Tec, tec, tec. Bato compulsivamente a ponta do lápis na mesa, ansiosa. A aula parece que nunca vai acabar. Tendo assim que ficar envolvida entre tantas pessoas, e seus auto rótulos.  
   Minha sala parece um covil de marcas, seja da pasta de dente mais barata, ao chocolate mais caro. Me enquadro no xampu para cabelos com química, não sou muito significante, mas também não insignificante.   
   Sei que é errado rotular as pessoas, eu odeio isso, mas faço isso. Escuto um barulho de algo caindo, olho para o lado. Camille, a chiclete. Não só pelo fato dela mastigar um chiclete por quatro horas seguidas. Camille realmente cola nas pessoas, chega a ser insuportável, ela falta usar uma placa de néon em volta do pescoço dizendo: ME DEEM ATENÇÃO.  
    Viro minha visão, batendo o olho em Layla. Realmente não gosto dela, ela nunca fez nada contra mim, mas o fato dela compartilhar o ar comigo, me incomoda, a costumo chamar de  bactericida barato, sabe aquele de em vez de espantar as baratas, faz é que elas venham mais.  
    Ao meu lado se senta Matheus, a dita coca-cola mais gelada, não, eu não tenho uma queda por ele, mas vejo as meninas se arrastando por ai a seus pés. Se eu fosse classificar todos da minha sala, daria um supermercado em peso. 

     Tec, tec. Começo a bater a ponta do lápis novamente. Não sei o motivo, mas acabo pegando meu espelho. Ah, também sou um rotulo, dentro e fora desta sala. Sou o xampu para química, e aquela do cabelo azul

                               Notas: Esse é um xodó meu, não sei por que sempre imaginei uma série de crônicas com esse titulo ou até mesmo um livro. Talvez seja apenas pela cor do meu cabelo. Então agora teremos toda semana pelo menos uma crônica de aquela do cabelo azul. Kiss
                                                                                                                             



4 Comentários

  1. Amei esse texto a primeira leitura né
    Você não pode impedir que os pássaros da tristeza voem sobre sua cabeça, mas pode, sim, impedir que façam um ninho em seu cabelo no caso azul..
    Solte seu lindo cabelo azul ao vento e deixe os problemas ir embora com ele
    tudo e possivel eu acredito na sua serie de crônicas
    beijos Bells e Lets
    força na peruca novinhas cabulosas

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  2. Tia amada, obrigada. O cabelo azul ta ficando verde, vamos publicar a série de crônicas Kkkkk. Obrigada mesmo, é tão bom ter pessoas que acreditam da gente, principalmente vindo dessa pessoinha que é você.

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  3. texto lindo, reflexivo tbm! me definiu com certeza, pq eu faço muito isso, porém não rotulo a mim própria... enfim, já estou seguindo o seu blog.
    beijos!

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    1. Aw, obrigada, obrigada por seguir. O lance de rótulos acontece sempre, mas a ideia é mostrar que mesmo não querendo rotulamos, e que no final nos somos os rótulos que saiem da boca que rotulamos. Confuso, eu sei. Beijos

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