Riu, são 6 horas da manhã e tem alguém dando boa noite. Um paradoxo entre o amor e o ódio, dizem: Sabe que eu não me importo? Quando apenas querem dizer que sim, sim importam. Sabe, não teria graça se seguíssemos todos os parâmetros, não teria graça o bom dia ao amanhecer, o te amo, afinal, palavras fortes, tem os seus devidos momentos.
Acho que não dá para entender muito o que estou falando, mas sinceramente é uma coisa que não se explica. Afinal, que diabos estou dizendo? Que nesse mundo tão rápido e onde aprendemos a não confiar em ninguém, quando achamos esses "alguéns" para sorrir verdadeiramente, confiar, dizer coisas sem sentindo, é onde encontramos o nosso lugar, mesmo que seja por meses, 1 ano, 2, 3 e quantos durarem. Esquecemos muitas vezes que não estamos sozinhos, esquecemos que nesse mundo não se vive apenas por si. Quando encontramos pessoas que percebemos que vale a pena tudo isso, temos um medo tremendo de perder, ou perceber que aquilo não é real, muitas vezes, mensagens na madrugada não suprem a falta, mas acredite, quando temos alguém de verdade, esse alguém nunca vai se perder, e não, não estou falando de garotos, família, estou falando dos nossos eternos confidentes. 
Por bem, nessa vida, fui apreciada com 7 pessoas assim, certo que podemos ter nossas divergências, mas, parece tudo tão certo, mesmo no meio de xingamentos. Parece que sua história começou ali, e em função de tantas outras coisas, se ver a vida mundano e você mudando. O riso é mais fácil. 
Não são só bolinhos numa vitrine de doceria, não é só mais um grupo de pessoas, aliás, tire esse mais, todos por mais fúteis que sejam, são únicos. 
A idéia de não está sozinha, preenche o meu peito, a idéia de pessoas tentando me fazer sorrir quando estou mal, ou por simplesmente ter vontade, me faz perceber que o mundo ainda não esta em crise, que ainda temos verdade no meio de tanta hipocrisia. 
Sabe, faz um ano, onde tudo isso começou, e quem diria, que estaríamos aqui? Quem diria, que aquele grupo de amigos, que crescia e diminuía toda semana, tornaria-se mais que O Clube do Bolinho? Essas perguntas todas não importam, por fim, apenas estou feliz de ter alguém para mandar uma mensagem as 3 horas da matina, alguém para brigar sem motivo algum, e falar um: te amo guria, a qualquer hora do dia, no tom de brincadeira, mas com uma verdade enraizada, nessas poucas palavras. 
Podemos não ter a risadinha mais bonita do mundo, não ter super-poderes, muito menos ter o martelo do Thor. Podemos agir como crianças, jogando papelzinhos por toda a casa. Podemos não ser atrizes mas tempos uma produtora, Eeita Teixeira Filmes. Podemos ler poesia sem sentido, e mesmo assim torná-la algo mais. Tornar um clássico de mulher, em apenas uma piada, pois, quem seria mesmo Iracema? Podemos fugir por aí, levando apenas uma moita de roupas. Podemos não usar vermelho, e ainda sim, ser a Red Queen. Somos um buraco negro de memórias. Mas a única coisa que não podemos ser...é dizer que durante esse tempo todo, fomos infelizes. 

Vai um bolinho, aí?


Nota: Um pouco atrasado, ou muito atrasado, mas com todo o carinho do mundo. Esse texto cara adormecidas é nada mais que a expressão de carinho que tenho por amigas e creio que elas tem por mim também. Clube do Bolinho hoje não é apenas um grupo no WhatsApp, ele fez parte da construção de projetos e um ano inesquecível. Creio eu, que se não fosse o CDB o Adormecidas talvez não existisse hoje, então queria dá o meu obrigado a essas pessoas, que sim, mudaram minha vida. Para a Risadinha, Cacto/Thor/Tata Jogos, Red Queen, Eeeita Teixeira, Red Queen, Iracema/Lorenes, Moita e vários outros pseudo-nomes que não me recordo. Por Dona Papel.


                                                                          


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