Namorado de Aluguel

Autora: Kasie West
Editora: Verus
Número de páginas: 252
Narração: 1ª pessoa
Título original: The Fill-In Boyfriend

Eu li este livro em dois dias e decidi que não ia fazer uma resenha sobre, pois eu estava convicta de que ele não havia feito nenhum efeito na minha vida. Mas no primeiro dia após lê-lo, eu não conseguia tirá-lo da cabeça. Os pensamentos que ele me provocara pós-leitura foram suficientes para me convencer a escrever sobre.
Li no Kindle (e encontrei-o enquanto passeava pelas páginas do LeLivros) e foi uma leitura leve e feliz. Depois de ler a sinopse, esperava algo meio The Wedding Date (ou "Muito Bem Acompanhada"), um dos meus filmes favoritos, em que a mulher viaja para o casamento da irmã e decide contratar um cara (por sinal, muito lindo) para se passar por seu namorado, desejando fazer ciúmes ao ex-namorado e provar para a família que não é tão encalhada assim. E o livro em questão realmente tem um pouco disso, provar para as pessoas algo que a personagem queria que as pessoas pensassem dela.
Mas esteja certo: ele transborda drama adolescente. A leitura é rápida, como se fosse um digno Paula Pimenta ou Thalita Rebouças. As coisas vão fluindo e rapidamente vão acontecendo. Ele me influencia a escrever centenas de crônicas, pois milhões de metáforas me vieram à cabeça enquanto eu o lia.

Sinopse

"Quando Bradley, o namorado de Gia Montgomery, termina com ela no estacionamento do baile de formatura, ela precisa pensar rápido. Afinal, ela vem  falando dele para suas amigas há meses. Esta era para ser a noite em que ela provaria que ele não é uma invenção de sua cabeça. Então, quando vê um garoto esperando pela irmã no estacionamento do baile, Gia o recruta para ajudá-la. A tarefa é simples: passar por namorado dela - apenas duas horas, nenhum compromisso, algumas mentirinhas. Depois disso, ela pode tentar reconquistar o verdadeiro Bradley.
O problema é que, alguns dias depois do baile, não é em Bradley que Gia está pensando, mas no substituto. Aquele cujo nome ela nem sabe. Mas localizá-lo não significa que o relacionamento de mentira deles acabou. Gia deve um favor a esse cara, e a irmã dele tem a solução perfeita: a festa de formatura da ex-namorada dele - apenas três horas, nenhum compromisso, algumas mentirinhas. 
E, justamente quando Gia começa a se perguntar se pode transformar seu namorado falso em real, Bradley reaparece, expondo sua farsa e ameaçando destruir suas amizades e seu novo relacionamento. 
Inteligente e maravilhosamente romântico, Namorado de aluguel retrata a jornada inesperada de uma garota para encontrar o amor - e possivelmente até a si mesma."

Gia é uma menina comum. Está no auge da adolescência, com todos os conflitos interno e existencialismos acontecendo ao mesmo tempo depois do estopim: o verdadeiro Bradley termina com ela antes de entrarem no baile e antes que ela pudesse provar para todas as amigas que, sim, ela tinha um namorado e, sim, ele era um cara lindo e que já estava na faculdade. Foi ali que ela se viu em desespero. E como resultado de seu desespero, ela acaba convencendo um cara totalmente desconhecido a ser um dublê de Bradley só por aquela noite, que ela até pagaria por isso. Ia tudo bem, até aquela noite chegar ao fim e pelos próximos dias ela não conseguir tirar o dublê da cabeça.
Milhões de dúvidas surgem em sua cabeça, uma confusão de identidade, um mergulho em mentiras com as quais a protagonista se viu obrigada a lidar devido, principalmente, a uma de suas "melhores" amigas, Jules - uma garota que buscava incessantemente tirar Gia de seu caminho.
Dentre descobertas sobre si mesma, Gia começa a questionar também o modo como sua família age, a forma como sua mãe está sempre impecável e como seus pais sempre aceitam e perdoam os erros dos filhos sem fazer muito alarde quanto a isso; ela questiona o fato da família sempre aparentar ser perfeita, mas por dentro, ter suas falhas. Até então, a sua futilidade não alertava para esse tipo de coisa, mas passou a conhecer pessoas que abriram seus olhos para isso.

"Tudo e todos têm uma história, Gia. Quando você aprende essas histórias, você aprende experiências que te preenchem, que expandem seu conhecimento. Você adiciona camadas à sua alma."

No decorrer da história, você percebe a busca incessante da personagem por tirar de si a superficialidade na qual ela viveu por tantos anos. Há um querer por si conhecer e mostrar realmente aos outros quem ela é, pois percebe que nem sua amiga mais próxima a conhece de verdade. Tem a pressão da superficialidade de outras pessoas em cima dela e a sua vontade de se libertar disso. Ela não quer que se passem 10 anos e ela seja lembrada simplesmente por ser lembrada; quer ser lembrada por ter feito algo importante, por significar de fato algo na vida das pessoas, por ter a sua própria e incrível história. 
Apesar de que eu jamais ficaria desesperada para provar para alguém quaisquer coisas, eu identifico na Gia todos os conflitos que eu também tenho em mim. Eu também me preocupo com que história eu vou deixar, também me preocupo com o que eu reflito na vida dos outros. E eu também sei mais do que ninguém que as pessoas certas não estão onde procuramos; elas apenas aparecem no momento certo e nos lugares mais importunos. 
Essa não foi uma experiência literária que mudou minha vida, mas ela pôs em palavras boa parte do que eu sinto por ser adolescente. Não é forçado, não é muito longe daquilo que realmente vivemos. É a nossa cabeça, nossos medos e inseguranças, nossos conflitos. Somos nós. 

" - Isso não faz parte da adolescência? Descobrir quem somos? Quem queremos ser?"



Tenho para mim que agora que entrei nesta onda de séries, vai ser difícil sair dela. E a Netflix, por sua vez, tem feito um ótimo papel no que diz respeito a me apresentar novas séries a cada espacinho que encontro no meu tempo corrido de "ensino mediana". A escolhida da vez e que, em uma semana, me fez assistir duas temporadas inteiras e me enlouquecer a cada nova loucura inventada nesta série. Vamos falar sobre Hawaii Five-0?

Hawaii Five-0


Sinopse

"Uma equipe policial que tem carta branca da governadora do Havaí e pode fazer o que for preciso para capturar os maiores criminosos do estado: a nova versão do Hawaii Five-0 ainda traz a mesma premissa de seu predecessor. A série original foi ao ar na televisão americana entre 1968 e 1980, e fez grande sucesso com o público, chegando ao total de 279 episódios distribuídos por 12 temporadas. A nova série do século XXI acompanha as investigações de Steve McGarrett, um oficial da marinha que teve seu pai morto, e que voltou ao Havaí para enterrá-lo. A pedido da governadora, ele passa a liderar uma equipe especial de força-tarefa que tem a missão de diminuir a criminalidade na ilha de Honolulu. Assim, Steve também pode liderar a busca pelo assassino de seu pai. Para cumprir suas investigações, MacGarrett, um detetive durão e de métodos questionáveis, conta com a ajuda de Danny Williams, um policial que recentemente se mudou para o Havaí para ficar mais próximo de sua filha. McGarrett e Williams são opostos um do outro em todos os aspectos, e a sua parceria improvável é que termina garantindo o sucesso das missões. A equipe ainda conta com o detetive Chi Ho Kelly, que havia sido afastado da polícia por denúncias falsas de corrupção, e agora tem uma nova oportunidade de atuar na área que mais gosta: caçando criminosos. Integrando a força-tarefa, também está sua prima, Kono Kalakaua, uma bela havaiana e recém-formada policial." (Fonte: Minha Série)

Eu confesso que estava procurando por uma série policial com um pouco de romance. Confesso também que não esperava que fosse gostar tanto de Hawaii Five-0! A série, em seu início, nos apresenta toda a sua problemática, no intuito de nos prender aos episódios, e de acordo com que os acontecimentos vão gerando outros conflitos, você não consegue parar de assistir até que tudo esteja solucionado - o que responde-se por, basicamente, nunca.



Nesta saga imensa que desencadeia diversos segredos escondidos em cada partezinha da série, chega um momento em que você não consegue confiar nem em si mesmo enquanto assiste. Você só sabe que a confiança é forte e existe entre os 4 principais da Equipe 5-0. E, ainda maior, você percebe a confiança entre Danny e Steve, uma confiança maior e mais sincera do que a que existe entre dois irmãos de sangue. Eles criaram um laço que, sinceramente, eu invejo. Danny daria sua vida para salvar a de Steve, e vice versa. E isso torna as relações pessoais dentro da série ainda melhores.



Há uma série de coisas a serem desvendadas durante a série. São perguntas e mais perguntas que surgem ao longo de uma temporada (que sempre traz um tema específico, uma busca dos principais) e até mesmo dos episódios (com diversos casos). Eu jamais diria que uma ilha poderia ter tantos crimes e outros problemas sendo cometidos dentro dela.
Estou assistindo aos poucos (já que as férias me permitem assistir várias séries simultaneamente) e algumas coisas já começam a ser explicadas. Algumas perguntas, inclusive, eu mesma respondo, faço minhas teorias e fico encantada com esta brechinha dada pela série, nos permitindo fantasiar certas coisas, sem que tenhamos as respostas ao nosso dispor sempre. Certo que isso é ruim às vezes, mas agora mesmo, tem sido maravilhoso conspirar contra alguns personagens,  apontar culpados e comemorar quando descobrimos desde o princípio quem foi o assassino de determinado caso, por exemplo.



De qualquer maneira, Hawaii Five-0 é daquele tipo de série que você tira para assistir uma temporada inteira se tiver vontade, pois ela dá a você o que é necessário para prendê-lo: ação na dose certa.



Para os que tiveram um ponto final,
Eu entendo a sua dor. É, às vezes nós precisamos ler ou ouvir isso de algum lugar. Eu entendo a sua dor. Eu sei que você ficou sem reação e sentiu seus pés afundarem cada vez mais no chão quando a viu indo embora depois de dizer que sabia que vocês não tinham mais jeito. Eu sei que você chorou como uma criancinha quando ele disse que achava que vocês não tinham mais futuro juntos. Eu sei que você quis morrer naquele instante em que tudo acabou, simplesmente porque não se via mais sem aquela pessoa. Mas eu sei também que você sabe que isso é momentâneo. Você sabe que essa dor de luto vai passar, que o fim desse relacionamento pode até trazer coisas boas para você. Eu sei que naquele instante, a sua maior vontade foi correr e segurar aquela pessoa, obrigando-a a ficar com você, do seu lado para sempre. Você quis isso, mais do que qualquer outra coisa no mundo, mas sabia que não podia fazer nada. Ela havia decidido ir embora, mesmo que um dia desses vocês tivessem conversado e decidido juntos que iriam tentar. E você não pode negar que vocês tentaram; não se sabe da outra pessoa, mas você fez de tudo para listar inúmeras vezes os motivos pelos quais você ama aquela pessoa. Sim, ama, no presente, porque mesmo que as coisas já não estivessem tão boas, o que vocês sabiam um sobre o outro e a convivência diária fizera com que surgisse o amor, de forma sublime e silenciosa. O amor está ali, gasto, surrado e cansado, mas está. E está ali para tentar fazer vocês recomeçarem, darem uma nova chance para si mesmos. 
Mas aí ele ou ela viu que não tinha como continuar. Ele ou ela descobriu que era hora de ir para casa e "casa" já não significava mais o seu abraço. As diferenças já eram grandes demais para suportar. Não havia mais espaço para ele ou ela respirar e você sabia disso, mas não sabia como dar esse espaço. Você não sabia o que fazer para fazer aquela pessoa ficar e nem sabia se queria mesmo que ela ficasse. Pode ser que ele ou ela tenha ido embora, mas talvez isso era uma coisa que você queria fazer, só não tinha coragem ou estava acostumado com aquela vida que tinham e achava que devia focar nela, mantê-la ali, como estava. E você deve admitir que aquilo que ele ou ela fez exigiu muita coragem. Aquilo os obrigou a quebrar laços fortes que vocês criaram juntos, de mãos dadas. E de repente, esses laços se desataram, as correntes que ligavam ambos se quebraram e mesmo que a última palavra tenha sido do outro, talvez você que tivesse sido o que sentiu mais alívio, mesmo que tenha doído mais no orgulho. Você deixou o outro ir, pois sabia que não tinha o direito de prendê-lo ali. Você o deixou ir, porque queria que se fosse com você, ele também tivesse lhe dado essa liberdade. Apesar dos pesares, indiretamente, este fim foi de comum acordo - porque caso contrário, é claro, você estaria agora mesmo na porta da casa dele ou dela, implorando para voltar. 
O alívio veio porque você queria aquilo. Você queria ir embora, mas não conseguia. Você o viu indo embora e mesmo que quisesse segura-lo em um primeiro momento, no segundo você queria o deixar ir de fato. Você quis dar a ele ou ela as asas que queria para si mesmo. Você até prometeu em seu subconsciente que se a vida decidisse fazê-los se reencontrar, você seria ainda mais grato. Mas, por ora, só o que pode fazer é ser grato pelo ponto final, mas não vendo-o como literalmente foi: um fim abrupto daquilo que você jurava que duraria a eternidade; mas, sim, como todos os fins devem ser encarados: liberdade. Não que relacionamentos devem ser privados, que você deve ser preso àquela pessoa e fim de papo. Mas é uma liberdade de espírito, uma leveza, uma chance de se reinventar. Uma liberdade que tira de você pessoas que talvez pesassem sobre o seu corpo e coração e fizessem você ser aquela pessoa repleta de aspectos negativos. Liberdade para mudar; a casa, a aparência, o pensamento, o coração. A liberdade que dá a você o que você mais queria, só não tinha certeza: tempo para se reconstruir e se redescobrir. 
E da forma que existem diversos tipos de relacionamentos, também existem os diversos tipos de término. Muito embora isso, você pode tirar as partes boas de todos eles. A sua experiência, o seu aprendizado e as coisas boas que vocês cultivaram juntos ficarão para sempre na sua memória. Pode ser que o tempo passe e você ainda ame aquela pessoa e sofra todos os dias de saudade daquela convivência que vocês tinham. Mas também pode ser que você olhe para trás e agradeça por ter vivido aquilo e por estar no passado, pois só assim para aprender de fato como lidar com o que está por vir - mas essa parte nós deixamos para outra carta.

Nota: Gostaríamos que todas as pessoas do mundo que acreditam que encontraram o amor de suas vidas estejam certos quanto a isso. Mas também gostaríamos que, se calhar de haver alguém errado, esse alguém possa ver o fim como um recomeço para si e torcer para que seja feliz, assim como a outra pessoa que se foi. Que haja tudo, menos o medo de se entregar e de ir quando preciso for. E se for para ir, vá com a certeza de que não irá voltar. 

                    Imagem de beyonce knowles, hot women, and mano

Existe uma certa pressão das pessoas para você ter um namorado(a). Principalmente pra quem é adolescente. Tem muita menina aí morrendo pra arranjar um "boy", pois precisa beijar na boca e por que tá tudo muito sem graça. Sinceramente, eu brinco muito, sobre não ter um "boy" ou por simplesmente nunca ter me apaixonado. Muitas vezes a carência bate. Os hormônios não ajudam muito. Tá todo mundo meio que namorando e eu só. Mas juro, percebi que isso está bem longe de ser um problema.
Sabe, para que esse desespero todo? Eu só tenho 15 anos, meu Deus. A vida tá ai na minha cara e sério que eu vou parar e pensar em como seria legal namorar? E você, também ta pesando que o crush não te nota? Você simplesmente só fala isso? Querida, vá viver! Há tantas coisas na vida que temos a chance de aproveitar. Tantas coisas que podemos fazer enquanto somos jovens. Tantas viagens que ainda serão feitas. Tantas pessoas que ainda iremos conhecer. Não precisamos procurar desesperadamente a nossa cara metade, as coisas simplesmente acontecem, e são do modo mais impressível. Existem infinidades de livros para serem lidos, séries para serem assistidas, festas para ir.
Essa é a fase que as coisas vão ficando complicadas. Os estudos estão quase chegando no fim. O Enem tá batendo na porta e você tem que decidir uma profissão. São momentos difíceis e que tudo fica muito confuso. Você sente a responsabilidade chegando. Não é como se eu fosse essas meninas de 15 anos que já são ricas, que já tá lançado livro - que por acaso não dizem nada. Não é como se eu me considera-se adulta. Longe disso. Só percebi que a vida está passando e eu não posso perder o trem. No próximo ano é provável que eu passe no vestibular. As responsabilidades vão aumentar e vou perceber mais ainda que não há espaço pra me lastimar por algum menino. É legal se divertir, olhar aquele boy e comentar com as amigas. Não estou dizendo que você não pode namorar, se vier é de bom grato. Apenas estou dizendo pra não se martirizar por ser "sozinha". Como minha vó diz: tudo tem seu devido tempo. A adolescência não é como um High Musical. Aproveite e tire a maquiagem, olhe no espelho e veja como você é bonita, mesmo com as falhas. Se ame primeiro. O resto há de se providenciar.
E se alguém está te enchendo o saco, falando o que você deve ou não fazer, simplesmente não ligue! Ninguém tem nada o que se meter nas suas decisões. Siga o que você é, não a copia dos outros.



                                                                           







PLANTE ILUSÕES E VOCÊ COLHERÁ

DO MUNDO GRANDES DECEPÇÕES

Sinopse: Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas - menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? 

Eu até tento fugir de sagas, séries, trilogias e afins, mas elas acabam sempre voltando e eu me viciando novamente. E aposto que vou me viciar também em "The Kiss Of Deception" da Mary E. Pearson que foi publicada pela Editora DarkSide. Tenho que ressaltar que a capa enche os meus olhos, e meu coração grita que o livro tem que está na minha estante. A capa é tão linda e que tem até gif.
O livro também ganhou vários prêmios nos Estados Unidos, o que reforça a sua qualidade. E também li que o poder feminino está bem expresso na história. Todas as resenhas estão falando muito bem. 
Acho que eu não vou conseguir deixar de começar a ler hoje e vou acabar deixando o livro que estou lendo de lado.
Espero que tenha apostado corretamente e tanto vocês quanto eu nos apaixonemos pela história. 


                                                                           


                           

Sinopse:

Em A Herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria Seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças...E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava.


Resenha: 

Quem me conhece sabe que amo "A Seleção", e até conheci a autora, Kiera Cass. Li "A Herdeira"(resenha aqui) e com certeza o livro não me causou o que os três primeiros causaram. Com "A Coroa" foi pior.
Começamos que o que mais me prendeu para ler-lo foi saber o destino da América depois dos acontecimentos de "A Herdeira". A Eadlyn não tem o carisma necessário e ouvi muitas falando que se tratava mais de "feminismo", de todas as cargas que ela tem que carregar, mas sinceramente, ser feminista ou um livro ser, não significa que a personagem tem que ser chata. Falando assim, parece que eu odiei o livro com todas as minhas forças, mas não, eu gostei.
Gosto muito dos personagens masculinos da Kiera, a maioria sempre são apaixonantes. E desde do último livro eu não havia escolhido um preferido, e nesse simplesmente continua, por que eu não vi muito destaque neles em si. Não quero dá spoiler, nem nada do tipo, por isso não vou dizer quem ela escolhe. Porém tenho que ressaltar que tudo acontece muito rápido, é algo que acontece e eu não acredito naquele amor.
Me admirei em como os capítulos são curtos e eu realmente li tudo muito rápido. O que eu achei estranho, pois a Kiera sempre foi bem detalhista.
Outro ponto é que eu realmente não gostei da capa, não tem aquele ar realmente de " A Seleção". Por ser o último livro da série, tinha que ser algo "bapho", que você olhasse na livraria e quisesse pregar na testa. Tinha que ser nesse estilo aqui:

Os fãs arrasam mais que a editora. 
                     
"Mas, Isabelle, não podemos nos prender a América e o Maxon, e tudo o que aconteceu.", sim, eu posso me prender, pois a Kiera fez livros tão fantásticos que eu criei uma expectativa alta.
Mas vamos falar dos pontos positivos! Houve um amadurecimentos dos personagens, principalmente da Eadlyn e podemos ver um pouco mais de seus irmãos. O circulo familiar é muito bom e conseguimos nos apegar a todos eles, foi lindo ler a admiração que os filhos tem pelos pais e como cada um tinha sua particularidade. Também foi bom saber que nem tudo são flores, e que pra Lucy e o Aspen as coisas não deram tão certo. Existe problemas concretos ali. A Eadlyn recebe outro tipo de responsabilidade e é interessante ver como ela lida com tudo, mostrando que ela não é só uma patricinha fútil.
O vilão em si, praticamente não existe, pois ele não aparenta uma ameça de fato. Eu queria ver realmente a ameça, como vi em "A Escolha", daquele tipo que me faz soltar um belo palavrão. Pareceu tudo fácil demais. Resumindo: faltou tiro, porrada e bomba.
Para terminar, tenho mais uma reclamação. O nome do Carter nem foi citado! Qual a dificuldade de explicar? Ele ta morto? Sumiu? Ou simplesmente não vai mais em evento nenhum? Nem no epílogo extra ele é citado! Apenas queria desabafar. (Eu errei, ele foi citado. Em apenas uma linha, mas foi. Ainda continuo com raiva, ele devia aparecer mais.)
Por fim, o livro é bom. Depois de tudo que falei parece que eu vou queimar o livro, mas não. Provavelmente minha expectativa foi muito alta.

                                           


Nota: Fiquei estressada fazendo essa resenha, por isso nem coloquei os quotes. Espero que quem gostou não me xingue. Mas é a minha opinião.


                                                                           





                     

Fui embora. Fiz as malas e parti. Escrevi uma carta. Peguei as passagens. Parti. Procurando miseravelmente um novo caminho. Estava lutando com todas as minhas forças para não ficar. Eu tinha tomado minha decisão. Esse era o nosso fim.
Infelizmente eu ainda te amo. Fiquei até a última gota de esperança, pois você me faz sorrir como nenhum outro e gosto do sabor da sua boca na minha. Mas tudo se tornou cômodo demais, com você chegando tarde do plantão e eu escrevendo meus textos para o jornal com uma caneca de café com leite do lado, você beijava minha cabeça, não dizia nada pois sabe que eu me desconcentro muito fácil, voltava com um suéter desfiado e deitava no meu colo, brincando com as pontas do meu cabelo. Agora sentada nessa poltrona, ouvindo o ronco aleio, apenas sinto sua falta e percebo mais ainda o quanto sou apenas uma tola apaixonada. Acabei de dizer que esse era o nosso fim e já estou aqui chorando querendo você pertinho de mim,
O problema é que a gente praticamente não conversava, não dizia eu te amo olhando no olho do outro, falávamos do que estava faltando no armário e do trabalho. Eu bem que tentei conversar, falar do que estava errado e você sorria daquele jeito moleque e me puxava, beijando-me e tudo era perfeito no colar das nossas bocas. Porém, os problemas não se apagam se não mexermos neles. Estávamos escondendo nossas doeres, e desse jeito elas nunca iriam cicatrizar.
São 10 anos, não 10 anos de casados ou namoro, são 10 anos se amando, como colegas, amigos, melhores amigos, pois eu sempre fui meio paranoica e não me jogo em nada, você me queria e eu disse que não era assim, tínhamos que ser amigos e você amigo dos meus e eu dos seus. Eu tinha razão. Foi bom não atropelar tudo, foi bom descobrir os defeitos do outro e se irritar, foi bom você valorizar mais minha inteligência do que meu corpo, foi bom eu descobrir que você fumava de vez em quando para poder te xingar, dizer que assim nunca seriamos nada. Bem, você largou o cigarro de vez e passou a tomar três xícaras de café comigo. Foi bom você ter me beijado quando estávamos a mais de 2 anos sendo amigos, sinceramente, eu não tomaria iniciativa e estaríamos na amizade até agora.
Aprendi tudo com a nossa pequena bolha que chamamos de nós.
O avião já está no ar. Meu peito doí. Há tantas perguntas na minha mente, no fim não consigo responder nenhuma. Acabo que me preocupo só com você. E se o que eu fiz foi uma bobagem? A última vez que você chegou em casa e eu não estava escrevendo meu artigo para o jornal, estava jogada no banheiro depois de uma convulsão. Ainda me lembro do seu desespero e olha que a sua formação é medicina. Sempre acabamos meio desesperados quando pensamos que vamos perder alguém que amamos.
Será que essa é a hora do desespero? Meu e seu? Pois apesar de ter arrumado as malas, a minha garganta dói e eu choro nesse meio de gente desconhecida. O nosso primeiro eu te amo, quando eu tinha 18 e você 20, é valido até agora?
Como eu disse no começo disso tudo, escrevi uma carta, ela está encima da cama. No fim dela, tem rua, casa, bairro e até cep, é para onde eu estou indo. O nosso fim ou recomeço está em suas mãos agora.



                                                                        

As vezes penso que é melhor sentir ódio do que nojo. Pois com a raiva você pode até tolerar a pessoa, mas com o nojo não, tudo se torna intragável.
E isso aqui não é um dos meus textos típicos, não encarnei um personagem, não tô falando de amores e perdas, estou aqui para falar com você, quebrei a minha quarta parede. Estava olhando o youtube da vida quando me deparo com um cara falando sobre um vídeo de um homem que pedia a legalização da pornografia infantil, eu, como curiosa que sou, fui ver, e definitivamente foi para ter raiva. Nessa hora entra o caso do nojo, tudo o que eu senti foi nojo daquele cara dizendo que o homem tem direito de ter a sua pornografia infantil e ter uma "novinha" de 10, 11, 12, 13 anos do lado, e é mais ridículo ver que tem gente defendendo um ser desse.
Então fui observar como a geração atual das crianças é atualmente sexualizada, com meninas de 11 anos rebolando até o chão e fazendo quadradinho e um vídeo que vi hoje de um menino de 6 anos falando em "quicar", "passa a mão", "bater na bunda" e a mãe a irmã ficaram atrás sendo "as dançarinas". Quando eu tinha 6 anos eu usava pasta escolar das meninas super-poderosas e brincava de esconde-esconde. Eu provavelmente ainda brinco e a blusa que eu mais uso é a do Bob Esponja. Nessas horas eu queria ver o conselho tutelar, queria ver a justiça e o ministério da educação dizer alguma coisa.
Crianças tem que ser crianças! Não mini-adultos que falam sobre "quicar e rebolar". No fim, é engraçado que mesmo nessa situação tem pessoas que são a favor disso. No fim falta a conscientização dos pais e dessa nova geração, em saber que educar é o essencial de tudo, não só o educar acadêmico, mas o de casa, onde se apreende valores e forma de fato um cidadão. No fim, temos que ver que a culpa não é dessas crianças, por isso não saia xingando por ai, apenas denuncie esses pais que não estão sendo verdadeiros pais. E infelizmente, ainda temos que proteger as crianças desses loucos que encaram isso normalmente, por isso proteja seu filho, seu irmão, seu sobrinho, pois o mundo só parece piorar e todos os dias saem casos de estupros, assassinatos. E sabe, deixem as crianças viverem sua fase, deixem que elas assistam desenho animado, brinquem de carrinho e boneca, joguem terra uma na outra, isso de ficar agindo como um adulto e sendo mal educado só vai tirar uma das melhores fases da vida delas. Então, leitores, quando se depararem com um caso como esse, denuncie.

                                                                       


Eu sou cheia de fases.

Ontem eu estava mal e nada me apetecia. A vida é muito ruim e eu não podia, de maneira alguma, esperar por um futuro feliz. Tudo era sacal demais, chato e desinteressante. A vida perdeu a graça e todo o sentido que tinha. Mas hoje, eu já estou feliz. Vejo graça em tudo, sorrio para todas as pessoas que passam por mim e tenho milhões de motivos para continuar vivendo. Pareço ter algum transtorno por mudar tão depressa, e até mesmo por só saber viver extremos, mas a vida inteira eu fui assim - exagerada, dramática e vivo em polos.
Eu amava escrever tudo o que eu vivia, até descobrir o que é viver de verdade. E aí eu descobri também que a realidade é mil vezes melhor do que aquilo o que eu escrevia e descrevia, e que a vida sempre pode te surpreender um pouco mais a cada dia, que as coisas quase nunca são do jeito que você imagina. E o amanhã pode ser sempre melhor na vida real do que nos seus sonhos se você não colocar tanta expectativa em cima dele.
As minhas diversas fases me ensinaram a aprender com os meus erros. E das diversas vezes que eu já errei, aprendi também a pedir desculpas e dizer: "Sim, eu errei, mas reconheço e quero tentar outra vez", porque não há nada melhor do que se redimir consigo mesmo. E mesmo  que as minhas fases sejam muitas, e que muitas vezes eu não reconheça nem a mim mesma, uma hora eu sempre volto para aquela de sempre... Uma menina confusa e complicada demais, mas que tem consciência disso e não vê problemas em conviver com uma mente bagunçada e imprevisível demais.
Uma pessoa (que é muito incrível e me fez o favor de entrar na minha vida para ficar) sempre me repete o seu mantra: "Uma coisa de cada vez, e tudo ficará bem". E eu nunca tive tanto a certeza de uma coisa quanto eu tenho disto: mesmo que as fases sejam infinitas, e que eu não consiga me estabilizar como uma só, as minhas mudanças sempre irão me reinventar, e eu sempre vou me adaptar. E até hoje, desde que me entendo por gente, eu sempre amei recomeçar, recriar-me, renascer. Afinal, é como li uma vez em uma pichação de um muro no centro da cidade: "Todo fim significa, também, um recomeço. Uma história precisa terminar para que outra melhor aconteça.".


Fazia um tempinho que eu não me deparava com algo pela nossa querida internet, mas hoje a coisa chegou de uma forma que eu não me aguentei, não.
Estava no Facebook nesta sexta-feira (20) linda, morta de feliz com a semana cansativa que acabou, e esbarro com um post nada tranquilo, nada favorável.

clique em "ver mais" e fique tão chocado quanto eu.

Ler isso me provocou milhões de reações. A primeira delas foi sentir nojo mesmo, por ainda ter que lidar com pensamentos do tipo. A segunda certamente foi rir, rir muito, pois eu não fazia ideia do tamanho regresso que estamos vivendo. Decidi trazer o show de comédia que este post é com algumas passagens que eu achei hilárias. 
A risada começou na apresentação do manifesto, que já de início traz um cunho religioso. A sua #SantaIndignação inclusive traz curiosidade ao leitor para permanecer lendo o seu protesto. A que ousadia da propaganda, não? Eu gostaria até de ler, se houvesse, o manifesto dela contra aquela propaganda da O Boticário com os mais diversos tipos de casais, se lembram? 
A moça ainda descreve os comerciais e depois manda o fragmento que eu ri mais: "Nós que conhecemos a Verdade imutável da Palavra de Deus não podemos ficar calados. Temos que #boicotar essa loja e mostrar nosso repúdio.". Não sou muito ligada naquelas coisas que estão escritas na Bíblia, mas nunca ouvi dizer que lá vinha escrito que tipo de roupa o homem e a mulher deviam usar. Em todas as peças em que eu assistia quando era criança, tanto na Páscoa quanto no Natal, Jesus, na minha opinião de criança atenta, sempre usou vestidos lindos e sandálias gladiadoras. E agora, a moça da publicação me vem com essa de que um tipo de roupa é para um tipo de gente específico, e que se eu não faço parte deste tipo de gente, eu não posso usá-la.  
Infelizmente, eu gosto mesmo é de ter o repúdio desse tipo de gente. Desse tipinho aí, que gosta de rotular tudo, de definir o que os outros vão vestir, o que os outros estão fazendo, com quem outros vão se relacionar. E a questão é que isso só é da conta dos outros! Os outros que sabem o que fazer com suas próprias vidas, e na minha opinião, são esses ditadores que estão levando o país - e toda a humanidade - de mal à pior.
Por fim, eu disse que não sou muito sábia no que diz respeito às coisas que estão escritas na Bíblia, mas gostaria de ressaltar: 

Êxodo 20:7   "Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão." 

Usar o nome do teu Deus para justificar o teu preconceito me parece ser um pecado muito mais absurdo, Ana Paula, do que um homem vestir a roupa de uma mulher e vice versa. Um beijo por cima do ombro.