6/Novembro/2014, Festival de Arte e Cultura, Theatro José de Alencar
Confesso: não tenho em mente como irei descrever tudo que estou sentindo. É um misto de felicidade com medo e algumas pontinhas de orgulho. Muito orgulho! Mas não um orgulho só do que eu fiz ou do que fora feito por todos os outros; fora um orgulho em conjunto, do conjunto da obra. Fora um espetáculo sem igual, em que todos e cada um se entregaram por completo, e eu podia ver a veracidade dos sentimentos de cada pessoa que colocava os pés no palco. Encontro-me agora pensando em outra emoção que antes era um pouco indecifrável: gratidão. E a minha vai muito além de um simples obrigada ou "você foi muito bem". Eu fiz o que fizeram por mim valer a pena. Fiz valer a pena o meu lugar. Fiz da minha voz um instrumento que pudesse transpassar todo o meu amor. 
Fora um dia feito de momentos. E a imagem é capaz de demonstrar um desses momentos. Um momento de entrega, momento em que se pisa no palco e se imagina num sonho infinito, incapaz de pensar num fim certo e breve. É ali que eu posso ser eu mesma. É ali que eu posso ser infinita e ser quem eu bem entender... Mas prefiro frisar a minha mais pura essência. Prefiro pôr no palco todo o meu amor e empenho, nos pés e na voz - e, assim, ser eu mesma.
Meus sorrisos não conseguiam ser equivalentes à minha felicidade. Estava ali com amigos, confidentes, irmãos de coração e amores reais. Estava ali com as pessoas mais importantes da minha vida e mais! Sentia-me amada e podia amar. Queria que o dia fosse infinito, ou pelo menos a noite que se sucedeu e passou rapidinho. E apesar da ligeireza das horas, esse dia é inesquecível - tanto os momentos, quanto as emoções. E, pelo menos nisso, meu coração e cérebro decidiram trabalhar juntos e nunca, nunca esquecer por tudo que passei. Obrigada, meu Deus, por mais um ano bem sucedido e por me proporcionar mais um dia de sorrisos e lágrimas de felicidade.


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