Eu já li em vários lugares que, para ser aceita no meio em que vivo, eu precisava seguir padrões e regras, como também já li que para que as pessoas gostassem de mim eu precisava ser diferente, descolada, que não ligasse para a opinião dos outros, pois isso seria uma novidade. Mas, cá entre nós, concordemos que mesmo que busquemos tantos resultados de uma formula perfeita para sermos perfeitos, sempre haverá um empecilho que fará você igual a todo mundo - ou sei lá, diferente; já nem sei mais o que tanto querem de nós. Concordemos que em todos os lugares sempre haverão pessoas que estarão buscando serem diferentes, ou estarão tentando seguir padrões, ou, raramente, haverão aquelas que estarão buscando revelar sua própria essência, e são nessas que você deve se espelhar.
Contudo, não se engane: quando digo fazê-las de espelho não quero dizer copiá-las; quero, na verdade, dizer que você deve pensar com aquelas virtudes com as quais elas pensam. São pessoas que nas raras vezes em que podemos vê-las, quando estamos desocupados entre as tarefa diárias - que vão de reclamar da própria vida até sonhar com um futuro confortável física e financeiramente -, estão fazendo coisas que ninguém mais consegue, que nenhuma outra é capaz. Estão ali sendo e fazendo o que elas mesmas acham o certo, o que ninguém disse-lhes como ou se é certo ou errado fazer. Elas podem estar por aí sendo realmente diferentes, apagadas de qualquer foco ou padrão da sociedade, excluídas de rótulos e paradigmas, como também podem estar por aí criando moda, criando séquitos de alienados e fanáticos por seus artifícios. A verdade é que estas são pessoas como qualquer outra, mas com o seguinte diferencial: elas não se importam em seguir uma linha lógica. Não são previsíveis e surpreendem sempre, pois são elas quem criam os diferentes tipos de personalidades, as diversas caras da atual humanidade.
Pessoas como eu fazem parte da infinita lista daqueles que observam tudo. Vemos em todos os lugares todos os tipos de pessoa, e graças ao nosso modesto dom, temos a capacidade de escolher quem quisermos ser, sem plagiar descaradamente outros e fazendo florescer a nossa alma. Somos pessoas que buscamos o mundo de outros ângulos, com outras interpretações e até mesmo colocando nosso próprio lado em cima disso. Somos pessoas que escolhemos o que queremos ser, e isso é ser diferente, é ser igual, é ser da moda e é ser arcaico. É ser romântico, ser realista, ser abstrato, ser concreto, ser ateu ou ser cristão. É ser agitado, ser acomodado, ser fiel ou não querer nada sério. É ser o que quisermos ser, em suas mais complexas contradições ou em seus mais simples fundamentos.  Afinal, nada disso importa, nada disso contará no resultado daquilo que você realmente quiser ser.

Nota: Na dúvida, escolha o que te faz feliz.




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