Li.ber.da.de. S.f. 1. Condição daquele que não se acha submetido a qualquer força constrangedora física ou moral. 2. (em minha própria e preferida definição) Sentir sem que maiores lhe impeçam, viver sem temer e ser quem você é sem ser julgado.
         Eu sempre acreditei que posso ser livre. E eu não me refiro apenas àquela liberdade ligada à rebeldia; estou falando da liberdade de escolha, de fazer jus ao seu livre-arbítrio. Eu estou falando mesmo de ser livre de qualquer rótulo que prenda você nessa sociedade intimidadora. Sentir-se solta para enfrentar qualquer medo que me viesse, isso sim é ser livre. Só acontece que estão tentando me tirar minha liberdade. Todos os dias me impõem novas regras, me ensinam o que é certo e o que é errado (porém, não necessariamente aprendo) e quando questiono, sou revoltada, mal-criada e devo "respeitar os mais velhos". E onde fica a minha vontade? Onde coloco o meu querer nessa história?
         Sei exatamente toda aquela ladainha de que isso tudo é para o nosso bem, que fazem isso para que não nos machuquemos, nem nada disso. Mas, cá entre nós, o que eu queria mesmo era ter a chance de errar. Queria poder fazer o que me visse à mente, errar, consertar, mas não ser incriminada por isso. Eu quero amar quem eu quiser, sem ser impedida pela desigualdade social e de gênero. Eu quero achar que aquele curso é o curso da minha vida, arrepender-me e escolher outro, sem que me considerem uma perdida. E se querem saber: eu sou mesmo uma perdida. Não estou, nem nunca deixarei de estar. Eu sou! Não vai ser engolindo novas regras e obedecendo padrões que eu vou achar meu lugar. Provável que o meu lugar seja qualquer um onde eu possa ser eu mesma: perdida, confusa e sonhadora.
         Li numa placa dessas de rua algo mais ou menos assim: "Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida." e eu não faço a mínima de quem tenha dito isso, mas eu acho esta pessoa extremamente inteligente; ela tirou as palavras da minha boca. Não quero perder a minha oportunidade de viver porque instalaram em mim o medo do que tem lá fora. Não quero deixar de falar e escrever o que me vier à mente porque tudo é censurado. Não quero me arrepender de não ter vivido e para isso é preciso se quebrar tabus, afastar-se de quem faz mal a você e tocar sua vida em frente. Não se preocupar com o que segundos irão dizer. Acredite naquilo que a sua intuição diz e siga. A vida é como uma caixinha de som; os momentos são como músicas e, infelizmente, o botão de repetir não está funcionando. E se você deixar o tempo passar, sua vida será composta por uma playlist de músicas tristes que só serão ligadas aos arrependimentos e à saudade que você tinha de quando podia viver. Não deixe que seja tarde demais.
Nota: Na maioria das vezes, estes textos são mais uma forma de me abrir os olhos. Este daqui foi mais um destes textos. Até a próxima!




Deixe um comentário