Namore alguém que te ame. Não, isso é óbvio. É o mínimo. Namore alguém que seja declaradamente louco por você, alguém que não tenha medo de dizer pra qualquer pessoa - senão gritar pro mundo inteiro - que ama você, que quer ver você dando o maior sorriso do mundo e que é capaz de mover o mundo só pra poder ver você feliz. Alguém que brigue por você, não com você. Alguém que suporte seus dramas e até goste de seus clichês. Alguém que não foge. Alguém que fica e luta por você. Tem que ser alguém que também se mostre digno de luta.
Nunca permaneça se não houver amor. Mas não é ele o único a suportá-los. Namore alguém que mostre o quanto a vida é bonita. Namore alguém que respeite você, que ame, que dê suporte, que seja amigo, cúmplice, e tudo o que você precisar. Em contrapartida, seja tudo isso também: respeitoso, amante, suporte, amigo, cúmplice e o que mais o outro precise. Mostre para ele ou ela aquela música que você viciou recentemente e convide para passar uma tarde apenas conversando ou em um silêncio que apenas os dois podem compreender; desde que seja juntos, sem compromissos, regras, cobranças, discussões, desavenças. Fiquei juntos. Sejam juntos.
Você não precisa enlouquecer procurando, mas se caso houver, fique com quem faz o seu sorriso ser o mais sincero. Que não deixe suas inseguranças serem um problema. Que não permita ninguém colocar você para baixo por qualquer motivo que seja. Fique com aquele que demonstra amor; que assume você, que não tem medo de gritar tudo o que sente, que assume o seu medo, mas não o trate como defeito: trate como algo comum. Você, assim como qualquer outro, também morre de medo aí dentro de se machucar. Mas uma vez, pelo menos uma vez, se o outro se mostrar ser o mínimo de segurança, deixe-se amar e ser amado. Arrisque-se e não deixe o tempo se esvair assim.
Fica com quem te beija com gosto. Fica com quem te abraça forte enquanto o mundo cai. Fica. Só fica. Mas não desiste de tentar. Se acaso não deu uma vez, tenta de novo. Não deu outra? Tenta de novo e de novo. O seu coração merece recomeçar. Você merece saber o que é viver. E o amor, o mais puro, recíproco e o que você realmente precisa, vai te mostrar que vale a pena lutar.



Estou sufocando.
A todo momento, me parece que estou em uma banheira, prestes a afogar. E é exatamente uma banheira porque uma banheira aparentemente é fácil de sair, certo? Errado. Tem algo que me puxa pra baixo. Talvez a autoestima que anda cada vez pior. Ou aquelas pessoas lá fora que ficam falando de mim na minha frente. Ou as coisas que acontecem aqui dentro e eu mesma não consigo controlar. Pode ser também o tempo que tem corrido e não tem me deixado respirar. A escola que anda apertada e o meu anseio por mudar. Penso o tempo inteiro que há algo de errado comigo, mas pode ser também que o mundo não esteja tão bom assim.
Eu não consigo emagrecer. Olho-me no espelho e não gosto do que vejo. Próxima semana eu tenho uma festa pra ir. Meus amigos também vão. Não sei se quero ir, porque não consigo gostar de mim na roupa que escolhi - ou em qualquer outra que experimentar. Isso tem me atormentado mais do que eu deveria permitir.
Meu namorado fica chateado quando eu digo isso. Ele não diz, mas eu sei que sim. Eu sei porque ele faz de tudo pra me ver sorrir, mas o que acontece aqui dentro tem pesado demais. Ele me cuida, mas quando estou sozinha, os meus tormentos tomam conta de mim. O meu caos me engole. Tenho a sensação de estar dentro de uma caixa e a cada minuto que passa, ela vai diminuindo e diminuindo. Eu só quero fugir, o tempo inteiro.
Mas há momentos em que me sinto bem. Momentos em que estou com meus amigos, em rodas grandes, ou quando estou com meu namorado, e ele me aperta em seu abraço. Há momentos em que respirar não é um esforço, é alívio. E estar viva chega até a valer a pena. Há momentos em que eu consigo não me desesperar. Que o estresse da minha mãe, ou as cobranças do meu pai, ou até mesmo a implicância da minha irmã, não me afetam de forma alguma. Nesses momentos eu até consigo gostar um pouco de mim. Paro de sufocar e consigo conter o choro abaixo da garganta. São momentos em que eu risco e rasgo as inúmeras listas de razões que já fiz e tento esquecer do que acontece aqui dentro.
Estou sufocando. Mas às vezes eu consigo levantar e respirar.

Nota¹: Se você acompanha séries e gosta das produções da Netflix (ou mesmo tem redes sociais e amigos) sabe que o último lançamento foi "13 Reasons Why" ("Os Treze Porquês"), uma série que fala sobre diversas questões importantes e que envolvem principalmente o âmbito adolescente. Tentei falar sobre a série em um post específico, mas eu não consegui colocar tudo o que eu acho sobre em uma só publicação, porque a temática vai além e eu não ia me conter em falar somente sobre a sinopse. Em síntese, escrevi esse texto pensando na série. Nos meus porquês. Eu não vou me matar. Mas todo mundo tem porquês, certo? Sejam motivos para cometer um suicídio ou só para se sentir ruim. Todo mundo tem porquês. Daí eu quis escrever um pouco sobre os meus. 
Nota²: Pode ser que eu volte a falar dela outras vezes, mas por enquanto, eu só consigo pensar nisso, em textos que envolvam os temas tratados, no sentimento de sufoco que a série toda me causou. Até a próxima!



Eu nunca senti isso por outra pessoa. É, essa coisa louca que eu sinto por você. A ligação que a gente tem que não consigo ter por mais ninguém. É maluco o efeito que você tem em mim. E mais doido ainda é como eu quero ter você por perto o tempo inteiro, quero contar sobre tudo o que acontece no meu dia e quero saber do seu também. Quero fazer parte da sua vida, quero visitar sua mãe e conhecer sua família inteira. Quero brigar com você só para podermos conversar e nos resolver, fazendo as pazes com milhões de beijos. Eu quero carinho de dedo, ficar horas em silêncio só contemplando o seu rosto. Quero ouvir as suas músicas favoritas e quero indicar algumas que eu ouço e que me fazem lembrar de nós dois. Eu quero contar pra todo mundo que eu me apaixonei por um coração enorme, com espaço para me caber inteira. E, ao mesmo tempo, eu quero guardar em segredo todo o nosso amor, de forma que ninguém possa invejar ou se meter nisso que é nosso. 
Quero beijar você no fim do dia quando chegar em casa, cansados do trabalho. Quero abraçá-lo quando os momentos ruins chegarem. Quero falar de você quando o assunto for amor e quero que a saudade seja só um prelúdio para fazê-lo uma surpresa. Eu quero ter certeza de que você é o amor da minha vida e quando nós brigarmos, eu quero que você me lembre disso. Eu quero acordar cedo e ver você do lado. 
Mais à frente, quero discutir o nome dos nossos filhos - e se decidirmos não tê-los, dos nossos cachorros. Quero maratonar séries e tomar banho de 1h junto. Quero aprender novos pratos só para agradar você e sua fome infinita. Quero me amar, exatamente como você faz, para poder amá-lo ainda mais. Quero você rindo dos meus dramas ou até alimentando-os e sendo dramático comigo. Quero dizer "sim" a você no altar. Quero dizer "sim" a você para a nossa vida. Quero você para ser feliz como nenhuma outra pessoa consegue me fazer, porque ninguém pode ser que nem você ou como nós somos juntos.
Só há uma coisa que não quero com você: perdê-lo. De forma alguma, sem exceções ou objeções. De resto, vem comigo que juntinho a gente vai bem. Queira-me também.





fascina-me tua boca
que me deixa louca
à distância curta

fascina-me teu cheiro
que me recorda o desejo
de então te beijar

fascina-me mais, amor
com teus braços a me enlaçar
e o nosso amor a consolidar

prende-me e equaliza
o desejo que me anestesia
ao te ver passar
toca-me e eletriza
fala-me das tuas sinas
não há hora para voltar

junta-me e purifica
minha pele nua e comedida
diante do teu tocar

abriga-me em teu peito
perdoando meus defeitos
ali onde eu sempre quis morar

beija-me e não me quantifica
ama-me e vê se fica
anseio dia e noite por te amar




Se fosse outra pessoa, eu já saberia.
Mas foi você que cruzou a rua naquele dia em que meus olhos seguiram seu andar, curiosos. Foi você que chegou atrasado no segundo dia de aula e mais uma vez meu olhar estava em você, assim como o do restante da turma. Foi você que perguntou meu nome na fila da lanchonete e também sobre as provas e os professores; eu respondi e não nos falamos mais depois dali.
Foi você que me procurou meses depois para dizer que gostou da minha crônica que foi publicada no jornal da escola; e fui eu que passei todos esses meses fitando você do outro lado da sala. Foi você que perguntou se eu já tinha dupla pro trabalho de História e eu pedi para minha amiga para que ela fizesse com outra pessoa com a desculpa de que eu queria ajudar você, por ser o novato e tudo mais. Fui eu que chamei você para a festa na casa da minha amiga no final de semana seguinte. Você foi. Nós passamos a festa inteira na varanda, conversando e rindo dos que ficaram bêbados. Depois daquele dia, não ficamos um sequer sem nos falar Foi você que fez minha família lhe gostar e minha casa ter a sua marca e o seu cheiro.
E foi você que me beijou de forma tão singular depois de uma crise de ciúmes que você fez daquele menino com quem eu fiquei, mas já era passado e não tinha motivo maior. Fui eu que retribuí o beijo e desejei que o outro dia chegasse para que eu pudesse o beijar de novo. Foi você que fez tudo aquilo combinado com minha mãe, me deixando amá-lo da forma que eu queria. Foi você que passou a madrugada inteira comigo quando eu briguei com meu pai e quis sumir - você não deixou.
Apesar de tudo (brigas, discussões, ciúmes bobos, meus momentos de drama e birra e a sua lerdeza), foi você; não o cara que me comprou flores no meu aniversário ou o cara que passou meses conquistando minha mãe para me conquistar; mas, sim, você.
Se fosse pra ser outra pessoa, eu com certeza já saberia.

"É sobre você. É a sua cara!", disse uma amiga depois de ler. Não posso discordar.



                        

Se tornou o caos.
Era ilusão demais.
Olhares perdidos.
No fim, não era nada.

Tudo estava inabitável,
meio vazio,
mas feliz.

Tu causaste uma tremenda bagunça,
agora sou eu que tenho que catar os destroços.

Deixei que apenas uma pequena partezinha do meu coração estivesse disponível,
você quase se fixou.
Fui tola demais.

Mas em meio a esse tremendo caos,
me aconchegarei em um canto e aos poucos tudo voltará ao seu devido lugar.

                                                                               



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Sinopse:
Os órfãos Baudelaire são três irmãos muito inteligentes; Violet é a mais velha, Klaus é o irmão do meio e Sunny é a mais nova, com três anos. Quando seus pais morrem, eles passam a morar com diferentes tutores, e o primeiro é Conde Olaf, que irá tentar roubar a enorme herança deixada pelos pais.

A série é baseada na série de livros "Desventuras em Série" de Lemony Snicket (pseudônimo para Daniel Handler) que contêm 13 livros.

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A série da Netflix adapta os 4 primeiros livros em 8 episódios. Sendo 2 episódios focados em adaptar um livro.
O primeiro é "Mau Começo", onde somos apresentados a Violet, Klaus e Sunny, e a sua trágica história. Onde o narrador começa nos apresentando e falando que é melhor não continuar assistindo, - um ótimo artificio para aguçar a nossa curiosidade - então somos inseridos a história dos Baudelaire desde que seus pais morrem e eles tem que entrar para o sistema de adoção, caindo nos braços do malvado Conde Olaf. 
O narrador entra em cena em várias ocasiões, despejando ironia e sarcasmo, principalmente pela "burrice" dos personagens adultos. O autor que é roteirista da série trabalha muito bem nesse ambiente e também construindo uma crítica social, como claramente podemos ver em "Mau Começo" como o sistema de adoção e o conselho tutelar são falhos, principalmente representado na figura do Sr. Poe, facilmente enganado além de pensar somente em uma promoção e não no destino das crianças. Toda a "burrice" dos personagens, acaba sendo a representação de como nós somos egoístas e preferimos não enxergar o que está errado para não ter que nos preocupar. 
Basicamente nesses 2 primeiros episódios somos apresentados ao mundo da série e ao Conde Olaf, que faz de tudo para conseguir por a mão na fortuna dos Baudelaire até mesmo organizar um casamento verdadeiro em meio a uma peça teatral.


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Outro ponto da série é o seu visual, diferente do filme ele é mais colorido, o que dá um sobretom legal quando somos apresentados ao vilão e a alguns ambientes mais sombrios. Vi muitas pessoas até compararem com o tipo de visual presente nos filmes do diretor Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste, O Fantástico Sr.Raposo, Moonrise Kigndom etc).
Mas algo que me incomodou e não posso deixar de passar foi os efeitos especiais muitas vezes exagerado, e como claramente em várias cenas a Sunny era um boneco. Mas até isso dá para levar em consideração visto o tom da série.
Os dois episódios seguintes: "A sala dos repteis, Part 1 e Part 2" já vemos os órfãos longe das garras de Conde Olaf - não por muito tempo - e conhecendo o Tio Monty que é herpetologista e nos apresenta a incrível sala dos repteis, onde conhecemos a fofa Víbora Incrivelmente Mortífera que apesar do nome é super inofensiva - apesar de eu ter pavor a cobra.
A relação dos quatro é maravilhoso até que conde Olaf aparece com o seu primeiro de muitos desfaces: Stephano. E o que torna o público tão dentro da história é perceber que ninguém percebe que conde Olaf é o Stephano (entre outros desfaces), e isso faz com que fiquemos revoltados junto com os Baudelaire. 
Além disso somos aprofundados nesse mistério de o que significa o simbolo do olho, sempre presente, assim como a luneta. 

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Os episódios 5 e 6 são baseados em "O Lago das Sanguessugas" onde conhecemos a medrosa Tia Josephine e a sua sempre tão perfeita gramatica. E isso me leva a uma das melhores coisas da série: a inteligência. As crianças são extremamente inteligentes e espertas, assim como narrador e claro o autor, que brinca com vários tipos de gêneros, produzindo parodias e dentro desse ambiente sarcástico de Desventuras fazendo ótimas críticas sociais, o que torna série - tanto livro, quanto filme - altamente produtiva para quem assisti/ler pois faz pensar e até mesmo instigar a procura do real significado das palavras do autor.
Os episódios 7 e 8 já mudam completamente de tom ao adaptar "Serraria Baixo-Astral", que causam uma reviravolta na trama e nos sentimos verdadeiros trouxas. Mas o que mais me chamou atenção nos episódios foi a crítica ao trabalho de certa forma escravo e como há uma grande alienação nessa área, além de claro, nos proporcionar bons momentos de diversão e aflição na trágica história de Violet, Klaus e Sunny, onde eles são frenquentemente botados a prova e se provam mais inteligentes que todos os adultos que vivem presos em seu próprio mundinho.
Não quis falar muito sobre os episódios para não dá spoiler e permitir vocês se deliciarem com essa série que já tem um lugar guardado no meu coração pela sua genialidade, ironia e permitir ao telespectador pensar além da série.




                                                                           




Tem um negócio em você que nunca deixou de me encantar. Desde o primeiro instante, desde que olhei pra tua cara, vi aquele olho bem apertadinho, a barba bagunçada tal qual o cabelo, e aquele sorriso... ah, que sorriso. Eu sabia que aquilo era cilada. É, eu sabia. Você não me enganou um só segundo. Só que você me encantou em todos eles. Você me descompassou como ninguém nunca nem tentou fazer e isso é loucura porque eu nunca fui alguém gostável. Mas você veio, né? Você me lançou o olhar mais irresistível possível e me beijou como se a vida acabasse logo ali, em segundos.
A vida acabou em segundos depois que você me deixou. Foi ir ao céu e perder o chão no dia seguinte quando você me fez sentir a mais amada do mundo e depois decidir ir embora. Foi perder a cabeça, nunca mais me encontrar, procurar em todo lugar não a mim, mas o teu cheiro, abraço e amor em outras pessoas. Procurei até no passado, em outros amores e histórias, pra saber se fiz certo ao me apaixonar por você. Nem sei se teria como não me apaixonar.
E eu nem faço ideia se você se apaixonou de verdade por mim. Aqueles beijos foram bons pra você? Algum dia você realmente sentiu amor por mim? E aquele toque, aquele contato cálido, os sorrisos às 6:40 da manhã de todo dia, significaram alguma coisa, nem que seja pouca? E agora, depois de tanto tempo, ainda quero saber como foi apagar tudo da memória. Se foi fácil, se foi só apertar um botão e pronto, resolvido. E mesmo que isso fique, no mais fundo da memória, como eu faço pra não sentir mais nada? Pra parar finalmente de doer?
Ficou um vazio impossível de solucionar. Mas esse vazio tem me preenchido de tal maneira que não cabe mais nada em mim. Você me ensinou a amar e eu não sei como fazer pra sentir isso de novo por outra pessoa - e eu confesso que já tentei. Eu queria que você fosse embora logo pra eu poder respirar. Quem sabe um dia você não me dá esse sossego e eu consigo, finalmente, sair de fininho e me desligar de você?



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Sinopse: Claire Randall (Caitriona Balfe) é uma enfermeira em combate em 1945. Ela é misteriosamente transportada através do tempo e mandada para 1743, e sua vida passa a correr riscos que ela desconhece. Forçada a se casar com Jamie Fraser (Sam Heughan), um cortês e nobre guerreiro escocês. Um relacionamento apaixonado se acende, e deixa o coração de Claire dividido em dois homens completamente diferentes, em duas vidas que não podem ser conciliadas.

CONTÉM SPOILERS

Outlander foi uma maravilhosa surpresa. Já havia escutado sobre a série em canais de cultura pop e até lido sobre, em uma história no wattpad. A questão é que não pensei que fosse tão incrível.
O primeiro episódio basicamente nos apresenta Clarie Randall e Frank Randall (Tobias Menzies), nos fazendo criar afeição pelo casal a partir do momento que somos inseridos em sua intimidade, além de tudo é  apresentado o começo da mitologia da série, o que dá uma base para o público.
No segundo episódio já somos apresentados a Escócia de 1743, que tem uma ambientação maravilhosa. Os fatos históricos também são bem apresentados, principalmente quando mostra a importância da igreja católica naquela época e a perseguição as bruxas, onde podemos ver claramente um ambiente onde a mulher por si só era considerada perversa e se por acaso dominasse hoje o que chamamos de medicina, ela provavelmente seria queimada depois de passar por um tribunal, o que vemos perfeitamente em um episódio da série.
Mas voltando, um grande baque para o público é descobrir que o mesmo ator que interpreta Frank Randall também atua como Black Jack Randall, o vilão dessa 1ª temporada, e assim como Claire fiquei extremamente confusa sobre o meu sentimento em relação aos personagens assim que Black Jack Randall começou a cometer suas atrocidades. E isso leva-nos a outro dilema, Claire deve ou não voltar para casa? Será que ela e nós conseguiremos olhar Frank de uma forma que não sentíssemos nojo?
Esses questionamentos são mais reforçados quando conhecemos Jamie Fraser, um guerreiro escocês diferente de todos que nos cativa desde o primeiro segundo que aparece na tela, e aparentemente Claire também se encanta por ele. O personagem interpretado por Sam Heughan é maravilhoso, possuindo várias camadas que descobrimos mais a cada episódio. Mas antes disso, somos conquistados por seu jeito gentil, conquistando o meu total afeto e garanto que o seu também, por isso se torna tão sofrido quando descobrimos mais sobre o seu passado e quando vemos o seu futuro. Mas mesmo Jamie sendo maravilhoso e não posso negar, lindo, Claire demora para ceder aos seus encantos.
Agora preciso falar sobre Black Jack Randall, um dos piores violões que já vi em uma série, ou mesmo livro - já que a série é baseada no mesmo - com um personagem sem qualquer escrúpulos, violento e digo até nojento, tanto por as inúmeras tentativas de estupro, com uma concretizada, quanto pela violência explicita que é jogada em nossa cara, principalmente na cena em que Jamie recebe chicotadas.
Mas não quero dá mais spoilers. Assistam e se deliciem com o ambiente e a história - real e fictícia - que com certeza vão te fazer maratonar e se apaixonar, assim como eu.


        




                   


                                                                   





                       


É extremamente vazio. Não sei se irei me acostumar. Acordei as 7 horas, bati a mão do outro lado da cama e lembrei: "Você se foi". As lágrimas brotavam tímidas em meus olhos e lembrei de sorrir, começar um novo dia sem me martirizar. Então, ia escovar os dentes, a sua escova ainda se encontra enroscada a minha, todos os cremes de barbear dispostos sobre a bancada da pia assim como seu colírio. As mãos tremiam e sorri novamente, afundei-me no jato rápido do chuveiro, todas as lembranças consumiram-me. Você é tão lindo, com um sorriso tão gentil e aquela covinha funda bem no meio da sua bochecha. Incontáveis vezes tu sorriu para mim nesse mesmo box do banheiro pequeno, mas tão nosso, onde jogava água sobre os meus cabelos e lavava minhas costas e eu lavava as suas, como um perfeito casal de velhos.
Fechei o chuveiro e ao invés de pegar a minha toalha, enrolei-me na sua, sentindo o tecido felpudo que lhe envolveu por tanto tempo. Abri as portas do closet e vi todos os seus ternos e blusas com estampas de HQs e Star Wars em uma bagunça organizada como sempre gostou de dizer. Ao invés de por minha roupa para trabalhar, acabei caçando uma blusa sua com disseres matemáticos que nunca entendi, mas era sempre assim: você com seus cálculos, eu com a poesia. Você é minha poesia favorita, com cada pedacinho seu como pequenos versos, com um tom calmo e ao mesmo tempo muito risonho. Você é todo risonho, exagerado demais, enchendo o sorriso com todos os dentes mesmo que fosse algo singelo. Você nunca foi aquele que sorria com a boca colada uma na hora, essa sempre fui eu, afinal, demorei um tempo para corrigir os meus dentes, já os seus eram perfeitos desde sempre, talvez tenha sido ele que me conquistou quando nos conhecemos no meio de uma festa da faculdade, onde tu foi a salvação dentre todos aqueles bêbados.
Passei a mão por sua coleção de relógios e agarrei seu perfume favorito, preenchendo a casa e a mim com o seu cheiro.
Joguei-me na cama com o notebook sobre as penas, olhando as notícias do dia e já começando a escrever minha crônica. Olhar para o lado foi inevitável, você sempre estava lá dando palpites desnecessários. Sorri, até eles faziam falta.
Balancei a cabeça, permitindo meu coração se afogar de saudade tua e a mente chorar de descontamento, sentindo falta de montar frases sarcásticas para sua incansável curiosidade.
No fundo, o que fazia real falta era de como todos os dias me sentia bonita e especial a cada vez que o teu olhar batia com o meu, ou te encontrava apreciando alguma curva minha. Para alguém que não se amava antes, tu deu todos os caminhos certos. Nos esbarramos nele, nos ajustamos nele, encontrado o real bonito em nosso desajuste. Sem querer me tornei depende da tua voz, e não sabia seguir sem teu direcionamento, sempre me perdi sem ti.


Nota: Bem, fiz esse texto a pedido da Letícia Vieira, espero que a senhorita goste, e claro, todos os leitores também. O texto ficou meio meloso? Ficou. Mas isso acontece quando começo do zero e a minha cabeça parece um balão cheio de gás. Espero voltar em breve com mais conteúdo para vocês. Desculpem qualquer erro. Beijos