Não sei explicar exatamente o que estou sentindo. É um princípio de uma saudade em um misto estranho com apreensão, com medo do novo. Fora um ano intenso. Mais que isso, um ano cheio de turbulências e aprendizados. Um ano em que não pude relaxar sequer um segundo, senão a vida já estaria na espera para me esculachar. E a vida sempre fora muito engraçada, é verdade. Exatamente quando decidira nunca mais me apaixonar, surgira alguém, que esse alguém, á princípio, havia sumido, deixado de existir, mas que sempre teve esse cantinho reservado, da forma mais desconhecida que fosse. Justamente quando eu quis não confiar mais em ninguém, a vida me dera amigos para a vida toda, e vi que esses amigos não precisavam ser exatamente iguais á mim, não precisam ter nenhum semelhança, só... Me entender, me aceitar como eu sou. Foi quando eu quis me aproximar da minha família, que tudo se tornou ainda mais complicado, mas tudo bem. Eu aceito essas exceções, eu entendo que nenhuma vida é perfeita e que eu devo aprender com cada tropeço que dei. E foram tantos...
          Hoje, eu não consigo dizer que eu não aproveitei. Fora um ano louco, como antes dei a entender, mas, também, com muitas realizações. Só por ter alguém que me reconhecesse, que reconhecesse o meu esforço e que pudesse me ver como uma pessoa útil, tudo valeu a pena. Uma das coisas que eu mais tive certeza desse ano fora sobre os meus amigos, as minhas amizades, pessoas das quais eu não vivo mais sem, pessoas que eu conto com elas sempre e onde eu precisar, pessoas que vão comigo seja pra onde for. E junto com as certezas, vieram as incertezas. E a minha maior incerteza foi sobre quem eu sou. Feliz, determinada, intrigante, estranha, normal...? O que eu sou?! Não sei responder. E isso não é ruim, ao contrário do que eu pensava alguns meses atrás. Não é ruim você não saber quem você é quando se tem certeza do que você sente. Eu sei o que eu sinto, eu sei o que me incomoda e o que me satisfaz. E eu me sinto feliz. Mais do que qualquer outro momento da minha vida. Me sinto completa, entende? Como se qualquer falta que antes eu sentisse pudesse ser substituída por uma coisa mais simples e isso não tem relação alguma com o significado daquilo em minha vida.
          Outra coisa que ficara bastante clara é que quanto mais eu achava que estava tudo bem, mais as coisas desandavam, mais eu achava que não passaria desse ano e que ficaria no ar tudo o que no primeiro dia de Janeiro eu quis realizar. Mas era exatamente quando eu achava que não tinha jeito, quando eu me sentia totalmente perdida e ao ponto de desistir, eu encontrava no meio do caminho motivos para continuar, razões para permanecer forte e de cabeça erguida. Esses motivos são conhecidos por amigos e momentos com eles. As razões podem ser chamadas por uma só palavra: amor. Sem amor, eu teria desistido no primeiro empurrão que a vida me deu. Sem amor, eu não teria fé. Sem amor, eu nada seria. E é por isso que eu agradeço todos os dias, pelo amor que á mim é dado, pelo amor que ao máximo eu posso dar e pelo amor que ainda tenho a receber. Pelo amor dos meus amigos, por menos falado e mais sentido que seja; pelo amor do meus familiares, por mais complicado e quase desconhecido que seja; pelo amor da pessoa que amo, daquela pessoa, que ás vezes parece ser utópico, mas que eu sei que existe. Por tudo, agradeço. Por tudo, pelas coisas boas e ruins, eu agradeço por mais esse ano que se encerra, dessa vez e finalmente, com chave de ouro.

N/A: O último texto do ano não poderia ser de outra forma, senão falando de amor. Eu espero ter conseguido falar de todas as coisas importantes que me aconteceram, e eu não quis simplesmente desejar um próspero ano novo - deixemos isso para amanhã. Eu quis falar sobre mim (não que não tenha feito isso o ano inteiro). E, nesse exato momento, com quase toda certeza, estou dentro de um avião para mais uma de minhas viagens, e esse post é com certeza programado, mas meu coração e minha mente estão inteiramente ligados á cada palavra aqui escrita. Foi verdadeiro, foi com todo sentimento que há em mim. xoxo,



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