem doeria uma vida inteira se não fosse a pessoa escolhida. Penso, então, que é assim que a maior parte dos protagonistas fazem sua escolha. Quem é mais importante. Quem é mais fácil de tirar da própria vida. Não quer dizer que não seja difícil, mas eles sempre buscam o que doeria menos. 
No caso de 99 Dias, eu não senti isso. Eu não consegui imaginar com quem ela decidiria ficar, mesmo que tivesse a minha torcida. E, no fim das contas, a melhor coisa foi a decisão final. Porque é toda uma trajetória de culpa e traição, esperar finais perfeitos é idealizar demais até o que já está fadado ao caos. 
E foi assim que o livro me conquistou, foi quando percebi que é sobre histórias que nós vivemos durante a vida e que não necessariamente precisam sempre ser um drama completo. Não precisam ter um clímax surpreendente, muito menos um desfecho feliz e justo. Algumas histórias são simplesmente interrompidas, espontaneamente ou não. 
Tenho algumas críticas negativas em relação a relacionamentos abusivos e tendências à gordofobia, no que diz respeito ao Patrick durante o namoro deles e à Molly, que engordou alguns quilos durante o ano afastada e se sente mal por isso. 
Apesar disso, são intensos e divertidos 99 dias que, para nós, passam rapidinho em um ou dois dias, porque Molly é engraçada, envolvente e não tem como não sentir empatia por ela. Indico este livro para aqueles que gostam de uma boa história intensa, com indecisões e emoções inerentes ao nosso viver e se não se importam que as coisas são saiam exatamente como o esperado. 

"- Sabe o que a gente precisa decidir quando é escritor? [...] Que histórias devem ser resolvidas no final, Molly - diz. - E quais devem ser abandonadas."



Autor(a): Chimamanda Ngozi Adichie 
Editora: Companhia das Letras
Nº de páginas: 64
Narração: 1ª Pessoa 

Sinopse: 

O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo. "A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente. "Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. "Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: 'Você apoia o terrorismo!'". Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e — em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são "anti-africanas", que odeiam homens e maquiagem — começou a se intitular uma "feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens". Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade.

E aí, mores, todos em casa? Espero que sim. Lógico que para aqueles que não tem o privilégio de fazer a quarentena, desejamos um ótimo trabalho e que se protejam ao máximo. Mas para aqueles que tem um tempão a mais com essa bendito "confinamento", a dica de hoje é esse livro curtinho da Chimamanda e que é super importante. 
Para vocês entenderem o quanto a leitura é rápida, li todo o livro enquanto esperava a minha vez de fazer as unhas! E foi forte. Exatamente como uma conversa de amiga para amiga, aberta, sincera e dolorosa. Pois a cada frase dita por Chimamanda sobre o que ela escutou e escuta no cotidiano, sobre ser mulher, negra e nigeriana, senti socos no estômago. Além disso, parecia que estava escutando alguém falar pra mim porque concordei com a cabeça diversas vezes para a tela do celualar, pois a dor por ela sentida eu já senti em diversos momentos da vida. 
"Se repetirmos uma coisa várias vezes, ela se torna normal. Se vemos uma coisa com frequência, ela se torna normal. Se só meninos são escolhidos como monitores da classe, então em algum momento nós todos vamos achar, mesmo que inconscientemente, que só um menino pode ser o monitor da classe. Se só homens ocupam cargos de chefia nas empresas, começamos a achar "normal" que esses cargos de chefia só sejam ocupados por homens."
Ela começa dizendo que nem se enxergava como feminista a princípio, e a primeira vez que alguém a chamou desse jeito foi um amigo e não de uma forma elogiosa. Esse ponto me tocou muito porque já fui tratada dessa forma, como se pelo mero fato de defender os direitos das mulher automaticamente me tornasse amarga, infeliz e odiasse os homens. 
A autora então cutuca e diz: Então sou feminista e feliz. E isso ocorre centenas de vezes quando todas as pessoas a sua volta tentam desvalidar sua luta meramente pela palavra "feminista". 
E é nesse ponto que vemos o quanto as pessoas fecham os olhos para os problemas que ocorrem com as mulheres e tratam com naturalidade todas as violências que frequentemente sofremos. Então, quando levantamos a nossa voz para simplesmente dizer um "basta", nós somos as revoltadas, mal amadas que não depilam a axila. Pois é preferível nos chamar de histéricas, loucas, do que reconhecer seus privilégios e entender que a hora de falar é nossa. 
"Ensinamos as meninas a se escolher, a se diminuir, dizendo-lhes: 'Você pode ter ambição, mas não muita. Deve almejar o sucesso, mas não muito. Senão você ameça o homem. Se você é a provedora da família, finja que não é, sobretudo em público. Senão você estará emasculando um homem.'"
Buscar a igualdade de direitos, a equidade, deveria ser visto como lindo e todos deveriam agarrar nossas mãos (não nesse momento, lógico) e apoiar a luta feminina. Mas não. É simplesmente melhor ignorar do que tentar aprender o mínimo. O "normal" não pode ser quebrado. Erros não podem ser assumidos. 
"Sejamos todos feministas" deveria ser lido por todo mundo. Ele explicita o abraço que um mulher dar na outra em sinal de apoio por entender a sua dor. Mostra para os homens o quanto eles precisam aprender sobre a nossa realidade e se permitirem sair da bolha que habitam. E vamos incluir vovós, vovôs, pais, mães, amigos e todo mundo mesmo, porque eles também precisam aprender. Chega de normalizar machismo. 
E apesar de tentar me esquivar do ódio, assim como a própria Chimamanda diz, é difícil. É uma batalha contínua. Só que não há como não se enfurecer com o assédio diário, as mortes, violências e tantas outras coisas mais. O que nos resta é transformar esta dor em sorrisos de luta. 
P.S.: Gente, o querido presidente da república, fez um pronunciamento na terça-feira, 24, falando coisas absurdas sobre o atual momento que vivemos. Reitero aqui a importância de vocês se protegerem como puderem e seguirem as recomendações dos órgãos de saúde. O que estamos enfrentando é sério, muito sério. Não bote a sua vida em risco, apesar de saber que muitos não tem essa possibilidade, pela visão deturbada desse homem.

            

                                                                           


Autor(a): Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 656
Narração: 1ª Pessoa

Sinopse:

O esperado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro. Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

Quando li "Corte de Espinhos e Rosas", o primeiro livro da trilogia, jurava que já tinha sido impactada (e tombada) o suficiente. Queridas e queridos, como eu estava enganada! "Corte de Névoa e Fúria" é tão maravilhosamente incrível que parece um surto coletivo. Até agora, depois de 2 dias que acabei a obra ainda estou processando a quantidade de informações que a Sarah despejou em 656 páginas. 
E exatamente por ser um livro muito grande e com reviravoltas e mais reviravoltas é difícil não entrar em grandes spoilers. E eu juro, queria tanto gritar aqui tudo o que acontece nesse livro, mas como não sou malvada não entrarei em detalhes. 
"Queria que meu coração humano tivesse mudado com o restante, se transformando em mármore imortal. Em vez do pedaço de escuridão em fragalhos que agora era, vazando pus para dentro de mim." Página 15
Enfim, depois dos acontecimentos de "Corte de Espinhos e Rosas" (já resenhado aqui), Freyre obviamente não é a mesma, afinal, agora é uma feérica, apesar de manter o coração humano e com isso seus princípios. É como se ela estivesse com a Síndrome do Impostor e sentisse que nada daquilo fosse de fato dela. Além disso, depois de Tamlin recuperar sua força por completo ele aparenta querer minar tudo o que ela é (mesmo que seja por sua preocupação). E o fato dele não conseguir ouvir o seus anseios e de também estar quebrado, faz com que ele se torne uma pessoa que Freyre não quer mais ficar perto. Exatamente por ele não enxerga-la como dona de si. 
Nesse ponto acho importante falar como a história fala sobre o machismo de uma maneira bem clara, e de como homens simplesmente às vezes (em muitos casos, né) não conseguem ver uma mulher como dona de suas decisões e capaz de cuidar de si. Na realidade, são esses que enxergam a mulher apenas como um objeto que deve ficar guardado e sem voz. 
"Ninguém era meu mestre, mas eu podia ser mestre de tudo se quisesse. Se ousasse." Página 338
No fim de tudo, o Tamlin precisa mesmo é de um psicólogo! O macho apesar de ser lindão consegue ser muito vacilão no segundo livro. E é aquilo né, bebê: Quando um macho perde o protagonismo, logo surge outro. E esse outro não é qualquer um. 



Rhysand, ou só Rhys, é o Grão-Senhor da Corte Noturna e diferente do primeiro livro, onde ele não teve tanto espaço, nesse ele se faz rei. Através das páginas e tantas aventuras que vivenciamos juntos descobrimos minúcias do mistérioso e sarcástico Grão-Senhor e eu, que pensava que estava com meu coração blindado, me vi sendo invadida por um novo amor e me apaixonei pelo feérico que só se veste de preto e tem grandes asas. 
Outro detalhe incrível desse livro é exatamente Freyre descobrindo seus poderes e se transformando numa mulher mais foda ainda. E como o livro é em 1ª pessoa, toda essa evolução e os sentimentos conflitantes pelo qual ela passou eu senti na pele.
"Não me importava de sair das sombras, não me importava de sequer estar nas sombras, na verdade, contanto que ele estivesse comigo. Meu amigo por tantos perigos — que lutara por mim quando ninguém mais lutaria, nem mesmo eu." Página 463
Somos apresentados a outros personagens: Mor, Amren, Cassian, Azriel. Todos na Corte Noturna e com nomes que certamente não pronunciei direito. Todos eles são muito bem desenvolvidos (e apaixonantes), com seus mistérios e tramas próprias que fazem a obra se tornar mais incrível, mas não vou falar muito deles porque quero que vocês tenham o prazer de os conhecer. 
Por fim, Nestha e Elain, irmãs de Freyre, tem papel fundamental na trama e me fizeram querer gritar e surtar igual uma louca (fiquem ligados nessas garotas!). Até o Lucien que aparece pouquinho acabou com meu psicológico. 
"Corte de Névoa e Fúria" é um livro incrível, daqueles que tinham que ter na capa "Puta que pariu, é só tombo atrás de tombo" e me fez ter uma das melhores experiências literárias que já tive, causando incomodo, raiva, fúria, tristeza, felicidade e surtos intermináveis que me fizeram soltar todos os palavrões possíveis. 
P.S.: Já favoritei o primeiro livro, nesse acho que vou ter que dar mil estrelas e corações.

             

                                                                             


Eu não sei bem como começar. Sendo sincera, ponderei muito sobre como faria essa resenha, se juntaria os três livros, se faria individualmente. Desde já, posso admitir que fui com muitas expectativas conhecer mais da obra de Jenny Han, uma vez que li Para todos os garotos que já amei e tinha amado. Pensando bem agora, se eu não tivesse esperado tanto dos livros... Será que não teria sido tão decepcionante?

O verão que mudou minha vida

Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Ano de publicação: 2009
Número de páginas: 240
Narração: Narrador-personagem, 1ª pessoa
Título original: The summer I turned pretty

Sinopse: Uma garota. A primeira paixão. E um verão inesquecível.
Sempre que chegam as férias de verão, Isabel Conklin deixa para trás sua vida monótona na cidade e vai com a família para Cousins Beach. A casa de praia é seu segundo lar, e é lá que Belly reencontra as pessoas que mais ama: a melhor amiga de sua mãe, Susannah, e os filhos dela, Conrad e Jeremiah.
Ano após ano, ela tenta se aproximar de Conrad, mas nunca dá certo. Parece que o garoto nunca vai corresponder aos sentimentos de Belly. Dessa vez, no entanto, ela percebe algo diferente: Jeremiah passou a enxergá-la com outros olhos, e os dois estão cada vez mais próximos. Belly mudou. E esse verão tem tudo para ser o melhor de sua vida. 

Estava viajando no ano novo e estava com os três livros no Kindle, aproveitei para ler tudo de uma vez. Além de tudo, ainda demorei horrores para conseguir uma foto decente para o post e, ainda bem, só saiu porque a Isabelle me ajudou.
Demorei um pouco para engatar na história. Embora a escrita da Jenny Han seja bem leve, bem simples, não conseguia me prender tanto aos livros, era sempre um processo mais demorado.
O quadro construído sobre Isabel Conklin para nós, leitores, é de uma menina apaixonada - não necessariamente pelos irmãos Fisher, mas pela vida. Em tudo ela vê razões um tanto quanto poéticas: a forma como o mar a acalma, o significado do verão em sua vida, a insignificância das outras estações. Claramente expressões românticas sobre tudo o que está ao seu redor. 
Acontece que ela vê isso até demais. E, com isso, quero dizer que a protagonista é extremamente emocional e chata. Não me levem a mal, eu mesma sou muito emotiva. Não sei quantas vezes na vida já agi com o coração no lugar de pensar melhor a respeito. Mas ela usa isso, os seus sentimentos intensos, como justificativa para ser chata e inconsistente. Além de achar que o mundo gira em torno da sua própria vida.
Ao lado dela (e no seu pensamento também) estão os irmãos Fisher. Conrad é o mais velho, o cara fechado, ninguém nunca sabe o que ele está pensando, ninguém consegue decifrar suas expressões. É o certinho, que estuda muito, embora nem precise, porque se dá bem em tudo. O exemplo, o líder entre o grupo. E o Jeremiah, o mais novo, que é totalmente o oposto de Conrad. É super transparente, não leva nada a sério, faz piada com tudo. É o melhor amigo de Belly e confesso que no primeiro livro, acho os dois irmãos bem chatos. O Conrad, com esse jeito fechado, acaba sendo só arrogante na maior parte do tempo. E o Jeremiah, penso que há uma tentativa de fazê-lo ser leve, mas algumas vezes as brincadeiras passam do ponto, na minha opinião.
No decorrer do livro, Belly alterna entre momentos do presente e flashbacks para explicar algumas situações. Isso também acontece nos dois livros seguintes, como veremos nas próximas resenhas, mas no primeiro, isso não funciona muito bem para mim. Não há muito o que ser explicado que precise voltar ao passado para entender, porque pouca coisa mudou. Belly sempre foi a menina entre os meninos - os irmãos Fisher e seu próprio irmão, Steven -, deixada de lado, ignorada por ser a mais nova. E ela se martiriza demais por isso. Sente tanta pena de si mesma que quer que os outros sintam também. Culpa os meninos por não conhecer a cidade, culpa por não ir às festas com eles, culpa por não saber da piada ou por ser a própria piada. Tudo bem, eles têm a sua parcela de culpa nisso. Mas ela também não precisa depender totalmente deles.
Além de tudo isso, ainda tem a relação dela com a mãe dos Fisher, Susannah, que é a melhor amiga da mãe de Belly. Susannah é tudo de mais legal para Belly, porque está sempre mimando a menina, com presentes, maquiagens etc. Belly projeta na Susannah tudo aquilo que ela queria que a própria mãe fosse, ainda mais porque as duas são bem parecidas. A mãe de Belly, não. Laurel é talvez a personagem mais racional da história. É talvez a personagem que eu mais gosto, também. É a mãe que a Belly precisa, considerando todo o drama que ela faz questão de viver. Só a Belly não vê isso. E quando vê, parece que esquece rapidamente.
Assim, o livro 1 do Box Verão não é nada demais, para mim. É só uma menina que, como em todos os outros verões, vai para a casa de praia da família, vai nadar, fica com os amigos, sofre por amor. Não tem um clímax, sobretudo por ser muito clichê. Não acontece nada de muito surpreendente, é tudo já esperado. E, para seguir para o livro 2, o mérito é todo da Jenny Han pelos finais instigantes que todos os 6 livros que eu li dela possuem. Um final que mesmo o livro todo sendo enfadonho, me fez ler os outros dois. Mesmo sabendo o que ia acontecer. Mesmo já imaginando - e, porventura, adivinhando - qual seria o final definitivo.
Eu imagino que Jenny quis mostrar uma adolescente como tantas outras já conhecidas, quis que nos identificássemos com todo o drama de Belly. Por um momento, fiquei pensando se toda a raiva que eu passei com o livro não se justifica por eu ter passado da fase que a protagonista está vivendo e já visse as coisas de maneira mais racional, mais pé no chão. E, talvez, alguém com 15/16 anos consiga entender melhor a personagem e até mesmo enxergar-se nela. Eu só senti raiva. E tédio, na maior parte do tempo.
De qualquer maneira, decidi que leria - e, portanto, farei resenha - os dois próximos livros, pois, como eu disse, a autora tem um jeitinho de fazer com que nós desejemos saber o que acontece depois. Além disso, para entender porque a trilogia tem sido vendida como uma história de um livro só.


Olá, senhoras e senhores! Como foram os últimos dias de "tudo ok?"? Fizeram muito mela-mela, pegaram um sapinho básico ou pagaram mico na rua? Se ainda não, restam alguns dias de folia para você se aventurar (e talvez ler o que eu indicar hoje). E eu, uma mera leitora e estudante, estou aqui lendo sobre tretas entre feéricos, beijos na boca de gente bonita, sangue e tudo mais.
No entanto, podemos fazer desse carnaval algo mais light do que a minha leitura atual e se esbaldar naqueles romances que nos fazem suspirar (e talvez chorar igual uma condenada). Por isso, puxando o Bloquinho Adormecidas de hoje, temos os "Loucos por romance". 


Um Ano Inesquecível 

Para começar a nossa listinha básica, temos um livro super amorzinho e que já faz um tempão que li. "Um Ano Inesquecível" é composto por 4 histórias, cada uma se passando em uma estação diferente e para fechar com chave de ouro, o último conto da maravilhosa Thalita Rebouças se passa no carnaval. Quem não adora um amor nessa época do ano? 
Aliás, o livro já está resenhado aqui, então, se quiser saber mais é só dar uma olhadinha (é antiga, mas é válida). 

Sinopse: Dizem por aí que os melhores momentos da vida são vividos na adolescência. Os primeiros amores, os encontros, as festas, as viagens, as surpresas...E são sempre os instantes inesperados que transformam um dia comum em uma lembrança especial, daquelas que nunca deixarão de nos acompanhar
Este é um livro sobre esses momentos doces e sensíveis que não se apagam da memória tão facilmente. Quatro contos, em quatro estações do ano, sobre jovens que passam por vivências e sentimentos intensos. Paula Pimenta nos leva em uma viagem de inverno. Babi Dewet conta como um outono pode mudar tudo. Bruna Vieira mostra a paixão brotando com a primavera. E Thalita Rebouças narra um intenso amor de verão. Histórias de um ano inesquecível que vão ficar para sempre!

Se Miss Lizzy Falasse 

Aqui temos o romance para quem quer sofrer como se não houvesse amanhã e chorar para completar o pacote da sofrência. Mas apesar de toda a dor que esse livro me causou, ele merece ser lido em todas as épocas do ano e com certeza seria a bíblia do bloquinho do cantor Jão. Enfim, aqui temos dois amigos que se conhecem desde a infância e passam a história todinha brincando com a nossa cara e não se declaram um pro outro quando é claro que ELES SE AMAM. Desabafei. O livro também está resenhado, e se você quiser me ver surtando por mais alguns minutos é só clicar aqui.

Sinopse: Anna e Alex se conheceram na madrugada em que a casa da família dela foi engolida pelo fogo; queimou todinha, do começo ao fim. Pelo menos foi o que ouvi dizer. Eu ainda não estava lá. Em compensação, estive lá por muito tempo depois. Rodando por Sheffield e os acompanhando bem de perto, com meus autofalantes entoando músicas que eles chamavam de indie, mas que pareciam apenas barulhentas para uma caminhonete velha como eu. Fiz silêncio enquanto eles liam. Enquanto cochilavam. Se apaixonavam. Ah, sim, eu flagrei todos aqueles olhares de Alex, que Anna nunca viu. E todos os sorrisos dela, que por azar ele não percebeu. Ouvi as declarações que não fizeram, as discussões que engoliram, o amor que aquietaram. Até que nos mudamos para os Estados Unidos. Alex, sua infelicidade e eu. Por muito tempo, fomos só nós. Mas existem boatos de que Anna está chegando. Talvez não no melhor dos momentos, é verdade, mas quem sabe assim ele pare de meter os pés pelas mãos. E, bem, na pior das hipóteses, ainda nos reuniremos outra vez, como nos bons e velhos tempos.


Agora e Para Sempre, Lara Jean 

Talvez seja um erro indicar esse livro, já que ele é o último da trilogia, mas eu só tenho ele físico. Então, vou indicar a trilogia inteira de Para Todos os Garotos que já amei, porque os três tem uma leitura super fluída (Letícia que o diga) e dá para ler rapidinho e suspirar apaixonada pela história de Lara Jean e Peter (amo demais, gente). Você ainda pode aproveitar e assistir os dois filmes disponíveis na Netflix.
P.S.: E também temos resenha aqui, mona mur (dos três livros, viu). Clica aqui para a do primeiro livro, aqui para a do segundo e aqui para o terceiro e último. 
P.S².: Não vai ter sinopse, porque são três livros já.

A Casa dos Novos Começos 

Li esse livro ano passado e fiquei completamente apaixonada por ele e tudo o que ele significou para mim, principalmente por ser mulher. E ele é assim: romântico na medida certa, com cargas dramáticas e que ainda consegue nos fazer rir. Além do mais, o livro fala sobre mulheres e como elas ajudam umas as outras durante as adversidades. A história acompanha 3 personagens diferentes e em nenhum momento fica chato (só leiam, gente). Também tem resenha viu, clica aqui.

Sinopse: Em uma casa elegante próxima à orla, três moradoras têm mais em comum do que imaginam...
Uma terrível descoberta leva Rosa a largar uma carreira de sucesso em Londres e, num impulso, recomeçar a vida como sous-chef em Brighton. O trabalho é árduo e estressante, mas a distrai. Bem, pelo menos até ela conhecer a adolescente emburrada que mora no apartamento ao lado, que a faz questionar suas escolhas. 
Georgie se muda para o Sul com o namorado, Simon, atrás de uma incrível oportunidade... para a carreira dele. Mas ela está determinada a ser bem-sucedida como jornalista e faz de tudo para trabalhar para uma revista local. A princípio, a cidade parece recebê-la de braços abertos, mas não vai demorar muito até ela se meter em várias enrascadas.
Após uma grande tragédia, Charlotte passa as noites isolada em seu apartamento. Porém, Margot, uma senhorinha estilosa que mora no último andar, tem outros planos para ela. Querendo ou não, Charlotte vai precisar encarar o mundo real... e todas as suas possibilidades.
Quando as três se conhecem, a esperança renasce, a amizade floresce e um novo capítulo se inicia na vida dessas mulheres.

A Padaria dos Finais Felizes 

Por último, mas não menos importante, temos a musa maravilhosa da Jenny Colgan, ou a mulher que me fez virar sua fã só com uma introdução de "lugares para ler" em "A Pequena Livraria dos Sonhos". Já em "A Padaria dos Finais Felizes" eu passei muita fome, muita fome mesmo, viu. Mas além de tudo, fiquei completamente apaixonada pelos personagens e por Neil, o papagaio-do-mar. Então se cê gosta de coisas fofinhas que deixam o coração quentinho, este é o livro, my friend. E como sempre, temos uma resenha básica, clica aqui bonitão ou bonitona. 

Sinopse: Um balneário tranquilo, uma loja abandonada, um apartamento pequeno. É isso que espera Polly Waterford quando ela chega à Cornualha, na Inglaterra, fugindo de um relacionamento tóxico.
Para manter os pensamentos longe dos problemas, Polly se dedica a seu passatempo favorito: fazer pão. Enquanto amassa, estica e esmurra a massa, extravasa todas as emoções e prepara fornadas cada vez mais gostosas.
O hobby se transforma em paixão e ela logo começa a operar sua magia adicionando frutos secos, sementes, chocolate e o mel local, cortesia de um lindo e charmoso apicultor.
A padaria dos finais felizes é a emocionante e bem-humorada história de uma mulher que aprende que tanto a felicidade quanto um delicioso pão quentinho podem ser encontrados em qualquer lugar.

                                                                               


É época de folia, de por um top, um short Anitta e cair nos bloquinhos, ou não. Afinal, não é todo mundo que tem estrutura pra jogar glitter na cara e dançar até os pés racharem, às vezes a gente só quer descansar! Pegar um bom livro, ler despreocupada ou maratonar uma série até de madrugada. Por isso, no carnaval de 2020, estamos abrindo alas para o Bloquinho Adormecidas, uma festa silenciosa mas com muito samba no pé. E para começar, o ponta pé inicial será dado pela "Unidos dos amantes dos romances de época".
Ele é em comemoração a você que não irá vestir a fantasia de diabinha mas irá se deliciar com um duque/conde/marquês caindo de quatro por uma mocinha foda. Por esses motivos a indicação de hoje é da série "Os Rokesbys" da rainha suprema Julia Quinn.


Os Rokesbys 

Até agora foram lançados pela editora Arqueiro 3 livros da série que se passam antes de "Os Bridgertons" e todos são maravilhosos! Não sei dizer quando o 4 livro irá chegar nas livrarias, mas espero que em breve. 
Os romances de Julia Quinn são super leves e envolventes (não tem nada de boy lixo) e fazem o tempo passar e a gente nem perceber, ou seja, são perfeitos para os dias de carnaval. 

Uma Dama Fora dos Padrões 

O primeiro livro da série conta a história de Billie Bridgerton e George Rokesbys, um casal totalmente diferente um do outro e que parecem cão e gato quando estão juntos. Em falar nisso, as coisas entre eles (que se conhecem desde a infância) começam a mudar depois que Billie sobe no telhado para tentar salvar um gato (e ela nem gosta deles) e fica presa lá. Acho que vou parar de falar e deixar vocês curiosos para conhecer a história dessa mocinha que usa calças e do mocinho sério demais. 

Sinopse: Às vezes você encontra o amor nos lugares mais inesperados... Esta não é uma dessas vezes. Todos esperam que Billie Bridgerton se case com um dos irmãos Rokesbys. As duas famílias são vizinhas há séculos e, quando criança, a levada Billie adorava brincar com Edward e Andrew. Qualquer um deles seria um marido perfeito... algum dia. Às vezes você se apaixona exatamente pela pessoa que acha que deveria... Ou não. Há apenas um irmão Rokesby que Billie simplesmente não suporta: George. Ele até pode ser o mais velho e herdeiro do condado, mas é arrogante e irritante. Billie tem certeza de que ele também não gosta nem um pouco dela, o que é perfeitamente conveniente. Mas às vezes o destino tem um senso de humor perverso... Porque quando Billie e George são obrigados a ficar juntos num lugar inusitado, um novo tipo de faísca começa a surgir. E no momento em que esses adversários da vida inteira finalmente se beijam, descobrem que a pessoa que detestam talvez seja a mesma sem a qual não conseguem viver.

Um Marido de Faz de Conta 

Aqui temos o rolê mais aleatório que já encontrei em um romance de época. Porque, queridos e queridas, nesse romance que se passa nos Estados Unidos, temos um desmemoriado que acorda de repente depois de ter se ferido na guerra e descobre que tem uma esposa! O pobre do Edward não sabe nem onde está direito e se ver casado. Mas não se preocupem, porque Cecília, nossa mocinha, tem bons motivos e um bom coração. Além disso, o livro se concentra muito na relação dos dois e é interessante ver a construção desse amor, fugindo dos tradicionais bailes e tramas. P.S.: Essa foi a primeira vez que vi a escravidão sendo citada em um romance de época e achei super necessário. 

Sinopse: Enquanto você dormia…
Depois de perder o pai e ficar sabendo que o irmão Thomas foi ferido durante uma batalha, Cecilia Harcourt tem duas opções: se mudar para a casa de uma tia ou se casar com um vigarista. Para fugir desses destinos, ela cruza o Atlântico, determinada a cuidar do irmão. Após uma semana sem conseguir localizá-lo, ela encontra o melhor amigo dele, Edward Rokesby, inconsciente e precisando desesperadamente de cuidados. Mas, para permanecer a seu lado, Cecilia precisa contar uma pequena mentira...
Eu disse a todos que era sua esposa.
Quando Edward recobra a consciência, não entende nada. A pancada na cabeça o fez esquecer tudo que aconteceu nos últimos três meses, mas ele certamente se lembraria de ter se casado. Apesar de saber que Cecilia é irmã de Thomas, eles nunca foram apresentados. Mas, já que todo mundo a trata como esposa dele, deve ser verdade.
Quem dera fosse verdade…
Cecilia coloca o próprio futuro em risco ao se entregar ao homem que ama. Mas, quando a verdade vem à tona, Edward também pode ter algumas surpresas guardadas para a nova Sra. Rokesby.

Um Cavalheiro a Bordo 

Admito que estava super ansiosa para esse livro, afinal, Andrew já havia aparecido do primeiro livro e ele é lindo, charmoso e tudo o que eu queria num boy. Mas nesse livro, a gente tem uma visão mais ampla dele (porque é a história dele, né) e me apaixonei mais ainda. Na realidade, esse livro se faz tão bom pelo carisma dos personagens, pois tanto Andrew quanto Poppy são muito carismáticos e se provocam e se atiçam a todo momento. E essa química entre os dois é essencial porque a história quase toda gira em torno apenas dos dois, por ambos estarem em uma navegação e ela recolhida no quarto do capitão. Minha única observação é que quando as coisas começaram a fluir entre Andrew e Poppy eles não tomavam banho há um tempão, deviam tá fedidos, viu. 

Sinopse: Ela estava no lugar errado…
Durante um passeio pela costa, a independente e aventureira Poppy Bridgerton fica agradavelmente surpresa ao descobrir um esconderijo de contrabandistas dentro de uma caverna. Mas seu deleite se transforma em desespero quando dois piratas a sequestram e a levam a bordo de seu navio, deixando-a amarrada e amordaçada na cama do capitão.
Ele a encontrou na hora errada…
Conhecido entre a alta sociedade como um cafajeste e um corsário inconsequente, o capitão Andrew James Rokesby na verdade transporta bens e documentos para o governo britânico. No meio de uma viagem, ele fica assombrado ao encontrar uma mulher na sua cabine. Sem dúvida sua imaginação está lhe pregando peças. Mas, não, ela é bastante real – e sua missão para com a Coroa o deixa preso a ela.Será que dois erros podem acabar no acerto mais maravilhoso de todos? Quando Andrew descobre que Poppy é uma Bridgerton, entende que provavelmente terá que se casar com ela para evitar um escândalo. Em alto-mar, as disputas verbais entre os dois logo dão lugar a uma inebriante paixão. Mas depois que o segredo de Andrew for revelado, será que ele conseguirá conquistar o coração dela?
E é isso, gente. Espero que tenham gostado da primeira edição do nosso bloquinho e já já voltamos com os romances de fazer o coração ficar apertadinho. 

                                                                           

Autor(a): Andresa Rios 
Editora: Clube P.S.:
Narração: 3ª Pessoa
Nº de páginas: 152

Sinopse: 

Helena quase é uma adolescente como as outras: escuta broncas da mãe, gosta de passar um tempo com a avó e tem uma melhor amiga. A diferença é que não se sente muito boa nessa coisa de ser humana. Foi por isso que optou pelo curso técnico oferecido em um hospital: para se preparar para um emprego mundano que condiga com sua identidade. Afinal, onde mais poderia estar rodeada de tantas mortes? Ou melhor, de tanta gente prestes a morrer, porque já faz algum tempo que ela descobriu ser a morte em pessoa. O problema é que talvez essa condição não seja apenas sua. Um garoto novo chegou à escola, e agora as pessoas não precisam de sua ajuda para fazer a passagem. Mas Helena não está disposta a abrir mão da única coisa que a torna especial. E vai lutar de todas as formas para desmascarar o impostor que está tentando tomar o seu lugar.

De todos os livros da série Deusas da P.S.: que li até agora, Helena foi o que achei mais diferentão desde quando recebi os primeiros e-mails do clube explicando sobre o que seria a história. E realmente ele tem a pegada mais diferente, porque a protagonista do livro é a morte. A morte no corpo de uma adolescente como qualquer outra e não entende porque logo ela é a responsável de fazer a passagem das pessoas para o outro lado. 
As coisas começam a mudar quando um novo boy (e bonito, viu) começa a frequentar sua escola. Dizem que garotos são sempre um problema, não é? Só que eu tenho certeza que se quando é a morte, os problemas surgem naturalmente, ainda mais quando Helena descobre que existe outra ceifadora tentando roubar seu posto. Aparentemente o mercado está disputado e Helena não quer perder seu job. 
"Sentiu um gosto na ponta da língua. Se parecia com molho de tomate. Helena sorriu. Nunca soube o porquê de todas aqueles sons, cheiros e sensações, mas todas as almas que levava deixavam uma marca para trás. Com o tempo, começara a pensar que era parte da teoria da vida passando diante dos seus olhos: talvez, naquele momento, Conceição estivesse se lembrando de coisas boas que aconteceram em sua trajetória. Um almoço de domingo, quem sabe? Ou um jantar romântico. Helena adorava imaginar, porque o contexto sempre lhe era agradável." Página 10
Apesar do livro ser curtinho, muitas coisas acontecem e talvez esse tenha sido um problema. Porque toda a mitologia que Andresa criou (e eu tenho certeza que existem várias nuances da história na cabeça dela) é extremamente rica, e percebi isso apenas pelas pequenas informações que são reveladas durante a leitura. Então, a sensação que tive quando finalizei o livro era que apesar de ter gostado muito da leitura, fiquei com aquele gostinho de quero mais e que sabia que a mitologia criada tinha potencial para muito mais. 
E a história fala sim sobre duas mortes e não tem nada de obscuro (ou trevoso) nisso. Na realidade, o tema morte é muito naturalizado e tratado com muita simplicidade, mostrando que é algo que vai chegar a todo mundo e que vai doer mesmo. Mostrar que o sofrimento, o luto e toda a dor causada por uma morte atinge todo mundo (e que isso é normal) é um dos trunfos do livro.  
Além disso, se fala muito sobre amizade, problemas familiares e um pouquinho de romance, sem aquela rivalidade chata entre mulheres. 
Helena - Os dois lados da morte é o livro que vai tirar aquela ressaca literária irritante, te fazer refletir, se divertir, e vai acabar quando cê mal perceber. 
P.S.: Ainda dá pra comprar o livro nesse link e acompanhar a Andresa no @andresa7ios

                                   

                                                               

Imagem do Blog Adormecidas

Autor(a): Barbará Sá, Bruna Catarina, Cínthia Zagatto, Jariane Ribeiro, Jéssica Anitelli, Laura Cossete, Vallen Lee
Editora: P.S.: Edições 
Narração: 1ª e 3ª pessoa
Nº de páginas:142

A primeira antalogia da P.S.: Edições é uma coletânea de 7 contos de autoras nacionais, sendo que 2 foram convidadas, uma foi a organizadora e 4 participaram de um concurso promovido pela editora. O tema central do livro é o amor. O sentimento que atravessa décadas, cruzando de 1950 a 2010, representado de diversas maneiras, desde o amor que sofre e encara a realidade de um mundo cruel à aquele fofo e engraçado de quem precisa se libertar um no outro.
Os contos são curtinhos, com personagens cativantes e de todos os tipos, o que o torna super representativo e consegue atingir mulheres brancas, negras, baixas, altas, héteros, bi, lésbicas, mas principalmente aquela mulher que deseja conquistar os seus sonhos, e não falo de amor aqui. Sonho de se descobrirem como são, de liberdade, de luta de causas e de além de tudo se aceitarem.
São histórias diferentes, mas todas falam sobre ser mulher, amor (e suas consequências) e de como temos que batalhar para sermos aceitas independente se estamos nos anos 50 ou em 2020.

1950
A Trapezista de Brilhantina, Valen Lee

Sinopse: A cidade de Diamantes atribuiu a palavra tragédia à definição do circo. Vera Lúcia nunca viu um de perto, mas isso nunca impediu que desejasse voar em um trapézio. Agora que pode acontecer, ela irá até contra a família para não perder a chance.

O conto que abre o livro fala sobre muitas coisas em poucas páginas e ainda consegue transmitir uma mensagem importante para o leitor. No primeiro conto da dupla intitulada Valen Lee, as duas me mostraram confiança e uma harmonia praticamente perfeita (é sério, não fazia ideia de que eram duas autoras).
O propósito de todos os contos era a luta de mulheres pelo o amor. E no primeiro contato com o livro, foi interessante ver como essa luta por amor não está apenas ligada a um relacionamento amoroso, pois apesar de Vera Lúcia encontrar a personificação do amor em um homem, a verdadeira luta dela é pelo sonho de ser trapezista, pelo o que realmente ama.
Foi uma leitura super rapidinha e agradável, mas pelo fato das autoras terem pouco espaço para desenvolver algo tão drámatico, com grandes desdobramentos, fez com que a história terminasse no seu clímax, realmente me impactando, mas que fez com que sentisse falta de algo a mais.
     
     

1960
Encontro ao nascer do sol, Bruta Catarina

Sinopse: Após se casar e ser uma esposa obediente e respeitosa, como a mãe lhe ensinou, Francisca conhece a filha do vizinho, que acaba de voltar da cidade grande. E de repente conversar com ela é muito melhor do que estar na companhia do marido.

É sempre uma satisfação ver mulheres que falam sobre livros tomarem o lugar de protagonistas e escreverem suas próprias histórias. E é um privilégio falar sobre a história escrita pela Bruna. Enfim, Francisca tem um boy lixo dentro de casa (o que apesar de se tratar da década de 60 não se difere de diversas realidades de casais de 2020), e não conhece o amor. Tudo o que ela conhece é o ciúme e o mau humor de seu marido.
Tocar no ponto do machismo é algo que automaticamente a leitura se identifica, afinal, infelizmente, todas as mulheres são vítimas de machismo. E por mais que seja um assunto tão discutido, é algo que a gente sempre precisa está gritando por aí enquanto formos obrigadas a ouvir tantas atrocidades diariamente. Sobre o amor, gosto como as coisas entre as duas personagens é natural. Os sentimentos surgem espontanemente e nem elas sabem explicar direito o que estava acontecendo entre si. Por fim, só senti falta de um pouco mais de espaço para o casal.


1970
Julgando amor, Barbará Sá

Sinopse: Estagiar naquele escritório de advocacia já vai contra seus princípios, e Isabel ainda tem que se esconder do presidente. É culpa de Antônio que seus pais estejam em "viagem" para fora do país. E é melhor que nem descubra que namora o filho dele.

Barbará já é bem conhecida no mundo dos livros (bem digital influencer rica) e creio eu que já tenha alguns contos na Amazon (não tenho certeza). No seu conto da década de 70, temos praticamente um conflito de classes e ideologias. Eu particularmente adoro! E me revolta muito saber que existem pessoas hoje que acham 'ok' toda a opressão que ocorreu nesse período (não sei porque ainda me surpreendo com a humanidade). E aqui temos um problema, porque Isabel gosta do filho rebelde do dono da empresa de advocacia que trabalha e este nem imagina que a "comunista" é estagiaria da sua empresa. Esse foi o primeiro conto que os personagens não se apaixonaram, mas que já estavam apaixonados, e foi legal ver como a autora escreveu sobre um casal que já tinha construído uma história. Gosto muito de conflitos políticos e históricos, e ela soube representar isso bem, só esperava um conflito mais "papoco" nas últimas páginas.


1980
O sol sempre nasce por volta das seis, Jéssica Anitelli 

Sinopse: Poderia ser uma noite como todas as outras para aqueles que enfrentam a ditadura, mas a sede de um jornal da resistência foi descoberta. Amora conseguiu fugir, e agora Dandara precisa encontrá-la antes que seja capturada por um torturador. 

O grande diferencial desse conto pra mim é o fato dele passar durante apenas um período, da noite até o início da manhã. É como se fosse realmente um filme que começa cheio de adrenalina no meio da escuridão e termina com um sopro de esperança ao nascer do sol. É uma mensagem linda e trouxe realmente um clima da correria para a história. Já faz uns dias que li e algumas coisas ficaram gravadas na minha mente exatamente como cenas de um filme. O negócio é que essa uma noite tinha muito potencial para se desenvolver e talvez umas páginas a mais tornassem o arco mais legal ainda.


1990
Rivais?, Laura Cossete 

Sinopse: A melhor aluna e o garoto mais famoso da classe estão concorrendo ao comando do grêmio estudantil, mas algo aconteceu no porão da escola para mudar o foco da disputa. Agora eles estão mais preocupados com uma aposta do que com as eleições. 

Quando acabei de ler "Rivais?" depois de um simulado da autoescola, tava rindo igual uma boba, com aquela sensação gostosa de ter acabado de ler um bom romance. Nesse mesmo momento me perguntei porque nunca lido nada da Laura. Onde cê tinha se escondido, mulher? Ou onde eu estava? Porque você escreve de um jeito tão gostoso e que me traz tanta felicidade que quero gritar pro mundo o quanto é maravilhosa. Na história, ela conseguiu trazer tudo que gosto: muitas referências, de locadora de filme a *NSYNC, rivalidade, uma mocinha decidida e um mocinho descarado (Deus, me desculpa, mas eu amo). Consigo ver o atrevimento dele de longe e quando ela dizia que ele tava sorrindo eu tava sorrindo também! A Laura dá um show sobre como construir personagens em um piscar de olhos e nos conectar com eles na primeira página. Quero dizer que queria mais deles! Se você quiser escrever e mandar pra mim eu leio com todo o prazer, viu.

           

2000
Amor nas alturas, Jariane Ribeiro 

Sinopse: O sonho de Vivi é ter os novos sapatos de salto de All Star, mas nem mesmo com sua altura natural ela tem coragem de ficar de pé na frente de Enrico, o adorável advogado corporativo sem alma que sempre vem cortar o cabelo no salão de sua avó. 

Jariane, mulher, como tu escreve bem! Tô morrendo de amores pela Vivi e o Enrico até agora. Esse aqui foi outro conto que li na autoescola e fiquei igual uma abestada rindo pro tempo. Eu nasci em 2000, então, esse conto me amarrou no momento que ela começou a falar sobre internet discada, o Orkut, o MSN (que saudade de tremer o bate-papo do povo), a Kelly Key (e eu comecei a cantar Baba, baby igual uma doida) e toda a transformação tecnológica que houve nesse período. Além disso, ele tem que um ar jovial e Vivi falando mal do capitalismo que eu amei! Amei! E amei! Enrico ainda mais é um fofo que escreve depoimento no Orkut e quer ser defensor público. Vivi também tem problemas com sua altura (a gata é um poste e lindona), mas ela descobre o que é alguém realmente valorizar ela e mostrar que mulherão da porra que é. Enfim, amei!

           

2010
Trabalhada no amor, Cínthia Zagatto 

Sinopse: Lana precisa aceitar que a loja de cupcakes não é sua. Enfiada no trabalho exaustivo, que vem roubando todo o seu foco, ela esquece mais um encontro com Davi. Em meio a uma tempestade que parou São Paulo, é melhor correr se quiser chegar a tempo.

Cínthia é uma mulher bem sucedida e que foi obrigada a passar quase um ano aguentando meus e-mails pedindo segunda via de boleto. Tenho até vergonha, gente. Também tenho vergonha de ter e-book dela no Kindle e só ter tido o primeiro contato com sua escrita agora, mas foi lindo também. Aqui temos menina Lana vacilando com seu boy e consigo mesma. A gata fica igual um pinto molhado e pensando "Perdi meu boy, pqp" e nessa viagem de metrô e muitas reflexões, ela descobre que não tem que só que lutar pelo amor de Davi, mas por ela. Gostei de tudo, pô. Também fiquei rindo para as paredes igual uma abestada. 

                  

Espero que tenham gostado da resenha e se vocês escrevem, as meninas da P.S.: estão lançando mais um concurso da segunda antalogia delas sobre o dia dos namorados, e você pode participar pagando o preço do livro (que cê recebe independe de ganhar ou não). Pra saber mais é só clicar aqui.
                                                               
                                                                               


Autor(a): Renata Lustosa 
Editora: Lura 
Nº de Páginas: 316
Narração: 1ª Pessoa 

Sinopse: 

Melissa Belinque é uma garota planejada. Muito planejada. Apaixonada por seu melhor amigo e formada em Psicologia, ela é uma terapeuta especializada em relacionamentos, ms que nunca esteve em um. O que fazer quando, numa reviravolta do destino, Melissa descobre que uma de suas pacientes está apaixonada justo pelo mesmo homem que ela? Ela terá que correr atrás do prejuízo e impedir que o grande amor de sua vida e seus planos para o futuro sejam mandados para as cucuias. Um chick lit divertido sobre uma protagonista com problemas de ansiedade, um pouquinho acima do peso, lutando contra as armadilhas da própria mente. 

 
Tanran, tanram, tanram...O melhor amigo de Melissa vai casar! Que felicidade, não é? Só que não. Só que não, mesmo. Afinal, para variar ela é apaixonada por ele e para piorar, a noiva é sua paciente mimada e sem um pingo de noção da realidade. E agora, quem salvará o coração de Mel? Aparentemente ela mesma em um plano maluco para impedir o casamento (mesmo que seja a madrinha) e conquistar o boy.
É bem óbvio que as coisa não dão nada certo. A nossa atrapalhada terapeuta acaba muito mais ajudando os pombinhos do que os separando, e no meio dessa jornada toda até o dia que eles dirão sim um para o outro ela acaba descobrindo muito mais coisas sobre si, Rafael (o noivo) e Leo (o seu amigo que é muito mais amigo do que o outro).
"Ouvir as palavras saindo da boca dele é como uma flechada na minha bunda. E não no coração. Porque uma flechada no coração teria me matado instantaneamente, ao passo que uma flechada na bunda não me matava, mas me causa uma dor descomunal e me obriga a conviver com isso. Além de ganhar uma cicatriz parecida com uma celulite." Sessão Nove 
O romance de estreia de Renata Lustosa é uma delícia. Nacionais são uma delícia, na realidade. Exatamente porque a identificação com os personagens é de cara, afinal a gente vive no mesmo país, temos o nosso próprio linguajar e saímos daquela bolha gringa que moram todos os chick lits.
Admito que no começo da história não senti tanta liga exatamente por pensar que a Melissa estava focando no cara errado. Sabe quando você briga com o personagem? Era claramente eu com ela. E também por ela deixar algumas coisas passarem. Creio que no fim, o último detalhe que faltou para mim foi consequências mais duras para alguns personagens bem sem noções. Afinal, apesar do amadurecimento desses personagens, eles não deixaram de ser aquelas pessoas que fizeram um pouco de mal para Mel.
Botando essas pessoas de escanteio e falando sobre os melhores amigos da iniciante em terapia de casais, Leo e Pati são realmente seus amigos, daqueles que se metem nos maiores B.Os e continuam firme e forte. Eles são super importantes no desenvolvimento da história e é interessante perceber como o amor entre amigos é retratado e também como às vezes podemos acabar magoando essas pessoas sem sequer perceber.
"— Querida, meter os pés pelas mãos de vez em quando não é uma coisa necessariamente ruim. Só quer dizer que você está tentando." Sessão trinta e cinco 
Por fim, a história para mim não foi sobre Melissa querendo destruir um casamento. Mas sim no seu amadurecimento como mulher. Parece até clichê falar isso, só que ela realmente não confiava em si e acabava se botava muito para baixo por causa de terceiros, pensando que o problema sempre era ela e que por isso não merecia ninguém. Esse é o tipo de pensamento que já passou pela minha cabeça e é incrível como alguém de fora consegue perceber o quanto aquela pessoa é maravilhosa e a gente não. E por causa disso, não apenas Mel, mas milhares de garotas (e garotos também) se inferiorizam por causa de outras pessoas. Tá mais do que na hora da gente perceber o quanto somos e podemos ser bons e felizes.
Outro detalhe que queria adicionar é sobre como o TOC é tratado, e como realmente senti todas as angústias que Melissa sentia ao não conseguir parar de arrumar uma mesa ou limpar o chão 10 vezes mesmo ele já estando limpo. O triste era que ela sabia disso tudo, queria parar e simplesmente não conseguia.
Parabéns a Renata pelo ótimo trabalho, não só na construção da história, mas na diagramação, capa e todo trabalho visual. O livro está disponível em e-book na amazon e no Kindle Unlimited, e físico no site da Re (só clicar aqui).


                                     
                                                 
                                                                                   



Série: The Witcher


Dê um trocado pro seu bruxo, ô vale abundante, ôoooooo....ou...Toss a coin to your witcher, O' Valley of Plenty, O' Valley of Plenty, O'. Começando com a música do nosso querido Jaskier, o Bardo, vamos hoje falar sobre a primeira temporada de The Witcher, lançada em 20 de dezembro de 2019 pela amiga Netflix.

THE WITCHER

Sinopse: Baseado no best-seller de fantasia, The Witcher é um conto épico sobre destino e família. Geralt de Rivia é um caçador de monstros solitário que luta para encontrar seu lugar em um mundo onde as pessoas são mais perversas do que as criaturas que ele caça. Quando o destino leva Geralt a uma poderosa feiticeira, e a uma jovem princesa com um segredo perigoso, os três devem aprender a navegar juntos pelo crescente e volátil Continente.

The Witcher é a adaptação dos dois primeiros volumes da série de livros do autor polonês Andrzej Sapkowski, que são "O Último Desejo" e "A Espada do Destino". Para quem tiver interesse, existe um prelúdio lançado posteriormente pelo autor, chamado "Tempo de Tempestade". Agora saindo do mundo dos livros e falando sobre a série: A história foi uma grata surpresa. Estava animada para o lançamento, principalmente por causa do burburinho da internet e admito, pelo Henry Cavill, mas não esperava que fosse gostar tanto dessa primeira temporada. 
Muitas pessoas já tinham conhecimento do conteúdo do programa, por causa dos games de The Witcher (que não são uma adaptação dos livros) e é interessante observar como a fantasia consegue flutuar em vários nichos, indo dos livros para games e agora para uma série. 
Bem, a série é divida em 8 episódios com aproximadamente uma hora cada e narra a história de Geralt, Yennefer, a feiticeira e Ciri, uma jovem princesa. As três histórias acontecem em linhas temporais diferentes e só no final que elas se encontram no mesmo ponto. Pode parecer confuso no começo, mas se tornou mais um atrativo do seriado. Alguns episódios possuem um ar de caso semanal, pelo menos na parte do Geralt, mas eles são necessários e não deixam de ser importantes no conjunto da obra. Exatamente porque através desses eventos os 3 personagens principais puderam se desenvolver e a mitologia da série ser expandida.

Reprodução Netflix

Porém, é lógico que existem algumas lacunas no meio dos arcos dos personagens e algumas coisas que não ficaram bem explicadas para o telespectador. Uma coisa é saber construir um mistério ao redor de algo e fazer com que as pessoas criem teorias sobre (o que também é importante para popularizar a série), outra é fazer uma situação, ou arco, causar estranheza para quem assiste.
Por fim, a série soube realizar o mais importante que um programa pode fazer: cativar o seu público. Nós nos importamos com Geralt, com a Yennefer (que tem um dos melhores arcos da série) e até com a Ciri que não foi tão explorada como os outros personagens. Além disso, não ficamos só presos nos personagens principais e também nos sentimos ligados a personagens secundários, seja para amar ou odiar. E é dessa forma que The Witcher está construindo uma grande fan base e criando uma conexão muito legal do mundo dos livros, séries e games.
                                     "Pessoas destinadas sempre se encontram."                              
Para quem gosta de uma fantasia, com profecias, umas lutas legais, muita magia e uma menina conjurando umas palavras do nada, essa é uma série para você e te digo mais: ela veio pra ficar.