Sentada em seu canto, ela finge não sentir, finge não sentir dor, quando é tudo o que sente. Seus fones estão no ultimo volume, ela tenta esquecer, mas o aleatório do seu celular não a ajuda a esquecer, colocando a trilha de pequenos momentos felizes.
     Não é sobre um amor, ou é, o amor por si própria, ela está naquela época que não sabe o que fazer, não sabe que porta bater, e o agora? Se torna a pergunta mais presente. Com os fones no volume mais alto, ela tenta fugir da decisão, se esconde ao som da música que decifra o que ela sente.
     Ela não quer demonstrar, quer ser feliz, mas não sabe como, não sabe que porta, não sabe mas nem que cor pintar as unhas, é confusa no amor, de todos os modos, ela é o reflexo de todas as meninas e de todas as mulheres, com o furacão dentro de si. Ela é a mistura de tudo que queremos ser e não queremos, com seus fones tocando qualquer música, ela tenta ver além, mas bem, o além é bem mais profundo, ela tem medo de cair e não descobrir qual é a porta certa, tem medo de nunca aprender a trocar a música.
     Ela é você, ela sou eu, ela é todas nós.



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