Livro: A Escolha
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Narração: 1º pessoa
Sinopse: America era a canditada mais improvável da Seleção: se inscreveu por insistência da mãe e aceitou participar da competição só para se afastar de Aspen, um garoto que partira seu coração. Ao conhecer melhor o príncipe, porém, surgiu uma amizade que logo se transformou em algo mais... No entanto, toda vez que Maxon parecia estar certo de que escolheria America, algum obstáculo fazia os dois se afastarem.
Um desses obstáculos era Aspen, que passou a ocupar o posto de guarda no palácio e estava decidido a reconquistar a namorada. Em encontros proibidos, ele a reconfortava em meio àquele mundo de luxos e rivalidades. Com essas indas e vindas, America perdeu um pouco de espaço no coração do príncipe, lugar que foi prontamente ocupado por outra concorrente. Para completar, o rei odiava America e a considerava a pior opção para o filho. Assim, tentava sabotar a relação dos dois, inventando mentiras e colocando a garota em prova a todo instante.
Agora, para conseguir o que deseja, America precisar cortar os laços com Aspen, conquistar o povo de Illéa e conseguir novos aliados políticos. Mas tudo pode sair do controle quando ela começa a questionar o sistema de castas e a estratégia usada para lidar com os ataques rebeldes.


America está decidida de que quer Maxon. Seu desejo a leva, inclusive, a tentar ser um pouco mais "sensual", tentar se destacar entre as outras garotas que ainda estão ali na luta para conseguir o coração do príncipe para sempre. Mas para que America triunfe, ela precisa de, acima de tudo, conquistar a confiança de Maxon. A sua insegurança em relação à sua antiga vida, seus sentimentos a respeito de Maxon e sobre as outras garotas ainda a faz ter dúvidas sobre o que ela realmente quer. Tem medo de desistir de Aspen e acabar não sendo a escolhida. Ela está naquele chamado estado "em cima do muro".
Por outro lado, o príncipe teme entregar a sua eternidade à America e que ela acabe levando os seus princípios, as suas impulsões à tona, estragando tudo, como já fizera diversas vezes. Além de tudo isso, o rei jamais aceitaria essa ligação. Ele detesta a prepotência de America, e não vê motivo para o casamento dela com o príncipe tendo outras selecionadas com alianças políticas. Os ataques dos rebeldes ao castelo e aos habitantes de Illéa se tornam mais frequentes, e muito mais violentos. As castas participantes da elite e o castelo têm um número de ocorrências ainda maior.

"- Olhe para mim, America.
Pisquei algumas vezes, olhei para ele. Mesmo com a dor, ele abriu um sorriso.
- Pode partir meu coração. Mil vezes, se desejar. Sempre foi seu para machucar como quiser."
(página 317)

Maxon e America fazem uma aliança para pôr um fim nos ataques, mas sem o consentimento do rei. E em meio à tudo isso, America ainda consegue machucá-lo. Todo o seu impulso, a sua prepotência ainda colabora para que ela falhe mais uma vez. Lá pela página 300, ela quase é expulsa do castelo por mais uma vez preferir ir pelo seu instinto. E Maxon nem sequer acredita em seu "eu te amo". 
Quando tudo parecia realmente perdido, e quando eu, enquanto lia, me perguntava se Kiera ao menos compareceria ao meu funeral, o livro tem uma reviravolta fantástica, indescritivelmente fantástica. Apesar de que no meio do livro isto parece ficar um tanto embaçado, no fim acontece o que todos ansiávamos com muito frio na barriga: America e Maxon finalmente têm um fim feliz. Bom, não exatamente um fim, agora que temos mais livros para saciar a nossa saudade, mas, sim, um início da vida dos dois reis. Mesmo com tantas mortes, raivas e ataques rebeldes, Kiera tem a capacidade de nos fazer apaixonar pelo personagem depois de fazer odiá-lo tanto. 

"Eu queria ser artista como você, para poder expressar o que você se tornou para mim. America, meu amor, você é luz do sol filtrada pelas árvores. É o riso num momento de tristeza. É a brisa em um dia de verão. É a clareza quando só há o caos. 
Você não é o mundo, mas é tudo o que o torna o mundo bom. Sem você, minha vida ainda existiria, mas só.
Você disse que, para acertar as coisas, um de nós teria que dar um salto de fé. Acho que encontrei o abismo que devo saltar, e espero encontrar você à minha espera do outro lado.
Eu te amo, America.
Seu para sempre,
Maxon."
(páginas 309 e 310)

Antes de ler, eu tinha em mente um fim pronto, que seria um perfeito casamento, onde o rei Clarkson aceitasse America, ela finalmente aceitasse o posto dela de Rainha e todos vivessem felizes para sempre. Eu estava completamente enganada. Tantas coisas aconteceram antes que eles pudessem dizer "sim", que cheguei até pensar que esse fim não existiria. Sem querer dar mais spoilers, eu realmente indico o livro, até para que se leia A Herdeira - quarto livro da série, lançado dia 5 desse mês. 
Sou suspeita para falar. Li A Seleção numa vontade, num amor indescritível. Para mim, a série inteira merece cinco luas, e eu nem sequer li ainda sua continuação. Se eu pudesse, iria até Kiera agradecer por esse genialidade de levar uma história que seria "conto de fadas" para algo além de um simples final feliz. 


É isso, espero que tenham gostado! Logo viremos com a resenha de A Herdeira e desculpas, novamente, pela demora da postagem. Antes tarde do que nunca, eu espero! :)





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