Eu nunca soube escolher as palavras certas para falar com você, por mais que fosse nítida a quantidade absurda de vezes em que você me exigia que falasse, ainda que se resumisse a algumas palavras. Eis que o colégio pede para que nós escrevamos cartas para nossos respectivos pais e eu parei para pensar em cada pessoinha que não tem uma figura paterna para escrever-lhe. Ou mesmo para quem tem, mas que não tivesse essa liberdade ou facilidade em escrever. Eu sou uma delas
Nunca fui de falar muito, pai. Não em casa. Com meus amigos até que eu falo, é fato. Às vezes até demais, talvez para suprir todo aquele tempo calada. Nunca fui de conversar muito com você nem com mamãe, mas ainda assim, ainda tinha uma conversa ou outra com ela. E por mais complicada que fosse, ela sempre se esforçou para entender - e não conseguia algumas vezes, ficava frustrada e me frustrava também... Mas tentava. Você não. Você apenas se aborrece. Diz que eu vivo em um mundo só meu e que, quando finalmente perceber, será tarde demais para querer aproveitar sua presença aqui.
Mas, pai, você não pôde ver que eu aproveito assim, no meu silêncio, observando tudo. Você não conseguiu ver que eu prefiro não falar e não magoar você. Sempre que me cobras isso, eu lembro de você doente. Eu lembro de como eu fazia ideia de como reagir diante daquilo, da minha impotência, queria ligar, mostrar que me preocupava... E ao mesmo tempo não queria atrapalhar, nem sabia direito o que falar. Eu nem lembro da última vez que te disse que te amo. 
Só que não quer dizer que eu não amo, pai. Não quer dizer que eu não me preocupo com você e nem que eu seja desleixada com a sua vida. Eu só tenho um jeito diferente de fazer as coisas e eu sei que você não concorda com essa maneira, mas é a única que eu sei ser. E não pense que não sou grata por tudo o que já fez e faz por mim. E eu sei que, da sua maneira, você também faz tudo o que pode, tudo o que considera ser o suficiente. E eu entendo isso. Jamais cobraria mais de você, porque eu entendo a sua cabeça - por mais que não concorde com muitas coisas -, eu aceito suas questões e pontos de vista e eu acredito que tudo somente seja uma questão de respeitar o espaço um do outro.
Pai é quem ouve, quem conforta, quem ama, quem cria, quem ensina com o erro e mostra que errar não é o fim do mundo; é só o início dele. Eu não sei muito sobre isso, considerando meus exemplos e o fato de ainda não ser mãe. Mas eu pretendo ser. E pretendo me sair muito bem nisso. Pelo menos o seu lado extrovertido disso tudo eu pretendo levar até meus filhos.
Eu não vou mudar por você, nem você por mim. Então vamos apenas seguir em frente como sempre foi antes de querer de fato nos conhecermos. Já sabemos o suficiente. Eu sou calada, você falante. Eu sou universo, você uma só estrela. Eu tenho sonhos que você só consegue ver o lado ruim e eu não concordo com metade de suas atitudes e ideais, mas tudo bem. Ainda és meu pai. Ainda és ocupante de um dos lugares mais importantes do meu potente coração. Obrigada por tudo e apesar de tudo. Feliz dia dos pais.

P.S.: Eu sei que o dia foi domingo, mas eu só conseguir pôr pra fora agora. Você esperou mais de uma década para vir tentar uma aproximação. De alguma forma, acho que estou um pouquinho no débito, não?



                    

Olá, meu nome Maria Isabelle Maciel Galdino e tenho 16 anos. Meu sonho é ser jornalista. Amo escrever e saber que estou transmitindo informações ou emoções para alguém. Mas como uma criança de 5 anos diz, ou uma modelo em um concurso de miss: meu sonho é a paz mundial, e fazer parte dela. Não são apenas palavras jogadas sem um sentimento sincero, é real.
Ao longo da vida esquecemos como ser altruístas e as escolas e empresas apenas nos ensinam a como ser líderes. O dinheiro passa a ser o topo de nossas prioridades e tudo se resume a glamourização da vida, com festas regadas a bebida, drogas em geral e sexo. Pensamos tanto no nosso umbigo e em como precisamos comprar mais roupas pois as que têm no guarda-roupa já não são mais o suficiente, que esquecemos o valor de ser humano.
Assistimos o jornal na hora do almoço e do janar e um vemos um mar sangrento pelo mundo. A violência escorre pelos nossos poros e dizemos: "Bandido bom é bandido morto" e esquecemos que mesmo o pior inimigo é o nosso irmão, e isso mesmo que você não acredite no mesmo Deus que eu, ou não acredite em nada. Somos irmãos de uma mesma espécie, temos padrões iguais, como esqueleto, carne, órgãos e nos tornamos diferentes nos pequenos detalhes como cor dos olhos e do cabelo.
Mas mesmo com tantas informações a humanidade continua lutando por poder, seja territorial, dinheiro ou mesmo um status social. Batalhamos por pura futilidade humana, pois no final não sobrará nada. Derrubamos o nosso irmão fantasiado de inimigo e sorrirmos, pois aparentemente a batalha foi ganha.
A grande questão disso tudo é que esquecemos que o nosso combustível na vida são as pessoas e não pedaços de papel. Nos divertimos, gritamos, rimos e não há problema com isso, o problema é achar que tudo vai se resolver enquanto você continua sentado observando o jornal.
Cada peça desse grande quebra-cabeça que é o mundo é importante. Mesmo que sejamos tão pequenos em relação a tudo a nossa volta.
E engana-se aquele que pensa que vencerá o ódio com mais ódio. Será sempre um ciclo vicioso. Está na hora de trocarmos as armas por flores e oferecer amor ao invés de disparos.



                                                                        


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Sinopse: 

Na Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, soldados aliadas da Bélgica, do Império Britânico e da França são rodeados pelo exército alemão e devem ser resgatados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial. A história acampanha três momentos distintos: uma hora de confronto no céu, onde o piloto Farrier (Tom Hardy) precisa destruir um avião inimigo, um dia inteiro em alto mar, onde o civil britânico Dawson (Mark Rylance) leva seu barco de passeio para ajudar a resgatar o exército de seu país, e uma semana na praia, onde o jovem soldado Tommy (Fionn Whitehead) busca escapar a qualquer preço.


Dunkirk é um filme que me chamou atenção desde os primeiros trailers, então admito que estava com a expectativa alta quando fui ao cinema.
Como dito na sinopse, o filme é divido em três momentos. A praia é onde vários momentos de tensão ocorrem, e temos sensações claustrofóbicas quando uma câmara e um barco cheio de soldados são invadidos pela água.
O inimigo era como se fosse onipresente, e temos contato com eles apenas em bombas, disparos e nos aviões que vemos quando acompanhamos o céu. O visual do filme é incrível e isso não poderia negar. Em algumas cenas, a câmera acompanha o movimento do ambiente e isso trás um efeito incrível para o telespectador. Com isso podemos somar a trilha sonora de Hans Zimmer, que trás um tom de tensão muito maior para as cenas e instiga quem está assistindo.
Mas o filme tem pontos ruins, como a falta de momentos de silêncio, diálogos fracos e desperdício de atores maravilhosos em personagens que não passaram um pingo de emoção. Para mim esse foi um defeito da história, pois em alguns momentos eu simplesmente não me importava com os personagens e chego a dizer que só me importei mais com o personagem do Tom Hardy.
O Christopher Nolan na minha opinião de leiga, e não de uma crítica que já assistiu centenas de filmes, é um ótimo cineasta, mas ainda falta apreender a lidar com as emoções dos personagens, pois existem vários filmes de guerra e os que eu assisti sempre me prenderam muito.
Para alguns, esse pode ser uma revolução para o gênero e um dos melhores filmes de guerra, e para outros não.



                                             



                                                                              
                                                                                 






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Dificilmente eu tenho parado para pensar sobre as coisas que ando assistindo. Neste mês de férias, eu assisti a milhões de filmes e vi centenas de séries, mas foi no antepenúltimo dia que eu assisti a um filme que me fez escrever sobre. Não por ser um clássico, por ser o tipo de filme que merece Oscar ou nada assim. Mas por mexer com o emocional (especificamente o meu) e nos fazer refletir sobre. Tudo bem, também não é tão difícil mexer com as minhas emoções... Porém, esse fez com que, em plena madrugada, eu chorasse copiosamente. 
Não é uma crítica ou uma análise detalhada sobre todos os aspectos técnicos do filme. São observações minhas a respeito dos pontos que mais me encantaram no longa. Mas se você quiser ler uma crítica "de verdade", essa foi uma das que mais gostei.

Sinopse: O escritor Bill Borgens (Greg Kinnear) é um pai de dois filhos, Samantha (Lily Collins) e Rusty (Nat Wolff), que foi traído por sua esposa, Erica (Jennifer Connelly). Sam, aos dezenove anos, está prestes a publicar seu primeiro livro e é do tipo de garota que desacredita no amor. É desapegada, prefere relacionamentos que durem uma noite só e nutre um profundo rancor por sua mãe, pela traição. Sua vida sofre uma reviravolta quando ela conhece Louis (Logan Lerman), um garoto totalmente fora dos padrões daqueles que ela costuma se relacionar.
Rusty, por outro lado, é totalmente o oposto de Sam. Não enxerga motivos para sentir rancor de sua mãe, é um adolescente apaixonado, escritor como o pai e a irmã. Ele nutre um amor platônico por Kate (Liana Liberato), que não é exatamente o tipo de garota perfeita... Exceto para Rusty. Sua vida também toma novos rumos ao conhecê-la.
Bill e Erica separaram-se há mais ou menos três anos e ele ainda não conseguiu esquecê-la. Isso incomoda Sam, que torce para que o pai siga em frente. 
Com um final emocionante, Ligados Pelo Amor analisa vários tipos de amor: entre pais e filhos, namorados e irmãos, de modo a prender quem assiste e fazê-lo pensar sobre o que é certo e errado quando se trata de amor. (Fonte/modificado)

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Eu devo dizer que, ao passear pelo catálogo da Netflix, decidi assistir logo esse porque vi que tinha Lily Collins, Nat Wolff e Logan Lerman no elenco e nunca nem tinha ouvido falar sobre o filme. Resolvi dar uma chance e descobri logo de cara que não vem com aquela dose de romance teen ou transbordando banalidades com os atores que citei agora a pouco. Os personagens se apresentam e a princípio não entendemos a ligação entre eles. Depois as coisas vão se encaixando e tomando seus rumos, não deixando de estarem entrelaçadas.

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Um considerável número de sinopses que encontrei pelo Google afora trazem a descrição da história de Bill, o que desmerece todo o filme, porque não se trata apenas disso. Inclusive, quando Sam decide enviar o seu livro para a editora, ela pede para que seja em anônimo para que o nome do pai, escritor renomado, não influencie em todo o processo de publicação do seu primeiro livro. Então, eu acho que focar a sinopse na história dos pais é tomar partido por aquilo com que você mais se identificou na história. Porque eu particularmente fui mais chamada a atenção pela história de Sam, mas alguém pode ser mais próximo da história de Rusty, outra pessoa pode ter mais compaixão por Erica... Enfim, são muitos núcleos que, no fim, estão literalmente ligados pelo amor (trocadilho lixo, mas adequado).

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Bill é um escritor conhecido, renomado, que vive bem e tem até um senso de humor especial para alguém que passa por uma grande turbulência emocional. Há três anos sua esposa o deixou após traí-lo por anos com outro homem. Desde então, em todos os feriados, especificamente Ação de Graças, ele coloca a mesa inteira para o jantar e sempre deixa um prato para ela, deixando claro que ainda a espera. Uma das coisas que comprova que ele ainda é apegado à mulher são as vezes em que ele vai até a casa dela e a observa pela janela. Erica, por sua vez, vive o casamento com o tal homem, mas não é exatamente feliz. É tudo confuso, eles brigam e logo se acertam, como é a maioria dos casamentos, mas o que também não quer dizer que seja exatamente um casamento incrível. A relação deles com os filhos também tem suas peculiaridades. Bill se dá bem com os dois, os faz escrever diários, incentiva-os na carreira de escritor e os proporciona uma vida bastante tranquila. Erica, por outro lado, só se dá bem com Rusty. Desde o divórcio - ou até mesmo antes disso, não é especificado -, Sam não conversa com a mãe, não dá nenhuma chance de sua relação ter o mínimo de progresso. 
Esta é a parte da história que, para mim, o amor é espera e é perdão.

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Sam é destemida. Está na faculdade e é uma garota de personalidade forte, mas desacreditada sobre tudo o que diz respeito ao amor - uma das coisas que marcaram em mim a personagem dela foi a frase: "Evite o amor a todo custo. Este é o meu lema.". A sua parcela da história, além de falar sobre a sua difícil relação com a mãe e sobre a sua preocupação para com seu pai, conta também sobre como a sua visão sobre o amor muda quando conhece Louis, um menino tímido da faculdade. A forma como Louis entra na história, criando também um novo núcleo, faz com o que o filme seja ainda mais abrangente sobre o amor. Ele a conquista aos poucos, do jeito dele, à medida em que um garoto tímido, mas grandioso em sentimentos, consegue. Foi o "núcleo" que mais me prendeu, o crescimento de Sam ao longo da história, o amor entre os dois que assume uma conjuntura adulta que se distancia do irmão mais novo, no caso.
Aqui, o amor é recomeço, maturidade e também perdão.

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Rusty é um adolescente à primeira vista comum, apaixonado pelas histórias de Stephen King, que está no Ensino Médio e o filme não falha em mostrar aquele típico cenário de high school: ele é apaixonado pela garota que é namorada de um dos valentões. Mas o quadro em que o valentão e Kate se colocam não é do jogador de basquete ou beisebol e da líder de torcida, mas sim, da galera envolvida com certas coisas que são um outro problema que o âmbito adolescente enfrenta: o desvio para o lado das drogas. 
Kate, assim como Louis, também abre um novo núcleo no filme. A figura da boa menina, bonita, com um bom namorado (Rusty é, sem dúvidas, incrível) e muito amada, mas com uma mente fraca e inconsistente. 
Agora o amor foi descoberta, crescimento e proteção.

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A relação do núcleo principal foi uma das partes que mais me emocionou, se não tiver sido a que mais mexeu comigo. Não é uma família perfeita, longe disso. Os irmãos têm aquela implicância comum entre irmãos, mas fazem um pelo outro aquilo que se faz por quem se ama. O pai mantém uma relação de amizade com os filhos tão linda que faz o amor assumir a forma de cumplicidade desta vez. 
Outra coisa que me encantou foi a relação dos personagens com a escrita. Eu sou doida por poesia, por gente que escreve com coração, por tudo aquilo que a gente pode colocar em palavras, e principalmente pelos momentos que a gente vive que não podem ser descritos... Acho que por isso o filme teve um significado tão forte em mim.

"Eu acho que escrever é isso. Ouvir a batida do coração. E quando a ouvimos, cabe a nós decifrá-la."

Quem me conhece bem de perto sabe que o amor para mim é o sentimento mais incrível que existe, porque dele vem todo o resto: o respeito, a cumplicidade, o carinho, a união, a gratidão... Clichês à parte, fiquei muito comovida com boa parte da história, chorei horrores, me envolvi com cada caso, cada drama, cada momento certo para o humor. Achei maravilhoso o fato de que tanto Louis quanto Kate não servem apenas de enfeite à história, ficando claro que eles também têm seus próprios dramas, seus próprios problemas difíceis demais para se lidar, exatamente como a vida é.
É um filme sobre amor e acima de tudo, sobre amadurecimento. É sobre lições de vida, sobre ter calma, ser paciente. É sobre os altos e baixos que toda vida tem e tudo o que podemos tirar de bom de todas as coisas ruins. Qualquer coisa a mais que eu não consiga dizer, eu posso explicar pela citação de Stephen King que aparece no filme: "As coisas mais importantes são as mais difíceis de dizer.". Até a próxima!

"Eu nunca aprecio nada. Sempre estou esperando o que vem depois. Acho que todos gostam disso... Viver a vida no acelerado, nunca apreciando o momento, ocupados demais se apressando pelas coisas para conseguir aquilo que realmente deveríamos estar fazendo. Eu tenho esses fleches de clareza. Clareza brilhante, que por um segundo eu paro e penso: espera aí, é isso, essa é minha vida. É melhor eu ir devagar e apreciar isso porque um dia vamos acabar na Terra e será o fim, teremos ido."


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A terceira temporada de Outlander estreará em 10 de setembro, então corri para acabar de assistir a segunda temporada e admito que meu coração ainda sofre pelo final do decimo terceiro episódio.
Mas para quem ainda não acabou ou começou a 2 temporada, recomendo ler o post sobre a primeira (clicando aqui) e voltar aqui depois de ter finalizado a segunda.

O primeiro episódio começa com Claire (Caitriona Balfe), Jamie (Sam Heughan) e Murtagh (Duncan Lacroix) chegando na França, onde eles estão realmente focados em mudar o futuro dos jacobitas. Durante essa trajetória muita coisa acontece, incluindo o manto de vilão que passa de Black Jack Randall (Tobias Menzies) para o Conde (Stanley Weber). Basicamente, essa primeira parte da temporada é um jogo político, onde Jamie se aproxima do príncipe Charles Stuart para se tornar um homem de confiança dele, entre eles terem que lidar com outras pessoas e um jogo de aparência e formalidades que vemos que passa de pura blasfêmia.
Outro ponto para entrar em destaque, é em como a série se tornou menos pesada em comparação a primeira. Ainda acontece uma cena de estupro, mas não é nada explícito. A violência continua praticamente a mesma, mas acho que é um bom retrato dos tempos bárbaros.
Mas como vemos no primeiro episódio, a Claire volta para o "futuro"/"presente" grávida. Então surge a dúvida: Se ela tá grávida, não era pra barriga ta maior, já que ela tava grávida no final da primeira temporada? Se é outro bebê, porque ela não trouxe o outro filho dela?


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Bem, no episódio 7, intitulado "Faith", descobrimos que Claire deu à luz a sua filha, mas esta não resistiu. O episódio em si é muito doloroso, principalmente quando Claire se encontra agarrada a filha morta. Mas então temos o ponta a pé inicial para a segunda fase da temporada, que é eles voltando para a Escócia para tentar montar um exército jacobita.
Então basicamente do episódio 8 ao 13, temos eles tentando mudar o futuro dos escoceses, fazendo de tudo para a batalha de Culloden não existir.
Não quero dá mais spoilers, mas só tenho que dizer que o último episódio me fez chorar muito. No fim, a temporada é bem definida e parece ser bem fiel aos livros da Diana Galbadon, pelo pouco que eu li, além de saber desenvolver muito bem os personagens secundários e trazer novas figuras tão simpáticas quanto os que já tínhamos conhecido.
A primeira parte na França, é bem apresentada e consegue ser diferente do que já tínhamos visto antes e a segunda parte é´aquela coisa brutal e emocionante que tanto gostamos.
Outlander definitivamente é uma das minhas séries favoritas e não tem nada de água com açúcar de um romance de época.

           

Trailer da 3 temporada:

                        




                                                                        






Incertezas são um saco. Mas isso é o mais comum na adolescência, além da pressão, claro.
Nos olhamos no espelho e sempre queremos mudar algo, nunca estando completamente satisfeito com o corpo,  na maioria das vezes, não temos certeza de absolutamente de nada em relação à isso.
É um período de muitas paixões e poucos amores, pelo menos na minha opinião. Então, temos dúvidas em começar ou não um relacionamento, em beijar, ou mesmo ter a tão chamada "primeira vez".
Afinal, as pessoas esperam demais para quem acabou de começar a vida. E a de você se tiver uma mente brilhante, a pressão aumenta muito mais, pois todos tem grandes expectativas para o seu futuro, e parece que todo mundo sabe o que você deve fazer, menos você. Alguns falam sobre engenharia, medicina e direito, e talvez tudo o que você queira fazer é a velha e boa faculdade de geografia. Todos falam de dinheiro e em como tudo que se faz agora será reflexo de amanhã. Às vezes não podemos ter 10 reais que já gastamos, imagina com um salário na conta e um shopping na frente.
Muitos dizem, como a mídia, de grandes feitos de jovens adultos com cérebros gigantes e nos sentimos pequenos. Mas é como a mãe diz: "Você não é todo mundo", o que basicamente quer dizer que todos somos diferentes e temos dificuldades diferentes, paixões distintas, etc.
O lance todo, é saber que essa fase é a que vai mudar muita coisa. Onde deixamos de ser meninas e passamos à ser mulher, assim como os meninos que passam à ser homens (alguns não, lógico), e preocupações surgem além das notas da escola. Percebemos que corações partidos não estão só em filmes e livros e que podemos nos decepcionar infinitas vezes, mas que no fim, o amor vale a pena.
Onde perdemos contato com antigos amigos e descobrimos novos. É aprender acima de tudo, que as dúvidas nunca vão parar de existir e que mais incertezas surgirão em nossa mente ao longo de toda a vida. Afinal, a frase marcante de um grande filósofo da história mundial é: "Só sei que nada sei", então, porque nos forçamos a ter tenta certeza na vida?


Nota: Depois de um bom tempo apareci, desculpem! Mas esse texto tem muito a ver com isso, afinal, estamos em um período em que o estudo aperta, e que temos que estudar pro ENEM e estagiar (no meu caso), então é uma fase que vários estão passando e quis trazer nesse texto isso, para falar que você não está sozinho! Beijos. 



                                                              



Arrumava meu guarda-roupa quando encontrei um álbum de fotos de quando eu era criança. A foto que mais me chamou atenção foi uma de quando eu tinha sete anos. Dez anos atrás e eu nem imaginava metade das coisas que me aconteceram. E eu fiquei pensando que, se eu pudesse, eu diria algumas coisas para aquela menininha que tão pouco sabia sobre a vida e sobre tudo. Eu diria para ela não perder tanto tempo com coisas fúteis. Diria para não ser materialista - a coisa mais bonita e honrosa que podemos ter, o amor, não é material; desprenda-se. Eu diria para ser forte, pois a fase mais difícil de sua vida começaria em poucos anos e ela precisa estar preparada. Diria para não se preocupar com coisas bobas agora, para não chorar à noite por medo, nem evitar o sono por não querer ter pesadelos. Diria para dormir e sonhar enquanto pode. Diria para abraçar forte os seus pais, pois com o tempo eles desistirão de tratá-la como menininha - por mais que digam que para sempre ela será a sua menininha. Diria para correr, pular, gritar, dançar, e fazer o que quiser; quando se é criança, as pessoas têm cautela ao julgar e as responsabilidades ainda não são capazes de privá-la de qualquer coisa. 
Eu a diria para andar com as pessoas certas, pois elas serão o que fará o caminho valer a pena. Também diria para não ter medo da mudança. De seguir o fluxo e, assim, não se machucar. Eu a diria para preservar os cafunés de avó e os dias em que acordava cedo para assistir desenho, mesmo que só estudasse à tarde e pudesse dormir mais um pouco. Eu a diria que nem tudo é como os filmes contam, nem mesmo o Ensino Médio, e diria que aquela sua ideia de que com 15 anos muita coisa já vai estar como nossos sonhos, é uma pura utopia. Melhor dizendo, é um sonho de garota criada pela Disney. E eu não estou dizendo que é errado; só que a vida real é um pouco mais amarga.
Para eu de 7 anos, eu diria que dez anos depois, apesar dos pesares, eu estou feliz. E que os cortes, as dores, todas as lágrimas que nós derramamos, serão necessárias. Mas passarão. Ah, e antes que eu me esqueça: eu diria para aquela menininha se amar, independente de seu corpo, seus ideais e as pessoas ao seu redor. Diria para olhar-se no espelho e ver-se bonita, gostar de si mesma para que, depois, não seja tão difícil reconstruir uma autoestima tão acabada. E, claro, diria que ela vai amar muito! Todas as pessoas que ela puder. E vai querer levar um monte delas consigo para sempre. E tem uma, em específico, que ela quer realmente preservar, cultivar, amar, cuidar... Por toda a vida. E ela, menina de 7 anos, não precisa se preocupar com isso agora. Apenas preocupar-se em ser grata pelo que ela tem no agora. Porque no tempo certo tudo vem a acontecer. Não vai ser diferente com ela. 



Todo dia é uma luta. Sim, eu sei que é. Tanto pra você, quanto pra mim. Manter-se vivo e sob controle, não perder a cabeça com qualquer besteira, estar sóbrio... Exigem demais de nós, não acha? Querem que sejamos fortes. Eu tenho tentado com toda a força que consigo, mas talvez ainda seja pouco em comparado às batalhas do outros - e venho agora fazendo aquilo que eu mais detesto, comparando-me e colocando-me em parâmetros que não são cabíveis. Odeio fazer isso. Odeio quando fazem isso comigo e acabaram me envenenando para fazer o mesmo. Comigo mesma. E parece que eu tenho mesmo perdido a cabeça, assim como o sono e qualquer esperança restante. Todo dia um 7 a 1 diferente.
E até 10 a 1. 14 a 1. Infinito a um. Os meus sentimentos têm sido cada vez mais intensos. Aqui dentro, eu sou gigante. E por ser gigante, eu tenho um universo de emoções, elas saem de mim de diversas formas. Tenho contido às palavras, mas até mesmo elas têm sido pequenas. Dá pra acreditar que eu tenho meu futuro em mãos mas não posso simplesmente pô-lo em prática porque ser professora de Português/Literatura "não dá dinheiro"? É cômico, não? Pra não dizer que é trágico.
Tenho vivido em uma corda bamba e nem sou lá essas coisas todas equilibradas para manter tudo nos trilhos. Eu faço o que posso e na medida do possível, o meu caos não tem me engolido. Mas as palavras fora de contexto e jogadas ao léu, sim, estão presentes. Sou como um caça palavras sem a lista de palavras a serem encontradas - me buscam sem saber ao certo o que se está buscando; como um quebra-cabeças que algumas peças faltam e as que tem, são mudadas o tempo inteiro, porque eu sou muito instável. São poucas as certezas que tenho e que mantenho. Mas são fortes as minhas convicções. Tenho coisas, amo alguém (o alguém mais certo) e sou um turbilhão de coisas, o que eu quiser ser. Isso é imutável. Isso é pra vida toda.
E diante de todas as minhas nuances, eu espero que uma parte em mim tenha se organizado. Espero que ao fim de tudo, os meus intervalos entre uma inspiração e outra sejam mais lentos e a minha mente já tenha achado um novo rumo. Só não pense que sou doida (pejorativamente), de forma alguma. Só tenho feito de tudo para ser feliz, nem que pra isso eu tenha que sobreviver com meu salário de professora, ou passar a vida ouvindo "você poderia ter sido uma excelente psicóloga". Eu tenho amor, aqui dentro e fora. Eu tenho a quem amar, que me faz inteira, que me faz única, quem me faz melhor. Eu tenho isso aqui, a oportunidade de escrever e a não-obrigação de fazer algum sentido. Simplesmente ser. Já tenho tudo o que preciso. Eu não quero de mais nada, nem ninguém.


Desejo que depois de toda tempestade sua, surja o sol que pra mim também surge. Até a próxima chuva!








Namore alguém que te ame. Não, isso é óbvio. É o mínimo. Namore alguém que seja declaradamente louco por você, alguém que não tenha medo de dizer pra qualquer pessoa - senão gritar pro mundo inteiro - que ama você, que quer ver você dando o maior sorriso do mundo e que é capaz de mover o mundo só pra poder ver você feliz. Alguém que brigue por você, não com você. Alguém que suporte seus dramas e até goste de seus clichês. Alguém que não foge. Alguém que fica e luta por você. Tem que ser alguém que também se mostre digno de luta.
Nunca permaneça se não houver amor. Mas não é ele o único a suportá-los. Namore alguém que mostre o quanto a vida é bonita. Namore alguém que respeite você, que ame, que dê suporte, que seja amigo, cúmplice, e tudo o que você precisar. Em contrapartida, seja tudo isso também: respeitoso, amante, suporte, amigo, cúmplice e o que mais o outro precise. Mostre para ele ou ela aquela música que você viciou recentemente e convide para passar uma tarde apenas conversando ou em um silêncio que apenas os dois podem compreender; desde que seja juntos, sem compromissos, regras, cobranças, discussões, desavenças. Fiquei juntos. Sejam juntos.
Você não precisa enlouquecer procurando, mas se caso houver, fique com quem faz o seu sorriso ser o mais sincero. Que não deixe suas inseguranças serem um problema. Que não permita ninguém colocar você para baixo por qualquer motivo que seja. Fique com aquele que demonstra amor; que assume você, que não tem medo de gritar tudo o que sente, que assume o seu medo, mas não o trate como defeito: trate como algo comum. Você, assim como qualquer outro, também morre de medo aí dentro de se machucar. Mas uma vez, pelo menos uma vez, se o outro se mostrar ser o mínimo de segurança, deixe-se amar e ser amado. Arrisque-se e não deixe o tempo se esvair assim.
Fica com quem te beija com gosto. Fica com quem te abraça forte enquanto o mundo cai. Fica. Só fica. Mas não desiste de tentar. Se acaso não deu uma vez, tenta de novo. Não deu outra? Tenta de novo e de novo. O seu coração merece recomeçar. Você merece saber o que é viver. E o amor, o mais puro, recíproco e o que você realmente precisa, vai te mostrar que vale a pena lutar.



Estou sufocando.
A todo momento, me parece que estou em uma banheira, prestes a afogar. E é exatamente uma banheira porque uma banheira aparentemente é fácil de sair, certo? Errado. Tem algo que me puxa pra baixo. Talvez a autoestima que anda cada vez pior. Ou aquelas pessoas lá fora que ficam falando de mim na minha frente. Ou as coisas que acontecem aqui dentro e eu mesma não consigo controlar. Pode ser também o tempo que tem corrido e não tem me deixado respirar. A escola que anda apertada e o meu anseio por mudar. Penso o tempo inteiro que há algo de errado comigo, mas pode ser também que o mundo não esteja tão bom assim.
Eu não consigo emagrecer. Olho-me no espelho e não gosto do que vejo. Próxima semana eu tenho uma festa pra ir. Meus amigos também vão. Não sei se quero ir, porque não consigo gostar de mim na roupa que escolhi - ou em qualquer outra que experimentar. Isso tem me atormentado mais do que eu deveria permitir.
Meu namorado fica chateado quando eu digo isso. Ele não diz, mas eu sei que sim. Eu sei porque ele faz de tudo pra me ver sorrir, mas o que acontece aqui dentro tem pesado demais. Ele me cuida, mas quando estou sozinha, os meus tormentos tomam conta de mim. O meu caos me engole. Tenho a sensação de estar dentro de uma caixa e a cada minuto que passa, ela vai diminuindo e diminuindo. Eu só quero fugir, o tempo inteiro.
Mas há momentos em que me sinto bem. Momentos em que estou com meus amigos, em rodas grandes, ou quando estou com meu namorado, e ele me aperta em seu abraço. Há momentos em que respirar não é um esforço, é alívio. E estar viva chega até a valer a pena. Há momentos em que eu consigo não me desesperar. Que o estresse da minha mãe, ou as cobranças do meu pai, ou até mesmo a implicância da minha irmã, não me afetam de forma alguma. Nesses momentos eu até consigo gostar um pouco de mim. Paro de sufocar e consigo conter o choro abaixo da garganta. São momentos em que eu risco e rasgo as inúmeras listas de razões que já fiz e tento esquecer do que acontece aqui dentro.
Estou sufocando. Mas às vezes eu consigo levantar e respirar.

Nota¹: Se você acompanha séries e gosta das produções da Netflix (ou mesmo tem redes sociais e amigos) sabe que o último lançamento foi "13 Reasons Why" ("Os Treze Porquês"), uma série que fala sobre diversas questões importantes e que envolvem principalmente o âmbito adolescente. Tentei falar sobre a série em um post específico, mas eu não consegui colocar tudo o que eu acho sobre em uma só publicação, porque a temática vai além e eu não ia me conter em falar somente sobre a sinopse. Em síntese, escrevi esse texto pensando na série. Nos meus porquês. Eu não vou me matar. Mas todo mundo tem porquês, certo? Sejam motivos para cometer um suicídio ou só para se sentir ruim. Todo mundo tem porquês. Daí eu quis escrever um pouco sobre os meus. 
Nota²: Pode ser que eu volte a falar dela outras vezes, mas por enquanto, eu só consigo pensar nisso, em textos que envolvam os temas tratados, no sentimento de sufoco que a série toda me causou. Até a próxima!



Eu nunca senti isso por outra pessoa. É, essa coisa louca que eu sinto por você. A ligação que a gente tem que não consigo ter por mais ninguém. É maluco o efeito que você tem em mim. E mais doido ainda é como eu quero ter você por perto o tempo inteiro, quero contar sobre tudo o que acontece no meu dia e quero saber do seu também. Quero fazer parte da sua vida, quero visitar sua mãe e conhecer sua família inteira. Quero brigar com você só para podermos conversar e nos resolver, fazendo as pazes com milhões de beijos. Eu quero carinho de dedo, ficar horas em silêncio só contemplando o seu rosto. Quero ouvir as suas músicas favoritas e quero indicar algumas que eu ouço e que me fazem lembrar de nós dois. Eu quero contar pra todo mundo que eu me apaixonei por um coração enorme, com espaço para me caber inteira. E, ao mesmo tempo, eu quero guardar em segredo todo o nosso amor, de forma que ninguém possa invejar ou se meter nisso que é nosso. 
Quero beijar você no fim do dia quando chegar em casa, cansados do trabalho. Quero abraçá-lo quando os momentos ruins chegarem. Quero falar de você quando o assunto for amor e quero que a saudade seja só um prelúdio para fazê-lo uma surpresa. Eu quero ter certeza de que você é o amor da minha vida e quando nós brigarmos, eu quero que você me lembre disso. Eu quero acordar cedo e ver você do lado. 
Mais à frente, quero discutir o nome dos nossos filhos - e se decidirmos não tê-los, dos nossos cachorros. Quero maratonar séries e tomar banho de 1h junto. Quero aprender novos pratos só para agradar você e sua fome infinita. Quero me amar, exatamente como você faz, para poder amá-lo ainda mais. Quero você rindo dos meus dramas ou até alimentando-os e sendo dramático comigo. Quero dizer "sim" a você no altar. Quero dizer "sim" a você para a nossa vida. Quero você para ser feliz como nenhuma outra pessoa consegue me fazer, porque ninguém pode ser que nem você ou como nós somos juntos.
Só há uma coisa que não quero com você: perdê-lo. De forma alguma, sem exceções ou objeções. De resto, vem comigo que juntinho a gente vai bem. Queira-me também.





fascina-me tua boca
que me deixa louca
à distância curta

fascina-me teu cheiro
que me recorda o desejo
de então te beijar

fascina-me mais, amor
com teus braços a me enlaçar
e o nosso amor a consolidar

prende-me e equaliza
o desejo que me anestesia
ao te ver passar
toca-me e eletriza
fala-me das tuas sinas
não há hora para voltar

junta-me e purifica
minha pele nua e comedida
diante do teu tocar

abriga-me em teu peito
perdoando meus defeitos
ali onde eu sempre quis morar

beija-me e não me quantifica
ama-me e vê se fica
anseio dia e noite por te amar




Se fosse outra pessoa, eu já saberia.
Mas foi você que cruzou a rua naquele dia em que meus olhos seguiram seu andar, curiosos. Foi você que chegou atrasado no segundo dia de aula e mais uma vez meu olhar estava em você, assim como o do restante da turma. Foi você que perguntou meu nome na fila da lanchonete e também sobre as provas e os professores; eu respondi e não nos falamos mais depois dali.
Foi você que me procurou meses depois para dizer que gostou da minha crônica que foi publicada no jornal da escola; e fui eu que passei todos esses meses fitando você do outro lado da sala. Foi você que perguntou se eu já tinha dupla pro trabalho de História e eu pedi para minha amiga para que ela fizesse com outra pessoa com a desculpa de que eu queria ajudar você, por ser o novato e tudo mais. Fui eu que chamei você para a festa na casa da minha amiga no final de semana seguinte. Você foi. Nós passamos a festa inteira na varanda, conversando e rindo dos que ficaram bêbados. Depois daquele dia, não ficamos um sequer sem nos falar Foi você que fez minha família lhe gostar e minha casa ter a sua marca e o seu cheiro.
E foi você que me beijou de forma tão singular depois de uma crise de ciúmes que você fez daquele menino com quem eu fiquei, mas já era passado e não tinha motivo maior. Fui eu que retribuí o beijo e desejei que o outro dia chegasse para que eu pudesse o beijar de novo. Foi você que fez tudo aquilo combinado com minha mãe, me deixando amá-lo da forma que eu queria. Foi você que passou a madrugada inteira comigo quando eu briguei com meu pai e quis sumir - você não deixou.
Apesar de tudo (brigas, discussões, ciúmes bobos, meus momentos de drama e birra e a sua lerdeza), foi você; não o cara que me comprou flores no meu aniversário ou o cara que passou meses conquistando minha mãe para me conquistar; mas, sim, você.
Se fosse pra ser outra pessoa, eu com certeza já saberia.

"É sobre você. É a sua cara!", disse uma amiga depois de ler. Não posso discordar.



                        

Se tornou o caos.
Era ilusão demais.
Olhares perdidos.
No fim, não era nada.

Tudo estava inabitável,
meio vazio,
mas feliz.

Tu causaste uma tremenda bagunça,
agora sou eu que tenho que catar os destroços.

Deixei que apenas uma pequena partezinha do meu coração estivesse disponível,
você quase se fixou.
Fui tola demais.

Mas em meio a esse tremendo caos,
me aconchegarei em um canto e aos poucos tudo voltará ao seu devido lugar.

                                                                               



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Sinopse:
Os órfãos Baudelaire são três irmãos muito inteligentes; Violet é a mais velha, Klaus é o irmão do meio e Sunny é a mais nova, com três anos. Quando seus pais morrem, eles passam a morar com diferentes tutores, e o primeiro é Conde Olaf, que irá tentar roubar a enorme herança deixada pelos pais.

A série é baseada na série de livros "Desventuras em Série" de Lemony Snicket (pseudônimo para Daniel Handler) que contêm 13 livros.

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A série da Netflix adapta os 4 primeiros livros em 8 episódios. Sendo 2 episódios focados em adaptar um livro.
O primeiro é "Mau Começo", onde somos apresentados a Violet, Klaus e Sunny, e a sua trágica história. Onde o narrador começa nos apresentando e falando que é melhor não continuar assistindo, - um ótimo artificio para aguçar a nossa curiosidade - então somos inseridos a história dos Baudelaire desde que seus pais morrem e eles tem que entrar para o sistema de adoção, caindo nos braços do malvado Conde Olaf. 
O narrador entra em cena em várias ocasiões, despejando ironia e sarcasmo, principalmente pela "burrice" dos personagens adultos. O autor que é roteirista da série trabalha muito bem nesse ambiente e também construindo uma crítica social, como claramente podemos ver em "Mau Começo" como o sistema de adoção e o conselho tutelar são falhos, principalmente representado na figura do Sr. Poe, facilmente enganado além de pensar somente em uma promoção e não no destino das crianças. Toda a "burrice" dos personagens, acaba sendo a representação de como nós somos egoístas e preferimos não enxergar o que está errado para não ter que nos preocupar. 
Basicamente nesses 2 primeiros episódios somos apresentados ao mundo da série e ao Conde Olaf, que faz de tudo para conseguir por a mão na fortuna dos Baudelaire até mesmo organizar um casamento verdadeiro em meio a uma peça teatral.


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Outro ponto da série é o seu visual, diferente do filme ele é mais colorido, o que dá um sobretom legal quando somos apresentados ao vilão e a alguns ambientes mais sombrios. Vi muitas pessoas até compararem com o tipo de visual presente nos filmes do diretor Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste, O Fantástico Sr.Raposo, Moonrise Kigndom etc).
Mas algo que me incomodou e não posso deixar de passar foi os efeitos especiais muitas vezes exagerado, e como claramente em várias cenas a Sunny era um boneco. Mas até isso dá para levar em consideração visto o tom da série.
Os dois episódios seguintes: "A sala dos repteis, Part 1 e Part 2" já vemos os órfãos longe das garras de Conde Olaf - não por muito tempo - e conhecendo o Tio Monty que é herpetologista e nos apresenta a incrível sala dos repteis, onde conhecemos a fofa Víbora Incrivelmente Mortífera que apesar do nome é super inofensiva - apesar de eu ter pavor a cobra.
A relação dos quatro é maravilhoso até que conde Olaf aparece com o seu primeiro de muitos desfaces: Stephano. E o que torna o público tão dentro da história é perceber que ninguém percebe que conde Olaf é o Stephano (entre outros desfaces), e isso faz com que fiquemos revoltados junto com os Baudelaire. 
Além disso somos aprofundados nesse mistério de o que significa o simbolo do olho, sempre presente, assim como a luneta. 

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Os episódios 5 e 6 são baseados em "O Lago das Sanguessugas" onde conhecemos a medrosa Tia Josephine e a sua sempre tão perfeita gramatica. E isso me leva a uma das melhores coisas da série: a inteligência. As crianças são extremamente inteligentes e espertas, assim como narrador e claro o autor, que brinca com vários tipos de gêneros, produzindo parodias e dentro desse ambiente sarcástico de Desventuras fazendo ótimas críticas sociais, o que torna série - tanto livro, quanto filme - altamente produtiva para quem assisti/ler pois faz pensar e até mesmo instigar a procura do real significado das palavras do autor.
Os episódios 7 e 8 já mudam completamente de tom ao adaptar "Serraria Baixo-Astral", que causam uma reviravolta na trama e nos sentimos verdadeiros trouxas. Mas o que mais me chamou atenção nos episódios foi a crítica ao trabalho de certa forma escravo e como há uma grande alienação nessa área, além de claro, nos proporcionar bons momentos de diversão e aflição na trágica história de Violet, Klaus e Sunny, onde eles são frenquentemente botados a prova e se provam mais inteligentes que todos os adultos que vivem presos em seu próprio mundinho.
Não quis falar muito sobre os episódios para não dá spoiler e permitir vocês se deliciarem com essa série que já tem um lugar guardado no meu coração pela sua genialidade, ironia e permitir ao telespectador pensar além da série.




                                                                           




Tem um negócio em você que nunca deixou de me encantar. Desde o primeiro instante, desde que olhei pra tua cara, vi aquele olho bem apertadinho, a barba bagunçada tal qual o cabelo, e aquele sorriso... ah, que sorriso. Eu sabia que aquilo era cilada. É, eu sabia. Você não me enganou um só segundo. Só que você me encantou em todos eles. Você me descompassou como ninguém nunca nem tentou fazer e isso é loucura porque eu nunca fui alguém gostável. Mas você veio, né? Você me lançou o olhar mais irresistível possível e me beijou como se a vida acabasse logo ali, em segundos.
A vida acabou em segundos depois que você me deixou. Foi ir ao céu e perder o chão no dia seguinte quando você me fez sentir a mais amada do mundo e depois decidir ir embora. Foi perder a cabeça, nunca mais me encontrar, procurar em todo lugar não a mim, mas o teu cheiro, abraço e amor em outras pessoas. Procurei até no passado, em outros amores e histórias, pra saber se fiz certo ao me apaixonar por você. Nem sei se teria como não me apaixonar.
E eu nem faço ideia se você se apaixonou de verdade por mim. Aqueles beijos foram bons pra você? Algum dia você realmente sentiu amor por mim? E aquele toque, aquele contato cálido, os sorrisos às 6:40 da manhã de todo dia, significaram alguma coisa, nem que seja pouca? E agora, depois de tanto tempo, ainda quero saber como foi apagar tudo da memória. Se foi fácil, se foi só apertar um botão e pronto, resolvido. E mesmo que isso fique, no mais fundo da memória, como eu faço pra não sentir mais nada? Pra parar finalmente de doer?
Ficou um vazio impossível de solucionar. Mas esse vazio tem me preenchido de tal maneira que não cabe mais nada em mim. Você me ensinou a amar e eu não sei como fazer pra sentir isso de novo por outra pessoa - e eu confesso que já tentei. Eu queria que você fosse embora logo pra eu poder respirar. Quem sabe um dia você não me dá esse sossego e eu consigo, finalmente, sair de fininho e me desligar de você?



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Sinopse: Claire Randall (Caitriona Balfe) é uma enfermeira em combate em 1945. Ela é misteriosamente transportada através do tempo e mandada para 1743, e sua vida passa a correr riscos que ela desconhece. Forçada a se casar com Jamie Fraser (Sam Heughan), um cortês e nobre guerreiro escocês. Um relacionamento apaixonado se acende, e deixa o coração de Claire dividido em dois homens completamente diferentes, em duas vidas que não podem ser conciliadas.

CONTÉM SPOILERS

Outlander foi uma maravilhosa surpresa. Já havia escutado sobre a série em canais de cultura pop e até lido sobre, em uma história no wattpad. A questão é que não pensei que fosse tão incrível.
O primeiro episódio basicamente nos apresenta Clarie Randall e Frank Randall (Tobias Menzies), nos fazendo criar afeição pelo casal a partir do momento que somos inseridos em sua intimidade, além de tudo é  apresentado o começo da mitologia da série, o que dá uma base para o público.
No segundo episódio já somos apresentados a Escócia de 1743, que tem uma ambientação maravilhosa. Os fatos históricos também são bem apresentados, principalmente quando mostra a importância da igreja católica naquela época e a perseguição as bruxas, onde podemos ver claramente um ambiente onde a mulher por si só era considerada perversa e se por acaso dominasse hoje o que chamamos de medicina, ela provavelmente seria queimada depois de passar por um tribunal, o que vemos perfeitamente em um episódio da série.
Mas voltando, um grande baque para o público é descobrir que o mesmo ator que interpreta Frank Randall também atua como Black Jack Randall, o vilão dessa 1ª temporada, e assim como Claire fiquei extremamente confusa sobre o meu sentimento em relação aos personagens assim que Black Jack Randall começou a cometer suas atrocidades. E isso leva-nos a outro dilema, Claire deve ou não voltar para casa? Será que ela e nós conseguiremos olhar Frank de uma forma que não sentíssemos nojo?
Esses questionamentos são mais reforçados quando conhecemos Jamie Fraser, um guerreiro escocês diferente de todos que nos cativa desde o primeiro segundo que aparece na tela, e aparentemente Claire também se encanta por ele. O personagem interpretado por Sam Heughan é maravilhoso, possuindo várias camadas que descobrimos mais a cada episódio. Mas antes disso, somos conquistados por seu jeito gentil, conquistando o meu total afeto e garanto que o seu também, por isso se torna tão sofrido quando descobrimos mais sobre o seu passado e quando vemos o seu futuro. Mas mesmo Jamie sendo maravilhoso e não posso negar, lindo, Claire demora para ceder aos seus encantos.
Agora preciso falar sobre Black Jack Randall, um dos piores violões que já vi em uma série, ou mesmo livro - já que a série é baseada no mesmo - com um personagem sem qualquer escrúpulos, violento e digo até nojento, tanto por as inúmeras tentativas de estupro, com uma concretizada, quanto pela violência explicita que é jogada em nossa cara, principalmente na cena em que Jamie recebe chicotadas.
Mas não quero dá mais spoilers. Assistam e se deliciem com o ambiente e a história - real e fictícia - que com certeza vão te fazer maratonar e se apaixonar, assim como eu.