Não necessariamente precisamos está sozinhos para nós sentirmos sozinhos. Ok, eu disse muitas vezes que o drama não faria mais parte de mim, bem, eu menti. É impossível não ter um pouco de drama na vida. Principalmente quando se  sai do âmbito de conforto. As pessoas são diferentes, você se torna diferente e digamos que as vezes insuportável. Admito que me tornei meio assim. Mudei de escola, fiquei longe daquele cara que eu beijei e prendi meu anel em seu cabelo. Meu cabelo perdeu a cor, e agora está normal. To até com vontade de pintar tudo de novo, mas sabe como anda a inflação. Nunca fui muito sociável com alguns tipos de pessoas, mas aqui ta sendo pior. Apesar de as pessoas julgarem as outras pela cor do cabelo, eu necessariamente não usava maconha e virava shorts de tequila, na realidade tenho aversão a tudo isso. Conviver com pessoas que tratam tudo de forma banal, enche o meu peito de disgosto. Nisso eu estive analisando como tudo mudou de uns anos para cá, e na verdade não mudou. A sociedade continua com o mesmo esteriotipo. O homem o pegador, que pega todas as meninas que quer, e a mulher a fraca de sempre. Ok, que muitas coisas mudaram, e que bom, mas né nem a missa metade. É nesses reflexos de sociedade, vemos como a nossa imagem é imposta mundo afora, como o preconceito está enraizado em nós mesmos. A mulher brasileira é vista como "putinha" em outros países, como se só soubesse sambar e mostrar a bunda, nesse ponto que eu ligo a onde estou. A mulher pode fazer o que bem entender com o corpo, pode até vender, não temos nada haver com isso, mas para mim a mulher as vezes se desvaloriza, e não me entenda mal. Da mesma forma que acho ridículo um homem pegar 10 numa festa, também acho ridículo a mulher fazer isso, afinal, são pessoas, e sinceramente não sabemos se alguma daqueles 10 vai se machucar, mas o ponto ainda não é aí. É incrível que mesmo depois de tantos séculos a mulher ainda julga si mesmo, falando coisas que chegam ao machismo. Quando eu julgo, por que sim, é impossível não julgar, não to julgando pela forma, cor ou blá blá, mas sim pela pessoa. Nisso eu levo aos meninos, "homens" de hoje, que tratam a mulher ou qualquer coisa como um objeto de "penetração", algo descartável que não merece nem ter o nome lembrado, e aí eu acho feio a mulher se submeter a ser tratada como um objeto com um cara que as vezes só pensa no próprio prazer, no ego gigante que gira em torno de si.
Agora eu relembro por que eu sinto falta daquele cara que eu beijei, que riu comigo, mesmo com meu anel machucando seu coro cabeludo. Sinto falta por que eu via nos olhos dele, que ele realmente me queria e não era só desejo, que ele enxergava as minhas formas escondidas, via uma pessoa, e não só alguém taxada pela sociedade. Bem, a distância acaba com as pessoas, mas eu ainda fico de madrugada trocando mensagens e mensagens de trivialidades que me enchem o sorriso, que eu não consigo ter com pessoas que estão do meu lado e só vêem aquela casca. 
E aqui, chegamos ao fim. To bem chateada, diria puta, pois eu não nasci para viver nesse desconforto de calças jeans apertadas, de olhos curiosos observando as manchas na pele, o cabelo raspado, o olho roxo ou mesmo as lágrimas, que pessoas insistem em intitular, e não olhar que a vida não se remete há fotos com um cigarro na boca.

                                                              


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