Não sei exatamente o porquê, mas senti a necessidade de falar desse livro aqui. Estava eu olhando umas listinhas de lançamentos para 2015, e dei de cara com essa capa que logo me fez lembrar de Eleanor & Park, do qual Isabelle falou num "top 5" de livros desejados que eu esqueci na casa da minha tia, em São Paulo - me xingando até hoje. Esse livro aqui:

Esse livro é de Rainbow Rowell, autora também de Fangirl, Anexos e tantos outros livros, dos quais vi bastante divulgação na Bienal. Mas, voltando ao assunto em questão, Eleanor & Park tem a seguinte sinopse:
"Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Elanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e "grandes" (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois de encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo."
Nem preciso dizer que me identifico totalmente com livros assim e Eleanor & Park tem uma história relativamente comum, mas que retrata daquilo que as pessoas mais temem conversar: sobre a adolescência. 

Mas, como a questão aqui é Amy & Matthew, aqui está a capa que é muito parecida com a do livro anterior:


Essa é a capa do livro com a edição brasileira, assim como a tradução do título. Nos Estados Unidos, o livro se chama Say What You Will, que se fosse traduzir ao pé da letra para o português, ficaria mais ou menos "diga o que quiser". Acho que eu preferiria se o título fosse esse, pois até o título do livro o faz lembrar da obra de Rainbow. Cammie McGovern é a escritora deste, que possui a seguinte sinopse:
"Amy e Matthew não se conheciam realmente. Não era amigos. Matthew sabia quem ela era, claro, mas ele também sabia quem eram várias outras pessoas que não eram seus amigos. Amy tinha uma eterna fachada de felicidade estampada em seu rosto, mesmo tendo uma debilitante deficiência que restringe seus movimentos. Matthew nunca planejou contar a Amy o que pensava, mas depois que a diz para enxergar a realiade e parar de se enganar, ela percebe que é exatamente de alguém assim que precisa. À medida que passam mais tempos juntos, Amy descobre que Matthew também tem seus problemas e segredos, e decide tentar ajudá-lo da mesma forma que ele a ajudou. E quando a relação que começou como uma amizade se transforma em outra coisa que nenhum dos dois esperava (ou sabe definir), eles percebem que falam tudo um para o outro... Exceto o que mais importa."
Esse é o primeiro livro de McGovern destinado ao público jovem, e eu não sei muito o que esperar. Sei que quero ler assim que lançar, pra saber que tantos segredos são esses que Matthew tem e que Amy acaba descobrindo, e como se faz essa relação entre jovens deficientes físicos e mentais. Estou ansiosa.
Fazendo algumas pesquisas, descobri que Amy & Matthew e Eleanor & Park - além de retratarem o mesmo ambiente adolescente, relações amorosas e familiares e polêmicas dessa idade - não têm muito em comum, e com isso quero dizer que não é nada como uma história adaptada ou inspirada ou nada disso. Não sei porque fizeram a capa do segundo tão semelhante ao primeiro livro que aqui mostrei, e apesar de terem o mesmo ambiente, as histórias não são tão parecidas quanto aparentam.
Ressalvo que, ainda em minhas pesquisas para falar sobre o livro, li uma resenha em inglês em que se diz que para quem leu As Vantagens de Ser Invisível, A Culpa é das Estrelas e Eleanor & Park, Amy & Matthew está mais do que recomendado. Pelo que entendi e por já ter lido os livros citados, ambos relatam a vida adolescente, as polêmicas, as aventuras, os problemas em se ter alguma doença ou deficiência (no caso de ACEDE) não impedem o amor de acontecer. Gostei muito dessa relação.
E é isso. Com certeza esse livro está na minha listinha de livros para o ano que daqui a pouco chega e não vou nem prometer resenha, porque nunca cumpro :(. Exceto que, se fizer, antes teremos resenha de Eleanor & Park para que eu possa confirmar se há mesmo essa semelhança de ambientes, se podemos relacionar um livro com outro. xoxo,


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