Não que eu precise dizer para alguém os porquês de assisti-la, mas durante esta semana eu me dispus a devorar, por assim dizer, a primeira temporada inteira - com muita vontade para assistir à segunda temporada. E confesso que só me dediquei a tal porque estava sem fazer nada e vi, passeando pelo Netflix, a série como uma das mais populares. Já havia visto algumas cenas no canal em que a série é transmitida (Canal Sony), mas nunca havia entendido realmente o seu propósito. Agora sim, posso dizer, essa é uma das melhores séries que eu já vi, não só pelo simples fato de ter paciência para vê-la.

How To Get Away With Murder

Sinopse: 

"Michaela, Wes, Laurel, Connor e Asher são ambiciosos calouros de Direito da prestigiada academia East Law School onde apenas os melhores alunos podem participar de casos reais. Eles competem entre si para conseguir a atenção da carismática e sedutora Professora Annalise Keating, na aula de Direito Criminal 1, também conhecida como "Como Se Livrar de Um Assassinato".


Eu ficaria horas aqui falando sobre cada personagem, mas não há nada melhor do que assistir à série e ir descobrindo mais e mais sobre cada um deles - isto a série não deixa a desejar: cada personagem tem o seu momento detalhado pela sua visão, pelo seu lado da história. A medida que o tempo vai passando, você vai entendendo e encaixando cada detalhe perfeitamente.
Bom, a primeira temporada é basicamente o seguinte: As aulas acabam de começar e você de cara já percebe o quão maravilhosa Annalise Keating consegue ser. A mulher é poderosa, não há uma pessoa que não note sua presença quando é feita. E a série destaca bastante isso, a força dela em momentos precisos. Contudo, ao mesmo tempo, também mostra seus momentos de fraquezas, os momentos em que ela se mostra como um "ser humano" também. 



A primeira temporada trata-se de um caso que Annalise precisa resolver, mas que envolve conflito de interesses, ou seja, não é tão fácil assim de se desenrolar. Os episódios são compostos por flashbacks intercalados com cenas do tempo real em que a história se passa, e não é difícil de acompanhar o tempo dos acontecimentos. Mesmo com este caso maior para ser resolvido, outros casos são assumidos pela professora, e desdobrados pelo seu grupo de alunos. 
Não há um segundo na série em que não haja tensão, dúvida e milhões de perguntas a serem respondidas. Aconselho, inclusive, que se caso se disponha a assistir, tire um tempo livre, um final de semana, até, pois a partir do momento em que se inicia, não dá para parar de assistir um segundo. 


Certas coisas eu acho interessante de se ressaltar, como o fato de que não há, em nenhum momento, um mocinho na história. Nem mesmo há um vilão específico. Todos erram, todos são hipócritas, todos julgam uns aos outros mesmo tendo lá os seus segredos. E com isso, cada um possui o seu papel importantíssimo na história, que mesmo não sendo revelado de cara, ao longo do tempo você acaba compreendendo o espaço daquele personagem em determinados cenários. 
Por fim, resolvi resumir em 5 tópicos as principais razões para se assistir HTGAWM:
  1. O tema: Eu descobri que aquilo que eu dizia ser falta de paciência com as séries é, na verdade, ansiedade para saber como as coisas vão desenrolar e quando a série não tem aquele gostinho de "quero mais", sinceramente, eu realmente não consigo lidar. Isso não acontece aqui. O tema da série muito me interessa. Todo o drama, o suspense, as investigações... Tudo isso me proporciona sede por querer mais e mais. E sem falar que você acaba acompanhando o dia-a-dia dos tribunais, das acusações, da vida dos advogados de defesa. E isso é demais.
  2. O enredo/desenrolar da coisa: Não tem como não se prender à série. Ela é muito bem contada, muito bem mostrada, e você fica abismado com o como as coisas são perfeitamente encaixadas. De acordo com que os acontecimentos vão se entrelaçando e você vai percebendo que tudo foi planejado propositalmente, acaba se tornando uma série de descobertas, de revelações a respeito de todos os personagens e você, querendo ou não, se prende a cada um deles.
  3. Os personagens: Não tem como não se apegar! Confesso que eu acho todo mundo ali um bando de louco, na forma mais coloquial da coisa. Todo mundo tem um parafuso a menos, um defeito absurdamente importante para o enredo, problemas e confusões que envolvem todo o grupo, mas mesmo com todas as divergências entre eles, não dá para imaginar o grupo se desfazendo de forma alguma. 
  4. A protagonista:

Eu já falei o quanto esta mulher samba? Ainda não aprendi a lidar com tanto glamour em uma pessoa só. E a forma como Annalise Keating (Viola Davis) é apresentada, a maneira com que vemos o quão errante ela é, a quantidade de defeitos que a tornam uma mulher completamente imperfeita, mas que não desce do salto nunca (não na frente de pessoas mais baixas que ela). Annalise nos encanta por ser um exemplo significativo de mulher forte que erra e aprende com seu erro de cabeça erguida. 

  1. O bônus:
 

Respectivamente, Connor Walsh (Jack Falahee) e Frank Delfino (Charlie Weber). É, eu também não sei como lidar com esses dois monumentos divinos desfilando pelo cenário da série! Definitivamente não sei. Eu precisava falar dos dois, mesmo que alguns os achem os mais apagadinhos da série, eles preenchem meu coração a cada vez que aparecem e fazem a cena ser mais completa para mim. Se vocês assistirem, entenderão a minha total e incondicional paixão.



Não vejo a hora da segunda temporada chegar ao Netflix (bora lá, né?) e apreciar mais, muito mais, de todo o drama e suspense que HTGAWM pode me proporcionar. Ficou claro que eu adorei, né? Então, nada mais justo que 5 luas para a primeira temporada da série!


Logo que assistir à segunda, trago para o blog o meu veredicto. Um beijo e até a próxima!



              Querido Noel,
              Então é Natal. Mais uma vez. Mais um ano vestindo aquela roupa nova que comprei especialmente para ficar algumas horas sentada no sofá ouvindo meus familiares com aquele famoso "é pavê ou pacomê?" e com aquelas incansáveis enquetes a respeito da minha vida; "e os namorados?", "você ainda não decidiu o que vai fazer? O ENEM já está aí!", e tantas outras perguntas que as únicas respostas cabíveis seriam olhos revirados, mas por educação à família eu apenas sorrioo amarelo e continuo comendo, pois não há nada melhor para fazer nestas ocasiões. Escuto todos os meus amigos desejando-me um feliz natal, sendo que ainda é dia 24. Vejo todo mundo com seus familiares, e eu, que já não aguenta mais comer, só quero que aconteça logo o amigo secreto para presentear um amigo com um presente pensado com todo o amor e carinho e acabar ganhando um par de meias para o dia se concretizar como apenas mais um infortúnio. 
              Daí chega meia noite. É hora de trocar os presentes. Depois dormimos até tarde no dia seguinte, almoçamos o que sobrou da ceia e fim. Começam agora os preparativos para o ano novo. Isso me intriga profundamente. Pessoas que nos outros 11 meses e 29 dias do ano são hipócritas, críticas e abusivos, chegam neste dia desejando felicidades a todos como se isso pudesse deixá-la com a consciência limpa apesar de tudo que fez no ano.
              E aquela sua perguntinha, querido Noel, "você foi um bom menino?"? Defina "bom menino", querido. O que é ser bom hoje em dia? É criticar tudo o que quiser na internet, pois não é preciso olhar nos olhos de alguém para fazer tal? É julgar as inúmeras Fabíolas que existem por aí e esquecer que "quem nunca pecou que atire a primeira pedra"? É colocar um problema acima de outro como se isso fosse resolver algo? Diga-me, então, se ser uma boa pessoa é ignorar problemas mais sérios por todo o mundo e se preocupar mais com futilidades que não o levarão a lugar nenhum. Que me perdoe você, bom velhinho, e todos aqueles que em você acreditam, mas este ano você não irá distribuir muitos presentes. Não, eu mesma não fui uma boa menina. Não de acordo com que a sociedade, hoje, dita. Eu decidi que sou contra aquilo que a família brasileira impõe, sou contra calar-me em frente de opressores e sou contra dar respeito a quem não merece. Desculpe-me, mas eu não fui uma menina. Não deixei me tocarem sem o meu consentimento, mesmo que eu estivesse com uma roupa um pouco mais curta que intitulam como o famoso "estava pedindo". Não permiti que falassem barbaridades contra o sexo feminino e quisessem que depois continuasse tudo bem. Não permiti uma mãe bater na própria filha, desobediente, pois achei que já passava dos limites. Não consegui ouvir meu tio falando repetidas vezes o quanto odiava aquela mulher do tempo do jornal da noite simplesmente por ela ser negra. Eu não consegui ficar calada, querido Noel. 
              E mesmo assim, se você ainda me achar digna de um presente, eu venho pedir o fim disso tudo. Fim do machismo, fim do preconceito entre raças, sexos e gostos. Ou apenas me dê paciência, se não for possível atender ao meu primeiro pedido, para suportar tudo isso. Por todo o mundo, Noel, eu peço paz. Peço consolo às mães que perdem seus filhos para a guerra. Peço lucidez e verdade para aqueles que estão no poder e precisam tomar decisões difíceis. Peço paz para as regiões conturbadas asiáticas. Eu peço clemência por aqueles que não reconhecem seus erros. Peço informação e estudo para aqueles que falam sem nada saber. Desculpe por pedir demais, mas para você, depois de tudo aquilo que eu já o vi fazer, este presente seria dos mais fáceis, não?
              Um feliz natal!

Nota: Não dava para fazer um textinho de natal comum, não é mesmo? Apesar dos pesares, um feliz natal a todos! Aproveitem bastante com suas famílias, peçam paz para este mundo! Um beijo, até logo.



Estamos no século XXI, onde gays, lésbicas, bissexuais e transexuais tem o seu espaço de direito(ou pelo menos é para ter). E com isso a liberdade para criar sobre esse tema cresceu gigantescamente, seja na indústria cinematográfica quanto na literatura, mesmo assim o mais comum é encontrar livros e filmes de romance heterossexual. E apesar de ser não meu tipo de livro favorito, já tive a experiência de ler uma história que mesmo não sendo o foco central, mostrava duas meninas em uma relação, e o livro era fantástico (só não vou falar o nome dele aqui. Pois ela ser lésbica é spoiler). E que muito provavelmente nós, deixamos de ler histórias fantásticas por não necessariamente nos identificarmos com a história de amor dos personagens. Por isso, hoje trouxe 3 livros com essa temática que são realmente famosos, mas claro, existem muitos outros, desde contos a romances.


1. Dois Garotos se Beijando

                      
David Levithan, é um dos maiores autores em relação a temática LGBT, ele está sendo muito importante nesse meio, se voltado para o público adolescente. Eu ainda não li nenhum de seus livros, mas já dei uma pesquisada e a maioria das críticas são positivas, principalmente para o seu título mais recente: "Dois Garotos se Beijando".


Sinopse: Do mesmo autor do best-seller Will & Will e Todo Dia. Do lado de fora da escola, ao ar livre, rodeados por câmeras e por uma multidão que, em parte apoia e em parte repudia o que estão fazendo, Craig e Harry estão tentando quebrar o recorde mundial do beijo mais longo. Craig e Harry não são mais um casal, mas já foram um dia. Peter e Neil são um casal. Seus beijos são diferentes. Avery acaba de conhecer Ryan e precisa decidir sobre como contar para ele que é transexual, mas está com medo de não ser aceito depois disso.
Cooper está sozinho. Passa suas noites em claro, no computador, criando vidas falsas online e seduzindo homens que jamais conhecerá na vida real. Mas quando seus pais descobrem seu passatempo proibido, o mundo dele desaba. Cada um desses meninos tem uma situação diferente. alguns contam com o apoio incondicional da família, outros não. Alguns sofrem bullying na escola, outros, com o coração partido.
Mas bem no centro de todas as histórias paralelas está o amor. E, através dele, a coragem para lutar por um mundo onde esse sentimento nunca seja sinônimo de tabu.


2. Azul é a cor mais quente.


                       
Azul é a Cor Mais Quente com certeza é o livro mais famoso dessa lista, por causa do burburinho que foi a adaptação cinematográfica. O que mais me interresa no livro é por ele ser graphic novel, ou seja, em quadrinhos, e pela forma que é feita, com o visual todo em preto e branco e só o azul do cabelo da Emma (creio eu que seja ela) se destacando.

Sinopse: O livro conta a história de Clementine e, uma jovem de 15 anos que descobre o amor ao conhecer Emma, uma garota de cabelos azuis. Atráves de textos do diário de Clementine, o leitor acompanha o primeiro encontro das duas e caminha entre as descobertas, tristezas e maravilhas que essa relação pode trazer. A novela gráfica foi lançada na França em 2010, já tem diversas versões, incluindo para o inglês, espanhol, alemão, italiano e holandês, e ganhou em 2011, o Prêmio de Público do Festival Internacional de Angoulême. Em tempos de luta por direitos e de novas questões políticas, AZUL é a COR MAIS QUENTE surge para mostrar o lado poético e universal do amor, sem apontar regras ou gêneros.

       



3. Will & Will

                             
Will & Will também é um dos livros mais famosos nesse meio, principalmente por ter o John Green em colaboração com o David Levithan. Algumas amigas minhas já leram e as opiniões são bem dívidas, umas dizem que amaram e outras que odiaram.

Sinopse: Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra...Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes complementes diferentes, os dois estão prestes a embarcar em uma aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.




                                                  



No dia 20 desse mês Adele, lançou seu terceiro álbum de estúdio, 25, voltando depois de 4 anos parada. Acredito que todo mundo ficou eufórico com a volta da Adele para a música, principalmente com o single Hello, que admito que já escutei milhares de vezes, e dei aquela dublada básica. Mas eu baixei o álbum inteiro ontem, e simplesmente estou apaixonada por Million Years Ago, seja por sua melodia à letra, que conta uma história que acredito que muitas pessoas iram se identificar, talvez chorar. Eu simplesmente precisava compartilhar isso com vocês.

                    

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                             A protegida



Sinopse:

Uma escolha pode conduzi-la à felicidade...ou partir irremediavelmente seu coração.
Liberty Jones é uma garota determinada, mas em sua vida pobre e difícil não há espaço para que ela consiga vislumbrar seus sonhos sendo realizados. Seu único consolo é a amizade e o amor que nutre por Hardy Cates, um jovem que possui ambições grandiosas demais para ficarem enterradas na pequena cidade de Welcome. Apesar da atração irresistível que pulsa entre os dois, tudo o que Hardy não precisa é de alguém para atrapalhar seus planos de sucesso, e ele a abandona no momento mais difícil de sua vida: quando a mãe de Liberty morre tragicamente em um acidente; deixando um bebê para ela criar. Mas a vida traz grandes surpresas e Liberty se vê sob a tutela de um magnata bilionário, que irá oferecer muito mais que a proteção à irmã e a ela, mas também revelará uma forte ligação com o passado obscuro da família de Liberty. O que Liberty não espera é ter de lidar com Gage Travis, o filho mais velho do magnata; o rapaz não aprova a presença dela em sua casa e fará de tudo para afastá-la de sua família...Gage apenas esquece de também mantê-la longe de seu coração.
"Às vezes a vida tem um senso de humor cruel, entregando-lhe aquilo que você sempre quis no pior momento..."


Nesse mês a Editora Gutenberg lançou o livro " A Protegida", primeiro livro da série "The Travis Family", da autora Lisa Kleypas. Admito que o que me chamou atenção primeiramente foi a capa, que por sinal é lindíssima, e a sinopse é bem interessante. Só espero que entre tantos livros desse segmento ele não seja só mais um.

Amostra:

             



                                                                 






Primeiro, isso claramente não é uma resenha, por isso vou deixar apenas as minhas reflexões sobre o livro até agora e como é ler Bukowski pela primeira vez. Esperem a resenha onde me aprofundarei na história.
Esse é meu primeiro livro do Charles Bukowski, mas já conhecia ele pelos milhares de quotes que tem no tumblr. E desde então percebi que ele era um autor autodepreciativo, falando sem pudor e naturalmente de coisas que são tabus. Ao ler as primeiras páginas de Misto-Quente, você naturalmente se choca, ao ver como o personagem principal, Henry, vive, e como viver no EUA da recessão pós-1929 é difícil. Acredito que para as mulheres o livro consiga ser mais chocante ainda, pois por ter uma narração masculina, nós acabamos entrando no universo dos homens. Apesar do livro se passar em uma época totalmente diferente da dos dias atuais, vemos como os meninos são inseridos na vida sexual cedo, e até mesmo como as meninas eram inseridas nesse meio.
Diferente de outros autores, Bukowski conta a história de uma forma extremamente realista, com claros momentos autobiográficos. Desse modo, não somos poupados de nada. Da violência daquela época, da ignorância das pessoas e como a infância e adolescência constrói o futuro adulto.
A história questiona a todo momento a índole do ser humano, e mostra como a vida às vezes por decorrências pode não ser exatamente feliz.
E, eu tenho muitas outras coisas para falar, dá exemplos e me aprofundar, mas isso, somente na resenha! Espero que tenham gostado desse post pequenininho, que fala sobre um autor incrível que definitivamente precisa ser lido e relido. Com toda certeza no final da história eu vou ter um aprendizado e uma visão nova sobre a vida. E antes, uma dica: se você for ler Misto-Quente, leia ele sem saber de nada, depois você volta e ler a futura resenha que entrará aqui no blog.

                                                                             



               

É mais fácil ter uma arma apontada para a sua testa do que receber uma flor. Andamos com medo e olhamos para todos os lados continuamente, pois não sabemos se nós seremos a próxima vítima. Trancamos nossas portas com mais de dois cadeados e uma fechadura. Fazemos uma prece antes de sair de casa para poder voltar no final do dia. Vivemos à sombra do medo e não da liberdade. Todos os dias recebemos a notícia de uma morte, outro dia elas se tornam centenas, e assim temos medo de sair de casa, que antes era o nosso lugar seguro e agora sempre há o medo de fechar os olhos e ser roubado, abusado.

A maldade se espalhou pelos bilhões de olhos que existem no mundo, se tornando difícil ver pureza num planeta onde todos são tão egotistas e preconceituosos. As vidas não iram voltar e as lágrimas e a dor não iram ser apagadas. Em um mundo tão tecnológico, falta olho no olho e verdade, para podemos rezar e agir, a procura de um mundo melhor. Pois afinal, a maldade não pode vencer o bem e nem tirar nossa liberdade. Precisamos rever nossos valores e olhar para o outro e nos permitir amá-lo. Tudo está meio perdido, e parece muito mais favorável levantar uma arma do que doar amor. Só que não podemos ir pelo caminho mais fácil, no fim só haverá mais sangue e lágrimas.  Nessas horas o que mais vale é sorrir e ajudar aquele ferido, oferecer as inúmeras rosas, flores e chocolates invés de balas correndo pelo mundo.


Nota: A imagem pode ser uma clara referência a França, mas não é só sobre ela esse texto. É sobre o mundo todo. Esse mundo que está sofrendo uma tragedia ambiental em Mariana, com pessoas lutando por um copo de água. Em outro lugar, as frequentes ameaças de terroristas e as consequências das mortes que eles causaram. Na minha cidade, a violência no seu ápice, na noite se tornando uma verdadeira guerra, nos causando medo de sair de casa. A única coisa que posso fazer nesse nosso pequeno espaço é pedir mais amor. Mais amor de todos, as pessoas falam, falam e falam e não fazem absolutamente nada a não ser discutir sobre quem merece mais ajuda. E elas não reparam que não estão fazendo absolutamente nada. Então além de tudo, estou aqui para reforçar que em todas as cidades tem postos recebendo contribuições para ajudar os moradores de Mariana e outras cidades, e para que tenhamos amor no nosso coração e fé, para podermos mandar energias boas para todos os países que estão sofrendo com o terrorismo. É isso, faça a sua parte.  
                                                                      



               

               

Lábios rachados,
pele seca, olhos chorando.
Dedos enrugados.

Sangue na boca,
sangue na pele, rasgando tudo por dentro.
Dilacerado.
Coração batendo, doendo.

Mente nula.
Branco.
Pensamentos indo e vindo.
Sem compreensão.


Língua sem sabor.
Tudo vazio, não sei mais o que fazer.
Agora, parece que tudo foi só um sonho.

Só que eu continuo aqui.
Sozinha. 

Nota: Bem, faz um tempo que não escrevia um poema, e sinceramente nem sei como cheguei a esse. Espero que gostem. Beijos.
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Eu sou uma louca apaixonada. Acredito no amor mesmo ouvindo tantas coisas e vendo o mesmo. Ok, eu também sou bem estranha, e sofro com acne. Sou do tipo que adora comer todas as coisas gordurosas do mundo, e fica lembrando de cravo e espinha. Mas também sou exagerada. Sorrio demais, choro demais e sofro demais.
Então imagina o quanto eu amo? Vai, multiplica por 70, talvez chegue perto. Gosto de cuidar e ser cuidada, na realidade, gosto de deitar no ombro de alguém e dormir sem ter que me preocupar se minhas coisas vão ser roubadas. Amo as pequenas coisas, como mensagens bregas e com erros ortográficos que me fazem querer morrer, mas pelo menos ele lembrou de mim. Adoro a ideia de poder compartilhar minhas inúmeras teorias sobre livros e ele escutar. São muitas coisas que gosto, amo e adoro. Só que também sei que amor é uma coisinha muito complicada, por isso às vezes o cérebro é nosso melhor amigo e o coração o pior inimigo. Por isso é tão difícil deixar uma pessoa ir, imaginar ele sem mim, como será a vida dele sem a minha presença, como será aquela que ocupará meu tão amado lugar. E como será o vazio que causará no meu peito. Quando eu me acostumei, com ele olhando no fundo dos meus olhos, parecendo que sabia tudo o que passava dentro de mim. É me acostumar com o cheiro dele nas minhas roupas, deixado quando ele se enrosca no meu colo. É ter aquela coisa linda me enchendo o saco para comer alguma coisa, ou me esperando para irmos juntos para casa. Então é fácil saber o quando dói só pensar em perder aquele colo. Como não só eu, mas todos, nos tornamos depende do outro, mesmo que seja por um período. E sinceramente não há motivos para ter vergonha de amar, (ok, a gente fica bem idiota e aqueles "casais grude" são um nojo) não nos tornamos mais fracos ou nada do tipo, e não estamos perdendo um fase da nossa vida, como muitos dizem. Depois de tudo isso, eu sinceramente não sei o que mais o que escrever. Só que...sério, não quero usar aquelas frases clichês. Se divirta! É, não tem como não usar os clichês. Independente de ter um namorado, namorada, sei lá, não se coloque para baixo, sério, eu sei que a carência bate às vezes e é chato, mas não precisamos disso para sermos felizes, simplesmente acontece naturalmente. Saia com as suas amigas, planeje uma viagem, mesmo que você esteja completamente dura, leia centenas de livros e dance pela casa, reze, rezar sempre é bom. Escute seus próprios desejos e não os dos outros, e corra trás mesmo com um monte de gente falando que não, é sério. E bem, se surgir aquele carinha, não fique com medo e deixe acontecer.


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Sinopse: 

Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.


Resenha:

"O Duque e Eu" foi uma maravilhosa surpresa, afinal, fazia um tempinho que um livro ou série não me prendia tanto. Julia Quinn consegue trazer um romance de época totalmente acessível a leitura, com uma narração em 3 pessoa que consegue englobar os sentimentos de Simon e Daphne. A escrita não é travada, e é feita de uma forma muito divertida, arrancando sorrisos desde o primeiro momento que os personagens principais se encontram.
Tanto os personagens secundários quanto os principais são bem apresentados - ressaltando que a Julia mostrou as principais características dos 8 irmãos, exatamente para se aprofundar nos seus livros solos.
Simon e Daphne, tem exatamente objetivos diferentes na vida, ele cresceu com um pai que só queria dá continuidade ao título de duque, e com os seus problemas de fala, sempre foi visto como uma falha. Já Daphne cresceu numa família grande, com todos sendo amorosos e protegendo uns aos outros.
Então o baque é esse: Simon por crescer com um pai ausente e "desalmado'', não quer se casar e ter filhos, e Daphne é totalmente o oposto disso tudo, só não consegue casar pois todos os homens dá sociedade veem ela como uma amiga e não como uma futura esposa. Assim Simon e Daphne surgem como um "casal" para terem seus objetivos alcançados. Mas lógico, não podemos mandar no amor ou mesmo no desejo, e desde sempre Simon desejava Daphne, então já viu né?
Na maioria das vezes vemos as histórias acabarem depois de um certo acontecimento (não quero falar, mas vocês já devem saber), e essa não, então, é interessante saber que ainda existe muitas dificuldades que os dois precisam enfrentar juntos.
Super indico! Você vai se emocionar, se apaixonar e ri muito com esses dois. Na realidade, indico toda a série Os Bridgertons, que é uma delicia de ler, e até agora, já no sétimo livro não sei escolher meu preferido. 

                  

 Quotes: 

 "- Não me deixe - sussurrou.
- Simon - respondeu ela, com a voz abafada.
- Por favor, não vá embora. Ele foi embora. Todos foram embora. Então eu fui embora. - Ele apertou a mão dela. - Você tem que ficar."  (Já coloquei esse quote em um post, mas não resisti)


"Simon pigarreou enquanto pensava em como poderia perguntar sobre Daphne sem chamar atenção. Ele estava com saudade dela. Achava que era um idiota, um tolo, mas sentia sua falta - de sua risada, de seu perfume e da forma como às vezes, no meio da noite, ela enroscava as pernas nas dele."

"Como os filhos não a obedeceram com a rapidez que ela gostaria. Violet estendeu a mão e...
- Por favor, mamãe! - uivou Colin. - Não a...
Ela o pegou pela orelha.
-...orelha - concluiu ele tristemente."
                                                                  

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Não existe um manual dizendo como se despedir. Não existe um manual que diga o quão difícil é ficar longe, o quanto machuca ir embora.
A maioria das vezes, pensamos o quão legal será morar sozinha, ir fazer intercambio em algum país dos sonhos. Só que nunca pensamos no bendito "adeus". No que diremos ao caminhar em direção ao check-in do aeroporto, ou quando começarmos a mobiliar a própria casa. Quando tudo tiver escuro, vai bater a saudade. Você não ouvirá o barulho das conversas malucas da sua vó, ou mesmo as frases desconexas ditas pela sua mãe no meio da noite. Todo mundo fala de como deve ser bom ter um lugar para chamar de seu, para fazer o que quiser, mesmo que seja as 3 da manhã. Mas não entramos no detalhe da saudade e como nos sentimos sós quando o travesseiro e os lençóis são os nossos únicos companheiros, e não há ninguém para espantar os monstros da nossa imaginação. É, afinal, não somos mais crianças, temos que enfrentar o mundo, montar nossa própria história. Nossa própria família. É quando deixamos de dá ''adeus'' e começamos a oferecer um ''bem-vindo'', à novas pessoas e novas coisas, como um namorado ou namorada, um filho, um cachorro e até mesmo algo material que esteve esperando por um bom tempo.
É difícil partir, seja para outro livro, ou para um novo relacionamento, pois nos apegamos muito fácil, e simplesmente não há como remover algo de nós com um estalar de dedos. Então se fomos pensar, nossa vida é como uma história cheia de derivados, onde cometemos o mesmo erro centenas de vezes e dissemos que não vamos errar mais. Onde escutamos música às 6 da manhã e passamos a repetir todos os versos o dia todo. Quando constantemente sonhamos com outra vida e outras pessoas, porque às vezes queremos ser diferente, poder trilhar um caminho novo, nascer em outro país, mudar de nome, ser simplesmente outra pessoa. E voltamos ao dito "crescer", onde percebemos que podemos realmente fazer tudo isso, mesmo com as contas para pagar e o trabalho. Jogamos tudo para cima e dizemos adeus a quem eramos, mesmo que seja só para pintar o cabelo ou começar a vida em outra cidade por conta do trabalho. Sim, não existe um manual sobre se despedir, pois cada um sente algo diferente, seja ruim ou bom, afinal, cada um tem a sua própria história e definitivamente nunca saberemos o que passa na cabeça do outro para decretar regras para a vida.

                                                           
                                                                           


Desde duas semanas atrás, comecei a ler a série "Os Bridgertons". No momento vou começar a ler o 5 (Para Sir Philip, com amor) e simplesmente tô apaixonada. Por isso, hoje trago um quote de O Duque e Eu, primeiro livro da série. Como estou lendo em PDF, não sei a página no livro físico. Em breve, resenha aqui no blog.


" - Não me deixe - sussurrou.
- Simon - respondeu ela, com a voz abafada.
- Por favor, não vá embora. Ele foi embora. Todos foram embora. Então eu fui embora. - Ele apertou a mão dela. - Você tem que ficar." 

                                                                              



                                                                                




Sinopse: 

Dizem por aí que os melhores momentos da vida são vividos na adolescência. Os primeiros amores, os encontros, as festas, as viagens, as surpresas...E são sempre os instantes inesperados que transformam um dia comum em uma lembrança especial, daquelas que nunca deixarão de nos acompanhar
Este é um livro sobre esses momentos doces e sensíveis que não se apagam da memória tão facilmente. Quatro contos, em quatro estações do ano, sobre jovens que passam por vivências e sentimentos intensos. Paula Pimenta nos leva em uma viagem de inverno. Babi Dewet conta como um outono pode mudar tudo. Bruna Vieira mostra a paixão brotando com a primavera. E Thalita Rebouças narra um intenso amor de verão. Histórias de um ano inesquecível que vão ficar para sempre!


Resenha:

Essa de fato vai ser uma resenha grande. Pois não vou fazer direto, - juntando os quatro contos numa ideia geral - vou dividir cada um, e dá a nota para cada conto. Okay?



                   

Enquanto a neve cair 

O primeiro conto é da autora Paula Pimenta, de Fazendo Meu Filme e Minha Vida Fora de Série, que se passa no inverno. Por um acaso, eu escolhi o marcador que ganhei de uma amiga (Z!) que foi pro Chile, para usar, e a história se passa exatamente no lá! Quando a família de Mabel  resolve passar as férias lá. E a Mabel claro, fica super revoltada, pois queria passar as férias com os amigos em um acampamento, só para ver se o Igor ficaria com ela. Admito que fiquei com muita raiva dela, pois sinceramente, que menina burra.  Você pode tá morrendo por causa daquele garoto sem noção, mas nunca, nunca, mesmo, perca a oportunidade de aproveitar algo por causa de alguém. Só que ela faz isso e fica sendo irritante um bom período da história, até que percebesse que tudo está dando errado para ela. Não quero dá spoiler, por isso não vou entrar nas situações. Então ela conhece o Benjamin, que mora em Santiago, mas nasceu no Brasil. No primeiro momento eles não se dão muito bem, mas depois são só flores e hormônios. 
Como já disse na resenha de Fazendo Meu Filme, e a Letícia na de Minha Vida Fora de Série, a Paula escreve com muita naturalidade, e a história te prende, então você acaba de ler em dois tempos. Apesar de achar as mensagens no WhatsApp exageradas, pois nunca na minha vida usaria tanto ponto de exclamação numa sentença normal, e bem, ela usa.
Eu tenho a mesma idade da Mabel, por isso muitas vezes parei de ler e reparei em como inúmeras vezes podemos ser idiotas, principalmente quando estamos apaixonadas, só que mesmo assim a personagem principal extrapolava. 
Já tinha lido outro livro da Paula, com essa temática de conto, que foi Princesa Adormecida, e admito, que comparando com esse conto, ele ganha de lavada. Por isso dou 4 luas.


                                         



O som dos sentimentos

De longe o melhor conto do livro. Só tenho o que falar bem dele, e sinceramente queria colocar a Babi num potinho e guardar em casa. A história fala sobre Anna Julia e João Paulo, que se conhecem em frente ao Museu de Arte de São Paulo, ela indo para o estágio de direito e ele tocando violão e cantando para arrecadar dinheiro para uma instituição. A forma que é escrito é super despretensiosa, deixando a história fluir e não fica apressada. Tem uma trilha sonora apaixonante, e pequenos detalhes que fazem toda a diferença, como quando ela começar a gostar de música por causa dele, pois antes ela só ouvida postcards, pois para ela, é como se não estivesse sozinha. Os encontros dos dois são bem casuais, o que torna a história bem mais realista, daquelas que escutamos um monte de gente contar. Não há um ''grande problema'', são mais questões pessoais e sentimentais, que acontece com todo mundo, principalmente quando você começa a gostar de alguém. E como fã de música, pirei quando foi citado ''Thinking Out Loud'', ''Let It Be'', ''Hey Jude'', ''If I Lose Myself". Com certeza Babi Dewet ganhou uma nova leitora. 


                          








A Matemática das Flores

Sempre tive curiosidade para ler alguma coisa da Bruna Vieira, principalmente pois as críticas sempre foram contraditórias. e por causa disso eu não botava fé mesmo nela. Infelizmente, depois de ler o conto eu tenho que concordar com as críticas negativas. É o tipo de história que tinha tudo para dá certo, mas não deu. Tem ótimas referências, desde Harry Potter à Netflix (amor eterno), e tem uma personagem que assume seus cachos e ainda tem pontas coloridas, só que ela não tem personalidade, digamos, é sem graça, e não prende o leitor. Entendo que ela queria mostrar como simples coisas podem fazer um feito muito grande na nossa vida. Como quando falta aqueles sagrados pontos de matemáticas no fim do semestre. Mas ela não conseguiu captar o leitor, tanto que a Jasmine e o David é um casal tão apático que você nem tosse verdadeiramente para eles. Fora que eu achei algumas coisas muito exageradas, e sem um quote que realmente me conquistasse. Mas acredito que como a Bruna lançou seu 7 livro agora (apesar de ser publicações dela para a capricho) ela melhore em vários aspectos. 
                                                        
                               


Amor de Carnaval 

Definitivamente o mais engraçado de todos. Thalita tem uma escrita tão gostosa que li numa noite. Foi onde em quase toda página coloquei um post-it. Diferente dos outros três contos, é bem focado nas três amigas, Inha, Kaká e Tati, apesar de se focar no amor de carnaval de Inha. As três personagens são bem características, colocando Inha como a romântica que ainda sofre pelo ex-namorado, Kaká como a que quer casar com um príncipe, definitivamente ser da realeza, (cuidado Harry), e Tati quer ser famosa, daquelas que tem um blog de moda, e posta todos os dias o look do dia no Instagram, e não é nada fashion. Até ai tudo bem, até que Wylsinho (irmão de Tati), jogador reserva do Flamengo, tem um affair com Keilinha Kero-Kero, uma funkeira que tá no auge da fama. Nesse momento Tati começa a ser a celebridade que sempre queria ser (subcelebridade na verdade) e vemos Thalita tratá com ironia e bom humor as materias que saem todo dia nos sites de fofoca, daquelas pessoas que a gente nem conhece. Ex: Tati, irmã de Wylsinho, namorado de Keilinha Kero-Kero, é vista passeando com amigas. Mas vamos pular isso. Então chega o carnaval e Wylsinho consegue com Kero-Kero três ingressos para a sapucaí, para Tati, Kaká e Inha. E lá que a história realmente começa, quando Inha conhece Guima, e definitivamente rola o clima. Só que nesse momento, percebi que tenho que parar por aqui para não dá spoiler. Mas definitivamente é uns dos contos mais gostosos de se ler e rende muitas risadas. Mas como eu tenho que ser analítica, admito que às vezes se torna exagerado, e uma história muito corrida. Por isso que acredito que os contos devem ser naturais, deixando as coisas fluírem da forma que acontece na vida real. 

                                   





             

                                                                      


                   


Querida eu,
Desde o principio, quando homens e mulheres mal usavam roupas, já cometíamos erros, seja tropeçar naquela pedra sabendo que ela está lá, ou machucar alguém cujo você próprio prometeu nunca ferir. E com passar dos milênios, nossas bocas formaram bilhões, talvez muito mais que zilhões de "perdão", "sinto muito", "não foi minha intenção'', "me desculpe''. E tal qual, foram ouvidos inúmeros "não", ou um simples olhar que dizia que aquelas palavras não mudavam absolutamente nada, ou mesmo um ''tudo bem'', que tem o significado totalmente oposto.
A questão é que nós, meros seres humanos, somos impacientes, e não damos aquele tão desejado tempo que quem machucamos merece. Não existe uma fórmula ou palavras que façam alguém te perdoar, perdoar de verdade, não só da boca para fora. Além de tudo, temos que admitir que erramos, e não ficar naquele mimimi de "mas não foi tudo isso", "isso é besteira". E não vale também ser infantil. Pedir desculpas não te faz menor, pelo contrário, mostra que você amadureceu. Porém, às vezes temos que aceitar o não, mesmo que ele seja definitivo, certas coisas não podemos concertar sozinhos, e vai muito do que a outra pessoa sente.
Durante a nossa vida, isso acontece incontáveis vezes, e é até difícil falar, pois perdemos pessoas, mesmo que elas estejam no mesmo mundo, seja por não saber perdoar, ou por ter estragado tudo, é quando temos que dizer adeus antes da hora. Nem tudo é como nos livros, que depois de 10 anos você reencontra aquela pessoa e tudo dá certo, não estou dizendo que não possa acontecer, apenas estou encarando a realidade.
Mas nem tudo é um adeus. E acredito que vamos errar sempre, vale a nós sabermos medir nossos passos, e não cometer o mesmo erro, e se cometer, a melhor dica é ser sincero, com você mesmo e com a pessoa. Ter paciência também ajuda. Nas maioria das vezes tudo se resolve no dia seguinte, e aquela vai ser apenas mais uma briga no seu currículo. Quando a amizade, o namoro, ou qualquer tipo de relacionamento é verdadeiro, a maior possibilidade é de tudo acabar bem. Basta respira e esperar o dia seguinte, por mais apertado que esteja seu coração.


Nota: Enfim voltamos com o Cartas para alguém, com o pedido de tema de uma amiga minha, Maay. Espero que mesmo que muito atrasado, esse texto te ajude de alguma forma. E não só ela, a todos o que o leram todo e chegaram até aqui. E só para lembrar, você pode fazer seu pedido de carta aqui, ou pelas nossas redes sociais. Ah, quase esqueci! Gostaram da capa do blog? Eu (Isabelle) quase morri para fazer, mas tô muito feliz com o resultado e espero que vocês também tenham gostado. 


                                                                             


       
                                               

Sinopse:

Tudo o que Meg sempre quis foi fugir. Fugir do colégio. Fugir da sua pacata cidade. Fugir de seus pais, que pareciam determinados a mantê-la presa em uma vida sem futuro. Mas, em uma noite louca envolvendo trilhos de ferrovia proibidos e desafiadores, ela vai longe demais...e quase não consegue voltar.
John escolheu ficar. Para impor o cumprimento das leis. Para servir e proteger. Ele desdenhava a rebeldia infantil e quer ensinar a Meg uma lição que ela não esquecerá tão cedo. Mas Meg o leva ao limite ao questionar tudo o que ele aprendeu na academia de polícia. E quando ele a pressiona para saber por que ela não se prende a nada, a resposta os levará a um caminho sem volta...


Resenha:

Longe Demais, tinha tudo para ser um livro excelente, mas não foi. Não que ele seja ruim, ele é bom, mas tinha potencial para ser muito melhor.
A motivação dos personagens são bem construídas, e forma um YA mais real, já que o que acontece com John e Meg é comum na adolescência, como a ideia de querer fugir e não saber o que esperar do amanhã.
Li o livro literalmente em uma tarde, e nem percebi. Pois a história é muito fácil de ler, daquele tipo de leitura gostosa que você ler em uma viagem ou em um momento de tédio. Os personagens se desenvolvem bem e fazem um casal "shippavel'', principalmente pois os dois são opostos e é como se complementassem com as suas diferenças. Sendo o John mais durão, marcado pela vida, e a Meg uma menina que só quer curtir, ser selvagem.
O que realmente me incomodou foi a importância que a personagem principal deu ao fato de seu cabelo ser azul, tudo era: ''ele não ia querer uma louca de cabelo azul'', ''mas eu tenho cabelo azul'', o que definitivamente não significa nada, e ela coloca isso como se fosse o maior ato de rebeldia no mundo, o que realmente não é. Eu já pintei uma parte meu cabelo de azul, e continuei a careta que sou.
Com o passar da história vamos descobri quais são os motivos de Meg e John serem desse jeito, e é interessante ver como mesmo que sem querer, um acaba ajudando o outro. Seja Meg mostrando que a vida pode ser mais flexível, ou John, mostrando que existem outros modos de enfrentar seus demônios. A história de amor deles acontece aos poucos, com nenhum querendo admitir o que sente, mas no fim se entregando, e como sempre, achando que depois de uma transa vai esquecer o outro. O que obviamente não acontece.


                                                   



Nota: Li esse livro a um tempinho, por isso a resenha ta curta. E li muitos livros nesses meses, então tá tudo bagunçado na minha cabeça. Vou tentar escrever essas resenhas, e postar ao longo das semanas.
                                                                                                                                                                                                           


                                                  
    

Repetimos metodicamente todos os dias: ''tudo vai dar certo'', ''eu sou forte", quando tudo se passa de uma mentira do nosso consciente, tentando nos tirar da ilha do pessimismo e nos colocar na ilha do otimismo. Só que na verdade sempre haverá aquela parcela de "tudo vai dar tudo errado", na nossa mente. Como o resultado de um exame, nota baixa, aquela paixão e tudo que nos faz morrer de ansiedade.
Sinceramente, a vida é assim, um saco, e haverão inúmeros dias ruins e aqueles que você está tão confusa e sentimental por algum motivo que não conseguirá se concentrar em nada, como no meu caso, que não consigo entender absolutamente nada do que a professora de química diz, e não adianta dizer para me concentrar, não vai dar certo.
É como quando somos crianças que achamos que usar sutiã é uma maravilha, e usamos aqueles tops ridículos de panda, nos achando a última coca-cola do deserto, depois crescemos e só queremos chegar em casa e tirar o nosso melhor amigo e pior inimigo, enquanto vemos nas ruas as meias caindo do bojo das meninas de 11 anos que não sabem como é ter peitos grandes e como dói. Também quando somos crianças achamos que "virar mocinha" nos faz melhor que as outras, mas isso é por enquanto, quando elas não tem sangue escorrendo entre as pernas e uma parte do seu corpo praticamente querendo sair de si.
Nos arrumamos todos os dias e nada, absolutamente nada acontece, então no dia que definitivamente você está uma mocreia, surge aquele boy magia do além e um monte de puta começa a lamber ele.
Nos entupimos de tudo o que é ruim, para no próximo segundo nos arrepender e falarmos que vamos ficar gordas, e no dia seguinte quando sairmos do banheiro, nos olhar no espelho procurando todos os efeitos das calorias no nosso corpo. 
Então você chega em casa querendo comer mais e assistir aqueles filmes que nunca irão acontecer na sua vida, e a internet não presta. Sendo assim você vai começar a ler alguma coisa e terminar o dia chorando porque a história é muito triste, para descobri que você não fez nada do que devia fazer no dia.
E se você usar óculos, a sua vida só piora, pois você vai numa festa, se acaba de dançar e quando ver (se conseguir) seu óculos está jogado no chão, especificamente na puta que pariu. E se ele vence, você não enxerga mais o quadro e dizem que você não faz nada. Fora de quando você esquece de tirar e toma banho com ele ou dorme.
Tem mais! Quando você precisa desabafar a sua amiga não está online e ninguém mais te entende, o que faz você definitivamente ficar com a cara no chão dizendo para sua mãe que está tudo bem. 
É nesse momento que você pega o celular, coloca o fone, e surge aquelas músicas depressivas, mesmo que ele esteja no modo aleatório, e além do mais, sua mãe grita dizendo que seu ouvido vai piorar com o fone e você vai pegar uma infecção e mesmo assim você continua escutando a música que fala sobre uma história de amor e você naquilo: "nunca ninguém vai sentir isso por mim", ou fica com medo de se machucar lembrando daquele carinha da escola. No final você provavelmente estará com uma infecção.
Não é nem preciso dizer que todos esses "você" é tanto "eu" quanto "nosso".
Mas sabe no outro dia você acorda e diz: "tudo vai ficar bem'', mesmo sabendo das infinitas possibilidades do fim do dia não ser bom. E apesar de tudo, amamos ser mulher, independente de todos os machões que dizem que nosso lugar é na cozinha.


Nota: Nossa menina voltou! E com um texto de um dia definitivamente ruim, mas para fim, se tornou um dos meus textos preferidos, exatamente por falar como nós, mulheres, sofremos.

                                                                              



Hoje trago um quote do livro ''Um Ano Inesquecível", das autoras Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Vieira e Thalita Rebouças. E estou lendo ele no momento, especificamente o conto ''O som dos sentimentos'' da Babi Dewet, e simplesmente estou apaixonada, seja pelas referências de músicas que eu adoro e pelo o que elas nos faz sentir. Em breve, resenha no blog.


"Notou que tinha aprendido mais um dos poderes mágicos da música: fazer você pensar que está dentro de uma história diferente, só sua, e ficar feliz com isso."Pág 152.