Sinopse: Igor tinha quase tudo. Pais ricos, status, mesada, o melhor colégio...Faltava-lhe, porém, o principal: amor. E ele saiu em busca de algo que preenchesse aquele imenso vazio, mas escolheu um caminho perigo. No começo, tudo era euforia, paz e leveza . Mas logo Igor percebeu que tinha chegado ao fundo do poço. Depois da fantasia vinha o desespero,  e o passo seguinte poderia significar a morte. Como se livra do pesadelo?

Autor(a): Giselda Laporta Nicolelis
Editora: Moderna
Páginas: 104

Provavelmente você irá conhecer a obra ''Pássaro contra a vidraça'' na escola, naqueles trabalhos que sempre nos matam de dor de cabeça - pelo menos este é meu caso. Bem, é um livro super fácil de ler, não por que ele é bom necessariamente, mas por que o vocabulário dele é super simples. A história se passa num plano só, - como Pra Onde Ela Foi, que se passa em uma noite - em uma noite que um desconhecido, vulgo Igor, liga para outro desconhecido, no caso Juliana, e conta toda a sua vida e os problemas que está passando por causa das drogas.
Admito que umas coisas que digamos que ''aprendi'' no livro é que se pode se drogar com xarope, é, xarope, ainda tenho que pesquisar sobre, pois eu fiquei abismada. O livro trás esse ar de diferenças sociais, talvez não explicitamente, mas mostra aquele lado de: ''Não é por que ele é pobre que significa que usa droga, que é um marginal'' e ''Não é por que ele é rico que não usa droga, que não rouba''. A história mostra isso quando poe Igor - o cara rico -, no mundo das drogas, enquanto Roberval - o pobre - é o certinho da turma. A trama também trás a importância dos pais, e que na falta da presença deles, tudo que temos se torna nada, pois não temos nada para nos sustentar. Essa é uma das causas para Igor, senão for a principal, se envolver no mundo das drogas, repetir de ano várias vezes, por que ele não tem a atenção dos pais e talvez desse jeito ele acha que conseguirá.
O livro não trás algo de extremamente novo, fora um tema que apesar de vemos todos os dias, é forte, e nos faz ver como não vale a pena mesmo se drogar, mesmo quando tudo parece perdido.
Eu realmente não gostei muito do livro, pra mim ele é regular e deixou muito a desejar. Como o livro é curtinho dava para a autora escrever sem perder o tom da escrita mais 100 páginas, mas pela proposta do livro, acredito que ela tenha feito o livro pensando nesse arco, para deixar dúvidas aos leitores. Só que eu imaginava que ao longo do livro também fosse contar como ele estava se recuperando e não só deixar aquele ''que'' de que a escolha estava nas mãos dele, e que agora ele decidiria se morreria ou não. Por isso e por ter uma escrita muito simples - por que sinceramente eu acho que um livro desse nenhuma criança de 7 anos vá ler. Para mim a história merecia uma escrita mais pesada, com menos gírias e diria que até com um ou dois palavrões, - eu dou duas luas.


                                                                





2 Comentários

  1. Censuraram o livro nessa edição, as primeiras tem palavrões.

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    1. sério? Vou procurar essa edição. Obrigada pelo comentário.

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