Autor(a): Judith McNaught
Editora: Bertrand Brasil
Nº de Páginas: 415
Narração: 3ª Pessoa

Sinopse:

Após perder os pais em um trágico acidente, Victoria Elizabeth Seaton é enviada para a Inglaterra, onde se espera que reivindique seu lugar de direito na sociedade inglesa. Assim que chega à suntuosa propriedade de Jason Fielding, ela é vista por seu tio Charles como a mulher perfeita para o sobrinho. Assustada com a má fama do marquês de Wakefield, Tory jamais pensaria que sob a frieza e a amargura de Jason haveria lembranças de um passado doloroso a atormentá-lo. Ele, por sua vez, acredita ser incapaz de amar de verdade, quem quer que seja. Juntos, Victoria e Jason descobrirão até que ponto se pode conter um coração que quer se entregar e todos os obstáculos que só um amor verdadeiro é capaz de vencer. 

Sinceramente, acho que demorei para fazer essa resenha porque eu queria ver se os meus pensamentos conseguiriam se acalmar e eu não viria aqui tão raivosa. Ledo engano. Ainda continuo pensando em como esse livro é TODO ERRADO. Todo errado em caps lock, caixa alta e tudo mais, porque isso realmente precisa ser dito. 
Enfim, esse livro, em ordem, seria primeiro que Algo Maravilhoso (resenhando aqui), mas ambos não tem ligação, além de um nome ou outro e podem ser lidos separadamente. Eu li primeiro Algo Maravilhoso e amei, fiquei super envolvida pela história e pela escrita da autora, então vocês já imaginam, acabei criando uma super expectativa em cima do livro. Me ferrei. 
Em Agora e Sempre, publicado originalmente em 1987 e relançado pela Bertrand Brasil (se não me engano, nesse ano), conhecemos a história de Victoria Seaton, uma jovem americana que após perder os pais acaba indo para a Inglaterra ficar com os parentes vivos (e que nem sabia que existia). Então ela se ver em um outro modelo de sociedade, com homens que ela mal conhece e separada da irmã. Do outro lado, temos Jason Fielding, o rico marquês, marcado pela vida e com todos os complexos e blá, blá, blá, blá.
Primeiro que tio Charles, o duque, decide anunciar o casamento dos dois antes mesmo deles se conhecerem. Victoria aparece e já fica toda confusa com as reviravoltas que estão fazendo com a sua vida. Mas Jason também não quer casar e o noivado fica muito mais como uma alavanca para o debut de Victoria na sociedade londrina. O plano dar certo e uma chuva de pretendes aparece e lógico que Jason se veria muito incomodado com isso, não é?
"— O amor não pode ser forçado a existir." Capítulo 1
Eu poderia resumir toda a história em uma simples frase: romantização de relacionamento abusivo. Não tem para onde correr. Não vou dizer que se cria um relacionamento complicado, que ambas as partes são falhas e toda aquela baboseira. Não. Não vou passar pano para isso. Se você realmente achou essa relação aqui OK, reflita um pouco e pense mais. Por que ser tratada desse jeito não é normal. 
Grosseria, manipulação, são sinais que parecem silenciosos, mas eles estão ai. Talvez o que mais me revoltou nessa leitura foi me deparar com avaliações positivas do livro. Gente falando que Jason é um sonho de consumo, o que automaticamente revelam que elas desejariam esse tipo de homem em suas vidas. Mulheres, lendo isso e agindo como se tudo estivesse OK. Vocês tem noção, que não somente Jason, mas Charles, manipulam toda a vida de Victoria? Não interessa se você é coberta de joias e vestidos bonitos se tudo não passa de um jogo, e não interessa, mais ainda se o livro é de época e os homens se comportassem desse jeito. Não existe graça em um homem tratando uma mulher como lixo.  
Também não interessa que Jason tenha um passado conturbado e por isso seja grosseiro e manipulador. Charles tenta enfiar goela abaixo de Victoria e do leitor que por dentro Jason é o melhor dos homens. Isso pode ter caído bem para Victoria, mas para mim não. E digo para você, leitor, não se engane, seja crítico. As pessoas tem uma ideia de que tudo se cura com amor, mas isso é mentira. Você não pode ser maltratada, manipulada e violentada e continuar pensando que o amor de verdade vai curar tudo. Isso não passa de uma grande e inegável mentira. 
Acho que para finalizar, quero dizer que nesse livro tem uma cena de estupro e que sim, aquilo que eu sei que você está pensando foi estupro. Judith McNaught continua tendo uma escrita incrível, mas erra rudemente nesse livro ao usar uma mulher para suportar tudo no pretexto de "salvar um homem" e criando um personagem masculino absolutamente tóxico. 
Agora eu quero falar para você mulher que ler este blog. Você é suficiente sim! Não deixe ninguém dizer o que você deve fazer, o que deve vestir, te diminuírem. Não deixe ninguém dizer que você é menos do que maravilhosa. Não aceite as palavras rudes e aquelas que só lhe botam para baixo. Isso não é amor. Isso não é salvação. E você não está disponível para ser maltratada por senhor ninguém. 
Por essas e outras que esses livros são perigosos. Por ao invés de abrirem os olhos das mulheres, as cegarem completamente e acharem que está sendo tratada dessa forma é normal e que tudo vai melhorar com uma boa dose de amor.
                                                                 
                                                                   
                                                       




É só sentar e escrever. Era o que eu me dizia quando costumava explorar mais as palavras para expressar o que penso e sinto. Não sei bem quando, nem o porquê, mas perdi o meu costume de escrever. As sentenças se formam na minha cabeça, mas no papel, as palavras não passam de unidades sem valor, parece um poema dadaísta com palavras aleatórias e sem conteúdo algum.
Sinto falta de gostar do que escrevo. Considerava até que podia ser, de certa forma, a minha contribuição artística para o mundo. Era aquela a minha arte, com seus defeitos e tanto a melhorar – hoje, releio os meus textos e me pergunto o que passava pela minha cabeça anos atrás para pensar que havia ficado bom. É, talvez a autocrítica seja um empecilho agora. E eu até que sou grata pela Letícia de quinze, dezesseis anos escrever o que viesse em sua mente porque é justamente isso o que eu não consigo fazer hoje em dia.
Não me leve a mal, eu não estou sofrendo. A vida anda um tanto parada, monótona, e antigamente eu odiaria isso, mas hoje, não. Hoje, estou bem. A calmaria se separa da felicidade por uma linha muito tênue para os meus parâmetros. Pergunto-me se é por estar bem que não consigo escrever, se a minha arte era baseada apenas nas coisas ruins que sentia, se é tão difícil assim falar sobre o que é bom. Já vejo tanta maldade, tanta mentira, tanta coisa ruim acontecendo, pessoas reais com problemas reais... É justo querer falar sobre amor e esperança? Estou certa em fantasiar histórias românticas, ver beleza onde parece não haver?
Olho para a mulher em pé no ônibus, de óculos de grau, cujos olhos parecem perdidos e cansados. O cabelo cortado me diz que ela é vaidosa, assim como as unhas pintadas de vermelho e a sobrancelha feita. Seu rosto não parece tão feliz, mas pode ser só cansaço. Concentro-me nela porque, de alguma maneira, quero acreditar que ela vai me inspirar a escrever alguma coisa. Mas eu só consigo pensar, pensar, pensar. Ela tem filhos? Um relacionamento amoroso? Será que está indo para casa ou indo trabalhar? Eu queria saber a história dela, porque... Bom, eu não sei o motivo, mas ela me despertou a curiosidade e era disso que eu sentia saudade.
E é também o que me causa inquietação. Os dias estão cinzentos, o meu corpo parece sempre mais pesado quando preciso levantar de manhã para ir para a faculdade e eu ainda preciso recuperar o sono de uns três dias atrás... A minha história parece ter caído um pouco na rotina, mas tem milhares de outras para contar, criar, imaginar. E eu não queria que ela focasse nas partes ruins, mesmo que a vida também seja feita delas, como um dos ingredientes principais. As histórias não precisam ser irreais... Quero mesmo que digam a verdade. Mas que não apaguem o que é bom, o que nos faz suspirar e nos dá coragem para viver. 
Hoje, eu quis escrever como eu fazia antes. Sem pensar muito, sem problematizar minhas ideias, sem calcular meticulosamente minhas palavras. Percebi que estava fazendo com a minha arte o que eu não podia fazer com a vida e isso não funcionou. Eu sou intensa, os sentimentos são viscerais dentro de mim, tudo é avassalador. Preciso de algum meio para externalizar tudo isso antes que eu exploda. 
Eu só não decidi ainda se é certo querer falar do que sinto de bom, mas vou continuar tentando, buscando reencontrar o meu espaço mediante o que eu escrevo. No fim das contas, se eu for falar sobre mim e o que eu vivo e vejo, sempre vou acabar falando de amor.

Bloqueio de escrita, ou eu acabo com você ou você acaba comigo. Eu decerto escolho a primeira opção. O título do texto é um trecho da música "Dinossauros", da banda Dingo Bells. Achei muito compatível com o que eu quis dizer. Ou talvez até caia em um paradoxo, mas isso fica para um outro texto. 



                                                                       (Via Pinterest)

Já vi muitos términos. Na maioria, infelizmente, com choros, raiva e mágoa. Acho que só uma vez que vi um que foi completamente amigável, de uma amiga minha com outro amigo meu. Eles nem choraram, mas eu, ave Maria, fui só lágrimas por um tempão. Até hoje digo que acho eles dois as coisas mais lindas do mundo juntos. Mas é isso, a vida continua, você conhece outras pessoas, troca saliva aqui, saliva ali, e aos poucos os amigos e parentes vão esquecendo que um dia existiu um casal entre você e outro alguém. Mas eu não gosto de fins, não sou muito fã do ponto final. Ele sempre me remente a uma tristeza muito grande. Demorou um tempo para que eu entendesse que eles são necessários. Afinal, aquele "e viveram felizes para sempre" não acontece para todo mundo, muito menos para todo casal. Na maioria das vezes você vai passar por muitas histórias antes de encontrar a "certa", quebrar muito a cara e se tornar um pouco mais duro para a vida, talvez se blindar mais. Lógico que você não vai começar algo pensando que vai terminar, né? Apesar do primeiro namorado muitas vezes ser só o primeiro de alguns, ele pode ser alguém para quem você vai voltar no fim do dia. 
Talvez por eu ter tanto medo de fins, que eu nem chegue a começar. Fico travada no primeiro "vamo sair" e se saio, nego beijo no fim da noite, dizendo que não estou preparada mesmo. Na maioria das vezes eu realmente não me sentia pronta nem para tentar. Na maioria das vezes, quem me pedia para sair e um beijo no fim da noite não era quem eu queria. Então continuo na minha, observando a vida e uma cadeia de términos sem fim. Já vi meu pai sair de casa e se sentar na garupa de uma moto e nunca mais voltar, o namorado da minha vó aparecer em um dia e depois não mais, o primeiro doeu demais, lembro do meu rosto de 5 anos encharcado, do meu grito. Aquele término acabou comigo. Acho que foi o único que senti demais. Ficou tão marcado na minha memória que até hoje lembro da minha franjinha querendo cegar meus olhos e do vestido quadriculado rosa, parecendo que ia para uma festa junina. 
O fim não se remete apenas a namoros e afins, amizades também chegam ao fim e dessas eu entendo direitinho. Já fiquei muito puta com amigos meus, já me senti diminuída, traída e até enganada. Já pus um ponto final em uma história que adorava, que pensava que teria capítulos sem fim. E foi aquilo, extremamente doloroso, mas necessário. Assim eu acabo ficando receosa, com medo de tudo e todos, porque não gosto desse estranhamento que abate as pessoas quando elas veem conhecidos que um dia significaram muito. Não gosto do sorriso sem graça, do aceno de cabeça e de seguir o rumo como se aquela pessoa simplesmente não tivesse significado nada para você. Também não gosto dessa ideia de que "tudo foi uma merda", como se os momentos bons tivessem sido completamente deletados e só ficassem os difíceis. Não gosto de como as pessoas se diminuem sobre as outras, de como arrastam relacionamentos por anos e anos, querendo proteger uma família que já conhece todos os seus erros. Não gosto de muitas coisas, mas acho que ficar me repetindo é ruim para o português. Por fim, quero dizer, que me desagrada (olha, sei usar outras palavras) o fato de ver pessoas como completos desconhecidos dentro da própria casa, dormindo em camas separadas, brigando toda hora, não se respeitando de jeito nenhum e nem trocando um beijo verdadeiro, porque ele parou de ser de verdade há muito tempo. É tudo por aparência e infelicidade. Nessa hora, por mais que doa e existam muitas variantes, é importante por um fim. Fechar o livro e guardar no topo da estante, daquelas que é necessário uma cadeira para ser alcançado. Não espere para se afogar em suas próprias lágrimas para entender que términos acontecem, para entender que aquela dor no peito passa e que simplesmente basta a gente escolher uma próxima história, de preferencia, com você de protagonista. 
                                          
                                                       
Nota: Queria dizer que voltei! Ninguém nem lembra de Aquela do cabelo azul e também não vou explicar! Mas queria também dizer que estava olhando os textos antigos e tá tudo errado viu, sinto vergonha. Enfim, espero que tenham gostado desse "comeback", que tenham lido e que essas palavras tenham significado alguma coisa para vocês. 
                                                               


Autor: Ricardo Coiro
Editora: Outro Planeta
Nº de Páginas: 288
Narração: 1ª Pessoa 

Sinopse: 

Este livro não tem príncipes, dragões, nem reinos. Tampouco super heróis. Tem gente como a gente, como você, que sangra, chora e, com sorte, tem orgasmos de acordar a vizinhança; que vive entre o desejo de se entregar e o medo de quebrar o coração de novo. Esta é a história do Leco - um guitarrista gaúcho que gostaria de ter nascido na década de setenta -, da Laila - uma veterinária paulistana recém-traída pelo noivo - e de outros personagens de quem você certamente sentirá saudade depois do último ponto-final. Um retrato divertido, comovente e atual do mais potente sentimento brotando rápido em meio aos caos urbano. 
"Mas o conheço o bastante para acreditar que nunca deixará de ser como eu: há em nós - talvez coisa genética - uma atração inevitável pelo caos, uma espécie de magnetismo que nos deixa de pernas inquietas quando a rotina se instaura e todas as coisas entram nos trilhos." Capítulo 31
E outra vez Isabelle foi enganada. Estou cansada de servir de trouxa até para os livros! Li a sinopse desse livro e fiquei super empolgada pensando que seria uma leitura para aquecer meu coração e me deixar supeerr feliz. "Finais Felizes", tá no título, o que poderia dá errado? Tudo, absolutamente tudo. Sofri largada.
Mas vamos começar do começo mesmo. A leitura quebrou completamente as minhas expectativas, a partir do momento que Leco - o personagem principal - começa a falar muito sobre maconha, cocaína e outras besteiras por aí. Ele realmente tem uma coisa de um homem maloqueiro que só quer saber de tocar o seu som. Foi um impacto grande, porque estou acostumada a ler outros tipos de livros e com uma linguagem de certa forma diferente. A linguagem apresentada nesse livro é totalmente coloquial e regionalizada (o Leco é um gaúcho que fala "Bah" toda hora e que muitas vezes diz umas palavras que eu não faço a menor ideia do que significa), mas não é nada que atrapalhe a leitura e como até em uma técnica de inglês instrumental, o que importa é você entender o contexto todo e não o que cada palavra significa. Além disso, a forma que é escrita é bem suja (pelo menos quando é narrado pelo Leco), e talvez algumas pessoas fiquem meio "méh". Eu acho bem legal, principalmente porque adoro a escrita do Charles Bukowski e ele é o rei desse disso de escrita. Então se prepare para ler peripécias sexuais, referências ao número 2, meleca e a bonita que tem vários nomes mas que por aqui é chamada pela palavra com b (a pussy é o poder, já dizia Valesca Popozuda).
"Ta um minuano de rasgar os beiços. Ainda nem arrancamos e as janelas estão embaçadas. Melhor assim: poucas coisas pinicam tanto quanto a expressão de quem fica." Capítulo 1
Laila é completamente o oposto de Leco. É toda barbiezinha, cuida dos animais, vegetariana, descobriu que tem um par de chifres, e prefere ficar em casa ao invés de toda a badalação das noites de São Paulo. Mas bam! Os dois se conhecem de uma forma bem aleatória e bem típica brasileira (violência no meio, Brasil) e desde então acabam não se largando, com Laila pensando no homem com alma de adolescente (com brinco, cabelão e tudo mais) e que cantou Layla do Eric Clapton para ela e Leco pensando na ruiva bonitona e na "b" dela também.
Até um pouco antes da metade do livro eu estava com raiva da estória e até pensei em desistir. Leco só fazia merda, me dava nos nervos, pois simplesmente não tinha amor a própria vida e Claudinha (amiga de Laia) só falava de macho (e olha que eu falo muito de macho). Porém, eu insisti, e sofri. Os capítulos são bem curtos e as coisas vão acontecendo e acontecendo e você fica "Minha nossa senhora, socorro". Ao passo que Laila e Leco realmente tem uma relação saudável, ela sabe o momento de olhar para si. Leco vive muito de boa, é boa praça, mas uma hora vai acabar morrendo pelo seu próprio desapego e descuido com si mesmo. E dói meu povo. Dói ver como o vício pode ser algo tão filha da puta. E não gente, ninguém muda por outra pessoa. Você não vai conseguir mudar uma pessoa pelo poder do seu amor e coisa e tal. A pessoa tem que mudar por si. É uma escolha única e solitária e nada fácil.
" "E depois Leco? E o futuro?", elas me perguntam, fazem com que eu me sinta um ET por não conseguir pensar muitas casas à frente. Mas eu prefiro ir levando, improvisando de acordo com o ritmo que a vida toca. De que adianta fazer planos pro ano que vem se eu posso bater as botas hoje mesmo, atropelado por um bêbado como eu? O amanhã não passa de uma suspeita que vivemos a confundir com certeza absoluta; e marcar nossos planos numa folha de calendário, por mais que a gente queira concretizá-los, não vai deixar o depois menos incerto." Capítulo 15
Ao chegar na última página do livro, eu realmente percebi que eu tinha me apegado demais com todos ali, mesmo com o cheiro de maconha fictício. Ele mostra uma realidade, com o bom humor brasileiro (citando Jornal Nacional e tudo) e uma boa dose de sotaques.
"Ela Prefere Finais Felizes" é uma boa pedida para quem quer ler algo diferente, duro e de certa forma leve, e nacional! É uma história que conquista, nos faz pensar sobre muitas coisas, e tem uma playlist recheada de rock n'roll.
P.S.: Chegar no final do livro, onde tem "Lista de Músicas" e ler: "Mete com força e com talento", MC Nick, 2018. Foi o AUGE! Nunca ri tanto.

                                       

                                                               


Autor(a): Judith McNaught 
Editora: Bertrand Brasil
Nº de páginas: 406
Narração: 3ª Pessoa

Sinopse:

O mais aguardado romance de Judith McNaught com orelha assinada por Carina Rissi. Alex sabe que é diferente das outras garotas. Após a morte do pai, viu a situação financeira da família caminhar perigosamente rumo ao abismo, e coube a ela se tornar "o homem da casa". Apesar das dificuldades, Alex ainda crê que alguma coisa extraordinária possa acontecer. No entanto, salvar a vida do belo Jordan Townsende, duque de Hawthorne e um famoso libertino, não estava em seus planos, assim como casar com a jovem que o livrara de uma bala no peito não estava nos de Jordan. O duque tem uma dívida com a srta. Lawrence...E ele nunca deixa de quitar seus débitos. Estabelecê-la em uma de suas propriedades, no interior, e, então, retornar a Londres e à cama de suas amantes parece ser o arranjo perfeito. Sua rotina não precisa ser abalada. Exceto que o espírito livre de Alex cativa Jordan, profunda e rapidamente. Um porco tarde demais, o duque percebe que seu coração de pedra não é tão duro quanto imaginou, e sua esposa pode ser um perigo muito maior que aquela bala.
"Amar significava se entregar por inteiro, sem negar qualquer parte de si, como o avô dizia."Capítulo 10
Caí muito de paraquedas nessa obra. Ultimamente tinha visto algum burburinho no Instagram, com recebidos desse livro e de "Agora e Sempre" da autora. Lógico que eu achei as capas uma lindeza só, né? Acabei vendo "Algo Maravilhoso" sendo comentando em um grupo que eu tô e decidi começar a ler, e menina do céu, o que essa mulher, Judith McNaught (com esse sobrenome que não consigo pronunciar) escreve, não é brincadeira. Acho que ela já acorda com o sentimento "hoje a minha mente poderosa irá brilhar e destruir corações". E vocês acreditam que o livro é de 1988? Pois é, quando comecei a pesquisar para saber mais um pouquinho da autora, descobri que esse livro foi lançando quando nem sonhava em nascer e minha mãe tinha 2 anos. Mas cá estamos nós. O livro foi relançado pela Bertrand Brasil e por isso voltou com essa pompa toda. Já tô falando demais, é melhor ir direto para a resenha. 
Para começar que Jordan se acha o rei da cocada preta, com o mantra de "Sou rico, bonito, minha família é uma fraude. As mulheres só servem para o meu bel prazer e blá blá blá blá". O menino só quer fazer o rala e rola com as damas e nada de compromisso (elas também querem se usufruir dos músculos do bonitão). Mas lá ele fica, no auto de sua mansão falando sobre como o sexo feminino é traiçoeiro e blá, blá, blá. Minha vontade era de olhar para a fuça bonita dele e perguntar: "Querido, cê já se olhou? Homens são tão maravilhosos e confiáveis, hahahaha". Claro que a personagem tem um background bem definido e fica bem claro isso, quando nas primeiras páginas é narrado uma família totalmente desestruturada, baseada em aparências. Além disso, ao longo do livro algumas coisas vão ficando mais claras e a gente diz: "Tá bom, querido. Mas não seja um lixo de homem, viu."
"Alexandra era bondade e carinho e confiança. E amor. Ela era a risada pairando pelos corredores, as flores desabrochando nas colinas." Capítulo 31
Alexandra é completamente o oposto. Desde menininha era muito claro que ela era uma joia, mas uma joia bruta, sendo completamente inteira e ela. Ela transpira felicidade e um ânimo que nem ao meio-dia eu tenho, e claro, um bocadão de ingenuidade (ninguém é perfeito). Aí você pensa: "Como é que um duque cheio de pompa e que só gosta de ladys tetudas, acaba encontrando uma mulher, que é praticamente uma menina ainda, totalmente diferente do que a aristocracia inglesa espera?" Simplesmente porque ela aparece em uma armadura e tudo para salvar o duque (que se acha o rei da cocada preta). E como em um passe de mágica, Alex e Jordan estão entrelaçados, unidos pelos preceitos da aristocracia (ele a levou para uma pousada para cuidar de seus machucados - o tonto pensava que ela era um menino! - e plink, mais um casamento para agitar as fofocas nos grandes salões de festa britânicos) e casados sem mal se conhecer.
               "A convenção é o refúgio de uma mente estagnada." Capítulo 4
Então o duque pensa: "Vou me casar com essa sequinha aqui, deixar ela lá na pqp e voltar para os braços das minhas amantes tetutas." Eu digo ou vocês dizem? Muito trouxa esse tal de Jordan. Lógico que ele se encanta pelo o que Alex é. Assim como o leitor, ele enxerga o brilho que Alex tem, a felicidade sem precedentes e um coração realmente puro. Mas Jordan está intoxicado pela sociedade e quis se blindar de qualquer sentimento intrometido. 
Tenho que dizer a você, caro leitor, que a história deu giro de 360 graus e que gritei "YUKÊ" com o espírito de Pabllo Vittar que me invadiu. A partir daí é tiro, porrada, bomba e muita treta! E treta da boa viu. Briga de pobre é bom porque tem aquele bate-cabeça, gritaria e tapa na cara, mas treta de gente rica é babado porque eles ficam só nas indiretas e geral repercutindo.
"— Quando não confiamos em ninguém — disse ela naquele misto de sabedoria e ingenuidade que Jordan achava tão afável —, é impossível se decepcionar com os outros. Mas também perdemos a oportunidade de sermos completamente felizes." Capítulo 10
Jordan continua o revoltatinho e Alexandra brilha! Brilha mais que o Edward Cullen no sol! Tal hora e eu batendo palma para essa mulher. 
O romance deles em meio a tanta treta realmente evolui e apesar do Jordan ser meio revoltado (todo: "sou duque, sou perigoso"), acabei me apegando muito a ele e admirando o seu crescimento ao longo da trama. Afinal, Jordan não é um homem tóxico, e sim, uma pessoa que foi negligenciada do amor e agora não sabe como sentir. Alexandra é Alexandera né. E Judith McNaught (mesmo com esse sobrenome que não consigo dizer direito) é um arraso e merece ser lida. 


                                      

                                                            








Autor(a): Jill Mansell
Editora: Arqueiro
Nº de páginas: 335
Narração: 3ª Pessoa 

Sinopse: 

Clemency se apaixona por um belo estranho que senta ao seu lado durante um voo e logo começa a fazer planos para um futuro a dois, mas acaba se decepcionando ao saber que ele é casado. 
Sam, o homem encantador do avião, aparece três anos depois na cidade litorânea onde Clemency mora, só que não veio à sua procura: desta vez ele está envolvido com a irmã postiça dela. 
Ronan, melhor amigo de Clemency, aceita embarcar em um plano maluco e fingir um relacionamento amoroso com ela para provocar ciúmes. Pela primeira vez, o jovem sedutor não sabe o que fazer para conquistar a mulher que realmente ama.
E assim os desentendimentos e a confusão começam. 
Enquanto o sol esquenta a areia e o mar turquesa cintila, uma verdade fica clara: segredos enterrados sempre acabam vindo à tona.

É engraçado ver a minha expectativa no post que falo sobre os lançamentos da arqueiro no qual esse livro aqui estava incluído. Quero dizer a todos que fui tapeada por essa obra. Tudo o que eu imaginava foi de água a baixo.
Na realidade foi até bom, porque a quebra de expectativa sempre gera bons frutos, fazendo com que o leitor se surpreenda cada vez mais. Enfim, a Jill Marsell é uma autora super conhecida nos States e foi trazida agora para esse novo selo da arqueiro, o "Romances de Hoje", junto com mais duas autoras, a Lucy Diamonds e a Jenny Colgan (que já temos a resenha de seu livro aqui). No geral, esses livros falam sobre mulheres de hoje, com temas atuais e um bom romance, claro.
Mas agora vamos voltar para o livro. "Desencontros à Beira-Mar" realmente tem um titulo que faz total sentindo, porque o que mais rola no livro é desencontros e muita confusão envolvendo muita gente. Lendo a sinopse eu jurava que ia ser a típica comédia romântica onde a personagem principal se apaixona por um babaca que volta anos depois e pra fazer ciúme ela finge um relacionamento com o melhor amigo que sempre a amou. Já tava até com a música da Marília Mendonça na cabeça: "Quem eu quero, não me quer, quem me quer, não vou querer. Ninguém vai sofrer sozinho. Todo mundo vai sofrer.". Tapeada demais. O livro eu poderia dizer que não tem necessariamente um principal, ao contrário, são vários que tomam as páginas com o seu próprio protagonismo. Temos vários capítulos intercalados nas visões das personagens, com inúmeras linhas de histórias que se unificam, afinal, tá todo mundo conectado de alguma forma.
"Às vezes, só às vezes, você decide que não gosta de alguém, mas a pessoa acaba surpreendendo e se mostrando um milhão de vezes mais legal do que você imaginava." Página 16
Clemency realmente é muito engraçada, com pensamentos bem doidos, mas uma mulher de muita verdade e força, que me conquistou de cara. Sam não é aquele idiota babaca que eu pensava, ao contrário, ele tem uma história de plano de fundo super profunda e é um doce. Ronan, o melhor amigo, era o cara que adoraria chamar de melhor amigo (namorado também) porque ele é engraçado, romântico, lindo, o boa praça que toda mãe gostaria de ter como genro. Belle, a irmã de Clemency, é um saco. Ela tem um arco super interessante e legal de acompanhar, mas não deixa de ser chata e uma personagem que sinceramente não faria questão de conhecer. Existem outros personagens na trama, que a fazem ficar super amarradinha e que são ótimos também.
"Porque, às vezes, não importava o quanto apertasse o botão de apagar, aquilo que você estava tentando retirar do cérebro simplesmente se recusava a desaparecer" Página 41
Toda a trama se passa em St. Carys, que é uma cidadezinha litorânea fictícia, que eu adoraria passar longos dias (se existisse né), que trás todo esse clima praiano que eu amo. Praticamente toda a cidade é uma extensão da praia. Além disso, é muito interessante ver como a Jill criou todo o ambiente e ainda fez um mapa (presente no livro), fazendo aquela cidade mais presente ainda em toda a história.



Por fim, o livro fala realmente sobre muita coisa, desde adoção à descoberta sexual e que vale muito a pena ser lido. Porém, tenho as minhas implicações com o texto, que são bem pequenas, mas existem. Toda a história fala sobre temas chaves, mas acho que o fato dela falar sobre tantas coisas tornou os arcos fáceis demais, sem consequências reais e que poderiam acrescentar muito a história. O que parece pro leitor é que ela não quis focar tanto nesses assuntos (apesar de importantes) e resolveu descomplicar tudo. Realmente senti falta de diálogos poderosos a cerca desses temas. E eu sei que a história é uma comédia romântica, mas a minha diva Sophie Kinsella, já me mostrou que comédias tem muito a dizer e transformar, seja seus personagens ou mesmo o leitor.


                                   


                                                               





Foi anunciado ano passado que a Netflix irá fazer a série de "Os Bridgertons" da nossa amada, linda e maravilhosa Julia Quinn. Com o melhor, produzida pela Shonda Rhimes, aquela que destrói nossos corações em Grey's Anatomy. A mulher é praticamente sinônimo de sucesso o que fez todo o fandom ficar eufórico. Mas desde então não tivemos muitas novidades e começamos a pensa se tudo não passava de um sonho. Sendo assim, com um trabalho investigativo e de puro CSI vamos falar sobre o que sabemos até agora sobre a série. 

Produção, Adaptação e Direção 

(Chris Van Dusen via Twitter)

Chris Van Dusen assinou um contrato de vários anos com a Netflix para a parte de desenvolvimento de séries. O produtor e argumentista terá como primeiro projeto o projeto de adaptação de "Os Bridgertons", ele ficará responsável da adaptação, direção, produção e produção executiva junto com Shonda Rhimes e Betsy Beers, dentro do projeto de várias séries que a Shonda tem com a Netflix (Fonte: Centro de Impressa, Netflix).
Mas quem é Chris Van Dusen?
Chris Van Dusen é um homem de confiança de Shonda e conforme o tio Google, trabalhou em Grey's Anatomy, em Private Practice e em Scandal, todas séries de Shonda e que faz/fizeram um grande sucesso mundial, principalmente Grey's Anatomy que despensa apresentações. 
Quem é essa Betsy Beers? 
Betsy Beers é uma produtora de televisão, que também é uma pessoa de confiança de Shonda e trabalha em suas séries como: Grey's Anatomy, Scandal, The Catch, How to Get Away with Murder. E em filmes como: O Vigarista do Ano, Casanova e Planos Quase Perfeitos. 

As reuniões dos roteiristas da série já começaram!

(Via  Twitter)

Em uma postagem em seu twitter, Chris Van Dusen anunciou o primeiro dia de reunião com os escritores da série. O que significa que a produção finalmente está começando. 

Julie Andrews como a voz de Lady Whistledown 


(Via Deadline)

Finalmente no dia 19 de junho foi divulgado a primeira atriz do cast de "Os Bridgertons" e não poderia ser melhor! Julie Andrews, uma atriz super premiada, com cara de realeza, que até já fez uma rainha em "Diário da Princesa" e "Diário da Princesa 2" é um nome de peso para a série. Além de gerar destaque e notícias, o que ajuda na divulgação da produção da Netflix, Julie Andrews fará o papel de voz da nossa querida Lady Whistledown, a nossa fofoqueira do século 19, mais bem informada que o Leo Dias. E porque além do óbvio dela ser uma atriz maravilhosa, isso é bom para a série? Por que isso mostra o tom que a produção terá, fazendo a identidade de Lady Whistledown realmente ser um segredo e algo que irá instigar seus telespectadores. 

Possíveis Locações 

(Reprodução Instagram/@juliaquinnauthor)

Por último, mas não menos importante, Julia Quinn, postou essa foto nas escadarias do Palácio Mirabell em Salzburg, Austría com a seguinte legenda: "Pelo últimos dois anos minha foto de perfil no Instagram tem sido eu nas escadarias de DO-RE-MI em Salzburg, Austria. Coincidência? EU ACHO QUE NÃO. @byshodaland #bridgerton #bridgertons #bridgertonseries #bridgertonnetflix #sounofmusic" (tradução livre feita pela lindíssima pessoa chamada eu). 
Essa postagem poderia significar uma possível locação para a série, ou simplesmente o fato de "A Noviça Rebelde", filme protagonizado por Julie Andrews ter uma cena com a música "Do-re-mi" nas escarias desse palácio. Enfim, sobre isso só o tempo dirá. 
Por fim, acho que é isso, a série ainda parece está em pré-produção, tanto que não temos nenhuma data de um futuro lançamento ou mesmo de quando as filmagens irão começar, não temos nem um Bridgerton anunciado! Espero que tenham gostado do post e que em breve venha aqui contar mais coisas dessa série super aguardada. 

                                                             

(Via Pinterest)

Assim como a felicidade às vezes chega de mansinho, ocupando espaços desconhecidos e fazendo sorrisos sem sentido brotarem em nossos rostos, a tristeza também sabe chegar sem falar nada, se acomodando aos poucos no nosso peito, causando um peso desconhecido, se embrenhando nos nossos pensamentos como pequenas garrinhas que querem tomar tudo. Parece como em um dia ensolarado, em que o céu está azul, o sol brilhando sob nossas cabeças, quando do nada aparece uma nuvem carregada para nublar tudo. Você fica procurando por todos os cantos por um pedacinho de sol e nada. Às vezes simplesmente não entendemos porque essa tal de tristeza resolveu aparecer, por que esse aperto no peito se tornou sufocante, e por que as lágrimas que querem sair e você tenta controlar de todas as formas porque simplesmente não entende o que elas estão fazendo ali.
Uma coisa que aprendi com a minha irmã de quase um ano, é que sempre choramos quando algo está errado (só não quando é de felicidade, né). Mas porque algo estar doendo, porque estamos estressados e não conseguimos fazer nada, entre tantos motivos que não conseguiria por aqui. A questão é que o choro, assim como a tristeza são importantes, importantes para ligar uma luzinha na nossa cabeça e pararmos um pouco para olharmos em volta. Talvez seja meio clichê dizer isso, porque ultimamente todo mundo diz, mas estamos em um mundo apressado, onde os carros correm a mais de 80 quilômetros por hora, as mensagens piscam no celular a cada segundo, as informações e notícias aparecem a cada nova postagem quando atualizamos sem parar um feed como se não pudêssemos perder nada. E queremos fazer parte disso também, postando fotos, stories, mostrando como somos felizes e as novidades minusculas da nossa vida como a simples troca de esmalte. Talvez eu tenha percebido isso porque nos últimos meses estou direto em casa, cuidando da minha irmã, atualizando o feed do Instagram a cada segundo, lendo e lendo, conversando uma hora ou outra com amigos que estão ocupados. Não dizendo que estar sendo um momento ruim, tenho certeza que quando entrar na faculdade vou sentir falta dos dias que minha função era banhar o corpinho pequeno de minha irmã. Porém, esse tempo me permitiu observar um comportamento não dos outros, mas meu. E hoje, essa tristeza me atingiu, querendo conversar comigo, me mostrar que algo realmente estava errado. Eu tenho que observar mais a natureza e como tudo parece perfeito, ao invés de fotografa-lo. Tenho que conversar mais olho no olho ao invés de através da tela fria do celular. Tenho que me concentrar a assistir a uma série que eu sempre quis assistir, ou mesmo a um filme que me faça chorar, tenho que tirar a obrigação de está animada e pronta para fazer alguma coisa durante todos os dias. Talvez o que eu precise é derramar algumas lágrimas, rir da minha cara inchada, escutar minha música preferida. Mas acima de tudo, preciso viver um dia de cada vez, preocupada em realmente viver, aproveitar cada momento, inclusive aqueles de ficar com os meus próprios pensamentos tomando uma xícara de chá. Muito provavelmente, eu precisava escrever isso aqui, não pra você do outro lado da tela, mas para mim.

                                                               



Autor(a): Bruna Chiarett 
Editora: P.S.:
Nº de páginas: 175
Narração: 3ª Pessoa 

Sinopse: 

Diana estava afastada de seu cargo como detetive desde que perdera sua parceira no último caso em que trabalharam juntas. O problema, para ela, foi ter considerado a morte da amiga um erro seu por tanto tempo. Agora, de volta ao trabalho, ela não aceitou tarefa fácil. Diante de uma série de desaparecimentos cujas vítimas, à primeira vista, não tem relação entre si, sua maior dificuldade não é sequer decifrar o enigma, mas trabalhar ao lado de outros colegas. Após dispensar as três primeiras, ela não está preparada para o que está por vir. Ou quem. Aparentemente o queridinho da imprensa se sentará ao seu lado para salvar a imagem problemática que ela tem passado para a mídia, mas a última coisa da qual ela precisa é compartilhar suas investigações com um galãzinho qualquer. 

Esse é o segundo volume da Série Deusas do Clube P.S.: de 2019. Mas o que é o Clube P.S.:? o "Clube P.S.:" é um clube de assinatura literária completamente nacional, que leva para seus assinantes um time de autoras da internet, com histórias novas, mimos exclusivos e uma experiência personalizada de leitura. Se quiser saber mais sobre o clube é só acessar o site: P.S.:
Diana - O caso da sala 102, tem como protagonista a mulher com nome estampado na capa, inspirado na deusa Artémis, da mitologia grega. Diana com certeza é uma das personagens femininas mais singulares que já li, diferente do estereótipo, ela não tem nada de doce, é fria, rabugenta e não gosta de quase ninguém (coisa que a gente ver muito em personagem masculino). Trabalha como detetive e depois de perder a sua parceira, sua melhor amiga, se fechou mais ainda. Agora investiga um caso difícil de jovens desaparecidos que aparentemente não possuem ligação alguma. Margô, sua superior, percebe que assim Diana não vai conseguir ir para lugar algum e acaba chamando Evan Motta para ser parceiro de Diana. Mas é claro que o queridinho da mídia não seria bem-vindo por Diana. Com uma careta no rosto e cafés jogados no chão, Diana tentou se fazer indiferente para o cara bonitão de longos cabelos loiros de todas as maneiras. 
"Diana não era uma mulher padronizada para agradar ninguém, era ela mesma, na sua melhor e pior forma." Página 94.
Evan Motta, detetive, queridinho da mídia e de quebra um baita gato, é completamente diferente de Diana.  Boa praça, com um sorriso frequentemente no rosto e que gosta que as pessoas gostem dele. É claro que Evan ficou intrigado por Diana, e não vai desistir tão fácil de conseguir ter uma boa relação com a Rainha do Gelo. 


Durante esse meio tempo, que Diana e Evan fazem o velho jogo de gato e rato, o caso dos desaparecidos vai se desenrolando e se tornando cada vez mais macabro. É gostoso ver como a relação dois dois se desdobra, com tantas diferenças envolvidas, mas com cada um respeitando a particularidade do outro. Evan não quer destruir o castelo de gelo de Diana, mas poder ter acesso ao lugar de reinado da nossa detetive. Ao mesmo passo, que Diana descobre aos poucos que Evan não é aquele boy lixo que tanto estamos acostumadas a encontrar. Mesmo assim ela quer se preservar, preservar seus sentimentos e acima de tudo não machucar mais ninguém. 
"— Você está ficando menos bonito a cada segundo que desperdiça à procura de um elogio para massagear seu ego machucado pela unhada de um gato. — Ela sorriu, voltando a dirigir. Evan engoliu em seco e negou com a cabeça, incrédulo. — Retiro o que eu disse. Você é má. — Eu te avisei. — Diana voltou a rir quando ele assumiu uma postura birrenta, cruzando os braços como uma criança. — E eu sou, sum, atraente de boca aberta. Já viu o meu sorriso?" Página 57. 
O livro rende momentos de suspiros, risos e tensão, daquelas que tive que dá uma olhada em outras páginas para ver se não infartaria. Além disso, ele é super curtinho, com a escrita fluída, que faz você pegar o livro e praticamente só conseguir largar quando a leitura for finalizada. Mas juro que leria mais umas 100 páginas para ter mais de Diana, Evan e o caso da sala 102. 
P.S.: Já li algumas histórias da Bruna Chiarett, do tempo que ela ainda usava pseudônimo de Safe Moore e essa mulher já me traumatizou demais! Lembro de noites chorando, que tive que segurar o soluço para não acordar ninguém. Ela continua postando histórias na internet, já tem livros finalizados mas que estão em revisão, que você encontra no perfil dela no Wattpad, só clicar aqui (ela é bonitona, né Brasil). 
"— Eu quero cada parte de você. Eu quero te beijar até não conseguir sentir gosto de mais nada. Eu quero te tocar até gravar cada pedaço do seu corpo. Eu quero te levar para a cama e não sentir mais nada além de você embaixo de mim."  (Queima kengaral!) Página 133. 
                                    


                                                               
 


Hoje é o dia dos namorados! Dia de apertar o xodó, amor, mozão, xuxu, love, bebê, e tantos nomes bregas que me dão náusea (sou solteira, gente). Mas apesar da minha solterice e da falta de chocolate no meu organismo, continuo sendo uma boba apaixonada que suspira pelos cantos quando encontra um casal maravilhoso em uma boa leitura. Por isso, separei 6 casais de obras literárias para entrarmos no clima de romance. Infelizmente, não pus na lista nenhum casal LGBTI+, porque nunca acabei um livro do gênero (uma vergonha, não é?), mas o que falta em livros sobra em séries e filmes, depois faço uma listinha sobre isso também. Enfim, procurei não ser tão clichê com os casais que escolhi (mas posso ter falhado) e espero que vocês gostem!
P.S.: Eu poderia fazer uma lista interminável de casais de romances de época, porém, tive que me controlar - afinal, nem todo mundo gosta do gênero - e estou sofrendo por isso.

Bia e Guga, Azar o seu! 

"Azar o Seu!" da autora Carol Sabar, é um dos meus livros nacionais preferidos e isso se dar muito por Bia e Guga, fazerem um casal sensacional, misturando o humor com boas doses drama. A trama toda tem tudo que um bom chick-lit precisa e sinto saudade de está fuxicando a vida desse casal só de escrever isso aqui. Para quem tiver interesse, o livro já foi resenhando pelo blog, é só clicar no link: [Resenha] Azar o Seu!, Carol Sabar.










Lucy e Josh, O Jogo do Amor/"Ódio"


Esse foi um livro que li muito por acaso neste ano. Estava mexendo em um site de livros que gosto muito e fui conquistada pela capa (sim, sou dessas) e pela premissa de toda a história, e que livro babado! Lucy e Josh são um casal cheio de características únicas e com clichês maiores ainda, mas absurdamente apaixonantes. Eu ficava eufórica com o iPad na mão e largava a leitura para olhar para o lado e sorrir feito louca. Além disso, como mesmo diz na capa do livro, eles são absurdamente sexys.










Téo e Sofia, Sua Loucura


Nada melhor  do que uma boa dose de Wattpad, né? Tem muita gente que não valoriza a plataforma, mas eu, como usuária assídua, sei que lá é uma grande vitrine para autoras nacionais que são maravilhosas e não tem espaço em editoras. Enfim, Téo e Sofia são simplesmente o meu casal preferido da vida, queria que a vida deles fosse um Big Brother para que eu pudesse assistir 24 horas.. Já terminei a história há um bom tempo e mesmo assim tô sempre relendo (inclusive tava lendo umas partes ontem), fora que a autora, Lana Machado (linda, maravilhosa, razão do meu viver), adora alimentar o meu "eu" psicopata por eles e sempre tá postando novidades, contos e até mesmo fotos, que me quebram" Toda vez que sai alguma coisa nova, já sinto que devo me jogar no chão e ficar suspirando como uma louca. Além disso, eles são lindos, crescem um com o outro, se superam, se amam demais, se beijam demais, se pegam DEMAIS (conteúdo explícito aqui, mona mur) e me fizeram passar noites em claro praticamente chorando por serem tão maravilhosamente lindos. Outra coisa, é que os outros personagens, são igualmente maravilhosos, o que amo e odeio, pois não sobra nenhum espacinho no meu coração. E você, ficou curioso(a)? Não fique mais! Acesse o link: Lana Machado (Wattpad) e entre pare esse mundo lindo, colorido e que faz todo mundo sofrer.

Patch e Nora, Hush, Hush


Já faz um bom tempo que acabei a série "Hush, Hush" e sempre tô lembrando de Patch e Nora. Eles são o exemplo perfeito da mocinha com o "cara mau", do sobrenatural com o humano. E apesar de às vezes a Nora parecer uma mosca morta, Patch compensa. Ele é aquele personagem misterioso, sarcástico, lindo, maravilhoso e acima de tudo, gostoso, o que ocasionou o derretimento completo do meu coração. Sendo assim, ele gerou o espírito da piranhagem na Nora e em mim! Ambos tem uma química incrível, daquelas que você consegue sentir a tensão que um provoca no outro, e eles se amam. Preciso falar mais alguma coisa?
Todos os livros já foram resenhados aqui no blog, vou deixar a resenha do primeiro [Resenha] Sussuro, e me desculpem pela qualidade talvez duvidosa do texto, mas é um post de 2015.





Penélope e Colin, Os segredos de Colin Bridgerton


Não poderia deixar de lembrar da minha paixão que é os romances de época, e por isso trouxe um casal muito especial para mim. "Os Bridgertons" foi a série que me inseriu nesse mundo e poderia passar horas falando sobre como amo o Antony com a Kate, o Simon com a Daphne, e todos os irmãos. Mas tive que escolher um. Escolhi Penélope e Colin porque além de todo o romance, o amadurecimentos dos dois é algo bem presente na história, falando sobre autoconhecimento, autoestima e até sobre mudar de opinião. Eles são uma fofura só e agora que estou falando aqui tá me dando uma saudade que dói dos dois. Porém, o mais importante de tudo para mim, é que eles são um casal saudável, que respeita a individualidade do outro e apoia seus sonhos, diferente daquela obsessão que a gente vê em muitos casais. Estou ficando velha e sem paciência de vê relacionamentos tóxicos sendo glorificados em vários cantos.



Pandora e Gabriel, Um Acordo Pecaminoso


Mais um romance de época aqui! Não consegui resistir e tive que por mais um desses romances maravilhoso aqui. Primeiro que a Lisa Kleypas escreve lindamente e apesar de ter algumas ressalvas com algumas atitudes de alguns personagens, amo de paixão a Pandora e o Gabriel St. Vincent. É o tipo de casal que se passar por mim eu vou bater palma. Pandora é o ícone feminista do século 19 e mostra como a época era absurda para mulheres. Apesar de amar os livros da época, é completamente romantizado todo esse papel da mulher, que sofria demais. As mulheres eram vista como propriedade do marido e isso é dito na cara da sociedade pela Pandora, e é LINDO em como o Gabriel realmente se importa com as vontades dela e como ele quer que a independência dela exista, mesmo que isso não seja possível na sociedade de fato. Então o que existe e os faz um casalzão da p*rra é o respeito mútuo, o que falta em muitos casais da literatura atual (Pisa em 50 tons de cinza - não gosto mesmo e acho tóxico).