Queria que um texto com esse título pudesse trazer elogios, agradecimentos e declarações dignas de uma pessoa que carregue esse título. Acontece que comigo, nem tudo é tão simples assim. É estranho, é difícil, é complexo. Talvez seja por falta de conversa, por falta de atenção ou por falta de crença uma na outra, mas não posso dizer que conheço minha mãe, nem muito menos ela pode dizer que me conhece. Ela não me ouve! Eu sinto gritar para que ela possa me entender, mas é como se ela mesmo tapasse os ouvidos e me ignorasse como se eu fosse desconhecida. O que é meio hipócrita da minha parte dizer que ela não me conhece e depois exigir que ela me trate como uma conhecida. Eu me odeio por cada palavra que aqui eu disse, mas não me arrependo. É através de palavras assim que eu consigo deixar que minhas lágrimas caiam e, assim, respirar depois sossegada. 
           Eu a amo. Amo tudo o que faz por mim, e sei o quão importante é ter seu apoio (quando ele há) e sua compreensão (nas raras vezes em que surge). Mas a sua (falta de) paciência é fundamental para que eu possa enxergar tudo de uma forma diferente. Como se eu pudesse enxergar tudo de outra forma á partir do momento que ela se expressa em relação àquilo. Minha mãe não é das mais perfeitas. Não gosto de clamar ao mundo que ela é perfeita e que é a melhor do mundo. Mas é a melhor do mundo pra mim. É a minha melhor do mundo. Mesmo que ela não me entenda e mesmo que nada do que eu faça pra chamar sua atenção faça muita diferença... Eu faria de tudo pra ela saber que ela é a melhor de todas pra mim.
           Ela é, sim, difícil. E eu sei que pra ela também sou um enigma, assim como sou para tantas outras pessoas. Só que eu não leio a palavra "mãe" como a principal pessoa do universo, como a minha heroína e maior paixão de todas. Ela é minha mãe. E eu gostaria que ela me amasse pelas coisas que faço e por quem eu demonstro ser, mas não por ser simplesmente a sua filha, pois já percebi que essa simples relação mãe e filha nunca foi boa entre nós. Eu sei que nunca vou confiar nela pra dizer meus segredos mais íntimos - porque ela com certeza usaria todos eles contra mim, depois -, mas eu confio que a nossa relação pode mudar, um dia. Num futuro próximo, talvez. E eu espero que, quando isso acontecer, ela saiba quem eu sou. Que ela não me qualifique como "sua filha", mas como "sua filha que gosta de músicas, é tímida, não tem livro favorito e ama ir ao cinema". Bom, eu só quero dizer que eu queria que ela me reconhecesse pelas coisas que gosto e não que fosse necessário pedir ajuda de terceiros para me comprar um presente. E que quando preciso fosse me presentear com algo, que ela soubesse que sua atenção e afeto são suficientes para a minha satisfação.

N/A: Resolvi fazer uma "limpa" nos rascunhos do blog e achei esse texto pela metade, então terminei-o e quis postar. Acho que não precisa de muita explicação, é aquele tipo de texto de momento, do que estamos sentindo e resolvemos pôr no papel. E é isso. Melhor parar por aqui antes que volte a chorar. xoxo,



Deixe um comentário