Fazem poucos minutos que fechei o livro. Depois de uma boa espera, posso dizer que valeu a pena. Pelo menos o meu coração concorda com isso.
Admito que quando soube que o 4 livro da série seria sobre a filha do Maxon e da América, fiquei com um pé atrás, até por que, acredito que todo mundo queria ver um pouco mais de Maxerica. Tinha medo de me decepcionar com o livro, até por que, quando saíram alguns trechos, descobri que Eadlyn era incrivelmente chata e digamos, egocêntrica. Mas, eu não me decepcionei.
Correto que Eadlyn é as vezes incrivelmente insuportável, porém, o legal é ver as pessoas mostrando isso para ela, me peguei muitas vezes gritando um belo: Chupa! ou Toma! Quando alguém falava pra ela o que eu queria dizer. O legal é ver a evolução da personagem, como ela se permitiu mudar e viu que não se tratava só dela e bem, que amar não lhe torna idiota, necessariamente, ou menos dona de si. O que eu particularmente identifiquei com várias mulheres de hoje em dia, certo que você não precisa de um homem ou mesmo mulher, pra ser feliz. Mas sempre será bom ter alguém, uma nova família, por que um dia os nossos familiares iram morrer.
Diferente dos outros livros de "A Seleção", não tenho um favorito! Kiera conseguiu articular muito bem, e como estamos lendo na versão de Eadlyn, percebemos todas as qualidades de não só um selecionado, mas de vários. Então peguei me apegando pelo jeito de Kile - curiosamente alguém que ela esnobava - e todo o seu jeito de tentar cuidar dela, mas ao mesmo tempo mostrar que ela também tinha defeitos. E bem, como uma dupla, me apaixonei por Henri e Erik, esse último que não se encontra na Seleção, mas sim, como tradutor de Henri, que não consegue falar em inglês, e simplesmente esse fato reforça, no jeito fofo e respeitososo de Henri, que vemos se esforçar, mesmo não conseguindo se comunicar direito, para conseguir o coração de Eadlyn. Erik que curiosamente não está na seleção, se firmou como um grande amigo de Eadlyn, e foi visível perceber uma pitada de romance. Mas não so apenas estes, existem: Hale, com toda a sua alfaiataria e arrisco dizer Fox, por que acredito que tudo possa acontecer no próximo livro. 
América e Maxon, apesar de não ser o foco do livro, se tornaram pais maravilhosos, nos mostrando um lado que com certeza os fãs de Maxerica queriam ver. Mas mesmo na versão de Eadlyn, nos pequenos trechos e principalmente no final do livro, percebemos como se amam, e foi exatamente por isso que chorei no final, porém não vou dá spoiler. Vocês saberão  o que estou dizendo quando lerem. 
Os irmãos de Eadlyn, são uma graça, nos apegamos mesmo com aqueles que aparecem menos. Ahren, o irmão gêmeo de Eadlyn, é um completo apaixonado, e um bom irmão na matéria de falar as verdades que a princesa precisa ouvir. 
Os outros personagens, como sempre, apesar de não aparecem muito, são bem construídos e alguns antigos, matam a nossa saudade. 
Bem, não vou dá 5 luas, e sim 4, por que apesar de ter amado o livro e ele ter um gancho perfeito para o próximo, Eadlyn não me convenceu totalmente, mas acredito que o próximo será digno de 5 luas, afinal, provavelmente torceremos para alguém específico e as mudanças na princesa seram visíveis. Tudo pode acontecer. Agora nos resta esperar.



O livro veio com um marcador na orelha, lindo! Não sei se vai vim só nas "primeiras" edições, então corre logo para comprar. O único sofrimento é ter que cortar sem errar. O livro também tem uma edição de capa dura, que infelizmente não tenho.






Nota: Já faz uns dias que li o livro e fiz a resenha e ainda estou sofrendo. Espero que tenham gostado e espero que comprem o livro também, nada melhor que sentir ele em mãos. Bom, agora temos que esperar lançar o próximo livro, mais sofrimento! No final de semana vou tentar fazer um post só de quotes de A Herdeira. 







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