Acho que corro o risco de apanhar de cinto de couro porque esse post ficou enorme, mas seria impossível falar sobre esse assunto sem escrever tanto. Se você sabe o que é e quer saber minha opinião, clique em leia mais. Se não sabe o que é e tem muita curiosidade sobre, clica também. Mas! Se você não se encaixou em nenhuma das alternativas passadas, até a próxima! xoxo.

A famosa Wikipédia diz, na maneira mais formal da palavra: Distopia ou antiutopia é o pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utopia, ou seja, o oposto de utopia. São caracterizadas, geralmente, pelo totalitarismo, autoritarismo, por opressivo controle da sociedade. Nelas, "caem cortinas", e a sociedade mostra-se corruptível e blá blá blá. Sinceramente, na minha humilde e nada desejada opinião, prefiro a definição de dicionário que diz basicamente que é qualquer demonstração de uma sociedade futura, cujo propósito seria analisar de maneira crítica as características da sociedade atual. Além de ridicularizar a utopia, chama a atenção pros seus males.
E a questão que quero finalmente chegar é: a distopia invadiu a literatura. Estou me referindo, sim, àquelas histórias que amamos, como Jogos Vorazes, A Seleção... E tantos outros que, se eu citar, me perderei aqui. São histórias que possuem essências diferentes, mas todas "lutam por uma causa": ridicularizar a ideia de sociedade que vivemos hoje e demonstrar que ela pode ser destruída. Se você parar pra analisar Jogos Vorazes, a autora demonstra claramente que a divisão dos distritos afeta a vida de cada morador de Panem - o país em  que a história acontece. Cada característica que Suzanne Collins dá para cada morador de cada distrito pode ser encaixada em qualquer personalidade de qualquer país. E o que aconteceu - quase - todo mundo já sabe! Uma líder de uma manifestação, se estivermos realmente comparando, resolve que isso tem que acabar. Mas ela não deseja que simplesmente acabe com o sistema. Ela só deseja a igualdade de todas as partes. O que não é o caso de A Seleção, onde Kiera Cass faz uma avaliação minuciosa sobre a vida das pessoas de castas mais pobres e sobre todo o ouro que banha as castas ricas. Mas a questão é: a ideia da personagem principal é, definitivamente, acabar com as castas, vendo que viveriam bem melhor sem elas.
Essa literatura distópica também é capaz de representar um regime utópico que na prática destoa da teoria. (N/A: Isso é basicamente como se tivéssemos um regime que, na teoria, é perfeito e na prática não funciona de forma alguma.) Tudo que é regido pela distopia apresenta governos ditatoriais, os quais exercem um poder tirânico e um domínio ilimitado sobre o grupo social.
No campo da literatura, as distopias têm início logo após a consolidação de um regime utópico. E é exatamente isso que retrata os dois exemplos anteriores que dei. Ambos são como um país que fora criado após a desintegração de outro, com muita luta, guerra, morte de muitos homens que se foram em honra ao país. É isso que eles querem passar. Mostrar que o povo é patriota por ter, hoje, terras que foram disputadas com tanto esforço. Contudo, em algum momento, eles explodem como a lava de um vulcão por longo tempo sufocado.

N/A: [Essa nota é, na verdade, pra finalizar o post antes que ele vire um capítulo.] Eis que fiz um post sobre esse assunto, finalmente. Quero registrar aqui a minha opinião sobre isso. Não sei ao certo em que lado ficar... Se fico do lado que apoia a distopia como uma forma de abrir os olhos das pessoas para o que vivemos nos dias de hoje; ou se fico contra ela, por estar surgindo tanto, assim, de repente, e me deixando perdida. E o problema não é só esse... O fato é que a distopia é tão sacana que ela te faz ter utopias só de imaginar como seria viver nela. É contraditório e é uma hipocrisia sem tamanho, mas o que hoje em dia não é assim? xoxo,



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