Autor(a): Mariana Zapata

Editora: Charme 

Nº de páginas: 480

Narração: 1ª Pessoa

Sinopse: 

Se alguém perguntasse a Jasmine Santos como ela descreveria os últimos anos de sua vida em uma única palavra, ela, definitivamente, usaria uma com quatro letras. Depois de dezessete anos e incontáveis promessas e ossos quebrados, ela sabe que as portas para competir na patinação artística estão começando a se fechar. Mas a oferta mais incrível de sua vida surge por meio de um cara arrogante e idiota que ela passou a última década desejando poder lançar na direção de um ônibus em movimento. Então, Jasmine compreende que precisará reconsiderar tudo. Inclusive Ivan Lukov.

Fazia um tempo que eu não enlouquecia com uma leitura, sabe? Não gritava e surtava com um casal a ponto de me deixar sem sono e xingando para as paredes. E as minhas últimas leituras haviam sido assim: muito boas, mas nada havia realmente mexido comigo e me feito dar pulinhos pela casa. De Lukov, com amor, fez isso. 

A história tem uma premissa simples: Jasmine é uma patinadora maravilhosa, mas não enxerga um futuro bom em sua carreira desde que seu parceiro de patinação a abandonou e agora luta para continuar seguindo seu sonho. Do outro lado temos Ivan, a grande estrela da patinação em dupla, e que agora, precisa de uma parceira nova. E quem seria essa parceira? Jasmine. O problema, claro, é que eles se odeiam. 

Se for comparar a leitura de "De Lukov, com amor" com uma montanha russa de sentimentos, os primeiros que encontramos são a frustração e a decepção. Jasmine deixa bem claro isso quando diz: 

"Preocupar-me em ser um fracasso e uma decepção não eram coisas que se podia consertar. Eles estavam lá. O tempo todo. E se havia uma maneira de trabalhar neles, eu ainda não havia aprendido." Capítulo 3

Ela não é uma personagem boazinha, que sorri para a vida e para todos a sua volta. Ela está cansada, saturada, machucada e quer mandar todo mundo se foder mesmo. Mas ela é dura na queda, forte, e não permite desistir, porque ela a patinação é tudo que tem e é. 

É como se Jasmine fosse uma árvore antiga, de raízes profundas, mas que vem sendo podada durante muito tempo. Parece que ela não consegue crescer, florescer e que quando suas flores começaram a se abrir para sentir o sol, alguém vem e a corta. A chance dela é a agora e ela vai encarar, mesmo que seja com o cara que ela chama de Satã. 

Sobre o Ivan, aí, cara. Enquanto escrevo isso tô igual uma boba sorrindo, porque eu me apaixonei por ele, de verdade. Chego a ficar toda arrepiada! Mas é isso, desde a sua primeira aparição, com seu jeitinho debochado e briguento, eu sabia que ia amar ele, sabia! Se a Jasmine é essa força da natureza, explosiva e sem medo de ser quem ela é, Ivan é um mar calmo, poderoso em sua essência, misterioso, mas um ponto de equilíbrio no meio do furacão. Talvez seja por isso que ambos sejam tão bons juntos. Eles possuem ritmo, sincronia e aprendem a confiar um no outro na marra. Porém, eu realmente acho que o coração de Ivanzinho já batia de um jeito diferente em relação a Jasmine e acho que ele também sabia disso. 

A narrativa é um slown burn, que significa literalmente "chama lenta", ou seja, o casal demora, mais demora, e como demora, pra se pegar. Mas quando se pega, meu amor, não há bombeiro que apague essa chama! Só que essa chama lenta é muito gostosa de acompanhar, porque a autora não tem pressa de desenvolver eles, tanto individualmente como juntos, então vemos como ambos aprendem a ter confiança entre si, como se tornam amigos e se inserem no cotidiano um do outro.  E apesar da Jasmine ter uma família enorme e extremamente carinhosa, é lindo ela se sentir a pessoa favorita de alguém, sentir que alguém confia nela e estar ao seu lado para tudo. 

Voltando para a montanha russa de sentimentos, o momento que me balançou de um lado para o outro e me fez ter um encontro com minhas próprias dores, é a relação machucada de Jasmine com seu pai. "Você pode ter todo o talento do mundo e ainda assim, não valer nada [...]" (Capítulo 11) é essa bendita frase que seu pai disse e a atormenta, mas o que me machucou de verdade foi encontrar a minha dor com a dela, no seguinte trecho:

"Por que era fácil esquecer que o amor era complicado. Que alguém podia te amar e querer o melhor para você e, ao mesmo tempo, parti-la ao meio. Havia algo muito peculiar em amar alguém da maneira errada. Era possível amar demais alguém. Com muita força" Capítulo 17 

Jasmine abre seu coração ao leitor e prova que o amor pode doer muito, principalmente quando você simplesmente não consegue parar de amar aquela pessoa. Eu sinto esse amor que dói desde pequeninha em relação ao meu próprio pai e escrevo tudo isso com lágrimas nos olhos, porque dona Mariana Zapata conseguiu mexer demais comigo e atingiu pontos fortes dentro de mim.

Ainda nesse mesma montanha russa, estamos chegando em seu final, com o coração disparado, os pulmões cansados e a garganta seca de tanto gritar. Depois da adrenalina, vem aquela calmaria e a sensação "ufa, acabou" e aí que encontramos o amor. Após essa longa jornada, com frustrações, decepções, felicidade, raiva e tantas outras coisas, o amor de Ivan e Jasmine fica cristalino. Ambos se amam e não tem como negar isso. Eles demonstram a forma mais pura de amar alguém, que é querendo a felicidade do outro e estando presente. Ambos estão ali, um para o outro, agarrados a uma corda invisível, não deixando que o outro se perca dentro de si.  

"Amor para mim era honestidade. Ser verdadeiro. Conhecer alguém em seu melhor e pior. O amor era um impulso que dizia que alguém acreditava em você quando você não acreditava em si mesmo." Capítulo 18

           

Autor(a): Helen Hoang

Editora: Paralela 

Nº de páginas: 280

Narração: 3ª Pessoa


Sinopse: 

Um romance que prova que o amor muitas vezes supera a lógica. Já passou da hora de Stella se casar e constituir família - pelo menos é isso que sua mãe acha. Mas se relacionar com o sexo oposto não é nada fácil para ela: talentosa e bem-sucedida, a econometrista é portadora de Asperger, um transtorno do espectro autista caracterizado por dificuldades nas relações sociais. Se para ela a análise de dados é uma tarefa simples, lidar com os embaraços que uma interação cara a cara pode parecer uma missão impossível. Diante desse impasse, Stella bola um plano bem inusitado: contratar um acompanhante para ensiná-la a ser uma boa namorada. Enfrentando uma pilha cada vez maior de contas, Michael Phan usa seu charme e sua aparência para conseguir um dinheiro extra. O acompanhante de luxo tem uma regra que segue à risca: nada de clientes reincidentes. Mas ele se rende à tentação de quebrá-la quando Stella entra em sua vida com uma proposta nada convencional. Quanto mais tempo passam juntos, mais Michael se encanta com a mente brilhante de Stella. E ela, pela primeira vez, vai se sentir impelida a sair de sua zona de conforto para descobrir a equação do amor. "Fazia tempo que não lia um livro assim, tão completo: é engraçado, triste, comovente e impossível de parar de ler." - Christine Feehan, autora best-seller do New York Times (CONTÉUDO ADULTO)


Antes de falar propriamente sobre o livro em si, queria dizer que já o queria ler por vários motivos: a capa bonita, a sinopse super interessante e as resenhas positivas de amigas minhas. Mas o que realmente me impulsionou a fazer a leitura foi ler primeiro "Perfeito para o papel". Como "Perfeito para o papel" também aborda a Síndrome de Asperger, fiquei muito curiosa de como seria um livro protagonizado por uma pessoa portadora, e ai finalmente fui ler a obra de Helen Hoang. 

Em "Os Números do Amor", conhecemos a história de Stella, uma mulher metódica, que trabalha em uma grande empresa como economestrista e é portadora da Síndrome de Asperger. A questão é que a sua família quer que ela encontre um namorado e comece a própria família, só que Stella tem problemas em se relacionar com o sexo oposto. Para resolver isso, ela contrata Michael Phan para ensiná-la a ser uma boa namorada e conseguir ter relações sexuais (vou ser direta aqui, mona mur). 

"Estava quase funcionando. Sua mente estava enevoada, mas de um jeito bom. Distraía sua atenção da dor de cabeça que sentia, e do fato de que estava completamente fora da rotina, o que em geral a deixaria irritada e frustrada até que as coisas voltassem ao normal." Capítulo 15

Eu tinha boas expectativas sobre esse livro, é daqueles que eu bato o olho e espero dar cinco luas, mas ele conseguiu ser tão bom que é até complicado de explicar. "Os números do amor" possui uma premissa já conhecida de outras histórias, mas com muitos elementos únicos, como o fato do Michael ser de uma família Vietnamita e essa cultura ser marcante durante toda a narrativa. 

Sobre a questão da Stella ter Asperger, é crucial em toda a história, ela não seria ela sem a síndrome, e é doloroso e ao mesmo tempo bonito entender como ela se sente, quais são suas dores, o que a incomoda e como às vezes ela deixa que os outros digam certas coisas e ajam de certas maneiras porque não quer incomodar. Acho que esse não é só um sentimento da Stella. Nós como mulheres, às vezes tão podadas e interrompidas, nos boicotamos e agirmos com medo de incomodarmos o outro. 

Tudo que ela sentiu, dentre seus medos e sua frustação, eu também pude sentir na minha pele. E a partir do momento que ela percebe que estava se apaixonando e como é gostoso se sentir amada, cuidada, essa sensação também invadiu o meu peito. Eles realmente se encontraram um no outro e exalam química por entre as páginas. O desejo que ambos sentem um pelo outro é palpável, assim como o amor, e a forma como ele quebra ela e a faz se sentir diferente, assim como ela com ele. É simplesmente lindo. Sim, me apaixonei por eles completamente, 

'"Estou obcecada por você, Michael", ela confessou. "Não quero só uma noite ou uma semana. Quero você o tempo inteiro. Gosto de você mais do que cálculo algébrico, e olha que matemática é a única coisa capaz de unir o universo. [...]' Capítulo 19

Mas além de ter me apaixonado por essa história e de tudo que ela representa, dando sexualidade, amor, sensualidade, expressões, raiva e tristeza as pessoas que tem Síndrome de Asperger ou algum grau de autismo, eu me apaixonei por Helen Hoang, Os agradecimentos dela foram tão reais e tão significativos que tornou toda aquela história que eu já tinha lido, melhor. Tô emotiva, quero chorar. 

É isso, leiam "Os números do amor" (vocês viram o conteúdo adulto na sinopse. Tá avisado!) e fiquem frustradas comigo por não terem um Michael!  E dona Paralela, a senhora não me faça de besta e publique o segundo livro, viu. Obrigada. 

              

                                                                              




Eu sempre tive mania de organização e sempre gostei de anotar coisas. Mas, como se fosse uma fuga total da minha personalidade, até ano passado eu não anotava os meus livros lidos do ano. Talvez se deva ao fato, também, de que 2020 foi o ano que mais li - devido ao tempo ocioso no começo da quarentena - e ficava mais difícil de lembrar. Aí eu encontrei essas alternativas que complexavam um pouco mais as anotações que eu fazia no meu próprio caderno (que consistia em uma lista com os títulos, as datas de leitura e uma avaliação atribuída por mim). 
Achei válido trazer essa listinha para falar um pouco sobre cada um deles e divulgar o meu perfil e da Isabelle também (visto que em 2021 consegui trazer ela pra esse mundinho também). 

1. Goodreads

Acredito que seja o aplicativo mais utilizado nesse sentido, em termos mundiais. Foi lançado em 2007 e comprado em 2013 pela Amazon - o que permite que você faça integração com o seu Kindle. Nele, você consegue registrar suas leituras, participar de fóruns de discussão sobre os livros e gerar listas das suas leituras. Agora, o aplicativo para celular tem algumas "partes" traduzidas para a língua portuguesa (antes era só inglês e no site ainda tem opção para outras línguas, mas não português), embora algumas seções ainda venham na língua inglesa. Como é o aplicativo mais usado, tem muitas discussões e muitos registros, o que pode ser ideal para você que não tem o impedimento da língua estrangeira. A maior desvantagem para mim é que não acho o aplicativo tão intuitivo, o que torna o uso mais complicado e inacessível.

2. Skoob

Rede social brasileira para brasileiros, lançada em 2009. O usuário pode registrar os livros, separando por etiquetas e tags. É possível escrever resenhas e interagir com outros usuários; sendo tudo em português, o aplicativo inteiro é acessível para nós. Ele também é muito intuitivo, além de que as muitas maneiras de catalogar me satisfazem (uma vez que sou a louca da organização). Tem sido, de longe, um dos meus aplicativos favoritos. E como ninguém é perfeito, às vezes ele tem alguns probleminhas como ficar fora do ar e demorar um tempinho para voltar; as estantes podem parecer trabalhosas de organizar (eu, no entanto, adoro) e algumas pessoas não gostam da aba "Geral", onde você tem acesso às publicações de pessoas que você nem mesmo segue.
Ah, e segue a gente lá: Letícia Lobo e Isabelle Maciel.

3. Cabeceira

Aplicativo desenvolvido pela TAG Livros com o intuito de organizar as leituras dos usuários. Possui um escaneador dos livros na aba de busca e (uma das coisas que acho mais legal) um cronômetro que calcula o seu tempo de leitura segundo o seu próprio ritmo. Você pode avaliar os livros e registrar o seu progresso de leitura, bem como a data de término. A única coisa que não curto tanto é que, ao contrário dos anteriores, esse não tem a mesma estrutura de rede social (o "quase isso" do título se refere a ele), ou seja, você não consegue interagir com outras pessoas, assim como também não tem como acessá-lo pelo computador. Além disso, alguns livros de lançamento independente e de outros tipos não aparecem no catálogo. Mas a interface do aplicativo ganha muitos pontos comigo, além da minha parte favorita: ele tem uma aba de metas e conquistas que, para mim, funciona muito bem como um motivador para as minhas leituras.

Hoje em dia, usamos outras redes sociais para falar das nossas leituras - Twitter e, principalmente, o Instagram. O nicho de leitores é muito grande nessas redes sociais, mas confesso que me encanta a proposta de mídias focadas especificamente na leitura. Desde que comecei a usar, eu só quis ler mais e mais e mais, além de que sou muito viciada em ficar organizando e mexendo neles. Você usa algum deles? Acha que esqueci de algum? Até a próxima!


 

"Sophie fitou o relógio mais uma vez. Duas horas. Duas horas que ela teria que fazer durar a vida inteira." (página 32)

Um Perfeito Cavalheiro

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano de publicação: 2001 (tradução: 2014)
Número de páginas: 295
Narração: 3ª pessoa
Título original: An offer from a gentleman
Sinopse: Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse parece um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, ela é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu.
Uma noite, porém, ela consegue entrar às escondidas no aguardado baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. 
Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. 
O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois. Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível.
Agora, os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica. 

Desde que a primeira temporada de Bridgerton foi lançada na Netflix, as autoras deste humilde blog estão com suas estruturas abaladas. Não teve jeito, a empolgação foi muito grande. Não é segredo que a Isabelle é apaixonada pela série de livros e isso já tem algum tempo. Mas foi só em 2020 que a paixão dela - e o anúncio de que teríamos a série - me influenciou a ler os livros. Li os dois primeiros (que, inclusive, temos resenhas aqui no blog) e gostei. Gostei bastante. Era diferente, visto que foi o meu primeiro contato com esse gênero e foi mesmo uma ótima porta de entrada.
No entanto, quando cheguei ao livro 3, a minha relação com a Julia Quinn ficou um pouco balançada. Ainda ano passado, dei início à leitura e estagnei logo nas primeiras páginas. Não consegui sair do canto. A história do casal não me prendeu. 
Passaram-se meses e quando assisti à temporada, o Benedict me encantou. Somado a isso, eu tinha aquela vontade de dar prosseguimento à leitura, então, na virada do ano, quem me procurasse me veria com a cara enfiada nas páginas de Um Perfeito Cavalheiro.
A releitura de Cinderela realmente nos chama atenção, sobretudo porque temos aqui uma gata borralheira que sofre muito (mas muito mesmo) nas mãos da madrasta. Sophie é uma mulher muito forte e aguentou muita coisa sozinha. Tornou-se uma das "mocinhas" mais admiráveis na minha percepção.
"Imaginava que havia mulheres capazes de abrir mão disso por paixão e amor. Parte dela desejava ser uma dessas mulheres. Mas não era. O amor não podia vencer tudo. Pelo menos não para ela." (página 219)
Mas, cá entre nós... Não vi nada de cavalheiro no Benedict, coisa que o título me prometia. E eu nem estou falando da parte das chantagens, propostas inadequadas e, ainda por cima, de se aproveitar de alguém tão vulnerável quanto Sophie estava. Estou falando do mínimo que ele poderia ter feito para se mostrar um cavalheiro. Se eu me baseasse nas coisas que ele diz, talvez até pudesse considerá-lo um cavalheiro apaixonado - suas atitudes que me incomodam. Não darei spoilers, porém acho que no momento de maior necessidade, que ele devia ter se mostrado esse tal cavalheiro, foi a mãe dele que apareceu para resolver tudo.
E ainda bem! A Violet foi o meu respiro nesse livro, assim como todos os momentos em que a Sophie interagia com as mulheres Bridgertons. Quanto a esse Benedict, passe mais tarde.
Sobre o relacionamento dos dois, é um amor avassalador e praticamente à primeira vista (mesmo que depois o bobão aí tivesse precisado olhar várias vezes para se dar conta de que era ela). Eu só queria que eles tivessem sido sinceros um com o outro desde o primeiro momento.
"Ótimo - murmurou Benedict. - Agora eu vou embora. E você tem apenas uma tarefa enquanto isso: vai ficar bem aqui e continuar sorrindo. Porque me parte o coração ver qualquer outra expressão em seu rosto." (página 189)
Eu realmente amei o Benedict da série. Adoro o arco em que ele se insere, descobrindo que pode ir além com a sua paixão pela arte e pelo desenho. Queria que isso tivesse sido mais desenvolvido em seu livro. Vou me prender a ele com toda a força, porque o da literatura é um chato (e me desculpem por isso).

Gif do Tumblr Bridgertonian

Espero não magoar ninguém (ainda mais), mas o maior valor desse livro para mim foi dar continuidade à série. Há muitos romances que quero conhecer ainda (sobretudo o próximo, Os Bridgertons #4), então isso foi bom. E, embora não tenha amado o livro, tenho ótimas expectativas para esse romance na série e como ele poderá se desenrolar. 
"Eu posso viver com você me odiando - disse ele em direção à porta fechada. - Só não posso viver sem você." (página 157)

POST DISCUSSÃO 

Acho que o que mais escutamos neste mundinho literário é: "é clichê, mas...", "é romance, mas...", "é isso, mas...". E pensando com meus botões quando faço qualquer coisa aleatória e observando pensamentos de algumas amigas, cheguei a conclusão (nada científica), que não é sobre o que a história se propõe a contar, mas sim como ela é contada. 

Veja bem, várias histórias são criadas e lançadas todos os dias, é muito óbvio que mais de uma pessoa terá a mesma ideia. E tudo bem, afinal, existem inúmeras histórias com a mesma premissa e que são diferentes entre si. Por exemplo, na época do lançamento de Jogos Vorazes houve um "bum" de livros distópicos, assim como na época dos livros de anjos e a grande revolução dos livros de CEO. Inclusive, o tanto de livro que tem de CEO não está escrito nesta terra! Essas premissas repetidas também estão presentes em suspenses, quando alguém é morto ou sumiu e outra pessoa vai atrás de descobrir a história e nesse meio tempo acontece uma perseguição ou algo do tipo. A fantasia vai pelo mesmo caminho. É basicamente uma pessoa que vai resolver tudo e vai se descobrir como o grande foda do babado, ai tem maldição, profecia, um objeto mágica e blá, blá, blá. Além da conhecida "Jornada do Herói" que foi usada em grandes produções como Senhor dos Anéis, Star Wars, Harry Potter a aí vai. 

Então, para concluir meu pensamento, fica a minha reflexão de que não é porque uma história se propõe a contar a algo desde algo básico como amigos que se apaixonaram ou algo super polêmico e dramático como uma relação incestuosa, que automaticamente você vai saber se a história é boa/ruim. Acho que já provei meu ponto, né? Agora quero saber a sua opinião, me diz aí. 

                                                                              


BRASILLLL, o quanto eu esperei este momento não está escrito! Bem, acho que antes de falar sobre Bridgerton, preciso falar sobre a minha experiência com a série de livros da rainha Julia Quinn. Comecei Os Bridgertons em 2015 (não sei se terminei nesse mesmo ano) e a série foi a minha entrada no mundo dos romances de época e no meu vício pela escrita da Julia Quinn. Então, eu acompanhei todo o processo de quando revelaram que a Netflix havia comprado os direitos da série, de quando saiu o cast e as primeiras fotos de bastidores, por isso que escrever sobre tudo isso parece muito mágico e doido para mim. 

BRIDGERTON

Sinopse: 

Criada por Chris Van Dusen da produtora Shondaland, Bridgerton acompanha Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor), que precisa conseguir um bom casamento, mas também espera encontrar o verdadeiro amor. 
Em Londres, no Período Regencial, esse sonho parece impossível. Ainda mais quando o irmão de Daphne começa a descartar todos os pretendentes, e a misteriosa Lady Whistledown espalha fofocas sobre ela na alta sociedade. 
É aí que entra o rebelde Duque de Hastings (Regé-Jean Page), solteiro convicto e cobiçado por todas. Apesar de dizer que não querem nada um com o outro, surge uma forte atração entre os dois, que precisam lidar com essa relação cheia de joguinhos psicológicos e com as expectativas da sociedade para o futuro deles. 

No dia 25 de dezembro de 2020, acordei às 4 e pouco da manhã para redescobrir os Bridgertons e ainda com um pijama azul e a cara inchada comecei a assistir a série. Para quem nunca ouviu falar sobre os Bridgertons, aí vai: eles são a família mais fértil da Inglaterra (oito filhos, minha gente) e nesse ano Daphne debutará na temporada em busca de um marido. Nesse meio tempo ela é considerada o diamante da temporada pela rainha, porém, seu irmão maravilhoso, Anthony, afugenta todos os pretendentes. E aí, meus amigos e minhas amigas, surge o Duque de Hastings, Simon Basset. Ele não quer se casar, isso é óbvio, mas as mães não deixarão de investir suas filhas no belo e jovem duque. Então, Daphne e Simon fazem um acordo para que ambos finjam estar interessados um pelo o outro e assim ela possa conseguir mais pretendentes e ele se livrar das mães casamenteiras. 


Aqui temos um dos clichês mais amados e escritos na face da terra que é o bendito acordo. Todo mundo sabe que esses acordos de "vamos fingir um relacionamento mas não vamos ficar juntos" sempre terminam em muito amor. E na adaptação de "O duque e eu" não seria diferente. A premissa da série tem a mesma premissa dos livros, a essência de tudo tá ali, e os eventos importantes do livro na vida de Simon e Daphne estão presentes na série. Mas claro, houveram mudanças, e muitas até. Porém, creio eu que não valha a pena discutir sobre as mudanças nesse post, até porque poderia ser spoiler. 

A minha maior preocupação com a série era se eu conseguiria sentir a família ali, construir empatia por eles e enxergar o quanto cada um se ama mesmo com as suas diferenças. E sim, eu consegui ver isso. Foi uma das coisas que mais amei na primeira temporada. Pois toda essa relação familiar é a base de toda a história que será trilhada a partir de agora na Netflix e se não houvesse isso não existiria um futuro para Bridgerton. 

Em falar em futuro, é muito interessante analisar como vários caminhos foram construídos a partir dessa primeira temporada. Nada está ali por acaso, tudo foi muito bem pensado e como fã fiquei muito feliz de entender várias pequenas coisas que foram postas ao longo dos episódios. 

Enfim, além dos figurinos, ambientações maravilhosas e a representação da família, o brilho da temporada é Simon e Daphne. Ô casal bom! Eles exalam química desde o primeiro momento e foi lindo todo o desenvolvimento deles com o amor e como casal. Amei demais e fez muito jus ao que eles são no livro, com os conflitos internos de cada um e como casal. 




Gostei bastante das tramas adicionais, acredito que deu dinamismo para a série, apesar de ter passado muita raiva em certos momentos. Benedict tava perfeitoooo em tudo, me fez gostar dele muito mais do que gosto nos livros e seu desenvolvimento foi um dos melhores para mim. Além disso, sua relação com a Eloise foi tudo. Eloise e Penélope como sempre tem uma amizade linda. E eu poderia facilmente passar o dia escrevendo aqui sobre cada um dos personagens. 

Para finalizar tudo, sem pensar na Isabelle leitora e só vendo a série como um produto televisivo, foi perfeita! Tanto que acredito que seja por isso que tantas pessoas que não conheciam Os Bridgertons se apaixonaram e se encantaram pela série. Agora como leitora, e a gente sabe que leitor é um bicho chato, ela foi 4 de 5 luas para mim, exatamente pelas mudanças em alguns personagens que não curti. Mas continua sendo muito que favorita no meu coração e já não aguento de ansiedade para a segunda temporada onde aquela abelhinha no final do último episódio irá brilhar. 

                                                                              

                                                                            


 Autor(a): Jewel E. Ann

Editora: Allbook

Nº de páginas: 369

Narração: 1ª pessoa

Sinopse: 

Flint Hopkins encontra a inquilina perfeita para alugar o espaço sobre seu escritório de advocacia em Minneapolis. Todos os requisitos foram preenchidos na proposta de Ellen. As referências dela são boas. E ela é bonita. 

Até...

Flint descobrir que Ellen Rodgers, musicoterapeuta certificada, toca instrumentos musicais. Bongô, violão, canto - nada de Beethoven que se pudesse controlar com fones de ouvido com cancelamento de ruído. 

O advogado implacável envia um aviso de despejo para a efervescente ruiva que cantarola eternamente, que é sexy demais para o próprio bem. Mas a sorte está ao lado de Ellen, e Harrison, o filho autista de Flint, gosta dela à primeira vista. Um pai solteiro não pode competir com violões - e ratos. Sim, ela tem ratos de estimação. 

Essa mulher...

Ela é irritantemente feliz e tem uma necessidade constante de tocá-lo - ajeitar sua gravata, abotoar sua camisa, invadir seu espaço e bagunçar sua cabeça. 

Mesmo assim...

Ela precisa ir embora. 

O relacionamento de desejo e ódio progride para algo bonito e trágico. Essa sexy comédia romântica explora as coisa que queremos, as coisas que precisamos e as decisões impossíveis que pais e filhos tomam para sobreviver.


"Perfeito para o papel" começa mostrando o lado feio da história, aquele lado que vai criar cicatrizes por todo o livro. Afinal, Flint dirigiu alcoolizado para casa com sua família, e sua esposa acabou morrendo. Não foi necessário uma cena grandiosa, com detalhes realistas, para sentirmos a profundidade daquele acontecimento e da dor que ele causaria. 

É claro que esse fato transforma Flint em outra pessoa. Existe ele antes e depois desse acidente. A sua personalidade muda, seus objetivos e sua própria percepção de si mesmo. Ele não acha que deve ser feliz, não acredita nisso. Depois de muitos anos, Flint conhece alguém que mexerá com sua rotina plastificada. Ellen é bem diferente de Flint. É musicoterapeuta, vive cantarolando e tem 4 ratos com nomes enormes de músicos. É muito claro que essa combinação não daria certo, não é? Principalmente quando Harrison, o filho de Flint, se apega automaticamente a Ellen. 

"Devemos lembrar das pessoas em seus momentos mais bonitos, mas não é o que fazemos. É o sofrimento que deixa uma impressão mais duradoura." Capítulo 2

"Perfeito para o papel" foi amplamente panfletado para mim. Minhas amigas desse mundinho blog falavam "Isabelle, é maravilhoso, vai ler!", e eu então decidi que iria ler. Li e me lasquei. Esse livro é um absurdo de bom, daqueles que você acaba e fica olhando para a parede por uns bons minutos, naquela posição pensativa do Sasuke no Naruto Clássico. 

Isso porque o livro consegue ser uma montanha russa de sentimentos. Uma hora eu estava morrendo de rir e fazendo dancinhas mentalmente e na outra hora estava entrando no pronto socorro com sérios problemas de saúde. Afinal, o livro mescla vários assuntos, como autismo, perdas, traumas, luto, decepções, alcoolismo e ai vai. Você lendo isso talvez pare e pense: Meu Deus, não é muita coisa para um livro só? É, talvez. A questão é que os personagens tem essa bagagem, eles não vivem uma vida plastificada e todas essas nuances que aconteceram ao longo de sua trajetória formam o que eles são e dão certeza de suas ações e escolhas. 

"— É você é o primeiro sopro de oxigênio que entra em meus pulmões em dez anos — cochicha no meu ouvido. " Capítulo 15

Porém, acredito que o mais importante do livro por inteiro, não seja o modo como todos os fatos são dispostos sobre a mesa, mas sobre como a trama nos faz sentir, pelo menos como me fez sentir. Por fim, em uma narrativa que se propõe a falar sobre tantos temas, poderia ficar complicado entender o tema central de tudo, sobre o que a história realmente se trata. Mas para mim ficou muito claro. "Perfeito para o papel" fala sobre segundas chances. Eles estão tentando escrever uma nova página de suas vidas e percebendo que sim, merecem a felicidade que bate em sua porta. 

            

                                                                              

 



"Na maior parte das vezes, a mocinha precisa se salvar sozinha." (Capítulo 1)

Um Casamento Conveniente

Autora: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
Ano de publicação: 2017 (versão brasileira: 2019)
Número de páginas: 256
Narração: 3ª pessoa
Título original: The Duchess Deal
Sinopse: Com metade do rosto marcado e desfigurado pela guerra, não foi só a aparência do Duque de Ashbury que sofreu mudanças: a rejeição e o olhar de desprezo das pessoas mutilaram também o seu interior. E, já que precisava viver às sombras da sociedade, ele decide que passará seus dias perambulando por Londres durante a noite para assustar todos que cruzarem seu caminho.
Mas o tempo passa, e em posse de um grande título, o duque sabe que precisará cumprir o dever de conseguir um herdeiro para seu ducado. Para isso, só existe uma regra: encontrar uma mulher que aceite um casamento de conveniência, lhe dê um herdeiro e desapareça de sua vida. 
Quando Emma Gladstone, uma costureira, aparece na casa de Ashbury para exigir o pagamento de uma dívida, ele vê ali uma grande oportunidade de acordo e lhe faz a proposta de casamento. Mas o duque deixa claro que, assim que Emma engravidar, ela deverá partir para o interior e sumir para sempre. 
Ele precisa de um herdeiro. Ela precisa de um bom casamento. Os dois estão dispostos a tudo, desde que não envolva seus corações. Mas será que o amor cabe nas entrelinhas de um contrato?

Querida Isabelle,

Entendi o entusiasmo das pessoas, principalmente você, quando se trata desta cidade. Londres sempre me surpreende - e é uma surpresa, sobretudo, que eu ainda não tenha me acostumado com isso. Desta vez, contudo, foi no sentido bom e ruim. Eu mal cheguei à cidade e presenciei uma tentativa de assalto! A vida no meio urbano é realmente mais agitada e um tanto quanto perigosa. Mas é claro que tem suas partes boas...
O casal que acompanhei enfrentava o maior dos perigos quando se tem medo, a possibilidade à qual todos nós estamos sujeitos: o amor. 
Emma e Ash me receberam muito bem. É certo que isso teve muito mais parte da Emma do que do duque, mas, com o tempo, eu e as outras meninas pudemos perceber que ele só precisava de um sinal de confiança. 
"O homem era cínico, insensível, desdenhoso e grosseiro. E ela iria, com certeza, se casar com ele." (Capítulo 3)
As cicatrizes que mais doem em Ash já não são mais as físicas; com essas ele aprendeu a lidar. As emocionais foram tão profundamente marcadas que ele faz de tudo para esconder-se, acredito eu faça isso buscando esconder de si mesmo a própria dor. 
Mas esse acúmulo de dores faz com que ele se torne alguém amargurado. De tanto repetirem que ele possui uma aparência repulsiva, ele tomou como verdade e se colocou em uma zona onde o amor não consegue se infiltrar. Não quando ele é franco. 
Ver Emma aparecer na vida dele foi como colorir um desenho em preto e branco. Vi aquele homem mudar da água para o vinho! E mesmo que Emma estivesse ali para dizê-lo o quanto é bonito e atraente independentemente do que os outros dizem, acho que o grande trabalho dela foi ajudá-lo a ver o quanto de beleza ele tinha por dentro, permitindo que nós pudéssemos ver também.
"Olhe para mim. Olhe para mim. Porque você é a única que olha. Provavelmente será a única que irá me olhar." (Capítulo 24)
O que, talvez, pouca gente sabe é que a relação que nasceu ali não foi um ponto de virada apenas para a personalidade do duque. A própria Emma pôde e teve que encarar a dura realidade da mágoa, do abandono, do preconceito em si; para ela, que sentiu tantas vezes a dor da rejeição, de tantas maneiras e de tantas fontes diferentes, um amor como o de Ashbury, buscando ser livre de amarras de preconceitos da sociedade, era o que ela mais precisava. Emma ainda me presenteou com a ilustre companhia de seu gato, Calças, com quem tive ótimos momentos. Além dos criados de Ash, que, mesmo que fossem escolhidos a dedo, não seriam tão maravilhosos. 
Querida amiga, foram longas semanas acompanhando casais feito gato e rato, que mais se bicavam do que se beijavam, mas devo confessar que Emma e Ash vieram tomar um lugar especial e cativo no meu coração. Vi nascer e florescer uma relação com muita cumplicidade, proteção, cuidado, carinho, superação e... amor. Sempre amor. Nos momentos finais, é sempre com o amor que contamos. 
Logos nos vemos e reunimos tudo o que foi visto. Chegou a hora de revelar aos nossos leitores cada detalhe, cada mínima coisa que pensaram mesmo que não iríamos reparar. Não vejo a hora de contar tudo! Até breve.
Cordialmente,
Lady Letticia.
"'Que Deus me ajude'. Não. Isso não era necessário, ela decidiu. Não seria Deus quem ajudaria. Ela tinha aprendido essa lição há muito tempo. Na maioria das vezes, uma garota precisa ajudar a si mesma." (Capítulo 31)







Estimados leitores,

O fim do noivado de um certo duque o colocou em uma situação delicada (sabe-se que nobres precisam de herdeiros...) até que seu caminho foi cruzado com o de uma jovem e bela costureira.

É claro que esse encontro não se deu ao acaso. Pode ter um pouco de destino na encomenda de um vestido a uma costureira promissora, a quem não se pode negar a atribuição de uma personalidade forte e uma vida, digamos, difícil. Mas onde o destino se encaixa quando nos deparamos com a dita costureira trajando um vestido de noiva e batendo à porta de um duque extremamente reservado? É impossível ver uma cena dessa e não querer saber o que a justifica. 

Foi assim que nos vimos no meio de um casamento por conveniência, em que um duque, sem esperanças de um eminente casamento e beirando o desespero para garantir um herdeiro, oferece a ascensão social e econômica à nossa jovem costureira. Para a nossa grande alegria, ainda pudemos encontrar um amigo felino pelo caminho.

Quem chega perto do recém-casal, tende a se encantar pelos diálogos inteligentes e pelo amor que vem crescendo entre eles, para além de aparências e preconceitos da sociedade. Não, isso não é o mais importante. O romance que estamos acompanhando é um tapa certeiro no rosto daqueles que não enxergam a pureza de um sentimento como o amor, preferindo destacar as mazelas de pessoas interesseiras e maliciosas. 

Não que seja novidade - alguns jornais estão noticiando isto há semanas -, mas paralelo ao tal casamento, também tem chamando a atenção de toda Londres a ação de um tal de "Monstro de Mayfair". A ele foram atribuídas ações boas - como salvar crianças e mulheres de situações perigosas - e ruins - como agressões, sequestros, sendo até mesmo acusado de assassinato! A verdade sobre esse caso... Vocês saberão em breve. 

Por ora, seremos os olhos e os ouvidos em torno do tal casal misterioso. 

Cordialmente,

Lady Letticia de Sleey.



Autor(a): Lorraine Heath 

Editora: Harlequin Books

Nº de páginas: 304

Narração: 3ª pessoa 

Sinopse:

Mick Trewlove é o filho bastardo do duque de Hedley, mas ninguém sabe disso. Mesmo depois de se tornar um empresário de sucesso, ele ainda busca vingança contra o homem que o abandonou. E qual a melhor forma de fazer isso do que seduzir a noiva do filho legítimo do duque? Lady Aslyn está noiva do conde Kipwick, filho único do duque de Hedley, mas se vê, inesperadamente, apaixonada pelo misterioso bilionário Mick Trewlove. Durante os passeios pelos parques de Londres, ela começa a desconfiar de que algo se esconde por trás do sorriso sedutor, mas não tem certeza. Quando os segredos são revelados, uma reviravolta inesperada surpreende Mick, que terá que escolher entre manter seu plano de vingança ou ser feliz.


Querida Letticia, 

Já estou voltando para casa, foi realmente uma longa temporada, é uma pena que passamos tão pouco tempo juntas em Londres. Mas enquanto não pudemos nos reunir e conversar sobre tudo o que aconteceu, lhe contarei uma história interessante. 

O último caso que cobri foi de Mick Trewlove, um homem sem títulos, de fato, mas dono de uma verdade avassaladora, daquelas que a sociedade não quer ouvir. Na realidade, o fato dele ser um bastardo me fez olhar para um lado da nossa vida que eu nunca tinha parado para refletir. Às vezes ficamos encantadas demais pela luxúria, as peças caras de porcelana ou o ideal de um amor verdadeiro e esquecemos que a maioria das histórias não são contadas e essas, são as feias. 

As pessoas enxergam feiura em Mick, como se ele tivesse um tipo de peste contagiosa, pelo simples fato de seus pais terem tido uma noite juntos, fora do matrimônio. E como sempre, o homem é aquele que não consegue controlar os seus desejos, ele simplesmente não pode, e a mulher, ao se deitar com ele, ou simplesmente ser abusada, é marcada como pária para a vida toda. Por isso, um homem que se forjou da fuligem das chaminés imundas de Londres, quer ser reconhecido. Ele quer ser visto como merecedor e ter acesso a tudo. 

Porém, os segredos da vida sempre tem uma segunda página, e esta se chama Lady Aslyn Hastings, uma dama enclausurada, prometida em matrimônio desde muito pequena com alguém que ela chamava de melhor amigo. Ela não teve amigas, minha cara amiga. Vivia como um passarinho dentro de uma gaiola, e agora, esta foi aberta e ela tem muito medo de voar. Tem medo de bater suas asas e nunca mais voltar. De tudo o que lhe foi mostrado e apontado, não significasse muita coisa no fim do dia. 

O caso é que uma relação que começou pelos meios errados, se tornou absolutamente verdadeira, embebida no desejo, e desejo significa profanação na nossa sociedade, e ela, bem, gera escândalos. Principalmente quando uma mulher escolhe o que quer. Com certeza você já ouviu sobre as coisas que ocorreram por aqui e duvido minha cara amiga, que parearemos de ouvir sobre os Trewlove por um bom tempo. 

Nos vemos em casa? Espero que esteja se divertindo com a Emma e o duque. 

Atenciosamente, 

Lady Isabelle