Eu vou cantar pra ela que sem ela não existo mais. Eu vou cantar pra ela que eu sempre a quero mais. E eu vou dizer pra ela que ela é a luz que me traz paz.

Foi naquele aeroporto que eu tive a infelicidade de assistir ao amor da minha vida indo para outro país. Fosse outro estado ou até um país pertinho... Mas ela foi para outro continente, buscando o sonho dela. E eu? Fiquei em pedaços. Fui fraco. Fui orgulhoso. Não queria aceitar que quatro anos de relacionamento seriam afundados porque ela queria ir e não havia me encaixado completamente nesses planos. Na real, até tinha... Mas eu não tinha participado dessa decisão, e para a minha cabeça altamente egoísta e precipitada, aquilo era o bastante para saber que ela não era pra mim.
Eu não conseguia descrever o quanto eu estava inconformado. Eu nunca havia conhecido alguém daquele jeito, do jeito dela. E antes de conhecê-la, eu já sabia como eram várias meninas - e por nenhuma delas eu me entregaria como eu me entreguei pra ela. Mas eu só consegui pensar nisso direito depois, quando já havia perdido. Só conseguia pensar que não podia mais dizer o quanto os olhos dela são lindos e que eu faria tudo por nós dois.
A luz que ela me transmitia... Fazia com que eu fosse completo. Foi a primeira coisa que minha mãe disse quando a conheceu. E minha mãe disse que eu estava só o caco desde que ela foi embora. Disse que se eu não me recuperasse logo, os quatro anos terão sido em vão. Que eu tinha que ir atrás dela ou desistir de vez e seguir em frente. Mas, cara, olha pra mim. Agora me imagina com barba mal feita, acabado, caindo em uma tristeza profunda. Eu não conseguia vestir uma roupa sem lembrar que ela me ajudou a escolher. Ou de quando eu usei aquela blusa e nós trocamos anéis de compromisso. Éramos um compromisso, uma verdade, a certeza de uma vida. Mas eu me transformei em um idiota que não teve a coragem de largar tudo pra ir com ela. Seria a maior loucura que eu poderia ter feito por algum amor, muito embora ela seja muito mais do que apenas um amor. Ela é coisa demais pra mim. Até mais do que um dia eu pedi.
Eu permanecia olhando para as fotos dela na minha estante. Tinha o cheiro dela nas minhas roupas de cama e tinha algumas coisas que ela esqueceu em casa antes de ir embora que inevitavelmente me levavam até ela e me faziam ficar louco comigo mesmo por tê-la deixado ir embora. Nessas horas, eu sentia vontade de sair correndo e pegar o primeiro voo direto pra Alemanha, enchê-la de beijos, dizer que tudo seria resolvido depois. Só não conseguia ficar sem ela. É estupidez demais deixar alguém tão incrível ir embora assim.
Desde que ela se foi, os dias iam sendo de guerra aqui dentro e eu não sabia como pacificar tudo. Que mulher é essa que tem o poder de destruir um homem simplesmente por não estar mais ali? É o amor da sua vida, meu inconsciente respondeu. Não a deixe passar.
Foi complicado, demorado, um processo dolorido para saber que ela é do tipo de pessoa que você simplesmente não descarta, não deixa sumir, mesmo que por escolha dela. Você luta por esse amor, nem que seja em outro continente. Você se joga. 
Eu sabia que eu não conseguiria acalmar tudo. Mas sabia quem podia fazer isso. A única pessoa que eu queria ao meu lado.
Eu resolvi me jogar. 
Ela me recebeu com lágrimas.
Vê-la de novo foi como reacender todas as luzes que ela já havia acendido em mim, mas que haviam se apagado sem o combustível que ela era na minha vida.
Renasci no abraço da luz que me traz paz. E tenho renascido todos os dias desde então.




Eu nunca soube escolher as palavras certas para falar com você, por mais que fosse nítida a quantidade absurda de vezes em que você me exigia que falasse, ainda que se resumisse a algumas palavras. Eis que o colégio pede para que nós escrevamos cartas para nossos respectivos pais e eu parei para pensar em cada pessoinha que não tem uma figura paterna para escrever-lhe. Ou mesmo para quem tem, mas que não tivesse essa liberdade ou facilidade em escrever. Eu sou uma delas
Nunca fui de falar muito, pai. Não em casa. Com meus amigos até que eu falo, é fato. Às vezes até demais, talvez para suprir todo aquele tempo calada. Nunca fui de conversar muito com você nem com mamãe, mas ainda assim, ainda tinha uma conversa ou outra com ela. E por mais complicada que fosse, ela sempre se esforçou para entender - e não conseguia algumas vezes, ficava frustrada e me frustrava também... Mas tentava. Você não. Você apenas se aborrece. Diz que eu vivo em um mundo só meu e que, quando finalmente perceber, será tarde demais para querer aproveitar sua presença aqui.
Mas, pai, você não pôde ver que eu aproveito assim, no meu silêncio, observando tudo. Você não conseguiu ver que eu prefiro não falar e não magoar você. Sempre que me cobras isso, eu lembro de você doente. Eu lembro de como eu fazia ideia de como reagir diante daquilo, da minha impotência, queria ligar, mostrar que me preocupava... E ao mesmo tempo não queria atrapalhar, nem sabia direito o que falar. Eu nem lembro da última vez que te disse que te amo. 
Só que não quer dizer que eu não amo, pai. Não quer dizer que eu não me preocupo com você e nem que eu seja desleixada com a sua vida. Eu só tenho um jeito diferente de fazer as coisas e eu sei que você não concorda com essa maneira, mas é a única que eu sei ser. E não pense que não sou grata por tudo o que já fez e faz por mim. E eu sei que, da sua maneira, você também faz tudo o que pode, tudo o que considera ser o suficiente. E eu entendo isso. Jamais cobraria mais de você, porque eu entendo a sua cabeça - por mais que não concorde com muitas coisas -, eu aceito suas questões e pontos de vista e eu acredito que tudo somente seja uma questão de respeitar o espaço um do outro.
Pai é quem ouve, quem conforta, quem ama, quem cria, quem ensina com o erro e mostra que errar não é o fim do mundo; é só o início dele. Eu não sei muito sobre isso, considerando meus exemplos e o fato de ainda não ser mãe. Mas eu pretendo ser. E pretendo me sair muito bem nisso. Pelo menos o seu lado extrovertido disso tudo eu pretendo levar até meus filhos.
Eu não vou mudar por você, nem você por mim. Então vamos apenas seguir em frente como sempre foi antes de querer de fato nos conhecermos. Já sabemos o suficiente. Eu sou calada, você falante. Eu sou universo, você uma só estrela. Eu tenho sonhos que você só consegue ver o lado ruim e eu não concordo com metade de suas atitudes e ideais, mas tudo bem. Ainda és meu pai. Ainda és ocupante de um dos lugares mais importantes do meu potente coração. Obrigada por tudo e apesar de tudo. Feliz dia dos pais.

P.S.: Eu sei que o dia foi domingo, mas eu só conseguir pôr pra fora agora. Você esperou mais de uma década para vir tentar uma aproximação. De alguma forma, acho que estou um pouquinho no débito, não?



                    

Olá, meu nome Maria Isabelle Maciel Galdino e tenho 16 anos. Meu sonho é ser jornalista. Amo escrever e saber que estou transmitindo informações ou emoções para alguém. Mas como uma criança de 5 anos diz, ou uma modelo em um concurso de miss: meu sonho é a paz mundial, e fazer parte dela. Não são apenas palavras jogadas sem um sentimento sincero, é real.
Ao longo da vida esquecemos como ser altruístas e as escolas e empresas apenas nos ensinam a como ser líderes. O dinheiro passa a ser o topo de nossas prioridades e tudo se resume a glamourização da vida, com festas regadas a bebida, drogas em geral e sexo. Pensamos tanto no nosso umbigo e em como precisamos comprar mais roupas pois as que têm no guarda-roupa já não são mais o suficiente, que esquecemos o valor de ser humano.
Assistimos o jornal na hora do almoço e do janar e um vemos um mar sangrento pelo mundo. A violência escorre pelos nossos poros e dizemos: "Bandido bom é bandido morto" e esquecemos que mesmo o pior inimigo é o nosso irmão, e isso mesmo que você não acredite no mesmo Deus que eu, ou não acredite em nada. Somos irmãos de uma mesma espécie, temos padrões iguais, como esqueleto, carne, órgãos e nos tornamos diferentes nos pequenos detalhes como cor dos olhos e do cabelo.
Mas mesmo com tantas informações a humanidade continua lutando por poder, seja territorial, dinheiro ou mesmo um status social. Batalhamos por pura futilidade humana, pois no final não sobrará nada. Derrubamos o nosso irmão fantasiado de inimigo e sorrirmos, pois aparentemente a batalha foi ganha.
A grande questão disso tudo é que esquecemos que o nosso combustível na vida são as pessoas e não pedaços de papel. Nos divertimos, gritamos, rimos e não há problema com isso, o problema é achar que tudo vai se resolver enquanto você continua sentado observando o jornal.
Cada peça desse grande quebra-cabeça que é o mundo é importante. Mesmo que sejamos tão pequenos em relação a tudo a nossa volta.
E engana-se aquele que pensa que vencerá o ódio com mais ódio. Será sempre um ciclo vicioso. Está na hora de trocarmos as armas por flores e oferecer amor ao invés de disparos.



                                                                        


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Sinopse: 

Na Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, soldados aliadas da Bélgica, do Império Britânico e da França são rodeados pelo exército alemão e devem ser resgatados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial. A história acampanha três momentos distintos: uma hora de confronto no céu, onde o piloto Farrier (Tom Hardy) precisa destruir um avião inimigo, um dia inteiro em alto mar, onde o civil britânico Dawson (Mark Rylance) leva seu barco de passeio para ajudar a resgatar o exército de seu país, e uma semana na praia, onde o jovem soldado Tommy (Fionn Whitehead) busca escapar a qualquer preço.


Dunkirk é um filme que me chamou atenção desde os primeiros trailers, então admito que estava com a expectativa alta quando fui ao cinema.
Como dito na sinopse, o filme é divido em três momentos. A praia é onde vários momentos de tensão ocorrem, e temos sensações claustrofóbicas quando uma câmara e um barco cheio de soldados são invadidos pela água.
O inimigo era como se fosse onipresente, e temos contato com eles apenas em bombas, disparos e nos aviões que vemos quando acompanhamos o céu. O visual do filme é incrível e isso não poderia negar. Em algumas cenas, a câmera acompanha o movimento do ambiente e isso trás um efeito incrível para o telespectador. Com isso podemos somar a trilha sonora de Hans Zimmer, que trás um tom de tensão muito maior para as cenas e instiga quem está assistindo.
Mas o filme tem pontos ruins, como a falta de momentos de silêncio, diálogos fracos e desperdício de atores maravilhosos em personagens que não passaram um pingo de emoção. Para mim esse foi um defeito da história, pois em alguns momentos eu simplesmente não me importava com os personagens e chego a dizer que só me importei mais com o personagem do Tom Hardy.
O Christopher Nolan na minha opinião de leiga, e não de uma crítica que já assistiu centenas de filmes, é um ótimo cineasta, mas ainda falta apreender a lidar com as emoções dos personagens, pois existem vários filmes de guerra e os que eu assisti sempre me prenderam muito.
Para alguns, esse pode ser uma revolução para o gênero e um dos melhores filmes de guerra, e para outros não.



                                             



                                                                              
                                                                                 






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Dificilmente eu tenho parado para pensar sobre as coisas que ando assistindo. Neste mês de férias, eu assisti a milhões de filmes e vi centenas de séries, mas foi no antepenúltimo dia que eu assisti a um filme que me fez escrever sobre. Não por ser um clássico, por ser o tipo de filme que merece Oscar ou nada assim. Mas por mexer com o emocional (especificamente o meu) e nos fazer refletir sobre. Tudo bem, também não é tão difícil mexer com as minhas emoções... Porém, esse fez com que, em plena madrugada, eu chorasse copiosamente. 
Não é uma crítica ou uma análise detalhada sobre todos os aspectos técnicos do filme. São observações minhas a respeito dos pontos que mais me encantaram no longa. Mas se você quiser ler uma crítica "de verdade", essa foi uma das que mais gostei.

Sinopse: O escritor Bill Borgens (Greg Kinnear) é um pai de dois filhos, Samantha (Lily Collins) e Rusty (Nat Wolff), que foi traído por sua esposa, Erica (Jennifer Connelly). Sam, aos dezenove anos, está prestes a publicar seu primeiro livro e é do tipo de garota que desacredita no amor. É desapegada, prefere relacionamentos que durem uma noite só e nutre um profundo rancor por sua mãe, pela traição. Sua vida sofre uma reviravolta quando ela conhece Louis (Logan Lerman), um garoto totalmente fora dos padrões daqueles que ela costuma se relacionar.
Rusty, por outro lado, é totalmente o oposto de Sam. Não enxerga motivos para sentir rancor de sua mãe, é um adolescente apaixonado, escritor como o pai e a irmã. Ele nutre um amor platônico por Kate (Liana Liberato), que não é exatamente o tipo de garota perfeita... Exceto para Rusty. Sua vida também toma novos rumos ao conhecê-la.
Bill e Erica separaram-se há mais ou menos três anos e ele ainda não conseguiu esquecê-la. Isso incomoda Sam, que torce para que o pai siga em frente. 
Com um final emocionante, Ligados Pelo Amor analisa vários tipos de amor: entre pais e filhos, namorados e irmãos, de modo a prender quem assiste e fazê-lo pensar sobre o que é certo e errado quando se trata de amor. (Fonte/modificado)

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Eu devo dizer que, ao passear pelo catálogo da Netflix, decidi assistir logo esse porque vi que tinha Lily Collins, Nat Wolff e Logan Lerman no elenco e nunca nem tinha ouvido falar sobre o filme. Resolvi dar uma chance e descobri logo de cara que não vem com aquela dose de romance teen ou transbordando banalidades com os atores que citei agora a pouco. Os personagens se apresentam e a princípio não entendemos a ligação entre eles. Depois as coisas vão se encaixando e tomando seus rumos, não deixando de estarem entrelaçadas.

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Um considerável número de sinopses que encontrei pelo Google afora trazem a descrição da história de Bill, o que desmerece todo o filme, porque não se trata apenas disso. Inclusive, quando Sam decide enviar o seu livro para a editora, ela pede para que seja em anônimo para que o nome do pai, escritor renomado, não influencie em todo o processo de publicação do seu primeiro livro. Então, eu acho que focar a sinopse na história dos pais é tomar partido por aquilo com que você mais se identificou na história. Porque eu particularmente fui mais chamada a atenção pela história de Sam, mas alguém pode ser mais próximo da história de Rusty, outra pessoa pode ter mais compaixão por Erica... Enfim, são muitos núcleos que, no fim, estão literalmente ligados pelo amor (trocadilho lixo, mas adequado).

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Bill é um escritor conhecido, renomado, que vive bem e tem até um senso de humor especial para alguém que passa por uma grande turbulência emocional. Há três anos sua esposa o deixou após traí-lo por anos com outro homem. Desde então, em todos os feriados, especificamente Ação de Graças, ele coloca a mesa inteira para o jantar e sempre deixa um prato para ela, deixando claro que ainda a espera. Uma das coisas que comprova que ele ainda é apegado à mulher são as vezes em que ele vai até a casa dela e a observa pela janela. Erica, por sua vez, vive o casamento com o tal homem, mas não é exatamente feliz. É tudo confuso, eles brigam e logo se acertam, como é a maioria dos casamentos, mas o que também não quer dizer que seja exatamente um casamento incrível. A relação deles com os filhos também tem suas peculiaridades. Bill se dá bem com os dois, os faz escrever diários, incentiva-os na carreira de escritor e os proporciona uma vida bastante tranquila. Erica, por outro lado, só se dá bem com Rusty. Desde o divórcio - ou até mesmo antes disso, não é especificado -, Sam não conversa com a mãe, não dá nenhuma chance de sua relação ter o mínimo de progresso. 
Esta é a parte da história que, para mim, o amor é espera e é perdão.

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Sam é destemida. Está na faculdade e é uma garota de personalidade forte, mas desacreditada sobre tudo o que diz respeito ao amor - uma das coisas que marcaram em mim a personagem dela foi a frase: "Evite o amor a todo custo. Este é o meu lema.". A sua parcela da história, além de falar sobre a sua difícil relação com a mãe e sobre a sua preocupação para com seu pai, conta também sobre como a sua visão sobre o amor muda quando conhece Louis, um menino tímido da faculdade. A forma como Louis entra na história, criando também um novo núcleo, faz com o que o filme seja ainda mais abrangente sobre o amor. Ele a conquista aos poucos, do jeito dele, à medida em que um garoto tímido, mas grandioso em sentimentos, consegue. Foi o "núcleo" que mais me prendeu, o crescimento de Sam ao longo da história, o amor entre os dois que assume uma conjuntura adulta que se distancia do irmão mais novo, no caso.
Aqui, o amor é recomeço, maturidade e também perdão.

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Rusty é um adolescente à primeira vista comum, apaixonado pelas histórias de Stephen King, que está no Ensino Médio e o filme não falha em mostrar aquele típico cenário de high school: ele é apaixonado pela garota que é namorada de um dos valentões. Mas o quadro em que o valentão e Kate se colocam não é do jogador de basquete ou beisebol e da líder de torcida, mas sim, da galera envolvida com certas coisas que são um outro problema que o âmbito adolescente enfrenta: o desvio para o lado das drogas. 
Kate, assim como Louis, também abre um novo núcleo no filme. A figura da boa menina, bonita, com um bom namorado (Rusty é, sem dúvidas, incrível) e muito amada, mas com uma mente fraca e inconsistente. 
Agora o amor foi descoberta, crescimento e proteção.

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A relação do núcleo principal foi uma das partes que mais me emocionou, se não tiver sido a que mais mexeu comigo. Não é uma família perfeita, longe disso. Os irmãos têm aquela implicância comum entre irmãos, mas fazem um pelo outro aquilo que se faz por quem se ama. O pai mantém uma relação de amizade com os filhos tão linda que faz o amor assumir a forma de cumplicidade desta vez. 
Outra coisa que me encantou foi a relação dos personagens com a escrita. Eu sou doida por poesia, por gente que escreve com coração, por tudo aquilo que a gente pode colocar em palavras, e principalmente pelos momentos que a gente vive que não podem ser descritos... Acho que por isso o filme teve um significado tão forte em mim.

"Eu acho que escrever é isso. Ouvir a batida do coração. E quando a ouvimos, cabe a nós decifrá-la."

Quem me conhece bem de perto sabe que o amor para mim é o sentimento mais incrível que existe, porque dele vem todo o resto: o respeito, a cumplicidade, o carinho, a união, a gratidão... Clichês à parte, fiquei muito comovida com boa parte da história, chorei horrores, me envolvi com cada caso, cada drama, cada momento certo para o humor. Achei maravilhoso o fato de que tanto Louis quanto Kate não servem apenas de enfeite à história, ficando claro que eles também têm seus próprios dramas, seus próprios problemas difíceis demais para se lidar, exatamente como a vida é.
É um filme sobre amor e acima de tudo, sobre amadurecimento. É sobre lições de vida, sobre ter calma, ser paciente. É sobre os altos e baixos que toda vida tem e tudo o que podemos tirar de bom de todas as coisas ruins. Qualquer coisa a mais que eu não consiga dizer, eu posso explicar pela citação de Stephen King que aparece no filme: "As coisas mais importantes são as mais difíceis de dizer.". Até a próxima!

"Eu nunca aprecio nada. Sempre estou esperando o que vem depois. Acho que todos gostam disso... Viver a vida no acelerado, nunca apreciando o momento, ocupados demais se apressando pelas coisas para conseguir aquilo que realmente deveríamos estar fazendo. Eu tenho esses fleches de clareza. Clareza brilhante, que por um segundo eu paro e penso: espera aí, é isso, essa é minha vida. É melhor eu ir devagar e apreciar isso porque um dia vamos acabar na Terra e será o fim, teremos ido."


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A terceira temporada de Outlander estreará em 10 de setembro, então corri para acabar de assistir a segunda temporada e admito que meu coração ainda sofre pelo final do decimo terceiro episódio.
Mas para quem ainda não acabou ou começou a 2 temporada, recomendo ler o post sobre a primeira (clicando aqui) e voltar aqui depois de ter finalizado a segunda.

O primeiro episódio começa com Claire (Caitriona Balfe), Jamie (Sam Heughan) e Murtagh (Duncan Lacroix) chegando na França, onde eles estão realmente focados em mudar o futuro dos jacobitas. Durante essa trajetória muita coisa acontece, incluindo o manto de vilão que passa de Black Jack Randall (Tobias Menzies) para o Conde (Stanley Weber). Basicamente, essa primeira parte da temporada é um jogo político, onde Jamie se aproxima do príncipe Charles Stuart para se tornar um homem de confiança dele, entre eles terem que lidar com outras pessoas e um jogo de aparência e formalidades que vemos que passa de pura blasfêmia.
Outro ponto para entrar em destaque, é em como a série se tornou menos pesada em comparação a primeira. Ainda acontece uma cena de estupro, mas não é nada explícito. A violência continua praticamente a mesma, mas acho que é um bom retrato dos tempos bárbaros.
Mas como vemos no primeiro episódio, a Claire volta para o "futuro"/"presente" grávida. Então surge a dúvida: Se ela tá grávida, não era pra barriga ta maior, já que ela tava grávida no final da primeira temporada? Se é outro bebê, porque ela não trouxe o outro filho dela?


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Bem, no episódio 7, intitulado "Faith", descobrimos que Claire deu à luz a sua filha, mas esta não resistiu. O episódio em si é muito doloroso, principalmente quando Claire se encontra agarrada a filha morta. Mas então temos o ponta a pé inicial para a segunda fase da temporada, que é eles voltando para a Escócia para tentar montar um exército jacobita.
Então basicamente do episódio 8 ao 13, temos eles tentando mudar o futuro dos escoceses, fazendo de tudo para a batalha de Culloden não existir.
Não quero dá mais spoilers, mas só tenho que dizer que o último episódio me fez chorar muito. No fim, a temporada é bem definida e parece ser bem fiel aos livros da Diana Galbadon, pelo pouco que eu li, além de saber desenvolver muito bem os personagens secundários e trazer novas figuras tão simpáticas quanto os que já tínhamos conhecido.
A primeira parte na França, é bem apresentada e consegue ser diferente do que já tínhamos visto antes e a segunda parte é´aquela coisa brutal e emocionante que tanto gostamos.
Outlander definitivamente é uma das minhas séries favoritas e não tem nada de água com açúcar de um romance de época.

           

Trailer da 3 temporada:

                        




                                                                        






Incertezas são um saco. Mas isso é o mais comum na adolescência, além da pressão, claro.
Nos olhamos no espelho e sempre queremos mudar algo, nunca estando completamente satisfeito com o corpo,  na maioria das vezes, não temos certeza de absolutamente de nada em relação à isso.
É um período de muitas paixões e poucos amores, pelo menos na minha opinião. Então, temos dúvidas em começar ou não um relacionamento, em beijar, ou mesmo ter a tão chamada "primeira vez".
Afinal, as pessoas esperam demais para quem acabou de começar a vida. E a de você se tiver uma mente brilhante, a pressão aumenta muito mais, pois todos tem grandes expectativas para o seu futuro, e parece que todo mundo sabe o que você deve fazer, menos você. Alguns falam sobre engenharia, medicina e direito, e talvez tudo o que você queira fazer é a velha e boa faculdade de geografia. Todos falam de dinheiro e em como tudo que se faz agora será reflexo de amanhã. Às vezes não podemos ter 10 reais que já gastamos, imagina com um salário na conta e um shopping na frente.
Muitos dizem, como a mídia, de grandes feitos de jovens adultos com cérebros gigantes e nos sentimos pequenos. Mas é como a mãe diz: "Você não é todo mundo", o que basicamente quer dizer que todos somos diferentes e temos dificuldades diferentes, paixões distintas, etc.
O lance todo, é saber que essa fase é a que vai mudar muita coisa. Onde deixamos de ser meninas e passamos à ser mulher, assim como os meninos que passam à ser homens (alguns não, lógico), e preocupações surgem além das notas da escola. Percebemos que corações partidos não estão só em filmes e livros e que podemos nos decepcionar infinitas vezes, mas que no fim, o amor vale a pena.
Onde perdemos contato com antigos amigos e descobrimos novos. É aprender acima de tudo, que as dúvidas nunca vão parar de existir e que mais incertezas surgirão em nossa mente ao longo de toda a vida. Afinal, a frase marcante de um grande filósofo da história mundial é: "Só sei que nada sei", então, porque nos forçamos a ter tenta certeza na vida?


Nota: Depois de um bom tempo apareci, desculpem! Mas esse texto tem muito a ver com isso, afinal, estamos em um período em que o estudo aperta, e que temos que estudar pro ENEM e estagiar (no meu caso), então é uma fase que vários estão passando e quis trazer nesse texto isso, para falar que você não está sozinho! Beijos. 



                                                              



Arrumava meu guarda-roupa quando encontrei um álbum de fotos de quando eu era criança. A foto que mais me chamou atenção foi uma de quando eu tinha sete anos. Dez anos atrás e eu nem imaginava metade das coisas que me aconteceram. E eu fiquei pensando que, se eu pudesse, eu diria algumas coisas para aquela menininha que tão pouco sabia sobre a vida e sobre tudo. Eu diria para ela não perder tanto tempo com coisas fúteis. Diria para não ser materialista - a coisa mais bonita e honrosa que podemos ter, o amor, não é material; desprenda-se. Eu diria para ser forte, pois a fase mais difícil de sua vida começaria em poucos anos e ela precisa estar preparada. Diria para não se preocupar com coisas bobas agora, para não chorar à noite por medo, nem evitar o sono por não querer ter pesadelos. Diria para dormir e sonhar enquanto pode. Diria para abraçar forte os seus pais, pois com o tempo eles desistirão de tratá-la como menininha - por mais que digam que para sempre ela será a sua menininha. Diria para correr, pular, gritar, dançar, e fazer o que quiser; quando se é criança, as pessoas têm cautela ao julgar e as responsabilidades ainda não são capazes de privá-la de qualquer coisa. 
Eu a diria para andar com as pessoas certas, pois elas serão o que fará o caminho valer a pena. Também diria para não ter medo da mudança. De seguir o fluxo e, assim, não se machucar. Eu a diria para preservar os cafunés de avó e os dias em que acordava cedo para assistir desenho, mesmo que só estudasse à tarde e pudesse dormir mais um pouco. Eu a diria que nem tudo é como os filmes contam, nem mesmo o Ensino Médio, e diria que aquela sua ideia de que com 15 anos muita coisa já vai estar como nossos sonhos, é uma pura utopia. Melhor dizendo, é um sonho de garota criada pela Disney. E eu não estou dizendo que é errado; só que a vida real é um pouco mais amarga.
Para eu de 7 anos, eu diria que dez anos depois, apesar dos pesares, eu estou feliz. E que os cortes, as dores, todas as lágrimas que nós derramamos, serão necessárias. Mas passarão. Ah, e antes que eu me esqueça: eu diria para aquela menininha se amar, independente de seu corpo, seus ideais e as pessoas ao seu redor. Diria para olhar-se no espelho e ver-se bonita, gostar de si mesma para que, depois, não seja tão difícil reconstruir uma autoestima tão acabada. E, claro, diria que ela vai amar muito! Todas as pessoas que ela puder. E vai querer levar um monte delas consigo para sempre. E tem uma, em específico, que ela quer realmente preservar, cultivar, amar, cuidar... Por toda a vida. E ela, menina de 7 anos, não precisa se preocupar com isso agora. Apenas preocupar-se em ser grata pelo que ela tem no agora. Porque no tempo certo tudo vem a acontecer. Não vai ser diferente com ela. 



Todo dia é uma luta. Sim, eu sei que é. Tanto pra você, quanto pra mim. Manter-se vivo e sob controle, não perder a cabeça com qualquer besteira, estar sóbrio... Exigem demais de nós, não acha? Querem que sejamos fortes. Eu tenho tentado com toda a força que consigo, mas talvez ainda seja pouco em comparado às batalhas do outros - e venho agora fazendo aquilo que eu mais detesto, comparando-me e colocando-me em parâmetros que não são cabíveis. Odeio fazer isso. Odeio quando fazem isso comigo e acabaram me envenenando para fazer o mesmo. Comigo mesma. E parece que eu tenho mesmo perdido a cabeça, assim como o sono e qualquer esperança restante. Todo dia um 7 a 1 diferente.
E até 10 a 1. 14 a 1. Infinito a um. Os meus sentimentos têm sido cada vez mais intensos. Aqui dentro, eu sou gigante. E por ser gigante, eu tenho um universo de emoções, elas saem de mim de diversas formas. Tenho contido às palavras, mas até mesmo elas têm sido pequenas. Dá pra acreditar que eu tenho meu futuro em mãos mas não posso simplesmente pô-lo em prática porque ser professora de Português/Literatura "não dá dinheiro"? É cômico, não? Pra não dizer que é trágico.
Tenho vivido em uma corda bamba e nem sou lá essas coisas todas equilibradas para manter tudo nos trilhos. Eu faço o que posso e na medida do possível, o meu caos não tem me engolido. Mas as palavras fora de contexto e jogadas ao léu, sim, estão presentes. Sou como um caça palavras sem a lista de palavras a serem encontradas - me buscam sem saber ao certo o que se está buscando; como um quebra-cabeças que algumas peças faltam e as que tem, são mudadas o tempo inteiro, porque eu sou muito instável. São poucas as certezas que tenho e que mantenho. Mas são fortes as minhas convicções. Tenho coisas, amo alguém (o alguém mais certo) e sou um turbilhão de coisas, o que eu quiser ser. Isso é imutável. Isso é pra vida toda.
E diante de todas as minhas nuances, eu espero que uma parte em mim tenha se organizado. Espero que ao fim de tudo, os meus intervalos entre uma inspiração e outra sejam mais lentos e a minha mente já tenha achado um novo rumo. Só não pense que sou doida (pejorativamente), de forma alguma. Só tenho feito de tudo para ser feliz, nem que pra isso eu tenha que sobreviver com meu salário de professora, ou passar a vida ouvindo "você poderia ter sido uma excelente psicóloga". Eu tenho amor, aqui dentro e fora. Eu tenho a quem amar, que me faz inteira, que me faz única, quem me faz melhor. Eu tenho isso aqui, a oportunidade de escrever e a não-obrigação de fazer algum sentido. Simplesmente ser. Já tenho tudo o que preciso. Eu não quero de mais nada, nem ninguém.


Desejo que depois de toda tempestade sua, surja o sol que pra mim também surge. Até a próxima chuva!








Namore alguém que te ame. Não, isso é óbvio. É o mínimo. Namore alguém que seja declaradamente louco por você, alguém que não tenha medo de dizer pra qualquer pessoa - senão gritar pro mundo inteiro - que ama você, que quer ver você dando o maior sorriso do mundo e que é capaz de mover o mundo só pra poder ver você feliz. Alguém que brigue por você, não com você. Alguém que suporte seus dramas e até goste de seus clichês. Alguém que não foge. Alguém que fica e luta por você. Tem que ser alguém que também se mostre digno de luta.
Nunca permaneça se não houver amor. Mas não é ele o único a suportá-los. Namore alguém que mostre o quanto a vida é bonita. Namore alguém que respeite você, que ame, que dê suporte, que seja amigo, cúmplice, e tudo o que você precisar. Em contrapartida, seja tudo isso também: respeitoso, amante, suporte, amigo, cúmplice e o que mais o outro precise. Mostre para ele ou ela aquela música que você viciou recentemente e convide para passar uma tarde apenas conversando ou em um silêncio que apenas os dois podem compreender; desde que seja juntos, sem compromissos, regras, cobranças, discussões, desavenças. Fiquei juntos. Sejam juntos.
Você não precisa enlouquecer procurando, mas se caso houver, fique com quem faz o seu sorriso ser o mais sincero. Que não deixe suas inseguranças serem um problema. Que não permita ninguém colocar você para baixo por qualquer motivo que seja. Fique com aquele que demonstra amor; que assume você, que não tem medo de gritar tudo o que sente, que assume o seu medo, mas não o trate como defeito: trate como algo comum. Você, assim como qualquer outro, também morre de medo aí dentro de se machucar. Mas uma vez, pelo menos uma vez, se o outro se mostrar ser o mínimo de segurança, deixe-se amar e ser amado. Arrisque-se e não deixe o tempo se esvair assim.
Fica com quem te beija com gosto. Fica com quem te abraça forte enquanto o mundo cai. Fica. Só fica. Mas não desiste de tentar. Se acaso não deu uma vez, tenta de novo. Não deu outra? Tenta de novo e de novo. O seu coração merece recomeçar. Você merece saber o que é viver. E o amor, o mais puro, recíproco e o que você realmente precisa, vai te mostrar que vale a pena lutar.