Não liguem para o que está escrito. (Foto por Isabelle Maciel),
             

Quem acompanha o blog, sabe que adoramos listas e algumas supertiçoes. Fiz minha lista de 2014 e admito que estou feliz com ela. É legal lê-la e perceber que eu realmente fiz coisas que estavam ali.
Então para não mudar o hábito, vou fazer uma lista nova para 2015, que eu espero que seja um 1/3 do que 2014 foi para mim.

1. Continuar com as amizades, mesmo que estejamos "separadas". 
2. Me organizar ( de novo aqui), na vida.
3. Montar meu quarto.
4. Crescer o blog (de novo, você aqui?)
5. Concluir os projetos (de escrita)
6. Fazer alguma atividade física.
7. Colocar as séries em dias.
8. Passar no concurso.
9. Ir no cinema ver todos os filmes que quero ( isso é muito importante!)
10. Comprar minha câmera ( de novo) e dá um jeito no meu notebook.


Nota: Isso só são coisas meio que superficiais para tudo que quero, mas estou tentando me segurar, para depois não acabar me frustrando. Feliz ano novo adormecidas.
                                                   



          Não sei explicar exatamente o que estou sentindo. É um princípio de uma saudade em um misto estranho com apreensão, com medo do novo. Fora um ano intenso. Mais que isso, um ano cheio de turbulências e aprendizados. Um ano em que não pude relaxar sequer um segundo, senão a vida já estaria na espera para me esculachar. E a vida sempre fora muito engraçada, é verdade. Exatamente quando decidira nunca mais me apaixonar, surgira alguém, que esse alguém, á princípio, havia sumido, deixado de existir, mas que sempre teve esse cantinho reservado, da forma mais desconhecida que fosse. Justamente quando eu quis não confiar mais em ninguém, a vida me dera amigos para a vida toda, e vi que esses amigos não precisavam ser exatamente iguais á mim, não precisam ter nenhum semelhança, só... Me entender, me aceitar como eu sou. Foi quando eu quis me aproximar da minha família, que tudo se tornou ainda mais complicado, mas tudo bem. Eu aceito essas exceções, eu entendo que nenhuma vida é perfeita e que eu devo aprender com cada tropeço que dei. E foram tantos...
          Hoje, eu não consigo dizer que eu não aproveitei. Fora um ano louco, como antes dei a entender, mas, também, com muitas realizações. Só por ter alguém que me reconhecesse, que reconhecesse o meu esforço e que pudesse me ver como uma pessoa útil, tudo valeu a pena. Uma das coisas que eu mais tive certeza desse ano fora sobre os meus amigos, as minhas amizades, pessoas das quais eu não vivo mais sem, pessoas que eu conto com elas sempre e onde eu precisar, pessoas que vão comigo seja pra onde for. E junto com as certezas, vieram as incertezas. E a minha maior incerteza foi sobre quem eu sou. Feliz, determinada, intrigante, estranha, normal...? O que eu sou?! Não sei responder. E isso não é ruim, ao contrário do que eu pensava alguns meses atrás. Não é ruim você não saber quem você é quando se tem certeza do que você sente. Eu sei o que eu sinto, eu sei o que me incomoda e o que me satisfaz. E eu me sinto feliz. Mais do que qualquer outro momento da minha vida. Me sinto completa, entende? Como se qualquer falta que antes eu sentisse pudesse ser substituída por uma coisa mais simples e isso não tem relação alguma com o significado daquilo em minha vida.
          Outra coisa que ficara bastante clara é que quanto mais eu achava que estava tudo bem, mais as coisas desandavam, mais eu achava que não passaria desse ano e que ficaria no ar tudo o que no primeiro dia de Janeiro eu quis realizar. Mas era exatamente quando eu achava que não tinha jeito, quando eu me sentia totalmente perdida e ao ponto de desistir, eu encontrava no meio do caminho motivos para continuar, razões para permanecer forte e de cabeça erguida. Esses motivos são conhecidos por amigos e momentos com eles. As razões podem ser chamadas por uma só palavra: amor. Sem amor, eu teria desistido no primeiro empurrão que a vida me deu. Sem amor, eu não teria fé. Sem amor, eu nada seria. E é por isso que eu agradeço todos os dias, pelo amor que á mim é dado, pelo amor que ao máximo eu posso dar e pelo amor que ainda tenho a receber. Pelo amor dos meus amigos, por menos falado e mais sentido que seja; pelo amor do meus familiares, por mais complicado e quase desconhecido que seja; pelo amor da pessoa que amo, daquela pessoa, que ás vezes parece ser utópico, mas que eu sei que existe. Por tudo, agradeço. Por tudo, pelas coisas boas e ruins, eu agradeço por mais esse ano que se encerra, dessa vez e finalmente, com chave de ouro.

N/A: O último texto do ano não poderia ser de outra forma, senão falando de amor. Eu espero ter conseguido falar de todas as coisas importantes que me aconteceram, e eu não quis simplesmente desejar um próspero ano novo - deixemos isso para amanhã. Eu quis falar sobre mim (não que não tenha feito isso o ano inteiro). E, nesse exato momento, com quase toda certeza, estou dentro de um avião para mais uma de minhas viagens, e esse post é com certeza programado, mas meu coração e minha mente estão inteiramente ligados á cada palavra aqui escrita. Foi verdadeiro, foi com todo sentimento que há em mim. xoxo,



   Descobri a saga ''Acampamento Shadow Falls'' enquanto conversava com a Cássia, do Vivendo um sonho por dia, e simplesmente fiquei louca só pela forma que ela me contou sobre a história. Descobri a saga bem no dia que fui a Bienal, mas infelizmente os livros estavam muito caros.

Então que tal conhecer mais sobre essa saga, que eu estou louca para ler e acredito que no final desse post você também estará.
   A saga é composta por 5 livros e narra a história de Kyle no acampamento de pessoas sobrenaturais e claro tem aquele tipico triangulo amoroso, que pelo o que eu vi, é vivido durante toda a saga.

Nascida à Meia-Noite                 
Sinopse:Nascida à Meia-Noite, de C.C. Hunter, é o primeiro livro da nova série de ficção fantástica: Saga Acampamento Shadow Falls. A obra retrata a história de uma garota enviada a um acampamento para adolescentes com habilidades sobrenaturais.Um novo e excitante mundo paranormal, a imagem de uma heroína e um triângulo amoroso são os elementos que marcam essa série de alto nível.

















 






Desperta ao Amanhecer     
Sinopse: Kylie anseia por descobrir sua própria identidade sobrenatural e o que seus poderes significam. Agora ela vai precisar deles mais do que nunca, porque está sendo assombrada por outro espirito, que insiste em dizer que alguém que ela ama morrerá antes do final do verão. Se ao menos Kylie soubesse quem ela precisa salvar e como...Mas a maior causa de seus problemas são os dilemas do coração. Kylie sabe que precisa decidir entre Lucas, o lobisomen que conheceu quando era garotinha, e Derek, um fae muito atraente, para não correr os riscos de perder os dois. Mas o romance vai ter que esperar, porque alguém do lado sombrio do mundo natural se esconde em Shadow Falls. 


















Levada ao Entardecer  
Sinopse: Neste terceiro livro da saga Acampamento Shadow Falls, Kylie quer saber a verdade por pior que ela seja! A verdade sobre quem é a sua verdadeira família, a verdade sobre quem é a sua verdadeira família, a verdade sobre o que ela sente em relação a Lucas e Derek. E pra completar, um fantasma vive atrás dela com um aviso terrível: ''Alguém vive e alguém morre''. Enquanto Kylie tenta desvendar o mistério e proteger aqueles a quem ama, finalmente descobre o segredo da sua identidade sobrenatural. E a verdade é bem diferente e muito mais inesperada do que ela jamais imaginou.






















Sussurros ao Luar          
Sinopse:  A saga Acampamento Shadow Falls está de volta, em seu quarto volume, e com uma sequência ainda mais explosiva! Uma nova ameça agita o acampamento, mudando para a vida de Kylie, de um jeito que ela nunca imaginou. Kylie tem que enfrentar uma gangue de marginais que querem vê-la morta e um avô misterioso que deixa bem claro o quanto desconfia de Shadow Falls. Ao mesmo tempo, ela luta para desvendar os segredos da sua identidade e decifrar os seus sentimentos por Derek e Lucas. Num mundo em constante tumulto, para Kylie só existe uma certeza; a mudança é inevitável e tudo um dia chega ao fim, até mesmo seu tempo em Shadow Falls.

















Escolhida ao Anoitecer                                 
 Sinopse: Um final surpreendente para a Saga Acampamento Shadow Falls! O inimigo mais poderoso de Kylie retorna para destruir-la de uma vez por todas, mas ela finalmente assume seus plenos poderes e passa por uma transformação que vai surpreender todos ao seu redor. Mas a jornada de Kylie não será completa até que ela faça uma escolha final: a quem vai finalmente se entregar de corpo e alma? Será que escolherá Lucas, o lobisomem que partiu seu coração, ou Derek, o meio fae que abriu mão do relacionamento entre eles, mas agora diz que a ama? Tudo o que Kylie aprendeu em Shadow Falls a preparava para este momento, quando o destino lhe revelará por fim quem terá a chave do seu coração.





                                                           



Nota: Olá, adormecidas (os). O post não ficou tão explicadinho por que é exatamente o meu Desejo Literário, não cheguei a ler uma página sequer do livro, mas achei legal que vocês conhecessem essa saga. 


                                                              





           Queria que um texto com esse título pudesse trazer elogios, agradecimentos e declarações dignas de uma pessoa que carregue esse título. Acontece que comigo, nem tudo é tão simples assim. É estranho, é difícil, é complexo. Talvez seja por falta de conversa, por falta de atenção ou por falta de crença uma na outra, mas não posso dizer que conheço minha mãe, nem muito menos ela pode dizer que me conhece. Ela não me ouve! Eu sinto gritar para que ela possa me entender, mas é como se ela mesmo tapasse os ouvidos e me ignorasse como se eu fosse desconhecida. O que é meio hipócrita da minha parte dizer que ela não me conhece e depois exigir que ela me trate como uma conhecida. Eu me odeio por cada palavra que aqui eu disse, mas não me arrependo. É através de palavras assim que eu consigo deixar que minhas lágrimas caiam e, assim, respirar depois sossegada. 
           Eu a amo. Amo tudo o que faz por mim, e sei o quão importante é ter seu apoio (quando ele há) e sua compreensão (nas raras vezes em que surge). Mas a sua (falta de) paciência é fundamental para que eu possa enxergar tudo de uma forma diferente. Como se eu pudesse enxergar tudo de outra forma á partir do momento que ela se expressa em relação àquilo. Minha mãe não é das mais perfeitas. Não gosto de clamar ao mundo que ela é perfeita e que é a melhor do mundo. Mas é a melhor do mundo pra mim. É a minha melhor do mundo. Mesmo que ela não me entenda e mesmo que nada do que eu faça pra chamar sua atenção faça muita diferença... Eu faria de tudo pra ela saber que ela é a melhor de todas pra mim.
           Ela é, sim, difícil. E eu sei que pra ela também sou um enigma, assim como sou para tantas outras pessoas. Só que eu não leio a palavra "mãe" como a principal pessoa do universo, como a minha heroína e maior paixão de todas. Ela é minha mãe. E eu gostaria que ela me amasse pelas coisas que faço e por quem eu demonstro ser, mas não por ser simplesmente a sua filha, pois já percebi que essa simples relação mãe e filha nunca foi boa entre nós. Eu sei que nunca vou confiar nela pra dizer meus segredos mais íntimos - porque ela com certeza usaria todos eles contra mim, depois -, mas eu confio que a nossa relação pode mudar, um dia. Num futuro próximo, talvez. E eu espero que, quando isso acontecer, ela saiba quem eu sou. Que ela não me qualifique como "sua filha", mas como "sua filha que gosta de músicas, é tímida, não tem livro favorito e ama ir ao cinema". Bom, eu só quero dizer que eu queria que ela me reconhecesse pelas coisas que gosto e não que fosse necessário pedir ajuda de terceiros para me comprar um presente. E que quando preciso fosse me presentear com algo, que ela soubesse que sua atenção e afeto são suficientes para a minha satisfação.

N/A: Resolvi fazer uma "limpa" nos rascunhos do blog e achei esse texto pela metade, então terminei-o e quis postar. Acho que não precisa de muita explicação, é aquele tipo de texto de momento, do que estamos sentindo e resolvemos pôr no papel. E é isso. Melhor parar por aqui antes que volte a chorar. xoxo,




         Como é bom te ter de volta! Saber que podemos recomeçar do zero, com mudanças. Sinto como se não fossemos os mesmos do início, mas tudo bem. Tudo bem com isso porque estamos melhores, estamos bem, somos pessoas mais maduras agora. Você é meu Navi e eu serei sempre sua Lua, mas jamais seremos os mesmos de sempre. Eu gosto de mudança, você sabe. Mas desde que eu mude com você, mude por nós, estarei bem. Estarei tranquila e com o coração calmo por estar contigo, hoje e sempre. E recomeçar, pra mim, significa dar um primeiro passo. Significa dar uma nova chance, e eu daria mil, desde que eu acredite em nós. Eu nunca deixei de acreditar.
         No teu abraço, eu me sinto eu mesma. Sinto que sou a pessoa certa, assim como você é o meu cara certo. Nós somos certos um para o outro, eu sinto isso. Não é aquela coisa de nascidos um para o outro, mas a gente se encaixou, a gente se concertou e está ficando certo, está ficando firme, e estou a cada dia mais apaixonada, mais louca, irada por você. É só você quem pode fazer feliz. É só com você que eu posso ouvir nossas músicas e ser feliz contigo, ser nós, contigo, pra sempre. Nossos jeitos de falar, nossa sincronia e a nossa harmonia que mantém minha certeza. E eu sou a pessoa mais feliz do mundo.
         É final de ano, momento de fazer promessas. E a primeira de todas que quero fazer é que nada mais desandará entre nós. Seremos felizes demais durante esse ano, e tantos outros anos, se depender de mim. A segunda promessa é que não vou mais ligar tanto para bobagens, erros cometidos e coisas ditas em momentos de raiva. Serei madura o suficiente para aceitar momentos mais tensos, mas criança o suficiente para brincar sempre que me for solicitado. Seremos mais leves, mais felizes. Seremos um só, como sempre fomos quando estamos juntos, mas com um toque a mais de simplicidade, e reciprocidade a cima de tudo! Eu cuidando de você da mesma forma que você cuida de mim, e assim, sendo felizes de verdade. Sem tirar nem pôr, sem cobranças, só amor.
Feliz de novo,
Lua.

N/A: Mais um Lua e Navi, porque estava inspirada. Eu precisava fazê-los voltar, mesmo com todos os problemas, mesmo com todas as dificuldades e as chatices de Lua. Eu precisava que eles voltassem porque eu só me sentiria bem se eles voltassem. Talvez eu me arrependa, talvez não. Sei lá. Deixa assim, qualquer coisa, eu mudo essa história. xoxo,


                        

Que grande vácuo, não só na mente, no corpo todo. Hospitais me fazem sentir assim, por isso os odeio, e acho que boa parte da população também possui minha opinião. A maioria das vezes que você vai no hospital é por que existe algo de errado, e se não tem, descobre.
Mas também é irônico, por que na mesma quantia que num hospital se derrama lágrimas se abre grandes sorrisos. É por incrível que pareça são os mais verdadeiros sorrisos e as mais verdadeiras preces que existem. Todos se tornam fieis a si mesmo a partir de descobrir que podem deixar o lugar que as vezes ele nem valorizava. 
Sou muito suspeita pra falar disso, eu não valorizo a minha própria vida, só reclamo, reclamo e reclamo. Mas aqui sentada nessa bancada dura do hospital, vejo uma realidade que é tão real pra algumas pessoas. Existem tantas pessoas aqui, tantas histórias, são tantas coisas guardadas para si próprio e isso muitas vezes é escondido das pessoas.
Olho para o fim da fila e vejo uma menina, que devia ter uns 2 anos, sorrindo para todos que passavam pelo seu caminho, naquele momento senti falta de quem eu era, e me coube a dúvida de quem eu sou, de quem nós somos? Fomos deixando nossos verdadeiros ''eu'' para o lado, lutando para pelo menos ser notado, acordando todos os dias as 4 da manhã, para não passar fome, para dá dinheiro pros engravatados limparem a bunda, e no fim morrer em um banco sujo de hospital. É, isso é o que nós somos. A ironia reina nesse lugar, apesar de odiá-lo, ele me faz pensar.
Aqui, eu penso que tudo se pode ocorre, como: o começo de uma vida, o fim dela, reencontros, beijos, felicidade, tristeza, morte. É onde muitos dão seu último e primeiro suspiros, por isso penso a quem ponto vale a pena? Lutar e no final morrer jogada? Eu sinceramente não sei, mas acredito que cada ser humano tem consciência do que fez, e que se mesmo tiver sofrido, os momentos de felicidade foram verdadeiros, e pensar que com um último suspiro, um outro vem, que as memórias permaneceram, e que nada foi relativamente em vão. 
Aperto a mão que insisto em segurar, me sentindo não sozinha ali, sentindo que tudo poderia acontecer mais eu permaneceria bem, as lágrimas iriam passar, os sorrisos voltarem e sumirem, mas eu iria me permitir. Deixando meu lado rancisa de lado e me libertando dos parâmetros. 
                             
                                               

Nota: Olá adormecidas, alguém estava com saudade da nossa sagaz menina do cabelo azul? E ela volta com sua sagacidade e melancolia, parece que as coisas andam meio conturbadas para ela, mas nada que não melhore. Estamos quase no fim do ano, e todos estamos meio que nos ''permitindo'' e essa é a mensagem que hoje queremos passar: Viva, se permita, a vida é muito curta para pensar em todas as possibilidades que podem ocorrer.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                     
                                               


  Mais um lançamento de 2015! Admito que me interessei pelo filme por ver que o Sam Claflin ia atuar nele. Hoje, vi o trailer e me apaixonei. Ele é bem tipico romance adolescente que não acontece e se transporta para a vida adulta, fora que os personagens são melhores amigos.                 A história é baseada no livro, que tem como titulo original ''Love, Rosie'', mas aqui no Brasil também é ''Simplesmente Acontece''. A autora do livro é a mesma de P.S Eu Te Amo, então sabemos que provavelmente esse filme vá nos render lágrimas, risadas, e uma vontade louca de viver algo parecido ou sentir. (Apesar do filme ser uma comédia romântica).
  O filme é estrelado por: Lily Collins, Sam Claflin, Christian Cooke, Jamie Winstone etc.


Estreia em 22 de janeiro de 2015. 

                     



                                                              


Não sei exatamente o porquê, mas senti a necessidade de falar desse livro aqui. Estava eu olhando umas listinhas de lançamentos para 2015, e dei de cara com essa capa que logo me fez lembrar de Eleanor & Park, do qual Isabelle falou num "top 5" de livros desejados que eu esqueci na casa da minha tia, em São Paulo - me xingando até hoje. Esse livro aqui:

Esse livro é de Rainbow Rowell, autora também de Fangirl, Anexos e tantos outros livros, dos quais vi bastante divulgação na Bienal. Mas, voltando ao assunto em questão, Eleanor & Park tem a seguinte sinopse:
"Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Elanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e "grandes" (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois de encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo."
Nem preciso dizer que me identifico totalmente com livros assim e Eleanor & Park tem uma história relativamente comum, mas que retrata daquilo que as pessoas mais temem conversar: sobre a adolescência. 

Mas, como a questão aqui é Amy & Matthew, aqui está a capa que é muito parecida com a do livro anterior:


Essa é a capa do livro com a edição brasileira, assim como a tradução do título. Nos Estados Unidos, o livro se chama Say What You Will, que se fosse traduzir ao pé da letra para o português, ficaria mais ou menos "diga o que quiser". Acho que eu preferiria se o título fosse esse, pois até o título do livro o faz lembrar da obra de Rainbow. Cammie McGovern é a escritora deste, que possui a seguinte sinopse:
"Amy e Matthew não se conheciam realmente. Não era amigos. Matthew sabia quem ela era, claro, mas ele também sabia quem eram várias outras pessoas que não eram seus amigos. Amy tinha uma eterna fachada de felicidade estampada em seu rosto, mesmo tendo uma debilitante deficiência que restringe seus movimentos. Matthew nunca planejou contar a Amy o que pensava, mas depois que a diz para enxergar a realiade e parar de se enganar, ela percebe que é exatamente de alguém assim que precisa. À medida que passam mais tempos juntos, Amy descobre que Matthew também tem seus problemas e segredos, e decide tentar ajudá-lo da mesma forma que ele a ajudou. E quando a relação que começou como uma amizade se transforma em outra coisa que nenhum dos dois esperava (ou sabe definir), eles percebem que falam tudo um para o outro... Exceto o que mais importa."
Esse é o primeiro livro de McGovern destinado ao público jovem, e eu não sei muito o que esperar. Sei que quero ler assim que lançar, pra saber que tantos segredos são esses que Matthew tem e que Amy acaba descobrindo, e como se faz essa relação entre jovens deficientes físicos e mentais. Estou ansiosa.
Fazendo algumas pesquisas, descobri que Amy & Matthew e Eleanor & Park - além de retratarem o mesmo ambiente adolescente, relações amorosas e familiares e polêmicas dessa idade - não têm muito em comum, e com isso quero dizer que não é nada como uma história adaptada ou inspirada ou nada disso. Não sei porque fizeram a capa do segundo tão semelhante ao primeiro livro que aqui mostrei, e apesar de terem o mesmo ambiente, as histórias não são tão parecidas quanto aparentam.
Ressalvo que, ainda em minhas pesquisas para falar sobre o livro, li uma resenha em inglês em que se diz que para quem leu As Vantagens de Ser Invisível, A Culpa é das Estrelas e Eleanor & Park, Amy & Matthew está mais do que recomendado. Pelo que entendi e por já ter lido os livros citados, ambos relatam a vida adolescente, as polêmicas, as aventuras, os problemas em se ter alguma doença ou deficiência (no caso de ACEDE) não impedem o amor de acontecer. Gostei muito dessa relação.
E é isso. Com certeza esse livro está na minha listinha de livros para o ano que daqui a pouco chega e não vou nem prometer resenha, porque nunca cumpro :(. Exceto que, se fizer, antes teremos resenha de Eleanor & Park para que eu possa confirmar se há mesmo essa semelhança de ambientes, se podemos relacionar um livro com outro. xoxo,



       Me sinto totalmente indefesa dos meus próprios pensamentos ruins. São pensamentos sem sentido, coisas que nem deveriam passar por minha cabeça nessa época do ano. Qualquer coisa que agora eu sinta irá me doer porque eu simplesmente não posso ser livre. Então, qualquer coisa que eu sinta, não será exposto, não poderei demostrar, pois estou presa em uma realidade massacrante. Tudo é muito intenso, tanto as críticas quanto os elogios. Ou é 8 ou é 80. Estou sendo pressionada a decidir o meu futuro, e aí eu quero ver como será. Não tenho ideia do que quero ser, do que quero fazer. Mas eu sei o que eu não quero fazer agora, e é decidir qual profissão irei seguir.
       Sinto muito mãe, sinto muito pai, eu não nasci pra viver a base de decisões, de escolhas, de preferências. Eu vivo em cima do muro. Não sei decidir algo sóbria e calma, dirá sob pressão e embriagada de tantas cobranças que têm me feito. Eles querem que eu escolha com a cabeça aquilo que eu deveria escolher com o coração, e escolher com o coração o que eu deveria avaliar minuciosamente com todo o meu raciocínio. E depois, ainda ostentam aquele discurso de que adolescente é complicado, quando na verdade o que nos complica são os adultos. Eles, não satisfeitos em viver numa realidade diferente e pouco distante da nossa, fazem questão de nos trazer problemas. É aquilo que uma vez eu já lhes disse: é como se os nossos pais não tivessem vivido a adolescência, como se quisessem esquecer dessa etapa, que pulasse essa página ou que simplesmente arrancasse-a por ter sido só um rascunho. 
       Eu não consigo aceitar essa obrigação de "você tem que saber o que quer fazer, o que gosta". Não sei nem qual a minha cor favorita, dirá a profissão que mais me atrai. Nem decidi se amo ou apenas gosto de um alguém, dirá o que eu vou ser quando "crescer". E já que toquei no assunto, negócio engraçado esse de perguntar "o que ser quando crescer". Pensei que eu já tivesse crescido o suficiente pra não ter que responder perguntas desse tipo. Aos 8 anos, pensei que com 15 a minha autonomia fosse ser muito maior do que apenas decidir qual roupa vestir. E quando eu era criança, via minha adolescência como algo muito distante e muito improvável. Imaginava que podia ser criança para sempre. Eu ainda quero ser criança, mesmo sendo algo impossível. Mas, agora, lembrando que quando eu era menor eu achava que estava muito distante de ser o que eu sou hoje, eu vejo o quanto passou rápido, e como eu só fechei os olhos e já tinha um balde cheio de responsabilidades, problemas, impossibilidades. E eu sei que tudo só fica pior, só que não sou obrigada a decidir tudo agora.
       O hoje é a minha etapa de erros. É o meu momento de escolher o errado para que eu saiba qual é o certo. É a minha hora de poder mudar sem medo, de viajar e conhecer novos lugares, de fazer novas amizades, de rir mais e de curtir muito, sem nunca perder o foco do que eu realmente quero, e isso vai além de ser somente feliz e ter um conforto suficiente no que eu for me formar. O que eu quero tem a ver com liberdade, com bem estar de espírito e estar bem com quem está comigo. Se eu tiver isso, só isso, eu estarei bem e a minha vida terá valido a pena. 

N/A: Com certeza eu já lhes disse que no final do ano os melhores textos saem. Estou tão perdida com todas as coisas quem vem me acontecendo, e eu não pedi nada disso de Natal. E como me falta coragem de dizer tudo isso para meus familiares, eu posto aqui mesmo. xoxo,


   Para os amantes de um bom romance e algumas lágrimas, Nicholas Sparks não para. ''Uma Longa Jornada" ou "The Longest Ride'' é a décima adaptação de seus livros para o cinema. Lembrando que nesse ano saiu ''O Melhor de Mim'', mas romance nunca é demais.
   O filme estreia em abril nos EUA, ainda sem uma data certa para estrear no Brasil. A história fala sobre dois casais, paralelamente, em tempo e espaço diferentes lutando contra as dificuldades de seus respectivos relacionamentos.
   O elenco conta com: Britt Roberson, Scott Eastwood, Oona Chaplin, Alan Alda, Jack Huston etc.

(Por enquanto não saiu o trailer legendado).
                   


Para quem ficou curioso em relação a trilha sonora, as músicas que tocam no trailer são:
- Work Song - Hozier
- Waiting Game - Banks



                                                               


Como presente de natal, a autora Kiera Cass liberou um trecho de "A Herdeira", quarto livro da série "A Seleção". O livro "A Herdeira" será contada por Eadlyn, filha de América e Maxon.


Se você ainda não viu, essa é a sinopse de "A Herdeira": 
Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn escolher seu noivo. Eadlyn não espera que sua Seleção seja nem um pouco parecida com o conto de fadas de seus pais. Mas ao longo da competição, ela pode descobrir que seu final feliz não é algo tão impossível como ela sempre achou.

Obrigada a editora Seguinte que traduziu o trecho. Ultimamente uma palavra que for já significa muito para os fãs de "A Seleção".

Trecho a seguir:
Eu não conseguiria prender a respiração por sete minutos. Não conseguiria sequer chegar a um minuto. Uma vez tentei correr uma milha em sete minutos, depois de ouvir que alguns atletas conseguem fazê-lo em quatro, mas falhei miseravelmente quando uma dor lateral me incapacitou na metade da distância.

Todavia, tem uma coisa que eu consegui fazer em sete minutos que a maioria das pessoas diria ser muito impressionante: eu virei rainha.

Por meros sete minutos eu cheguei ao mundo antes do meu irmão, Ahren, então o trono que deveria ser dele virou meu. Se eu tivesse nascido uma geração antes, não teria feito diferença. Ahren era o homem, então ele teria sido o herdeiro. 

Infelizmente, a Mãe e o Pai não aguentariam ver seu primogênito perder um título graças a um par de seios inesperados, porém muito graciosos. Então eles mudaram a lei, e o povo comemorou, e eu fui treinada todos os dias para virar a próxima regente de Illéa.

O que eles não entendiam é que essas tentativas de tornar minha vida mais justa pareciam muito injustas pra mim.

Nota: Ufa! Parece que essas meninas nunca querem nada! Mas isso que faz tudo ficar interresante. Então ansiosos para o lançamento de "A Herdeira"? Estou roendo minhas unhas de tão desesperada, mas 2015 ja ta na porta. Quase esqueci, feliz natal adormecidas, que o natal de vocês seja bom, e se estiver triste por algum motivo, não se preocupe, no final tudo fica bem.
                                                                           
   



Porto Alegre, 24 de Dezembro de 2014.
Primeiro Natal que passo longe de casa. Me sinto um pouco perdida, é verdade. Estou me sentindo sozinha, também. Mas não estou totalmente sozinha. Acabo de colocar a mesa da ceia e agora estou sentada na mesa do quarto que já tornei meu. Rebecca fora especialmente atenciosa e me abrigou aqui, sendo ela minha prima. E nesse meio tempo que aqui tenho morado, conheci Pietro e ele é um grande amigo de Rebecca. Ele é órfão desde os treze anos, quando perdeu os pais num acidente de carro. São com essas histórias que eu vejo o quanto a minha vida é maravilhosa, porque Pietro sofreu a vida inteira. Estava no carro quando o acidente ocorreu, e ele mesmo dissera que se sentia culpado por não ter morrido junto com eles. Até hoje, aos vinte e quatro anos, vive com a saudade e a tristeza dentro de seu peito. E ele é quem tem me feito sorrir todos os dias, desde que cheguei aqui.
Morar no sul tem sido uma experiência e tanto. Devo citar que estou feliz por ter passado num curso técnico daqui, começo em Janeiro. E estou muito realizada por estar finalmente fazendo minha história. E este Natal não está de um todo ruim. Montamos uma árvore de Natal, reunimos os amigos que formam uma espécie de família para fazer um jantar de Natal e já estou vestida com meu vestido escolhido para hoje. Não poderia estar melhor, exceto pela falta que eu sinto da minha primeira família. Meu pai, minha mãe, até de meu irmão, que só sabe brigar comigo... Sinto falta de todos. Sempre ficamos no Natal juntos, trocamos presentes e nos reunimos com o restante da família. Só que, desta vez, estou em outro estado. Estou bem acompanhada, é verdade, mas parte de mim está em São Paulo. E o Oscar de drama mais aparente vai para Clari... Espera! Eu juro que estou tentando me controlar em relação ao meu drama casual.
Devo parar de escrever. Alguns amigos já devem ter chegado, e preciso recebê-los. Preciso dizer que estou feliz por estar aqui, apesar de não estar totalmente realizada. Tudo bem, eu posso aguentar. Aguentei uma vida quase inteira de mentiras, de confusões e coisas não muito bem entendidas. Aguento mais um pouquinho, se for necessário. Eu tenho Pietro agora, minha principal âncora em Porto Alegre. E aqui eu pretendo morar até que eu consiga o que realmente quero, que é minha independência. Isso ou nada, é o que agora penso. E este Natal não poderia ser melhor, por estar com família, amigos, e tranquila. Não teria presente melhor do que a minha liberdade.
- CM.

N/A: Aproveitando o gancho do Natal, eu não poderia escrever usando a minha própria voz porque eu geralmente fico triste no Natal. Mas, como eu queria muito, pude escrever na voz de Clarice, que vez ou outra eu esqueço guardada em algum baú, e vez ou outra lembro de resgatá-la. Espero que gostem, e Feliz Natal! Que hoje seja um dia especial para todos, sem esquecer o real significado! Que possam estar rodeado de pessoas que goste e que lhe façam lembrar o real prazer que é estar com a família. xoxo,




                     
Autor(a): Kimberly McCreight
Editora: Arqueiro 
Páginas: 352 
Sinopse: Você conhece a pessoa que mais ama no mundo? 
Kate Baron achava que sim até receber a devastadora notícia de que Amelia, sua filha de 15 anos, cometeu suicídio pulando do telhado do colégio particular onde estudava. Poucos dias depois, entretanto, uma mensagem anônima em seu celular revela que a morte de sua filha talvez não tenha sido de maneira que as autoridades alegaram.
Amelia poderia ter sido assassinada? Como advogada, Kate está determinada a descobrir a verdade e, para isso,mergulha no passado da filha, recolhendo cada fragmento de e-mail, cada linha dos textos do blog, cada atualização de status do Facebook.
Sempre um passo atrás da verdade, ela descobre um lado de Amelia que nunca imaginaria que existisse.
Este impressionamento romance de estréia vai além de uma história sobre segredos e mentiras. Marca a busca de uma mãe tentando reunir cada detalhe possível para reivindicar a memória da filha que não pôde salvar.


Fiz um post sobre a minha leitura de ''Reconstruindo Amelia" - e essa chegou ao fim -. O livro me surpreendeu desde o começo, com um mistério super bem distribuído, uma investigação plena e que conseguiu se estabelecer e um drama familiar e adolescente muito bem aplicado.
O livro me prendeu muito na parte investigativa, pois a cada segundo eu tinha mais um suspeito, em todos os mistérios da história. Ao mesmo tempo me senti recebendo uma grande informação de carga emocional, que me levou a pensar em várias coisas da minha vida.
O livro trabalha muito bem com a divisão do drama de Kate de perder a filha e depois ter que investigar a morte desta, esta que com os seus capítulos nos mostrou o quanto por querer ser mais, ou por causa de alguém, nos podemos mudar, e deixamos mentiras se transformarem na nossa vida, além de que, tendo a visão da Amelia, percebemos o quanto a sociedade pode ser cruel e que ela ainda é extremamente preconceituosa.
A história tem algumas falhas de raciocínio, mas que são deixadas de lado por causa da situação que a Kate está passando.
Os personagens secundários são bem interessantes e explicativos, fazendo que a história fique mais complexa e organizada. No fim, o final me agradou, pois trouxe um ''que" de realidade gigantesco, que me fez parar e pensar em todas as minhas atitudes, e o quanto elas podem ter de consequência, pois no fim, o final é puramente as consequências de um ato de Amelia.
Além de tudo, passa muito a relação que mãe e filha tem. O quanto é importante essa relação e que primeiro devemos confiar em nós para confiar em quem realmente ama a gente.
Recomendo o livro para todos, pois ele eleva muitas coisas além de seu foco principal, ele quebra tabus e nos faz pensar o quanto significa uma pessoa.


Melhores quotes: 

"Existem várias definições para a palavra idiota no dicionário. Não seja mais uma." Página 9 

"Mas é claro que isso é um currículo, não uma pessoa. Uma pessoa é o que está começando a crescer dentro de mim. E essa sementinha minúscula de um menino ou uma menina não liga para nada disso. Só quer o meu amor." Página 42 


" - Mãe, vá tomar no cu - disse Kate, calmamente - Era isso que eu ia dizer: vá tomar no cu." Página 50


"Como se o destino fosse pior que a morte.'' Página 173 


" Eu não sabia se estava apaixonada por ela, mas não conseguia pensar em outra coisa. E, quando estávamos juntas, eu me sentia ligada a algo maior e melhor que eu. Para mim, isso parecia amor." Página 173.


"Via minhas pernas contra a cadeira, via os braços da cadeira sob minhas mãos, mas não os sentia. Não sentia nada." Pagina 221 




                                                                 


        
Querido pai,

Na verdade não sei se o senhor é mais querido, são só formalidades, que dizem que sou sua filha. Posso ser sua filha, mas você não é mais meu pai. A muito tempo tento escrever sobre várias outras coisas com a esperança de que não teria que chegar a esse ponto. Você nunca vai ler! Estou cansada de criar falsas esperanças com o senhor, estou cansada de esperar. Eu te amo, muito, mas as vezes só amar não resolve, não posso amar pelo senhor. 
Lembro de quando tinha 3, 4, 5 anos, o senhor permanecia comigo sempre, era o meu ponto seguro, meu super-herói, que eu idealizava, isso sumiu. Não é pelo fato de que eu "cresci" que eu preciso menos de amor, que eu não sinto falta das suas ligações todos os dias, que eu não sinto falta de ter assunto para falar com o senhor, que eu não fique mal toda vez que eu te ligue e não saiba o que falar, por que você não sabe nada sobre mim, você (você sim, não merece o meu respeito) desaprendeu tudo o que sabia sobre a própria filha, você não sabe a minha cor predileta, não sabe que escola eu estudo, o ano que estou fazendo, talvez esqueceu a minha própria idade, não sabe se eu já me apaixonei, se eu namorei, não sabe o nome de nenhuma amiga minha. Você sabe quem eu era, não quem eu sou.
O incrível de tudo é que eu posso falar tudo isso para você, no segundo seguinte você estaria rindo, achando que são besteiras da minha cabeça, e por isso eu me machuco mais, pois eu não consigo desistir do senhor, e a cada palavra dita, voce desiste de mim. Aliás você desistiu de todos, fechou os olhos, tampou os ouvidos e fingiu que estava tudo bem, lamento lhe dizer que não está. Eu queria muito, muito mesmo, dizer que tudo vai se acetar, essa não seria a verdade, e eu já estou cansada de mentiras. Talvez nada disso você compreenda, afinal, coloca todo mês dinheiro na minha conta, como se isso fosse ser pai. Sabe, o dinheiro não cuida de mim, não me dá carinho, atenção, não me ama, o que estou achando partículamente que você não faz mais. Magoa  muito sair da sala de aula, e ver país esperando na porta, ou falando com o filho pelo celular. Magoa sair com minhas amigas e ver os pais delas vindo me deixar, e sabe, sou extremamente feliz delas não terem um pai como o senhor. É, eu to cansada de negar.
As nossas ligações tem dias programados, um assunto sempre certo, e o tudo bem? Nem sempre é respondido com verdade, eu seguro as lágrimas, pois ninguém merece sentir a dor que você me causa, eu seguro as lágrimas e tento sorrir todos os dias, pois eu sei que você perdeu os direitos das minhas lágrimas. Eu ando tão incerta e com medo, só queria a sua ajuda, a sua palavra, por monossilábica que fosse. Queria contar com a sua visita no hospital quando eu estivesse doente, queria que você estivesse ao meu lado no meu ABC, você não tem noção do quanto foi difícil uma menina de 6 anos, não ver o pai em um dia tão importante, e isso vem se repetindo desde então, cada vez, dói mais, por que eu sei que você está em algum lugar dessa cidade, com talvez os filhos que nem são seus. Mas o que posso fazer? Tenho que agradecer pelo amor que as pessoas me dão, amor tão puro que você nunca me dará.
Bem, não quero mais falar, mas preciso dizer uma última coisa: sempre que eu penso quando minha vó e mãe morrerem, me pergunto para onde eu vou? E descubro que vou ter que ficar sozinha, pois o senhor não será mais uma opção.


Nota: Bem, nem precisava de nota, muito menos do meu nome aqui, mas acho que passou do tempo de eu me esconder por trás de um sorriso, e hoje eu tirei um peso sobre as minhas costas, e sei que a partir de hoje estou sendo inteiramente verdadeira comigo mesma. Apesar dos problemas, não podemos desistir de nós, e essa é a minha forma de dizer que não desisti de mim. Obrigada por lerem, ou mesmo os que não leram, isso é a minha válvula de escape. Obrigada.

                                                                           



Vim aqui, fazendo o mesmo que a Isabelle, trazendo minha história resumida em dez músicas. Vimos essa tag e resolvemos fazer. Achei interessante porque não há lugar que falemos mais sobre nossa vida do que no blog e falar dela em 10 músicas é especialmente interessante. Escolhi minuciosamente as músicas, e em um dos casos tive que colocar duas porque simplesmente não consegui decidir. Talvez, amanhã, eu já não concorde com 90% das músicas que pus aqui, sou muito confusa, mas, por ora, essas contam bem a minha história:

1. Uma música que te lembre um momento bom: Lucky - Jazon Mraz feat. Colbie Caillat




Tenho milhões de motivos para colocar essa música aqui, logo de cara. É uma música que eu carrego no peito, ou na mente, em todos os momentos da minha vida desde que eu soube de sua existência. É bem antiguinha, faz mais ou menos uns 5 anos que é uma das minhas preferidas. Não podia deixar de colocá-la aqui porque me faz lembrar de uma época que eu não tinha responsabilidade alguma. Era um tempo bom.

2. Uma música que defina sua vida: Complicated - Avril Lavigne




Eu tinha que pôr essa música aqui por trilhões de motivos. Dos que eu posso citar: o meu amor por Avril Lavigne e a minha vida. Minha vida, pra quem não sabe, é muito, muito complicada. E por mais que a música fale de um relacionamento complicado, que fale o quão a vida é complicada no quesito relacionamento, eu tinha que falar da minha vida, em todos os quesitos. Sem falar que essa fase da Avril é uma das minhas favoritas... Eu tinha que colocar essa.

3. Uma música que te faz dançar na balada: Treasure - Bruno Mars


Que atire a primeira pedra quem não tem vontade de dançar ouvindo essa música! Nem que sejam só uns passinhos, ou com a própria cabeça se movendo. Confesso que fiquei em dúvida entre o Bruno ou alguma do Justin Timberlake, mas Bruno Mars faz parte da trilha sonora da minha vida, tanto a parte mais lenta, quanto a parte mais dançante. Não consigo ficar parada quando essa música comece a tocar.

4. Uma música que foi tema de algum relacionamento: Me Encontra - Charlie Brown Jr.


Não que tenha ocorrido algum relacionamento, do qual eu pudesse contar alguma história. E, cá entre nós, eu poderia colocar Charlie Brown Jr. em todos os pontos da tag porque simplesmente as músicas tocam a minha alma, de forma inexplicável. Não sei o que eu vejo de tão extraordinário nisso tudo, mas deixa assim. E eu com certeza devo ter alguma inspiração para todos os meus textos românticos, e eu sempre me recordo dessa inspiração ao ouvir essa música. Sem falar que, como antes eu disse, se eu pudesse, colocaria essa banda em toda a minha história de vida.

5. Uma música que sempre te faz chorar: All of Me - John Legend/We Remain - Christina Aguilera





Não consegui decidir qual das duas mais me fez chorar durante esse ano. All Of Me toca o coração de qualquer um que possa ouvi-la, senti-la e entendê-la, de forma que a letra da música seja percebida e completamente compreendida. Eu me sinto completamente apaixonada toda vez que escuto. E We Remain já esteve até em uma playlist que fiz para o blog, mas não consegui não colocar aqui. É um música que me fez chorar muito durante esse ano, porque sempre eu ouvia eu lembrava da história, e via o quanto ela tinha essa relação enorme com o romance. Chorei litros ouvindo ambas.

6. Uma música que seria toque do seu celular: On Top Of The World- Imagine Dragons



Esse é realmente o toque do meu celular e não pretendo troca-la tão cedo. Não consigo imaginar uma resposta para tanto tempo que consegui viver sem saber da existência de Imagine Dragons. Essa banda é sensacional, uma das minhas preferidas do momentos, e eu descobri essa música depois que comprei um cd, o álbum Night Visions. E desde então eu sou viciada nela, tinha que virar toque do celular!

7. Uma música que você gostaria de tatuar: Who You Are - Jessie J



Essa música podia se encaixar perfeitamente na parte das músicas que me fazem chorar, mas achei mais adequado colocá-la aqui. Não sei exatamente qual frase tatuaria, mas tanto poderia ser "tears don't mean you're losing" (lágrimas não significam que você está perdendo) como "just be true to who you are" (simplesmente seja verdadeiro com quem você é), ou até "seeing is deceiving, dreaming is believing" (ver é enganar, sonhar é acreditar)... Bom, é uma música que trazem retratos de uma realidade, coisas que ás vezes achamos ser um puro clichê e ignoramos. Independente de qual frase, eu as tatuaria na costela. Desejo meu que pretendo realizá-lo. 

8. Uma música que te deixa com vontade de ficar com alguém: Two is Better Than One - Boys Like Girls



Eu sei que é meio uma música para relembrar de alguém, momentos vividos por duas pessoas. Mas, exatamente por isso, eu tenho essa vontade quando a escuto. Como se querer ficar com determinada pessoa fosse resultado de alguma história mal resolvida, de um amor ainda vivo, de uma saudade presente. Sei lá, talvez eu só tivesse que pôr essa música aqui, sem dar sequer uma explicação.

9. Uma música que você tá viciada agora: Saudade - Onze:20



Não podia deixar de colocar uma música de uma das minhas bandas favoritas nacionais! Onze:20 e Charlie Brown Jr. estão empatados no meu quesito preferência. Escolhi essa música porque é realmente a que estou viciada agora, porque ela combina comigo e porque é do novo álbum. Eu poderia colocar qualquer música do novo álbum, mas quis botar essa por simplesmente ter uma afinidade maior por ela.

10. Uma música que faz as pessoas lembrarem de você: Yellow Flicker Beat - Lorde



A última música é uma questão de piada interna, que só quem convive comigo todos os dias, em todos os momentos possíveis, irá entender. Não é que eu não goste da Lorde ou nada disso, mas as dancinhas estranhas, os passos esquisitos e tudo mais passou a fazer parte da minha história. Vou rir disso pra sempre, sempre que ela dançar qualquer coisa, fizer qualquer coisa muito bizarra. Eu já pus esse clipe em um post para o blog e queria colocar uma música mais minha cara, mas achei que essa seria o suficiente.

Nota final: Haviam milhares de outras músicas que eu poderia colocar aqui, mas escolhi essas porque verdadeiramente fazem parte de mim, da minha história. Todas elas (com exceção de, talvez, uma ou duas) poderiam se encaixar em qualquer outro tópico, diferente do tópico que ficou, porque fazem parte de mim, da minha vida, então eu poderia tatuar uma frase de qualquer uma, poderia chorar em qualquer uma, poderia ter qualquer uma como toque de celular. Mas, como forma de organização, assim eu decidi. Espero que gostem. xoxo,






        Ando tão acostumado com nossos erros. Nossos erros. Sim, poderia ser "nossos momentos bons", "nossas risadas", "nossos qualquer outra coisa". Mas são os nossos erros que tem estado aqui, o tempo todo. Eu tenho que me acostumar com isso, e estou conseguindo. Porque não é só você, eu sei. Somos nós, que não cansamos de errar, de brincar um com o outro e achar graça disso depois, mas juntos. Eu sei que é a nossa forma de amar, mas que se dane. Desde que tenhamos nós, sabe, estou completo. Não precisa mudar, vou me adaptar ao seu jeito. Vou ter que me acostumar, vou ter que me desdobrar pra ficar com você, e farei. Porque não dá pra viver sem te dizer que eu amo tudo em você. Seus costumes, seus defeitos, seu ciúme, suas caras... Pra que mudá-las?
        Deixe do jeito que está, porque estou aqui pra te dizer que por ti eu faço qualquer coisa. Vou saber fazer o seu jogo, saber tudo do seu gosto, sem deixar nenhuma mágoa, sem cobrar nada. E no final disso eu vou estar com você, em silêncio, teu imenso e profundo olhar. Nós vamos combinar algum jantar romântico e você ainda vai dizer que a gente se ajeita numa cama pequena. Porque entre nós tem muito essa coisa de amor, sabe? Não sei dizer quem dos dois é o mais romântico. E por isso tem todo esse medo de amar. E, por mim, tudo bem, sabe? Eu 'tô tão apaixonado que nem sei dizer a proporção disso. É intenso, é louco, é forte e, principalmente, é verdadeiro. Eu 'tô aqui, ouviu? Estou aqui pra te esperar. 
        Então, você adormece. Meu coração enobrece e a gente sempre esquece de tudo o que passou. Tudo isso que a gente tem, aqui, no silêncio de um olhar, numa reciprocidade de um sentimento e num toque doce e sublime de perfeição que é a sua face... Eu não sei como não me perder. A gente vai superar, a gente vai suportar e vai passar por cima de tudo isso. Se eu sei que no final fica tudo bem, eu te faço um poema e te cubro de amor. Vamos combinar assim? Então, confia em mim. Confia no teu amor que tudo o que um dia a gente sonhou e continuamos a sonhar vai se realizar. Te amo.
Do teu garoto.


N/A: Escrever em voz masculina é como escrever pra mim mesma, como querer que alguém escrevesse pra mim cada palavra dessa. Me deixem sonhar :( A música que escolhi hoje foi Não Precisa Mudar, Banda Eva. Escolhi essa porque estava assistindo mais uma vez as batalhas do The Boice Brasil 2014, e vi a batalha entre Vanessa Borges e Amarildo Fire. Que batalha! A química deles me inspirou a fazer esse texto. Meu próximo post é a tag "Minha história em 10 músicas". xoxo,


  Estava eu vagando pelo YouTube quando vejo a Tag: minha vida em dez músicas, no canal do Luba, logo soube que a tag foi criada pela Bruna Vieira, do Depois dos Quinze, então, resolvi trazer para vocês.
  Foi uma tarefa muito difícil separar só 10 músicas, e na verdade foi mais difícil ainda não colocar a mesma música em todas.


1. Uma música que te lembre um momento bom: - Girl On Fire - Alicia Keys

                 
This SHAYNE IS ON FIRE!(fireee). Essa música apesar de ter um lado mais ''calmo'', marcou o meu ano, por ser uma piada interna com minhas amigas que nos renderam boas risadas, e ainda rendem. Essa música me lembra que os momentos simples são os mais felizes de nossas vidas.


2. Uma música que defina sua vida: Open Your Eyes - Snow Patrol

                   
Essa música simplesmente ficaria em todas as posições dessa tag. É a minha favorita - que até hoje não aprendi a cantar direito -,  mas que toca uma parte de mim, que nenhuma música toca. Open Your Eyes me dá vontade de viver, me dá vontade de chorar, sorrir. Eu poderia fazer um texto só falando o que essa música representa para mim, mas vou me conter. O mais importante de tudo, é que essa música me mostra que tenho que ficar de olhos abertos e não me deixar levar pelas coisas ruins, e que mesmo que eu me sinta sozinha vai haver alguém para eu me agarrar.


3. Uma música que te faz dançar na balada: Uptown Funk - Mark Ronson feat Bruno Mars

                     
Apesar de a música ser nova, ela já tomou lugar de todas as minhas músicas ''dance''. Simplesmente não consigo ficar parada ao escutar essa música. Se em casa, na rua, eu saio dançando, imagina na balada?



4. Uma música que foi tema de algum relacionamento: Unbreakable - Jamie Scott

                   
Antes que minha mãe venha tirar satisfação comigo, não, eu não estive em nenhuma especie de relacionamento romântico (pelo menos na realidade), mas se fosse pra escolher uma música para ser ''tema'' de um relacionamento, seria Unbreakable. A música passa uma coisa que eu acho essencial em qualquer tipo de relacionamento, que é nada mais que poder contar com alguém nos momentos difíceis. A música fala assim: ''Quando você perder o seu caminho e a luta se for. Seu coração começa a quebrar, e você precisa de alguém por perto, apenas feche os olhos, enquanto eu coloco meus braços sob você, e fazer você inquebrável.''

5. Uma música que sempre te faz chorar: Without A Word - Birdy (Todas da Birdy)

                     
Eu sou chorona, mas não sou de chorar sempre escutando uma música, mas a Birdy faz essa arte comigo. Mesmo que eu não realmente chore, meus olhos começam a ficar irritados, e minha mente viaja em momentos que aconteceram e outros que não. Principalmente Without A Word faz isso comigo, além de que ela tocou em The Vampire Diaries, em uma das cenas mais tristes da 5 temporada.


6. Uma música que seria toque do seu celular: Oh! Darling - The Beatles

                      
Apesar de que meu celular não toca tanto, adoraria ouvir Oh!Darling quando ele tocasse, pois eu poderia está irritada, triste, que eu começaria a cantar e dançar naquele mesmo segundo, e deixaria o celular tocando só para poder aproveitar.



7. Uma música que você gostaria de tatuar: I Saw Her Standing There - The Beatles

                     
Mais Beatles!  I Saw Her Standing There é minha música preferida (até agora) dos Beatles, e como eu sempre pensei em tatuar "Open Your Eyes'' (Snow Patrol) nunca tinha procurado outra letra, por isso demorou muito até eu achar. Sempre pensei em tatuar algo relacionado aos Beatles, mas não sabia exatamente o que, então eu achei, tatuaria: ''Well she looked at me, and I, I could see, that before too long I'd fall in love with her'' que significa: "Bem, ela olhou para mim, e eu, eu pude ver, que em pouco tempo me apaixonaria por ela.'' Apenas trocaria o ''ela'' por ''ele''. Poderia ser uma tatuagem amorosa e que significasse alguém, mas não, significa o quanto as pessoas eram mais puras antigamente e acreditavam inteiramente no amor.



8. Uma música que deixa com vontade de ficar com alguém: Gravity - John Mayer

                      
Apesar de também não ter ficado com ninguém, existem várias músicas que dão vontade de ter alguém, mesmo que seja só para dançar. John Mayer tem um efeito sobre mim, que é maluco, a voz rouca dele, as notas da guitarra, dão uma vontade de abraçar alguém e dizer tudo que sinto, e Gravity como outras músicas dele causam isso em mim.



9. Uma música que você está viciada agora: Protograph - Ed Sheeran

                    

Não tem como não se viciar em Ed. O novo álbum dele, X, trouxe músicas espetaculares, e Photograph me conquistou desde a introdução. Mas precisamente hoje, comecei a ouvi-la, e desde então não consigo parar de ouvir. Já foram 10, talvez 20...

10. Uma música que faz as pessoas lembrarem de você: - Really Don't Care - Demi Lovato 

                     

(Aqui também se encacharia Open Your Eyes). Como boa lovatic (eu acho), minhas amigas e todo mundo já ta cansado de ouvir Demi, e como ''Really Don't Care" foi o último single lançado, é a música que me representa no momento.


Nota: Ufa! Pensei que nunca acabaria, foi difícil escolher apenas 10 músicas e não repetir nenhuma. Um obrigada especial as minhas amigas que me ajudaram na escolha de algumas. Eu sempre irei perturbar vocês, domingo de manhããã. 
                                                                  

                                                            




        Não sei porque, mas hoje parei pra pensar nessa coisa de par perfeito, metade da laranja, alma gêmea, coisa e tal. Fiquei pensando se isso é real, se isso é possível e, acima de tudo, se poderia acontecer comigo. Fico imaginando como é ter alguém que você tenha certeza do seu amor por aquela pessoa, e a certeza de que o que você sente tem resposta, é recíproco. Como deve ser ter alguém com quem você saiba que é pra sempre? E como é capaz de saber disso? O amor consegue ser mais complicado e confuso do que eu, que nem sei decidir qual minha música favorita, e não consigo escolher como organizar meu próprio quarto.
        Mais bizarro que isso é aquela história de amor á primeira vista. Avaliando bem, eu não acredito. Nisso, eu com certeza não acredito. Impossível olhar para alguém e já amá-la. Amor não acontece de repente, sabe... Vai crescendo aos poucos, amadurecendo, criando raízes. Não acredito nessa de amar de repente. Paixão sim! Paixão pode ser á primeira vista, ou até mesmo sem nem precisar ver a pessoa. Em paixão do nada eu acredito; amor, não. Porque amor é aos poucos. E depende muitas outras coisas. Depende da confiança, do quão feliz você pode ser e de tantas outras coisas. E toda essa minha viagem e enrolação é só pra saber se eu tenho a possibilidade de ter um par perfeito.
        Ele não precisava ser perfeito. Não precisava ser a pessoa mais bonita do mundo, mais rica e bem resolvida. Só precisava ser bonito pra mim, rico de personalidade e que nós soubéssemos nos resolver entre nós. Esse seria meu par perfeito... Que me tratasse como nunca tratou ninguém, que eu pudesse sentir-me eu mesma só por estar com ele. Meu par perfeito seria capaz de me fazer rir mesmo que eu estivesse com muita raiva; ele me abraçaria quando visse no meu olhar minha tristeza; xingaria minha maquiagem, porque geralmente homem não curte essas coisas; meu par perfeito seria perfeito pra mim e mais ninguém, afinal, é o meu par, é o meu amor e só. Só isso bastaria. 
        Isso é quase improvável. Bom, até aí é, porque em nenhum momento eu falei dos defeitos. Então, pra finalizar o perfil, meu par perfeito teria milhões de defeitos, porque assim como eu, ele não é perfeito, não é imune ás imperfeições da vida. Talvez nem parecidos fossemos, mas combinássemos só por querer um ao outro por perto, só por desejar um ao outro que tivesse felicidade e saúde, acima de qualquer coisa. Seria a pessoa ideal pra mim só por querer-me nos momentos bons e ruins, porque me arrancar risadas, qualquer um faz, mas segurar uma barra pesada, são poucos que conseguem. Só poderei parar de sonhar quando finalmente encontrar aquele que se encaixará em minha vida de forma não forçada, de forma que eu nem perceba e aí sim, em pouco tempo, saberei que é amor.

N/A: Perdi quase que dois dias inteiros assistindo aos episódios das duas temporadas de "Are you the one?", um reality show da MTV que consiste na seguinte coisa: 20 pessoas são postas dentro de uma casa (10 homens e 10 mulheres), sendo que cada uma possui seu par ideal dentro da casa, e aí eles possuem 10 chances de descobrir quem são seus pares ideais e, se conseguirem, ganham um milhão de reais. É um reality que eu, sinceramente, não recomendo. Há determinados momentos que as pessoas têm que abrir mão de quem realmente gosta por conta do dinheiro, e isso deixa as pessoas meio perturbadas. De qualquer forma, eu assisti, e já foi, não tenho como reverter isso. Foi dali que eu tirei inspiração para esse texto. Espero que não tenha ficado muito confuso (estou tentando concertar minha vida, sinceramente). xoxo,