Fazia tempo que eu não ficava assim. E eu odeio isso. Odeio essa sensação de impotência e de não poder controlar meus pensamentos. Já ia falar que eu pareço uma adolescente com sua primeira possibilidade de "ter alguém" e lembrei que sou exatamente isso.
Eu li livros demais, e na maioria dos casos tudo era muito lindo. Podia dá muito errado no começo, mas no fim tudo se resolvia. E aparentemente todo mundo é muito bem resolvido sobre beijar ou ficar, não levam tudo para o emocional, e não existe muito esse problema de "será que ele me quer?".
A diferença é que na adolescência isso fica martelando na cabeça. Você se pergunta se você é bonita o suficiente o tempo todo, se ele só vai querer ficar com você ou se ele pelo menos não te acha uma idiota. É, adolescência é um saco, e essa fase mata qualquer um de agonia.
Alguns conseguem ser puramente carnais e só se preocupam com desejo. Eu nunca fui assim, sempre pensei demais e fui sentimental, continuo sendo aliais. Essa história de beijar um e amanhã ele já poder está com outra, nunca entrou na minha cabeça. Desculpe se sou sentimento demais.
Gosto dessa coisa de poder viver em conjunto e ter alguém com quem contar. Só que chegar até lá é uma tortura. Quero colocar na minha cabeça outras coisas, mas ele não sai, e talvez seja só a idealização que criei na minha mente. E descobri que sou muito boba, pois fico louca com um sorriso ou só de imaginar algo. E eu que nunca fui envergonhada, fico morrendo de vergonha dele, e todo mundo fica dizendo tanta coisa que aparentemente eu congelo. Fico querendo me enterrar em um buraco, e se dependesse de mim, a gente nunca se falaria, mas o destino deu um empurrão, fez todos os movimentos e quando vi, ele estava na minha frente e tudo fluiu. E ele foi fofo, sorriu várias vezes e me peguei saindo de lá saltitando. Ele quebrou minhas pernas e conseguiu invadir meus pensamentos. Odeio isso. Eu sei que estou me iludindo demais, mas não consigo controlar. Só que meus pés ainda estão cravados no chão e não tenho medo se algo me atingir. Uma amiga me disse para arriscar, e Deus, eu estou arriscando, só que do meu jeito, morrendo de vergonha e soltando um palavrão ali e outro aqui.
No fim, coloco na minha cabeça para não ter medo do que vem por ai, de não me sentir feia só por causa das espinhas e do meu nariz grande. Pois no fim, o que importa é o que sou, e se isso não for o suficiente, o problema não será mais meu.
Eu que já me privei tanto de sentir, pareço está transbordando agora.

Nota: Oi gente, eu sei que o blog tá amarrotado de textos, mas muitas coisas aconteceram, e aparentemente temos muito o que dizer. E se você tiver passando uma fase como essa do texto, eu entendo completamente e sei que é um horror, principalmente pra quem é ansiosa como eu. Cuidem-se. 

                                                                              


2 Comentários

  1. "Pois no fim, o que importa é o que sou, e se isso não for o suficiente, o problema não será mais meu" :)

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