Eu peguei o avião. Larguei tudo e fui atrás dela. A probabilidade de ter um francês ''bonitão'' com ela, era muita, mas isso não queria dizer que eu ia desistir. Então quando ela abriu a porta e não tinha ninguém atrás dela, foi revigorante. Mas a sua cara de: que porra é essa? Me assustou. Primeiro ela ficou chocada, com aquela expressão de quem acabou de ver o seu pior pesadelo ou o seu maior sonho. Segundo: ela pulou em cima q
de mim. Minha mala caiu no chão, assim como eu, e não, ela não me beijou, apesar de que eu gostaria. Ela ficou falando um monte de coisa, misturando um monte de coisa, enquanto estava no meu colo e eu balançava a cabeça como se estivesse prestando atenção em cada palavra que ela dizia. Na verdade eu não conseguia prestar atenção em suas palavras, por que eu sentia tanta falta daqueles olhos, daquele corpo, que não conseguia desgrudar os olhos dos seus, ou, dos seus peitos, afinal, eu sou homem! 
Fugimos de todo o roteiro de comédia romântica, não falamos juras de amor ou transamos até o dia raiar, apenas sentamos um do lado do outro, nos ouvindo gargalhar de todas as maluquices que aprontamos. Cindy e John estavam lá, e não é uma melhor amiga ou um amigo gay, são os dois golden que dei pra ela alguns anos atrás, me lembro que foi uma confusão só conseguir trazer-los à França, não sei o que as pessoas vêm de mal em dois cachorros. Ela me contou sobre a vida e me encheu de perguntas, principalmente por que estava ali, sem avisar nada, eu só conseguia dizer um: saudades. Quando peguei aquele avião, jurei que diria um "eu te amo", pegaria ela pelos cabelos e teria a melhor noite da minha vida, pelo visto não deu certo! Ela olhava pra mim, sorria, e eu simplesmente travava, com medo de tirar aquilo dela, com um amor idiota.
Fomos para a praia, com Cindy e John, existia uma parte mais afastada que permitia que eles ficassem lá. Sentamos e observamos o pôr do sol. Naquele momento percebi que não precisava de "eu te amos", beijos e transa, bastava aquela calmaria de estar ao lado dela. Pois ali era o meu verdadeiro lar.




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