Cinderela Pop

Autora: Paula Pimenta
Editora: Galera
Edição:
Número de páginas: 156
Narração: 1ª pessoa
Sinopse: Cintia é uma princesa dos dias atuais: antenada, com opiniões próprias, decidida e adora música! Essa princesa pop morava com os pais em um castelo enorme de onde via toda a cidade. Todas as noites ela olhava pela janela, de onde ficava admirando a vista e sonhando... com um príncipe que ainda não conhecia.
Porém, um dia, o castelo de Cintia desmoronou e com ele tudo à sua volta. Desiludida, ela deixou de acreditar em romances e teve que reconstruir cada parte de sua vida, sem deixar o mínimo de espaço para o amor.
Ela só não contava com um detalhe... Havia mesmo um belo príncipe em sua história. E tudo o que ele mais queria era descongelar o coração da nossa gata (nada) borralheira!

Sabe aquela família que, no seu aniversário, te dá livros como presentes, mas não sabem o que comprar e vão na linha "livros infanto-juvenis que abordem temas adolescentes"? É a minha! Recentemente fiz aniversário e ainda estou ganhando presentes (não que esteja reclamando disso, de forma alguma!) e o último livro que ganhei fora Cinderela Pop, que, sem nenhuma surpresa, li em um dia e meio. Também não é novidade que tenha sido um livro de fácil leitura, porque são nesse estilo os livros da Paula: você pega e não consegue largar antes do fim.
Cinderela Pop é o segundo livro de contos adaptados que ela faz, sendo o primeiro "Princesa Adormecida". Quem lê Paula Pimenta sabe que os livros dela têm muito de princesas, Disney, contos de fadas, mas com toques modernos e situações da vida em que realmente nos encaixam (exceto nos romances, queria eu ter um Fredy Prince!). 
Bom, nesta história, a personagem principal é Cintia, uma garota que passou a morar com a tia artista depois que seu pai traiu sua mãe com a sua atual madrasta e a mãe dela foi morar no Japão a trabalho. Você já começa a perceber as semelhanças com Cinderela a partir daí: Cintia destesta a madrasta e vice versa, mas o pai é cego de amores pela mulher e não vê o mal que ela faz a filha. Cintia só conversa com a mãe uma vez ao dia e sente muito a falta dela.
Após mudar-se para a casa da tia, passou a conviver com o namorado dela, Rafa, que é DJ e trabalha numa empresa do ramo. Cintia se interessa pela profissão e passa a mixar algumas músicas com a ajuda de Rafa e ele acaba arranjando algumas festas para ela tocar, com algumas regras específicas da tia: 1. Só poderia trabalhar aos finais de semana; 2. deveria sempre estar acompanhada de um adulto; 3. teria que voltar para casa à meia-noite em ponto (mais uma semelhança com a história da princesa que baseou esta). 


Cintia já não tem mais contato com o pai porque ela simplesmente não aceita a traição, mas acaba precisando ligar para ele depois que a diretora do colégio proibiu o uso de celulares em qualquer local da escola, independente de ser intervalo ou não, e então ela precisa que o pai, influente como é, peça a diretora liberar o uso do aparelho eletrônico, pois o intervalo é o único momento em que Cintia pode conversar com a mãe durante a semana (tendo em vista que do outro lado do mundo o fuso horário é completamente diferente). Em troca deste favor, o pai pede para que a filha vá ao aniversário de quinze anos das filhas de sua esposa (ou melhor, das bruxinhas, como Cintia e sua tia as chamam). Mas a festa em questão seria mais uma das festas em que Cintia já estava contratada para ser DJ e abrir o show de Fredy Prince, ídolo teen da história, e sua banda.
E no desenrolar da coisa, o cantor cujo nome é Frederico, é alguém que a personalidade é totalmente julgada por Cintia, mesmo que ela nem o conheça. É só na festa, enquanto ambos estavam mascarados, que conversam um com o outro e até gostam do diálogo, mesmo sem saber quem são. Cintia acaba indo embora à meia-noite e deixa um de seus pares de all star (mais uma ligação com Cinderela). 


O lado moderno da história é perceptivelmente visto quando no lugar de sapatinhos de cristal, a princesa usa um par de all star preto com notas musicais e símbolos de naipes de baralho; os protagonistas usam Twitter e tem todo um lado moderno e diferente de outros contos já visto tanto na literatura quanto na cinematografia. 
A questão é que quem está acostumado com aquelas histórias com mais de 300 páginas, vai com muita vontade de ler o livro e o termina ainda com vontade, esperando por mais. Mesmo que a maioria das pessoas que tiveram uma infância já imaginassem o final, fica um vazio no fim, esperando por mais. A ideia do conto fora captada pela autora e o livro não é tão detalhado quanto os outros, de fato; e podem me julgar, mas Cinderela é uma das minhas princesas favoritas e por isso eu fui ainda com mais vontade para ler o livro e terminei com este vazio. 


Dou três lua não por não ter gostado ou nada assim. Mas eu queria ler o livro e ter alguns toques um pouco mais diferentes, porque de adaptações de contos fantásticos já temos tantas... Talvez eu quisesse que este fosse um pouco mais, só um pouco mais, detalhado como são os outros livros dela. 
É o segundo, mas não é o último! De acordo com a autora, ainda haverão mais dois livros com bases em contos de princesas e eu estou ansiosa para os seus lançamentos. Lerei também Princesa Adormecida para, quem sabe, fazer resenha.
Espero que tenham gostado e prometo que a próxima resenha não será mais Paula Pimenta! Até a próxima!

"(...) Um dia, seu castelo desmoronou, e com ele, toda sua vida. A princesa teve que reconstruir tudo. Pedrinha por pedrinha. Tijolo por tijolo. Ilusão por ilusão. Porém, ao abrir uma nova janela, ela viu que não havia sobrado nenhum sonho. Apenas a realidade. Que ela percebeu que podia ser ainda melhor..."

Update:

Vasculhando as profundezas do blog, descobri que temos uma resenha de Princesa Adormecida postada por uma ex-postadora nossa, Amanda. A resenha é de quando a Paula estava fazendo turnê de lançamento por todo o Brasil e veio para Fortaleza. Caso queira ler, clique aqui.


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